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6 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT participa da Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra em Querência

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Evento reuniu lideranças do agro, produtores rurais e autoridades para debater os desafios, oportunidades e perspectivas da produção de milho no Brasil

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) marcou presença na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra, realizada nesta quarta-feira (03.06), na Estância VN, em Querência. O evento reuniu autoridades, lideranças do agronegócio e produtores rurais para discutir os desafios e as oportunidades de uma das safras mais estratégicas para a economia brasileira.

Parceira da iniciativa, a Aprosoja Mato Grosso teve participação de destaque no evento. O vice-presidente Norte da entidade, Ilson Redivo, integrou o painel “Tecnologia e Resiliência no Campo”, enquanto o vice-presidente Oeste, Gilson Antunes de Melo, participou ao vivo com contribuições sobre o cenário do setor. Representando a região Leste, o vice-presidente Lauri Pedro Jantsch participou do painel “Desafios do Agro Brasileiro: Crédito, custos e competitividade no campo”, que debateu temas ligados ao cenário econômico, acesso ao crédito, custos de produção e perspectivas para a safra de milho em Mato Grosso e no Brasil.

Durante sua participação, Lauri Jantsch comentou sobre as expectativas para a safra de milho no estado, marcada por desafios climáticos desde o início do plantio, com períodos de estiagem seguidos por excesso de chuvas em algumas regiões produtoras, impactando diretamente o desenvolvimento das lavouras.

“A 10ª edição deste evento simboliza todo o trabalho e planejamento do produtor rural ao longo da safra. Tivemos um início de ciclo bastante desafiador, com excesso de chuvas, o que atrasou a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho. Apesar dessas dificuldades, as condições climáticas evoluíram de forma favorável ao longo da safra, contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras. Hoje, o sentimento é de gratidão e satisfação. É um dia de celebração. É o momento de comemorar o resultado de todo o planejamento, do trabalho e dos investimentos realizados ao longo da safra. A abertura da colheita representa a consolidação de um ciclo que foi construído com muito esforço e dedicação pelo produtor rural”, comentou Lauri.

O anfitrião do evento e produtor rural do núcleo de Querência, Irio José Guisolphi, a abertura da colheita representa não apenas um momento de celebração da produção agrícola, mas também uma oportunidade de mostrar a importância do produtor rural para a economia e para a segurança alimentar.

“Para mim, é motivo de muito orgulho. É uma satisfação poder representar os produtores de Querência, do Mato Grosso e também do Brasil neste evento tão importante. Receber a Abertura Nacional da Colheita do Milho em nossa fazenda é uma grande honra e demonstra a relevância do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos produtores da nossa região. Além de evidenciar a força do agronegócio, este evento reforça algo muito importante: a união dos produtores. A cultura do milho tem sido fundamental para a sustentabilidade econômica da atividade agrícola em Mato Grosso. Hoje, a soja trabalha com margens cada vez mais apertadas, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. Eventos como este fortalecem o diálogo, aproximam os produtores e mostram a importância de trabalharmos unidos para enfrentar desafios e buscar soluções para o setor. Esse é um momento de celebração, mas também de reconhecimento da força e da resiliência do produtor rural brasileiro”, destacou Irio.

Presente no evento, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também acompanhou as discussões sobre o cenário da segunda safra e a importância do agronegócio para a economia mato-grossense e nacional.

“Falar da agricultura de Mato Grosso é falar de uma verdadeira maravilha sobre a terra. Nosso estado possui um ecossistema privilegiado, formado pelo Cerrado, com sol e chuva em períodos bem definidos, o que permite um sistema produtivo extremamente eficiente. Aqui, iniciamos o plantio da primeira safra em setembro, começamos a colheita em janeiro e, logo na sequência, já damos início à segunda safra. Esse ciclo produtivo faz de Mato Grosso referência mundial em eficiência agrícola. Por isso, falar do agronegócio mato-grossense é falar de um dos sistemas de produção mais eficientes do mundo”, salientou o governador.

Para o delegado do núcleo de Querência, Marcelo da Cunha Marinho, eventos como a abertura da colheita fortalecem o diálogo entre produtores, entidades e autoridades, além de aproximarem o setor produtivo das principais pautas ligadas ao desenvolvimento da agricultura.

“Eventos como este promovem uma aproximação muito importante. Neste momento, por exemplo, estamos reunindo representantes do Poder Executivo, tanto municipal quanto estadual, do Poder Legislativo e do setor produtivo, todos dialogando em pé de igualdade sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio. Um evento dessa magnitude cria um ambiente favorável para a construção de soluções conjuntas, fortalecendo a relação entre o setor produtivo e as lideranças responsáveis pela formulação de políticas e pela tomada de decisões. Além disso, contamos com a presença das principais empresas do agronegócio, que participam ativamente dessas discussões. Não se trata apenas de debater problemas, mas também de apresentar alternativas, inovações e soluções que contribuam para o desenvolvimento e a competitividade do setor”, afirmou Marcelo.

A participação da Aprosoja MT na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra reforça o compromisso da entidade com a representatividade do produtor rural e com a promoção de debates voltados ao fortalecimento de um agronegócio cada vez mais sustentável, competitivo e preparado para os desafios futuros no campo.

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Acidente entre três veículos deixa 06 mortos e dois feridos na MT-358

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Acidente entre três veículos deixa 06 vítimas fatais foi registrado na noite de sexta-feira (5), na rodovia MT-343, entre os municípios de Nova Olímpia e Barra do Bugres. As duas últimas mortes confirmadas foram de Jucineide Maluf e Valentina Ribeiro, 6, que chegaram a ser socorridas, mas não resistiram.

Conforme divulgado, a colisão envolveu 3 veículos, sendo eles, uma caminhonete Chevrolet S10, um Hyundai HB20S e um Volkswagen Gol. O acidente ocorreu por volta das 19h40 e mobilizou equipes de resgate, Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros. (video abaixo)

De acordo com informações repassadas pelo motorista da caminhonete, ele seguia no sentido Nova Olímpia–Barra do Bugres quando um Hyundai HB20, que trafegava no sentido contrário, tentou realizar uma ultrapassagem em meio a carretas que seguiam pela rodovia. Durante a manobra, o condutor do HB20 teria percebido a aproximação da caminhonete e tentado retornar à sua faixa, mas acabou atingindo lateralmente a S10.

Após a colisão, o motorista do HB20 perdeu o controle da direção e invadiu a pista contrária, colidindo frontalmente contra um Volkswagen Gol que vinha logo atrás da caminhonete.

Com a violência do impacto, morreram o condutor do HB20, identificado como Vitérico Jabu Maluf, professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e sua esposa, Jucineide Maluf.

Também perderam a vida os ocupantes do Gol, o motorista Sebastião Ribeiro de Oliveira, sua esposa Dayane Ribeiro e os filhos do casal, Emmanuel Pietro, de apenas 4 anos e Valentina Ribeiro, 6.

A outra filha do casal, de 17 anos, foi socorrida e está hospitalizada. Equipes de resgate precisaram realizar a retirada das vítimas que ficaram presas às ferragens. O local foi isolado para os trabalhos da perícia.

VIDEO:

 

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Pesquisa da Unemat desenvolve tecnologia contra Lagarta-do-Cartucho nas lavouras de MT

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Estudo da Unemat busca transformar extrato de árvore nativa em inseticida sustentável contra praga que pode causar perdas de até 70% nas lavouras de milho

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá), aposta no potencial de uma árvore nativa da flora brasileira, a conhecida como pente-de-macaco ou escova-de-macaco (Apeiba tibourbou), para criar um inseticida natural capaz de combater a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), uma das principais pragas da agricultura nacional. A tecnologia utiliza o encapsulamento do extrato da planta para aumentar a eficiência do produto e reduzir impactos ambientais.

“A iniciativa é uma tecnologia sustentável que aumenta a eficiência de inseticidas botânicos por meio de encapsulamento, reduzindo perdas por insetos-praga e minimizando impactos ambientais”, explicou a coordenadora do projeto, professora Juliana Garlet, doutora em Engenharia Florestal e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Agroecossistemas Amazônicos da Unemat (PPGBioAgro).

 

Inimigo de lavouras, pastagem e plantios florestais

A lagarta do gênero Spodoptera é uma velha conhecida dos agricultores brasileiros. Altamente polífaga, ela consegue se alimentar de uma vasta gama de plantas. Para se ter uma ideia, são mais de 350 espécies hospedeiras registradas no país, inclusive gramíneas e plantios florestais.

Ela causa desfolha severa e destrói o ponto de crescimento de cultivos como milho, soja, algodão e arroz. No milho, onde sua voracidade é ainda maior, o ataque direto ao “cartucho” da planta pode provocar perdas de até 70% na produção se nenhuma medida for tomada.

Atualmente, a produção agrícola depende do controle químico intensivo e até de lavouras transgênicas. No entanto, o uso excessivo desses métodos acelerou a seleção de populações de lagartas super-resistentes. “Tornou-se urgente a busca por novos compostos ecológicos”, justifica a coordenadora do projeto.

Reprodução

pesquisadores, unemat, lagarta

A equipe envolvida na pesquisa inclui docentes, estudantes de graduação e pós-graduação. Da esq. para a direita: Amanda Yukari Sasaya (PPPGbioagro), Felipe Dela Justina (Engenharia Florestal) Rayanne Pedrosa dos Santos (Agronomia), Cauane Caroline Cervini Pelizzar (Engenharia Florestal), a professora e pesquisadora Juliana Garlet, Larissa Pereira Oliveira Fuzinatto (PPPGbioagro), Lais Jhullian Borges da Fonseca (Agronomia) e Leticia David Peres (Biologia).

A força da árvore nativa

A grande aliada dos cientistas da Unemat é a Apeiba tibourbou. Essa árvore nativa, que chega a medir entre 10 e 15 metros de altura e desenvolve frutos espinhosos, possui metabólitos secundários como taninos e terpenoides em suas folhas.

Pesquisas anteriores do grupo já haviam comprovado que o extrato bruto dessas folhas funciona como um potente inseticida natural.

Contudo, a ciência enfrentava um obstáculo prático: os inseticidas botânicos são fotoinstáveis. Ou seja, estragam rapidamente quando expostos ao sol, ao calor e ao oxigênio do campo, perdendo o efeito residual em pouquíssimo tempo.

A virada tecnológica: o encapsulamento

Para blindar o princípio ativo da planta, a pesquisa coordenada no Laboratório de Silvicultura da Unemat aposta na tecnologia de encapsulamento. Trata-se de “embalar” as moléculas do extrato vegetal dentro de estruturas protetoras feitas de materiais solúveis de baixo custo.

“O encapsulamento cumpre três funções vitais: protege o composto contra a degradação solar, facilita o transporte e o manejo pelo agricultor, e permite que o princípio ativo seja liberado de forma controlada na lavoura, diminuindo a quantidade de aplicações”, detalha a professora Juliana Garlet.

Reprodução

infográfico, pesquisa, lagarta, unemat

Infográfico gerado a partir de dados fornecidos pela pesquisadora

Da Universidade para o mercado

O projeto segue um cronograma rigoroso. Os testes biológicos (bioensaios) em laboratório irão continuar, juntamente com o processo de criação dos insetos. A meta é gerar formulações que alcancem uma mortalidade igual ou superior a 80% das lagartas em até 72 horas, competindo de igual para igual com a eficiência dos produtos comerciais sintéticos, mas sem agredir o ecossistema.

Reprodução

infográfico 2, pesquisa, lagarta, unemat

Infográfico gerado a partir de dados fornecidos pela pesquisadora

“Estudos como este demandam tempo, recursos financeiros e humanos. O investimento em pesquisa é essencial para o desenvolvimento de estudos que estejam alinhados as demandas atuais do setor produtivo. Os resultados são fruto de dissertações, trabalhos de conclusão de curso e projetos de pesquisa desenvolvidos por estudantes dos cursos do câmpus de Alta Floresta”, explicou a pesquisadora.

Ao final, a expectativa é entregar um novo produto ao mercado. Mas antes de ser comercializado, ainda precisam ser realizados testes em casa de vegetação (que é um tipo de estrutura coberta e abrigada artificialmente com materiais transparentes) e em campo, para análises do potencial inseticida em condições reais de ataque do inseto-praga. Posteriormente, a equipe vai buscar parcerias para melhorar ainda mais a eficiência possibilitando, por exemplo, o nanoencapsulamento que representará um avanço significativo nesta tecnologia.

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Milho 2º safra consolida renda no campo para agroindustrialização de MT

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Abertura Nacional da Colheita foi realizada em Querência e discutiu crédito, inovação, logística e oportunidades para a cadeia do cereal

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