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8 de junho de 2026

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Mercado de defensivos do país movimenta R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25

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Foto: Divulgação Mapa

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25, o que representa um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, quando faturou R$ 95,9 bilhões. Os dados constam no estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec Brasil.

Em dólar, o setor registrou recuo de 7% no faturamento, de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões na safra passada. Segundo o gerente de pesquisas da Kynetec, Lucas Alves, o menor resultado na moeda americana é explicado pela desvalorização do real, que passou de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período.

A recuperação em reais reverte a queda de 13% apurada na safra 2023/24. Naquele ciclo, os preços dos insumos recuaram 79%, em média, o que reduziu o faturamento de R$ 110,1 bilhões para R$ 95,9 bilhões, apesar do avanço de 1% na área plantada e de 9% na intensidade dos tratamentos.

A valorização do setor em reais no ciclo passado também foi impulsionada pelo aumento de 2% na área plantada e de 9% nos manejos nas lavouras, observou a Kynetec. Alves ressaltou que esses fatores compensaram a acomodação nos preços dos defensivos no período.

Para a safra 2025/26, a consultoria projeta avanço de 8% no mercado, em reais. “Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e está relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados”, afirmou Alves.

Segundo dados da consultoria, o histórico das últimas cinco safras mostra ciclos de elevação de preços após o início da pandemia, seguidos por perdas nos valores. Entre as temporadas 2020/21 e 2022/23, o faturamento do setor no país subiu de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, com o custo médio de aplicação passando de R$ 37,93 para R$ 54,15 por hectare.

No segmento de herbicidas não seletivos, o custo de aplicação subiu de R$ 37,68 para R$ 97,60 entre 2020/21 e 2022/23. “A subida dos preços também teve início em um momento de restrição de comércio de algumas das principais moléculas do mercado, devido ao fechamento de fábricas no principal fornecedor brasileiro de produtos, a China”, explicou o gerente.

O estudo FarmTrak da Kynetec baseou-se em mais de 3 mil entrevistas com produtores rurais em toda a fronteira agrícola do país.

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Entrega do PAA em Colatina destina 125 quilos de alimentos à Apaee

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, no distrito de São Pedro Frio, em Colatina (ES), a entrega de 125 quilos de alimentos produzidos pela agricultura familiar à Associação de Pais e Amigos de Colatina (Apaee). A operação foi realizada no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), e contou com fornecimento da Associação de Produtores Rurais de São Pedro Frio.

Segundo a Conab, 33 produtores participaram desta etapa da proposta, com o envio de 75 quilos de pão, 30 quilos de bolo e 20 quilos de doce de banana. Os alimentos serão destinados a cerca de 900 pessoas atendidas pela entidade no município.

A iniciativa faz parte de uma proposta com vigência de dois anos. Nesse período, a previsão é de entrega total de 22,1 toneladas de alimentos em diferentes etapas. O valor global estimado é de R$ 330 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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O PAA é uma política pública federal voltada à compra de alimentos da agricultura familiar, com dispensa de licitação, para atendimento de pessoas e entidades em situação de insegurança alimentar e nutricional. Na prática, o modelo combina escoamento da produção de pequenos agricultores com abastecimento de instituições sociais.

No caso de Colatina, a operação envolve produtos processados por agricultores locais, o que amplia o alcance comercial da produção da associação fornecedora. Além da entrega imediata, a proposta cria uma referência de volume e valor para os produtores incluídos na ação, com cronograma previsto para novas remessas ao longo da vigência do projeto.

A Conab informou ainda que a operação foi acompanhada por representantes da Superintendência Regional do Espírito Santo. O material divulgado não detalha a divisão de cotas por produtor nem o calendário completo das próximas entregas.

Os dados informados indicam continuidade do fornecimento nos próximos meses, dentro do volume total contratado de 22,1 toneladas. Sem divulgação do cronograma detalhado das próximas etapas, a evolução da proposta dependerá das entregas programadas e da execução dos recursos previstos no PAA.

Fonte: gov.br

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Preço do milho começa junho em queda, aponta Cepea

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Os preços do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é influenciado principalmente pela postura mais retraída dos compradores no mercado spot e pela pressão vinda do cenário internacional.

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De acordo com o centro de estudos, muitos consumidores nacionais já possuem estoques suficientes para atender à demanda de curto prazo e, por isso, reduziram o ritmo das negociações neste início de mês.

Além disso, agentes acompanham o avanço da colheita da segunda safra no Brasil e a recente desvalorização do milho no mercado externo, fator que reduz a paridade de exportação e acaba pressionando as cotações internas.

Produtores seguram parte da oferta

Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea observam que produtores sem necessidade imediata de “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando a comercialização.

A estratégia é sustentada pela expectativa de possível recuperação nos preços, diante das preocupações com a produção da safra 2025/26 e dos impactos climáticos registrados em importantes regiões produtoras.

Entre os fatores monitorados pelo mercado estão a seca em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná, que podem afetar a produtividade das lavouras.

Mercado internacional amplia pressão

No cenário externo, os preços do milho registraram forte queda no início de junho.

Segundo o Cepea, a melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos aumentou as perspectivas para a safra norte-americana e ampliou a pressão sobre as cotações globais.

Além disso, o avanço da colheita da segunda safra brasileira e a expectativa de boa produção na Argentina reforçam o cenário de maior oferta no mercado internacional.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do milho foi a queda nos preços do trigo, commodity que costuma influenciar diretamente o mercado de grãos.

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Dólar sustenta os preços de soja, mas por que os negócios seguem travados?

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços entre estáveis e mais altos, mas sem registro de volumes expressivos negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve momentos de melhora nas cotações ao longo da sessão, principalmente quando o dólar se aproximou do patamar de R$ 5,20.

Os prêmios passaram por ajustes ao longo do dia e também contribuíram para a formação dos preços. Nos portos, foram registrados negócios pontuais, mas a movimentação ficou distante de um ritmo mais intenso de comercialização.

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De acordo com Silveira, houve alguma atividade nos portos, porém sem grandes destaques em termos de quantidade negociada. O resultado foi uma abertura de semana marcada por sustentação dos preços, impulsionada pelo câmbio, mas sem aceleração significativa dos negócios.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 121,00 para R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 111,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 114,50 para R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 113,50 para R$ 114,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado segue pressionado pela perspectiva de uma safra norte-americana robusta na temporada 2026/27, favorecida pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos.

Os agentes também aguardam a divulgação dos dados de evolução do plantio e das condições das lavouras, com expectativa de números positivos. Além disso, o mercado se posiciona para o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado nesta quinta-feira (11).

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 264 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

As inspeções de exportação dos Estados Unidos totalizaram 398.186 toneladas na semana encerrada em 4 de junho, abaixo das 505.109 toneladas registradas na semana anterior.

Contratos futuros de soja

Entre os contratos negociados em Chicago, a soja para julho fechou cotada a US$ 11,15 3/4 por bushel, com queda de 5,75 centavos de dólar, ou 0,51%. O vencimento agosto encerrou a US$ 11,21 1/4 por bushel, com baixa de 4,75 centavos, ou 0,42%.

No mercado de derivados, o farelo de soja para julho caiu US$ 5,80, ou 1,88%, encerrando a US$ 302,70 por tonelada. Já o óleo de soja para julho avançou 0,59%, fechando a 74,56 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,1802 para venda e R$ 5,1782 para compra. Durante o pregão, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,1332 e a máxima de R$ 5,1947.

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