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15 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Etanol de milho ganha destaque e MT se consolida como o maior produtor de biocombustível

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Conhecido há muitos anos como segunda safra, o plantio do milho iniciou em Mato Grosso como alternativa para o aproveitamento do espaço após a colheita da soja e hoje já não é mais uma segunda opção. Assim como a soja, o milho se tornou uma das principais culturas semeadas no estado, com a produção de 55,43 milhões de toneladas na safra de 2024/25. Desta quantidade, mais de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à produção do etanol de milho, tornando Mato Grosso o maior produtor de biocombustível de milho. O etanol ganhou destaque no estado com a chegada das usinas nos principais municípios produtores.

Mato Grosso produziu mais de 5,6 bilhões de litros de etanol, se consolidando como o maior produtor do Brasil. Para movimentar todo o setor, a produção de biocombustível emprega mais de 147 mil pessoas em Mato Grosso e arrecadou mais de R$ 833,6 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2025, segundo os dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT). Todos esses números mostram a grandiosidade da cultura do milho para Mato Grosso, que se reflete nas cidades, como afirmou o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo.

“A industrialização é o principal vetor da economia, ela sustenta toda a economia do Estado. Então, quando você aumenta a indústria, você está aumentando a renda do Estado e isso reflete para a população com mais saúde, mais educação e mais estradas. Então, todo o grão que é industrializado aqui, ele gera valor agregado, isso fortalece toda a cadeia, não só da agricultura, mas também da sociedade em geral”, disse.

Gilson destaca que com o avanço da produção do etanol e com a maior disponibilidade do combustível no mercado, o valor final do produto pode ficar mais atrativo para os consumidores. Além do combustível, com o DDG (Dried Distillers Grains), que é a biomassa destinada à ração animal, o preço da carne também pode ficar mais econômico para a população, já que o produto fica disponível o ano todo.

Além da produção do biocombustível, em 2025, as usinas também produziram 2,2 bilhões de litros de biodiesel e 2,7 milhões de toneladas de DDG. Esses subprodutos são extraídos durante o processo de fabricação do etanol, aproveitando por completo a matéria-prima.

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Com a chegada das usinas de etanol de milho, a demanda pelo grão cresceu e o ritmo deve aumentar nos próximos anos. Atualmente, há 12 usinas de etanol de milho em operação, outras 10 em construção e mais cinco sendo projetadas em Mato Grosso, como apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A delegada coordenadora do núcleo de Tapurah, Daiane Kirnev, afirmou que esse aumento na demanda incentiva o produtor rural.

“Houve um incentivo da produção de milho, afinal de contas, com mais mercados para a gente vender e com os valores um pouco melhor, isso acabou incentivando o produtor a aumentar o plantio de milho. Antes era uma coisa incerta por causa dos valores e tudo é oferta e demanda, quando tem mais demanda, acaba incentivando muito mais o produtor a plantar para que ele garanta os custos da produção”, afirmou.

Além de produzir, o agricultor de Tangará da Serra, Romeu Ciochetta, também investe no setor da indústria do etanol de milho. Ele contou que as indústrias de etanol trouxeram mais segurança para os produtores investirem no milho e ampliarem os quadros de colaboradores, pois com a aproximação das indústrias os produtores reduziram as preocupações com o escoamento do grão e conseguem comercializar o grão em todos os meses do ano.

Ciochetta afirmou que a vinda do mercado para Mato Grosso abriu novas oportunidades aos produtores e também empresários. A indústria de etanol movimenta, diretamente e indiretamente, uma grande cadeia de empregos e outras indústrias.

“Tudo isso é uma grande cadeia que se a gente analisar o início dessa operação, lá no plantio da muda de eucalipto, usado para aquecer as caldeiras das usinas, até a carne ser consumida ou etanol no tanque do veículo, é muita gente trabalhando, transportando e tudo isso sem derrubar nenhuma árvore, tudo isso sem impactar o meio ambiente”, afirma.

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Ciochetta também destacou as práticas sustentáveis no setor do etanol e afirmou que a tendência do futuro é o combustível verde, proveniente de fontes renováveis como o milho. Hoje, mais de 20% do etanol utilizado no Brasil, já vem do milho e com as práticas sustentáveis e a preocupação com o futuro, o número deve aumentar e o mercado abrir novas oportunidades.

“As oportunidades são inúmeras, porque o mundo cada vez mais vai atrás e vai querer consumir combustível verde. Então, isso desde a aviação até os carros menores, enfim, é uma tendência e eu acredito muito nessas oportunidades. Então, o Brasil realmente está destinado ao sucesso, eu acredito muito nisso e vamos em frente”, contou.

Com o avanço das indústrias do etanol de milho em Mato Grosso, o estado, já líder na produção de milho, se consolida como o maior produtor do etanol de milho do país. Todo esse avanço econômico fomenta a produção local, representando mais empregos e infraestrutura para o interior do estado, refletindo nas práticas incentivadas pela Aprosoja MT.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

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Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade

Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 projetada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, segundo a Datagro, o setor sucroenergético entra em um novo ciclo marcado por alta demanda operacional e pressão por eficiência. Diante desse cenário, a Valtra reforça seu posicionamento com soluções voltadas à produtividade, economia de combustível e sustentabilidade.

O portfólio da marca foi um dos maiores destaques da Agrishow 2026, que aconteceu, em Ribeirão Preto (SP), reunindo as principais inovações do agronegócio.

Tecnologia aplicada do campo à usina

Com forte presença no setor sucroenergético, a Valtra oferece soluções completas que acompanham todas as etapas da produção, do preparo do solo ao transporte da cana até a usina. A proposta é clara: aumentar a produtividade sem abrir mão da simplicidade operacional e do conforto ao operador.

“Desenvolvemos máquinas pensadas para quem precisa produzir mais, com eficiência e economia, sem complicação”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Desempenho e agilidade no campo

Entre os destaques está a Série BH HiTech, reconhecida pelo alto desempenho e eficiência nas operações. O modelo conta com modos automáticos que ajustam o funcionamento conforme a demanda e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, oferecendo alta vazão e reduzindo o tempo de descarregamento – fator decisivo para operações de transbordo mais ágeis.

Outro diferencial é o conjunto estrutural, com eixo traseiro passante e opção de eixo dianteiro de até 3 metros, que se adapta ao espaçamento do canavial e evita danos às plantas.

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Força e robustez para operações pesadas

Para o preparo de solo em condições mais severas, a Série S6 se destaca como a mais potente da marca. Produzida na Finlândia, a linha entrega até 425 cv de potência e torque de 1.750 Nm, aliando força extrema a eficiência energética.

Equipada com transmissão CVT e motor AGCO Power de 8,4 litros, a Série S6 garante redução de até 15% no consumo de combustível, além de proporcionar maior controle e conforto operacional.

Plantação de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro representando a projeção da safra 2026/27 de 635 milhões de toneladas.

Outras opções robustas incluem as Séries Q5 e T CVT, que combinam potência elevada e tecnologia de tração avançada. A Série T, por exemplo, permite movimentação contínua e precisa apenas com o pedal do acelerador, mesmo em terrenos inclinados, além de gerar economia média de até 25% de combustível.

Eficiência também nos tratos culturais

A tradicional Linha BM, agora em sua quarta geração, segue como uma das mais consolidadas no setor, com histórico de mais de duas décadas no campo e ganhos de até 15% em economia operacional.

Já na fase de tratos culturais, os pulverizadores da Série R garantem aplicação precisa de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

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Sustentabilidade e energia limpa no campo

De olho no futuro, a Valtra também investe em soluções voltadas à descarbonização, com o desenvolvimento de motores compatíveis com combustíveis alternativos, como etanol e biometano.

A proposta é permitir que usinas utilizem seus próprios subprodutos como fonte de energia, criando um ciclo sustentável e reduzindo custos operacionais.

“Queremos que o produtor tenha autonomia energética, utilizando a própria cana e seus resíduos para abastecer máquinas de alta performance. É a união entre eficiência e economia circular”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Sobre a Valtra

Presente no Brasil desde 1960, a Valtra foi pioneira ao se instalar no país e hoje oferece uma linha completa de máquinas agrícolas, com tratores que variam de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores.

A marca integra o grupo AGCO e conta com mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, sendo 156 apenas no Brasil.

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Agro Mato Grosso

Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

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O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira

Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de US$ 11,05 bilhões, entre janeiro e abril de 2026,

Com isso, mantém o maior resultado superavitário entre os estados brasileiros, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Mensal de Conjuntura Econômica — edição de maio.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio.

O resultado do balanço do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica de Mato Grosso na economia brasileira.

Isso porque, em 2025, o superávit comercial do Estado alcançou US$ 27,57 bilhões, o que representa 40,50% de todo o saldo comercial do período no país.

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O agronegócio respondeu por 43,16% do saldo comercial brasileiro, com destaque para as exportações de soja, milho e carne bovina.

De acordo com a análise do Imea, esse resultado reforça a importância e a centralidade de Mato Grosso para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia nacional.

A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, explicou que esse cenário demonstra a força do setor no contexto nacional.

Segundo ela, o resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

“O desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado principalmente pelas exportações de soja, milho e carne bovina”, destacou.

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EMPREGOS – O boletim do Imea, publicado no dia 11 passao, também aponta a participação do agronegócio na geração de empregos em Mato Grosso.

Dados do boletim de Conjuntura Econômica mostram que o setor mantém ritmo de crescimento no número de trabalhadores formais.

Ao final de 2025, o agronegócio mato-grossense contabilizava 437.174 empregos formais.

Em março de 2026, o total avançou para 444.218 postos de trabalho, incremento de 1,61%, equivalente à geração de 7.044 novas vagas.

No mesmo período, o estoque total de empregos formais em Mato Grosso alcançou 1.183.553 vínculos, com o agronegócio representando 37,53% do total de empregos do estado.

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Agro Mato Grosso

Defensivos para milho verão avançam 21% no ciclo 2025/26

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Levantamento da Kynetec Brasil destaca aumento na área plantada e impulso na intensidade dos tratamentos

O mercado de defensivos para o milho verão teve recuperação de 21% na safra 2025/26, frente ao ciclo anterior. O valor passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões. As informações são do relatório FarmTrak, divulgado nesta quarta-feira (13/5) pela Kynetec Brasil.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.

O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.

Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período”, complementa.

“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, revela.

Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26”, avalia.

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Segundo a Kynetec Brasil, o levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

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