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Controle biológico de Tetranychus urticae varia com temperatura

A temperatura eleva a população de Tetranychus urticae em morangueiro e altera a eficiência de ácaros predadores. Estudo conduzido em estufa aponta maior supressão da praga com liberação conjunta de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii.
Pesquisadores monitoraram a dinâmica de Tetranychus urticae e avaliaram estratégias de controle biológico em três faixas térmicas: 25-27 ºC, 28-30 ºC e 30-32 ºC. A densidade média do ácaro-rajado aumentou de 21,7 para 95,66 indivíduos por planta ao longo do período. A temperatura variou de 23,83 ºC a 31,88 ºC. Houve correlação positiva forte entre temperatura e população (r = 0,921).
Os tratamentos incluíram liberação isolada de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii e liberação combinada. Ambos os predadores reduziram a população de Tetranychus urticae em relação à testemunha. A redução mais intensa ocorreu com uso conjunto. A densidade de Tetranychus urticae caiu de 43,49 para 0,63 indivíduo por planta ao final do ciclo.
Resposta e temperatura
A resposta variou conforme a temperatura. Amblyseius swirskii apresentou maior eficiência acima de 28 ºC. O controle de Tetranychus urticae aumentou com elevação térmica e atingiu 91,88% a 31,88 ºC. Já Phytoseiulus persimilis apresentou pico de eficiência próximo de 28 ºC, com 86,67%. Acima desse ponto ocorreu queda no desempenho, com redução para 47,24% a 31,88 ºC.
A liberação combinada de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii superou os tratamentos isolados em todas as faixas térmicas. A eficiência alcançou 94,63% entre 30-32 ºC. Em condições de 25-27 ºC ocorreu ganho, embora sem diferença estatística significativa.
Os dados indicam efeito direto da temperatura sobre o ciclo de Tetranychus urticae. O aumento térmico acelera desenvolvimento e reprodução. O ajuste da estratégia de controle biológico conforme o ambiente favorece maior estabilidade no manejo.
O uso conjunto de Phytoseiulus persimilis e Amblyseius swirskii amplia o espectro de atuação. Cada espécie apresenta faixa térmica distinta de maior desempenho. A combinação reduz falhas associadas a variações climáticas dentro da estufa.
Mais informações em doi.org/10.3390/insects17040366
Agro Mato Grosso
Mudança em tarifa de energia pode diminuir custos da irrigação no campo MT

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) orientou os produtores rurais sobre a publicação da portaria normativa do Ministério de Minas e Energia, que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.
A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade, destacou a entidade.
Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um Estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente. “O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.
Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.
Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.
Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.
Agro Mato Grosso
Produtores de MT intensificam venda de soja para abrir espaço a colheita de milho; preço sobe

A comercialização de soja da safra 25/26 no Estado alcançou 81,04% da produção, avanço de 8,52 pontos percentuais em relação a abril e 5,02 pontos percentuais acima do mesmo período da safra 24/25. Esse movimento foi impulsionado pela necessidade de liberação de espaço nos armazéns para a entrada da safra de milho.
No que se refere ao preço médio mensal da temporada 25/26, este fechou em R$ 106,58/saca, alta de 1,85% frente ao mês anterior. Já para a safra 26/27, a comercialização da soja em Mato Grosso alcançou 18,49% da produção estimada para o ciclo, avanço de 4,96 pontos percentuais ante o mês anterior e 4,34 pontos acima à da safra passada.
Essa antecipação é reflexo da valorização mensal de 1,37% no preço médio, que finalizou em R$ 109,11/saca. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informa ainda que o ciclo futuro da soja é marcado pelos elevados custos de produção e pelas incertezas climáticas, fatores que mantêm um cenário de alerta para a safra. Assim, o produtor tem aproveitado as melhores oportunidades nos preços para antecipar as negociações.
Na semana passada, a soja disponível em Mato Grosso subiu 0,54% e no indicador do IMEA fechou, na última sexta-feira, a R$ 105,17/saca.
Agro Mato Grosso
Circuito Aprosoja MT passa por Sapezal e Campo Novo do Parecis e destaca resultados da entidade

Entidade apresenta balanço das ações dos últimos três anos e promove palestra sobre geopolítica e os impactos do cenário internacional para o agro
Nesta quarta-feira (10.06), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) passou pelos núcleos de Sapezal e Campo Novo do Parecis, dando continuidade à programação do 20º Circuito Aprosoja MT.
A entidade segue levando aos seus associados o balanço das ações realizadas nos últimos três anos, além da palestra do cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, com o tema “Geopolítica: como o mundo funciona”.
Em Campo Novo do Parecis, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou o potencial produtivo da região da Chapada dos Parecis, considerada a maior planície agricultável do mundo. Bier também ressaltou a relevância do município na produção de milho-pipoca, que somente em 2025 produziu cerca de 234 mil toneladas do grão.
“Estamos na terra dos Parecis, uma das regiões mais importantes para o agro mato-grossense. Campo Novo do Parecis é um grande produtor de soja e milho, mas também se destaca pela produção de milho-pipoca e pela harmonia no convívio entre produtores rurais e comunidades indígenas. O Circuito Aprosoja MT vem justamente para ouvir o produtor e trazer informações relevantes sobre temas que impactam diretamente o setor”, afirmou Bier.
O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destacou a força da região na produção de outras culturas, como feijão, gergelim e girassol. “Campo Novo do Parecis não é apenas a capital nacional do milho-pipoca. O município também se destaca pela produção de soja, milho, algodão, gergelim, girassol e feijões. É uma região extremamente diversificada e conectada ao mercado global. Por isso, discutir geopolítica é tão importante, já que os acontecimentos internacionais impactam diretamente a realidade dos produtores que atuam aqui”, ressaltou.
Já a delegada coordenadora do núcleo de Campo Novo do Parecis, Clarete Brolio, agradeceu a proximidade da entidade com os produtores da região. “A Aprosoja Mato Grosso está sempre presente em nosso município, seja por meio do Circuito, do Centro Tecnológico ou de outras ações realizadas ao longo do ano. Essa proximidade da entidade com os associados é muito importante para nós produtores, e agradecemos a Aprosoja MT por estar sempre ao lado do campo e das demandas da nossa região”, destacou.
No município de Sapezal, a delegada coordenadora Marlise Marafon enfatizou a importância da atuação da Aprosoja MT em pautas estratégicas para o setor, como a moratória da soja e a ação relacionada aos royalties da tecnologia Intacta RR2 PRO.
“Entre as ações mais importantes da Aprosoja MT, eu destacaria a questão dos royalties e a moratória da soja. A vitória relacionada à moratória foi fantástica porque beneficiou todo o setor produtivo. Sozinhos, jamais conseguiríamos alcançar um resultado dessa magnitude. Isso demonstra a força da entidade na defesa dos produtores rurais”, afirmou.
Marlise também reforçou a importância do debate geopolítico diante do cenário atual do setor produtivo no Brasil e no mundo. “Ficamos muito felizes com a participação dos produtores no Circuito. Além da apresentação dos resultados da Aprosoja MT, havia uma grande expectativa pela palestra do Professor HOC. Os produtores estão cada vez mais atentos à importância da entidade e também aos temas que influenciam diretamente a atividade agrícola, como a geopolítica e o comércio internacional”, completou.
Com as eleições se aproximando, o Professor HOC afirmou que este é um momento importante para discutir o posicionamento do Brasil diante das transformações geopolíticas globais e seus reflexos na economia.
“O Brasil precisa estar muito atento ao que está acontecendo no mundo e saber se posicionar. Nós não podemos tomar lado, porque precisamos da China, dos Estados Unidos e da União Europeia. O ideal é manter uma política externa equilibrada, diplomática e neutra. Quanto mais conseguirmos preservar esse equilíbrio, melhores serão os resultados para a nossa economia e para a nossa inserção geopolítica”, avaliou.
A Aprosoja MT dará continuidade à programação do Circuito ainda nesta semana, passando por outros municípios e levando informação, conhecimento e prestação de contas aos produtores rurais.
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