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30 de junho de 2026

Business

Colheita do arroz atinge 98,68% da área cultivada no Rio Grande do Sul

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 98,68% da área cultivada na segunda semana de maio, segundo levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgado nesta quinta-feira (14). Na safra 2025/2026, o estado destinou 891.908,50 hectares ao cultivo, e as principais regiões produtoras já se aproximam do encerramento das operações de campo.

Os dados do Irga mostram que o avanço da colheita é generalizado no estado. A Zona Sul registra o maior índice, com 99,69% da área colhida. Em seguida aparecem a Campanha, com 99,43%; a Planície Costeira Interna, com 98,99%; a Planície Costeira Externa, com 98,68%; a Fronteira Oeste, com 98,41%; e a Região Central, com 96,74%.

O percentual indica que a safra entra na fase final de retirada do grão das lavouras, com maior concentração dos trabalhos remanescentes em áreas pontuais. Como o levantamento se refere ao andamento da colheita, o balanço ainda não traz os números finais de produtividade nem o consolidado de perdas por região.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga (Dater/Irga), esse fechamento será feito após a conclusão total da colheita. A consolidação deverá reunir área efetivamente colhida, rendimento das lavouras e eventuais perdas registradas ao longo do ciclo produtivo.

Na prática, a conclusão dessa etapa é a base para dimensionar o resultado técnico da safra gaúcha de arroz. Esses dados também servem de referência para agentes da cadeia avaliarem oferta, desempenho regional e planejamento das próximas operações de comercialização. Até o momento, o Irga não divulgou o consolidado final de produtividade média estadual.

Com a colheita próxima de 100% no estado, a próxima atualização relevante para o setor será o levantamento consolidado do Irga, que deverá detalhar o desempenho final da safra 2025/2026 em área, produtividade e perdas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Plantio de trigo no Paraná avança para 96% da área estimada

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O plantio de trigo no Paraná atingiu 96% da área estimada, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. Na semana anterior, o índice estava em 93%. A semeadura está próxima da conclusão em diversas regiões do estado.

Segundo o Deral, o excesso de umidade e a ocorrência de geadas em algumas localidades elevaram o risco de doenças e podem provocar impactos pontuais nas lavouras. Ainda assim, 99% da área cultivada com trigo apresenta boas condições.

No estágio de desenvolvimento da cultura, 7% das lavouras estão em germinação, 85% em desenvolvimento vegetativo e 8% em floração. Os dados indicam avanço da implantação da safra e predominância de áreas em fase de crescimento.

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No milho segunda safra, a colheita chegou a 5% da área até segunda-feira (29), mas segue limitada pela elevada umidade dos grãos e pelas chuvas recentes. As condições das lavouras mostram 79% em situação boa, 14% em condição média e 7% em condição ruim.

O boletim também registra preocupação com possíveis efeitos de geadas e de estiagens anteriores sobre a produtividade e a qualidade do cereal. Em relação ao estágio das áreas de milho, 1% está em floração, 50% em frutificação e 49% em maturação.

Os dados do Deral mostram, ao mesmo tempo, a reta final do plantio de trigo no Paraná e um ritmo ainda inicial de colheita do milho safrinha, em um cenário marcado por umidade elevada, chuvas recentes e ocorrência de geadas em parte das regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT; Mais que números bilionários, Plano Safra precisa garantir crédito acessível

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Dados oficiais indicam queda nas linhas tradicionais e retração do custeio e maior participação da CPR no financiamento agropecuário

O governo federal lançou nesta terça-feira, 30 de junho, o Plano Safra 2026/2027, mais uma vez apresentado como o maior volume já ofertado. Ao todo, foram anunciados R$ 525,1 bilhões para financiar a produção agropecuária no novo ciclo, sem considerar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf). Desse total, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões irão para investimentos.

Apesar do volume total anunciado, a composição dos recursos exige atenção. O crescimento do plano foi puxado pelos investimentos, enquanto a principal frente de apoio ao ciclo produtivo – custeio e comercialização – teve redução nominal. No Plano Safra 2025/2026, essa finalidade contava com R$ 414,7 bilhões. Para 2026/2027, o valor caiu para R$ 384,9 bilhões, uma retração de R$ 29,8 bilhões. Por isso, o anúncio precisa ser analisado além do número global.

O acréscimo total em relação à safra anterior foi de aproximadamente R$ 9 bilhões, o que representa alta nominal de cerca de 1,7%. Considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 11 meses foi de 4,4%, seriam necessários aproximadamente R$ 538,7 bilhões apenas para manter, em termos reais, o mesmo volume de recursos da safra anterior. Assim, embora o valor anunciado seja maior em termos nominais, o Plano Safra 2026/27 representa uma redução real de cerca de R$ 13,6 bilhões quando descontado a inflação.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, esse cenário preocupa porque o produtor chega ao novo ciclo em um ambiente de crédito mais caro, seletivo e condicionado a exigências cada vez mais rígidas. Ele destaca que, juros elevados, margens pressionadas, aumento dos custos de produção e maior rigor das instituições financeiras reduzem a efetividade do Plano Safra na ponta.

“O Plano Safra 2026/27 tem R$ 8,9 bilhões a mais no total, mas R$ 29,8 bilhões a menos em custeio e comercialização. Ao mesmo tempo em que reduziu juros em algumas linhas, o governo diminuiu o volume destinado ao giro da safra. Resultado? Crédito com custo menor em parte das operações, mas com menos recurso disponível justamente para plantar, conduzir e comercializar a produção”, explica o presidente da Aprosoja MT.

Essa preocupação já havia sido levada pela entidade ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em março, antes do lançamento do PAP 2026/2027. Na ocasião, a Aprosoja MT defendeu que o endividamento rural fosse tratado como prioridade da política agrícola. A avaliação é que não basta ampliar o volume nominal de recursos se o produtor enfrenta restrição de acesso a novos financiamentos, dificuldade para renegociar passivos e comprometimento da capacidade de pagamento.

No documento enviado ao Mapa, a entidade propôs medidas estruturantes para enfrentar o endividamento rural, recompor a capacidade financeira dos produtores, preservar o acesso ao crédito e evitar o agravamento da inadimplência. Sem esse enfrentamento prévio, parte dos recursos anunciados tende a ser consumida pela reorganização de dívidas anteriores, em vez de se transformar em novo fôlego para a produção.

Os dados oficiais de execução do PAP 2025/2026 reforçam essa distância entre anúncio e realidade. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o crédito rural contratado, sem o Pronaf, somou R$ 433,0 bilhões, contra R$ 458,1 bilhões no mesmo período da safra anterior, queda de 5%.

Quando a CPR é retirada da conta, a retração fica ainda mais evidente. O subtotal das linhas tradicionais, considerando fontes controladas e não controladas, caiu de R$ 286,6 bilhões para R$ 247,8 bilhões, redução aproximada de 14%.

No mesmo período, a CPR alcançou R$ 185,2 bilhões, alta de 8% em relação aos R$ 171,5 bilhões registrados no ciclo anterior. Com isso, passou a representar 42,8% do total concedido, contra 37,4% na safra passada. O dado mostra que parcela relevante do volume divulgado como crédito rural tem sido sustentada por instrumentos privados, e não pelas linhas tradicionais da política agrícola.

Essa mudança de perfil tem impacto direto sobre o produtor. Quando o financiamento depende cada vez mais de mecanismos de mercado, aumentam a exposição ao custo financeiro vigente, às condições pactuadas com os agentes financiadores e às exigências de garantias.

No PAP 25/26 a retração também aparece nas finalidades mais diretamente ligadas à produção. No custeio, houve queda de R$ 158,0 bilhões para R$ 137,5 bilhões, redução de 12,9%. Nas linhas de investimento, o recuo foi ainda maior: de R$ 64,0 bilhões para R$ 46,1 bilhões, queda de 28,1%. Programas importantes para a modernização da atividade rural, como Proirriga, Moderfrota, PCA, Prodecoop e RenovAgro, também registraram redução.

Outro ponto sensível está nos recursos equalizáveis. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram concedidos R$ 48,9 bilhões com essa fonte, contra R$ 91,4 bilhões no mesmo período anterior, queda de 47%. O recuo mostra que as linhas com apoio público não têm acompanhado a necessidade real do setor produtivo.

Embora o PAP 2026/2027 reforce Proagro e seguro rural como pilares da gestão de riscos e condicione a renegociação do custeio agrícola à existência de cobertura, a efetividade da medida dependerá da disponibilidade real desses instrumentos, de custo acessível e de regras compatíveis com a realidade do produtor.

Diante desse quadro, mais importante do que anunciar um Plano Safra como robusto é assegurar que o crédito chegue ao produtor. O campo não precisa apenas de grandes números. Precisa de política agrícola concreta, exequível e compatível com a realidade de quem produz, assume riscos e sustenta a produção dentro da porteira.

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Governo apresentará proposta de renegociação de dívidas rurais nos próximos dias, diz ministro da Fazenda

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Ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do anúncio do Plano Safra 2026/27 nesta terça-feira (30)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo federal apresentará, nos próximos dias, uma proposta que trata da renegociação de dívidas rurais. A afirmação ocorreu durante o anúncio do Plano Safra 2026/27, nesta terça-feira (30), em Brasília. “O diálogo tem sido intenso e permanente com o Congresso”, afirmou.

Além do alívio nas dívidas, o governo aposta na redução de juros para reconquistar a confiança do setor produtivo. “Mesmo em um cenário de taxas de juros altas e política monetária contracionista, conseguimos fazer um esforço e reduzir as taxas em praticamente todas as linhas de financiamento”, disse o ministro.

A fala de Durigan ocorre em um momento sensível para o setor produtivo, que enfrenta um nível alto de endividamento. Nesse contexto, entidades do agro e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pressionam para que o PL 5122/2023 seja votado na Câmara o quanto antes. A proposta foi aprovada pelo Senado com alterações e por isso volta para análise dos deputados.

Enquanto o Planalto tenta conter os impactos fiscais da renegociação, a bancada do agronegócio defende que o projeto do Senado traz o fôlego financeiro imediato e robusto que os produtores necessitam.

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