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8 de junho de 2026

Business

Palestra sobre compostagem ocorre nesta terça-feira (9) em Júlio de Castilhos

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A compostagem, a vermicompostagem e suas aplicações serão tema de uma palestra nesta terça-feira (9), a partir das 14h, no Anfiteatro do prédio administrativo do Campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul. A atividade integra o projeto “Educação Ambiental e Sustentabilidade: Construindo Cidadania e Preservação na Comunidade”, desenvolvido pela instituição.

O encontro vai tratar do tratamento de resíduos orgânicos em áreas urbanas e rurais por meio das técnicas de compostagem e vermicompostagem. A proposta é apresentar como esses processos podem transformar resíduos em fertilizante orgânico para uso na produção de alimentos.

Participam da atividade a pesquisadora do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), Gerusa Steffen, órgão ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), e o pesquisador e engenheiro-agrônomo Ricardo Steffen.

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Segundo Gerusa, a gestão de resíduos sólidos orgânicos representa um desafio logístico e ambiental, mas também uma alternativa técnica para aproveitamento de matéria-prima tanto nas cidades quanto no campo. De acordo com a pesquisadora, os compostos orgânicos gerados nesses processos fornecem 17 nutrientes essenciais às plantas e contribuem para melhorar propriedades físicas e biológicas do solo.

Do ponto de vista produtivo, o tema tem relação direta com sistemas agrícolas que buscam reduzir perdas de resíduos, ampliar a reciclagem de nutrientes e fortalecer práticas de manejo do solo. A utilização de compostos orgânicos também pode complementar estratégias de adubação, desde que observadas as recomendações técnicas para cada cultura e condição de uso.

As inscrições podem ser feitas pela plataforma do IFFar. A organização também informou que mais detalhes sobre o tema estão disponíveis na Circular Técnica 31, publicada em canal oficial do governo estadual. O conteúdo divulgado não informa número de vagas nem duração prevista da palestra.

A palestra amplia o acesso a informações técnicas sobre manejo de resíduos orgânicos e fertilização, tema com aplicação prática em propriedades rurais, hortas, viveiros e sistemas de produção de alimentos. Para orientações operacionais mais detalhadas, a referência disponível é a Circular Técnica 31 sobre compostagem e vermicompostagem de resíduos orgânicos.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Agro Mato Grosso

Etanol ganha força em Mato Grosso e já supera gasolina

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Abastecer o carro ficou um pouco menos pesado para o bolso em Mato Grosso neste fechamento de maio. Enquanto gasolina, diesel e etanol registraram queda, foi o combustível vindo das usinas de cana e milho do estado que apresentou o recuo mais agressivo, mudando a estratégia dos motoristas nas bombas.

Para quem vive em Mato Grosso, a notícia é um diferencial estratégico. O estado consolida sua posição como o líder nacional onde o etanol é financeiramente mais vantajoso, impulsionado pela produção local recorde e logística simplificada.

Dados do Monitor de Preços Veloe, em parceria com a Fipe, confirmam que o litro do etanol fechou o mês com média nacional de R$ 4,49. No entanto, em MT, os preços praticados nas principais cidades do agronegócio conseguem ser ainda mais competitivos devido à proximidade das plantas processadoras.

Gasolina etanol.png

Por que a relação de 70% favorece Mato Grosso agora?

O motorista de carro flex já conhece a regra: o etanol compensa quando custa até 70% do valor da gasolina. Em maio, a média nacional bateu 70,1%, mas no Centro-Oeste essa barreira foi quebrada, tornando o biocombustível a escolha óbvia para quem busca eficiência financeira.

A queda de 5,6% no preço do etanol superou de longe o recuo da gasolina (1%) e do diesel S-10 (3,3%). Essa dinâmica ocorre porque Mato Grosso possui uma infraestrutura de produção de biocombustíveis que reduz o custo de frete, um dos maiores vilões do preço final em outros estados.

Em polos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, a forte movimentação das usinas de etanol de milho cria um ecossistema de oferta que mantém os valores atrativos mesmo em períodos de entressafra nacional.

O que observar antes de parar no posto

Mesmo com o cenário favorável, especialistas recomendam que o condutor faça a conta exata no momento do abastecimento. Como o rendimento do etanol é menor, qualquer variação centesimal pode influenciar no custo por quilômetro rodado ao longo do mês.

A projeção para junho de 2026 indica que, com a produção avançando no interior de Mato Grosso, o combustível renovável deve continuar ganhando espaço. Para o motorista local, o momento é de aproveitar a vantagem competitiva regional que coloca o estado no topo da economia de combustíveis no Brasil.

A dica final é simples: divida o preço do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 0,70, complete o tanque com o produto das nossas usinas e garanta mais fôlego para o orçamento familiar.

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Entrega do PAA em Colatina destina 125 quilos de alimentos à Apaee

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, no distrito de São Pedro Frio, em Colatina (ES), a entrega de 125 quilos de alimentos produzidos pela agricultura familiar à Associação de Pais e Amigos de Colatina (Apaee). A operação foi realizada no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), e contou com fornecimento da Associação de Produtores Rurais de São Pedro Frio.

Segundo a Conab, 33 produtores participaram desta etapa da proposta, com o envio de 75 quilos de pão, 30 quilos de bolo e 20 quilos de doce de banana. Os alimentos serão destinados a cerca de 900 pessoas atendidas pela entidade no município.

A iniciativa faz parte de uma proposta com vigência de dois anos. Nesse período, a previsão é de entrega total de 22,1 toneladas de alimentos em diferentes etapas. O valor global estimado é de R$ 330 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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O PAA é uma política pública federal voltada à compra de alimentos da agricultura familiar, com dispensa de licitação, para atendimento de pessoas e entidades em situação de insegurança alimentar e nutricional. Na prática, o modelo combina escoamento da produção de pequenos agricultores com abastecimento de instituições sociais.

No caso de Colatina, a operação envolve produtos processados por agricultores locais, o que amplia o alcance comercial da produção da associação fornecedora. Além da entrega imediata, a proposta cria uma referência de volume e valor para os produtores incluídos na ação, com cronograma previsto para novas remessas ao longo da vigência do projeto.

A Conab informou ainda que a operação foi acompanhada por representantes da Superintendência Regional do Espírito Santo. O material divulgado não detalha a divisão de cotas por produtor nem o calendário completo das próximas entregas.

Os dados informados indicam continuidade do fornecimento nos próximos meses, dentro do volume total contratado de 22,1 toneladas. Sem divulgação do cronograma detalhado das próximas etapas, a evolução da proposta dependerá das entregas programadas e da execução dos recursos previstos no PAA.

Fonte: gov.br

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Preço do milho começa junho em queda, aponta Cepea

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Os preços do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é influenciado principalmente pela postura mais retraída dos compradores no mercado spot e pela pressão vinda do cenário internacional.

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De acordo com o centro de estudos, muitos consumidores nacionais já possuem estoques suficientes para atender à demanda de curto prazo e, por isso, reduziram o ritmo das negociações neste início de mês.

Além disso, agentes acompanham o avanço da colheita da segunda safra no Brasil e a recente desvalorização do milho no mercado externo, fator que reduz a paridade de exportação e acaba pressionando as cotações internas.

Produtores seguram parte da oferta

Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea observam que produtores sem necessidade imediata de “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando a comercialização.

A estratégia é sustentada pela expectativa de possível recuperação nos preços, diante das preocupações com a produção da safra 2025/26 e dos impactos climáticos registrados em importantes regiões produtoras.

Entre os fatores monitorados pelo mercado estão a seca em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná, que podem afetar a produtividade das lavouras.

Mercado internacional amplia pressão

No cenário externo, os preços do milho registraram forte queda no início de junho.

Segundo o Cepea, a melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos aumentou as perspectivas para a safra norte-americana e ampliou a pressão sobre as cotações globais.

Além disso, o avanço da colheita da segunda safra brasileira e a expectativa de boa produção na Argentina reforçam o cenário de maior oferta no mercado internacional.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do milho foi a queda nos preços do trigo, commodity que costuma influenciar diretamente o mercado de grãos.

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