Business
Fertilizantes devem seguir caros e travar compras no 2º trimestre, aponta StoneX

O segundo trimestre de 2026, tradicionalmente visto como uma oportunidade para compra de fertilizantes, deve ser mais desafiador neste ano. A avaliação é da StoneX, que aponta impactos persistentes do conflito no Oriente Médio sobre preços, logística e poder de compra dos produtores.
Segundo a consultoria, o cenário global rompeu o padrão sazonal que, em anos anteriores, favorecia negociações mais vantajosas para aplicações no segundo semestre, como a safra de verão no Brasil.
“A combinação de problemas logísticos, redução de oferta e alta de preços diminui a chance de o período se consolidar como uma janela favorável de compra”, afirma o analista de mercado da empresa, Tomás Pernías.
Nitrogenados: volatilidade e perda de poder de compra
No mercado de nitrogenados, a volatilidade segue elevada. Mesmo com a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, a expectativa é de que gargalos logísticos persistam, sustentando os preços.
A alta recente dos fertilizantes já afeta diretamente o produtor. Nos Estados Unidos, levantamento do Farm Bureau indica que cerca de 70% dos agricultores não têm capacidade financeira para adquirir todo o volume necessário de insumos.
Desde o início das tensões no Oriente Médio, os preços da ureia chegaram a subir cerca de 47%, pressionando ainda mais os custos de produção.
Além disso, a compra antecipada segue baixa, o que aumenta a exposição à volatilidade e ao risco de desabastecimento em momentos críticos da safra.
Fosfatados e potássicos: oferta restrita e preços firmes
No segmento de fosfatados, o cenário é considerado ainda mais rígido. A oferta global permanece limitada por fatores como dificuldades logísticas no Oriente Médio, manutenção industrial no Marrocos e incertezas nas exportações da China.
Os custos elevados de matérias-primas, como amônia e enxofre, também dificultam quedas nos preços. Esse conjunto de fatores aumenta o risco de redução na demanda ao longo de 2026, especialmente em um ambiente de margens pressionadas no campo.
Já no mercado de potássicos, como o cloreto de potássio (KCl), as condições são relativamente menos restritivas, mas ainda cercadas de incertezas.
Com margens apertadas, produtores podem priorizar nitrogenados e fosfatados, adiando compras de potássio. O cenário é agravado por custos elevados de frete e seguros, além do risco geopolítico.
Decisões mais difíceis no campo
Diante desse ambiente, a StoneX avalia que os produtores devem enfrentar escolhas mais complexas nos próximos meses: arcar com custos mais altos ou reduzir a aplicação de fertilizantes, assumindo riscos de produtividade.
“O gerenciamento de risco e a eficiência na gestão de custos serão determinantes para a sustentabilidade do negócio agrícola em 2026”, afirma Pernías.
A consultoria destaca que, apesar de algum alívio pontual com a reabertura de rotas comerciais, a normalização do mercado tende a ser lenta. Com isso, a tendência é de menor espaço para adiar compras ao longo do ano, mesmo em condições pouco favoráveis.
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Agro Mato Grosso
MT puxa exportações; oleaginosa registra alta no 1º trimestre

A China é o principal destino, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia
Business
Mercado de defensivos do país movimenta R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25, o que representa um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, quando faturou R$ 95,9 bilhões. Os dados constam no estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec Brasil.
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Em dólar, o setor registrou recuo de 7% no faturamento, de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões na safra passada. Segundo o gerente de pesquisas da Kynetec, Lucas Alves, o menor resultado na moeda americana é explicado pela desvalorização do real, que passou de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período.
A recuperação em reais reverte a queda de 13% apurada na safra 2023/24. Naquele ciclo, os preços dos insumos recuaram 79%, em média, o que reduziu o faturamento de R$ 110,1 bilhões para R$ 95,9 bilhões, apesar do avanço de 1% na área plantada e de 9% na intensidade dos tratamentos.
A valorização do setor em reais no ciclo passado também foi impulsionada pelo aumento de 2% na área plantada e de 9% nos manejos nas lavouras, observou a Kynetec. Alves ressaltou que esses fatores compensaram a acomodação nos preços dos defensivos no período.
Para a safra 2025/26, a consultoria projeta avanço de 8% no mercado, em reais. “Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e está relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados”, afirmou Alves.
Segundo dados da consultoria, o histórico das últimas cinco safras mostra ciclos de elevação de preços após o início da pandemia, seguidos por perdas nos valores. Entre as temporadas 2020/21 e 2022/23, o faturamento do setor no país subiu de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, com o custo médio de aplicação passando de R$ 37,93 para R$ 54,15 por hectare.
No segmento de herbicidas não seletivos, o custo de aplicação subiu de R$ 37,68 para R$ 97,60 entre 2020/21 e 2022/23. “A subida dos preços também teve início em um momento de restrição de comércio de algumas das principais moléculas do mercado, devido ao fechamento de fábricas no principal fornecedor brasileiro de produtos, a China”, explicou o gerente.
O estudo FarmTrak da Kynetec baseou-se em mais de 3 mil entrevistas com produtores rurais em toda a fronteira agrícola do país.
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Agro Mato Grosso
Frete de grãos sobe em MT e acende alerta para custos no campo

Alta nos preços do transporte impacta diretamente o escoamento da produção e a competitividade do agro mato-grossense
O recente boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta um movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões.
De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de veículos, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.
Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/t (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/t (+3,28%). Os números reforçam uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.
“Cabe destacar que, para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual, disse o o coordenador de inteligência de mercado agropecuário no Imea, Rodrigo Silva.
O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro.
Esse cenário impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.
“A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.
Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.
Texto: Rosanegla Milles
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