Sustentabilidade
Chicago fecha com baixa de 3% em trigo, pressionado por realização de lucros e geopolítica – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quarta-feira (1o) em forte baixa, com perdas superiores a 3%, pressionada por um movimento de realização de lucros. O mercado devolveu parte dos ganhos acumulados no pregão anterior, ao longo do mês de março e também no primeiro trimestre de 2026, período em que os preços haviam avançado mais de 14%.
Além disso, o cenário geopolítico também pesou sobre as cotações. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã pode estar próximo do fim aumentaram as expectativas de desescalada no Oriente Médio. O movimento também foi acompanhado pela queda nos preços do petróleo e do dólar.
Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 5,97 1/2 por bushel, queda de 18,75 centavos, ou 3,04%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 6,08 3/4 por bushel, com baixa de 17,75 centavos, ou 2,83%.
Fonte: Safras News
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja fecha semana travado no Brasil e Chicago sobe com foco no clima dos EUA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, em um ambiente de pequenas oscilações nas cotações e pouca disposição para novos negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as melhores ofertas continuaram concentradas em pagamentos mais alongados.
A indústria apresentou demanda um pouco melhor ao longo da sessão, enquanto nos portos o ritmo permaneceu mais calmo. Com o feriado nos Estados Unidos na segunda-feira, a Bolsa de Chicago teve baixo volume de negócios, o que também contribuiu para uma postura mais defensiva dos agentes.
”Ninguém quis se expor”, resume Silveira. Segundo o especialista, tanto os players quanto os produtores seguiram mais afastados, com retenção de ofertas de grandes volumes.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): avançou de R$ 123,50 para R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): aumento de R$ 124,50 para R$ 125,00
- Cascavel (PR): cotações passaram de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): preços seguiram em R$ 110,00
- Dourados (MS): cotações seguiram em R$ 113,50
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 112,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 130,00
- Rio Grande (RS): cotações subiram de R$ 129,50 para R$ 130,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (22) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando a alta semanal. Com o feriado da segunda-feira nos Estados Unidos, os participantes optaram por posicionar suas carteiras.
A previsão climática segue indicando condições favoráveis ao avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras americanas. Por enquanto, o sentimento é de safra cheia nos Estados Unidos, ampliando a oferta global da oleaginosa. Ao final das temporadas, Brasil e Argentina têm revisado suas estimativas para cima.
Destaque nesta semana para a revisão na projeção para a produção argentina anunciada pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A estimativa passou de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
O governo da Argentina anunciou uma possível redução dos direitos de exportação (DEX) para a soja a partir de janeiro de 2027, condicionada ao desempenho da arrecadação e à eventual reeleição presidencial. A proposta prevê uma redução gradual das alíquotas entre 0,25% e 0,50%
ao mês.
Segundo o analista Agustín Geier, da Safras & Mercado, a medida não deve provocar movimentos relevantes nos preços da soja devido a diversos fatores. “O ajuste não está 100% garantido, pois depende do desempenho da economia em geral. Além disso, como se trata de uma alíquota inicial muito baixa, a tradução para valores reais hoje representa uma mudança de apenas US$ 1 por tonelada, afirmou.
Para a próxima semana, além da questão do clima nos Estados Unidos, outros dois fatores seguem no radar dos agentes. O primeiro é a possibildade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, visando uma solução no Oriente Médio. O mercado também aguarda mais detalhes sobre o acordo anunciado no início desta semana envolvendo compras de produtos agrícolas americanos pela China.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,18%, a US$ 11,96 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,95 por bushel, com elevação de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,50 ou 1,06% a US$ 331,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,98 centavos de dólar, com ganho de 0,11 centavo ou 0,14%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,0283 para venda e a R$ 5,0263 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9971 e a máxima de R$ 5,0311. Na semana, a moeda recuou 0,75%.
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Sustentabilidade
Entre a Guerra e o Clima: O Comportamento dos Preços da Soja e o Ritmo das Safras – MAIS SOJA

A cotação da soja, em Chicago, para o primeiro mês, oscilou ao redor de US$12,00/bushel, após ter atingido a US$ 11,77 no dia 15 e US$ 12,13 no dia 18. A continuidade da guerra no Oriente Médio, apesar dos constantes anúncios de uma possível paz, que nunca ocorre, sustentam os preços. Assim, o fechamento desta quinta-feira (21) ficou em US$ 11,94/bushel, contra US$ 11,74 uma semana antes.
Estas oscilações continuarão alimentadas pela guerra, enquanto a mesma não chegar a um fim, mas também, a partir de agora, pelo clima nos EUA em função da nova safra de soja naquele país.
Neste sentido, até o dia 17/05 o plantio da nova safra de soja estadunidense atingia a 67% da área esperada, contra a média histórica de 53% para esta data. Registre-se que este plantio está avançando rapidamente. Por sua vez, na data indicada 32% das lavouras da oleaginosa já haviam germinado, contra 23% na média.
Dito isso, a Índia informou que suas exportações de farelo de soja devem recuar 50% no corrente ano, sendo este o nível mais baixo dos últimos quatro anos, depois que os preços locais subiram 47% em abril. Houve perda de competitividade perante os concorrentes internacionais, em particular Argentina, EUA e Brasil. Compradores asiáticos, que normalmente se abastecem na Índia, tendem a buscar o farelo nas Américas. Para se ter uma ideia desta perda de competitividade, “o farelo de soja indiano está sendo oferecido por cerca de US$ 680,00/tonelada FOB para embarques em junho, contra US$ 430,00 oferecidos pelos fornecedores sul-americanos”.
Assim, as exportações da Índia tendem a recuar para cerca de 900.000 toneladas no ano comercial de 2025/26, que termina em setembro naquele país, abaixo dos 2,02 milhões de toneladas do ano passado. “A Índia é o maior importador de óleo vegetal do mundo, mas tem um excedente de farelo de soja, que envia para países asiáticos e europeus, como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, onde normalmente obtém um prêmio por ser produzido a partir de sementes de soja não geneticamente modificadas. O país do sul da Ásia importa a maior parte de sua necessidade de óleo de palma da Indonésia e da Malásia, enquanto o óleo de soja e o óleo de girassol são provenientes principalmente da Argentina, do Brasil, da Rússia e da Ucrânia” (cf. Reuters).
E no Brasil, com um câmbio ao redor de R$ 5,00 por dólar nesta semana, os preços da soja pouco mudaram. As principais praças gaúchas praticaram valores entre R$ 113,00 e R$ 115,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 100,00 e R$ 114,00/saco.
O recente relatório da Conab, anunciado dia 14/05, apontou que a colheita final brasileira de soja, em 2025/26, teria sido de 180,1 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul teria alcançado 18,6 milhões de toneladas, após uma expectativa inicial de até 22 milhões, porém, assim mesmo acima do colhido no ano anterior que foi de 16,6 milhões de toneladas. A área total semeada no país foi de 48,7 milhões de hectares e a produtividade média alcançou 3.698 quilos/hectare (61,6 sacos/ha), enquanto o Rio Grande do Sul alcançou a 2.769 quilos (46,2 sacos/ha). Ou seja, em função da estiagem, a produtividade média gaúcha ficou 25% abaixo da registrada no país.
Dito isso, a próxima safra de soja nacional, do ano de 2026/27, cujo plantio inicia em setembro, deve ter o menor crescimento de área semeada em 20 anos. Com isso, a área total aumentará em apenas 400.000 hectares. Duas causas estariam na origem desta realidade: margens apertadas por parte dos produtores; alta no custo de produção, especialmente dos fertilizantes. Por sua vez, se continuar neste ritmo, os biocombustíveis poderão ser a principal alavanca do crescimento da produção de soja e milho no país, talvez desbancando as exportações (cf. Consultoria Veeries).
A questão central, se isso vier a ocorrer (nos parece cedo para isso) é o que fazer com o farelo, especialmente no caso da soja, pois de cada grão moído tem-se, em média, 18,5% de óleo e 78% de farelo. Existem projeções de que a área plantada de soja no Brasil, em cinco anos, atinja a 54,6 milhões de hectares, com a produção brasileira passando das atuais 180 milhões de toneladas para 210 milhões de toneladas, enquanto a área de milho, no mesmo período, chegaria a 27 milhões de hectares, com a produção total saltando dos atuais 140 milhões para 185 milhões de toneladas.
Não é impossível, porém, consideramos bastante ousadas tais projeções, levando-se em consideração os custos de crédito e de produção em geral, além das mudanças climáticas que vêm surgindo.
Enfim, segundo a Anec, as exportações de soja brasileira, em maio, deverão atingir a 16,1 milhões de toneladas, se aproximando do recorde de 16,2 milhões ocorrido em abril. Já a exportação de farelo tende a chegar a 2,78 milhões de toneladas em maio, continuando a ser um recorde apesar do recuo em relação à última estimativa.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Panorama do Trigo: Oscilações em Chicago, Alerta Climático e a Tendência de Alta para 2027 – MAIS SOJA

A cotação do trigo, em Chicago, após ensaiar um recuo no dia 15, quando o primeiro mês cotado fechou em US$ 6,35/bushel, voltou a subir no restante dos dias, batendo em US$ 6,67 no dia 19 (uma das mais altas cotações desde maio de 2024). Entretanto, na sequência houve novas baixas e o fechamento da quinta-feira (21) acabou ficando em US$ 6,47/bushel, o mesmo valor de uma semana antes.
Dito isso, nos EUA, no dia 17/05 as condições das lavouras de trigo de inverno se apresentavam com 43% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e 27% entre boas a excelentes. Já o trigo de primavera, na mesma data, havia sido plantado em 73% da área esperada, contra 66% na média histórica. Do total semeado, 39% havia germinado, contra 34% na média histórica.
O mercado externo reage à continuidade da guerra no Oriente Médio e ao relatório do USDA de oferta e demanda, anunciado no dia 12/05, que projetou a menor safra estadunidense de trigo desde 1972. Além disso, operadores acompanham a competitividade do trigo do Mar Negro e das regiões europeias.
Nos EUA houve seca importante que atingiu as plantações de trigo naquele país, onde os agricultores cultivam o trigo vermelho duro de inverno usado para fazer pão. E aqui no Brasil, os preços continuam melhorando lentamente. Nas principais praças gaúchas o saco de 60 quilos foi cotado a R$ 65,00 na média da semana, enquanto no Paraná o mesmo ficou em R$ 68,00.
De forma geral, o mercado nacional segue travado, atento ao plantio da nova safra e preocupado com a concreta possibilidade de que o país colha bem menos trigo no final do ano (a colheita começa pelo Paraná a partir de setembro). A tendência de preços mais elevados no final do ano e início de 2027 é bastante clara, especialmente se houver uma desvalorização do Real a partir da proximidade das eleições de outubro, fato que irá encarecer o produto importado. Vale ainda lembrar que a oferta interna de trigo de qualidade superior é, hoje, bastante pequena, além de grandes indefinições quanto ao comportamento climático durante o ciclo produtivo do cereal, na medida em que, cada vez mais, se fala em um super-El Niño para os próximos meses (neste último caso, é preciso muita cautela, pois as informações meteorológicas ainda não são definitivas).
Assim, no curto prazo, o “mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita de produto de qualidade, preços firmes e negociações pontuais entre moinhos e vendedores. No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam em busca de trigo de melhor qualidade, produto que não está fácil de encontrar. Para lotes considerados bons, os preços chegaram a R$ 1.500,00 por tonelada CIF, com pagamento em 45 dias, embora esse valor tenha sido apontado como o máximo negociado na semana, e não como uma referência ampla de mercado.
A avaliação é que, diante da dúvida sobre parte do trigo argentino, alguns compradores preferem pagar mais por um produto nacional com qualidade mais garantida.Também houve aumento na procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. As coberturas de maio estão completas, enquanto junho é estimado em 50% coberto. Na safra nova, foram ouvidas referências pontuais de R$ 1.250,00/tonelada CIF porto e R$ 1.100,00 no interior, mas sem aceitação dos vendedores. Em Santa Catarina, o mercado segue como o mais estável da região Sul, recebendo ofertas do próprio estado, do Rio Grande do Sul e do Paraná.
O trigo catarinense subiu para o mínimo de R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto ofertas paranaenses ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00/tonelada, e o trigo gaúcho entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00/tonelada. E no Paraná, o mercado permanece firme, mas lento. Os negócios da semana variaram de R$ 1.330,00 a R$ 1.400,00/tonelada FOB, com embarques entre maio e julho. As novas ideias de venda chegaram a R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00/tonelada FOB, enquanto há comprador a R$ 1.450,00/tonelada, no moinho, para junho” (TF Agronômica).
Enfim, nos três primeiros meses do corrente ano o Brasil já exportou 1,054 milhão de toneladas de trigo, a um valor médio de US$ 225,43/tonelada. Deste total exportado, 87,9% foi de trigo gaúcho. Os principais compradores de nosso trigo foram o Vietnã, com 257.353 toneladas; Quênia, com 141.616 toneladas; Arábia Saudita, com 138.802 toneladas; Nigéria, com 117.480 toneladas; e Bangladesh, com 111.430 toneladas.
Lembrando que, enquanto importamos grandes quantidades de trigo de qualidade superior, nos tornamos exportadores do cereal de qualidade inferior, resultante das constantes frustrações de safra que o Sul do país vem registrando.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
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