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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago em Recuo: Vetos da China e Relatório do USDA Pressionam o Milho – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, após subirem durante a semana, chegando a bater em US$ 4,67/bushel no dia 12, recuaram na sequência, com o fechamento da quinta feira (14) ficando em US$ 4,51/bushel, contra US$ 4,52 uma semana antes. O motivo de tal recuo igualmente foi a notícia de que a China não compraria novas quantidades de grãos em relação àquilo que já foi acertado em 2025.

Enquanto isso, o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 12/05,indicou, para o ano 2026/27, uma produção estadunidense do cereal em 406,3 milhões de toneladas, contra 432,3 milhões um ano antes. O rendimento médio esperado é de 191,4 sacos por hectare, enquanto a área semeada recua em 3,5% em relação ao ano anterior. Já os estoques finais de milho, nos EUA, para o novo ano comercial, ficariam em 49,7 milhões de toneladas, contra 54,4 milhões um ano antes.

Por sua vez, a produção mundial de milho fica projetada em 1,295 bilhão de toneladas, contra 1,313 bilhão no ano anterior, enquanto os estoques finais mundiais, para 2026/27, chegariam a 277,5 milhões de toneladas, contra 297 milhões no ano anterior. A produção brasileira está projetada em 139 milhões de toneladas e a da Argentina em 55 milhões.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA, no dia 10/05, chegou a 57% da área esperada, contra 52% na média. Do total semeado, 23% estava germinado, contra 19% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis, agora com leve viés de baixa em alguns locais. No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram com R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 61,00/saco.

Por sua vez, conforme revisão de analista privado, a colheita total do Brasil, em 2025/26, pode chegar a 140,1 milhões de toneladas. Houve ajuste para baixo em função de problemas climáticos observados em alguns estados, caso de Goiás. Com isso, a safrinha deverá fechar em 99,1 milhões de toneladas, abaixo do resultado do ano anterior que foi de 100,8 milhões. A área total com milho no Brasil, no atual ano comercial, seria de 21,9 milhões de hectares, enquanto a produtividade média estimada alcançaria 6.400 quilos/hectare (cf. Safras & Mercado).

Enfim, segundo a Secex, nos primeiros cinco dias úteis de maio o Brasil exportou 100.395 toneladas de milho, representando 983% acima da média diária de maio do ano passado. O mercado vem notando que os produtores estariam preferindo vender omilho ao invés da soja, pois estariam esperando um prêmio melhor para a oleaginosa mais adiante. Mas, isso está longe de ser garantido, embora a entrada da safrinha permita imaginar isso no segundo semestre.

Porém, continua havendo muita incerteza quanto ao futuro das nossas exportações de milho, especialmente se o Irã, devido à guerra, continuar com dificuldades de importação. Já o preço recebido por tonelada exportada recuou 41,8%, passando a US$ 271,80 contra US$ 467,10 em maio do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Plano Safra 26/27 destina R$ 525 bilhões para fortalecer a agricultura empresarial – MAIS SOJA

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O Governo do Brasil lança, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial. Com acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, a iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária brasileira. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.

Tabela volume de recursos

Com o slogan “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 26/27 reafirma o papel do crédito rural como instrumento estratégico para ampliar a produção agropecuária, fortalecer a renda no campo, garantir o abastecimento e a segurança alimentar, impulsionar as exportações e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro.

COMPROMISSO COM O AGRO BRASILEIRO

Um dos principais avanços do Plano Safra 26/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. A queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural. Com juros menores, o produtor ganha mais previsibilidade para planejar a safra, realizar investimentos na propriedade e organizar sua atividade produtiva.

No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), voltado aos médios produtores rurais, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, inferior à praticada no ciclo anterior. A redução dos juros fortalece um segmento essencial para a produção de alimentos, a geração de empregos e a dinamização das economias locais. Com crédito mais acessível, os produtores ganham melhores condições para custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com mais segurança.

Tabela taxa de juros
Tabela taxa de juros

CAMPO + SUSTENTÁVEL

Além da redução geral das taxas, o Plano Safra 26/27 reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, reconhecendo produtores que adotam boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas. A redução poderá ser de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros de custeio.

O desconto contempla até 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis. A medida fortalece a ideia de que produzir com responsabilidade e eficiência, também significa melhores condições de financiamento.

AGRO RESILIENTE

A gestão de riscos também é um dos pilares do Plano Safra 26/27. O programa reforça a importância do Proagro e do seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito. Ao vincular a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura por Proagro ou seguro rural, a política estimula a adoção de mecanismos de gestão de risco. A medida busca fortalecer a responsabilidade compartilhada entre produtores, instituições financeiras e o poder público, reduzindo a dependência de soluções emergenciais após a ocorrência de perda.

MODERNIZAÇÃO

O investimento segue como uma das prioridades desta edição, com recursos destinados à modernização da produção, à irrigação, à inovação, à renovação de máquinas e equipamentos, à recuperação de áreas produtivas e à sustentabilidade.

Nesse contexto, o programa reforça a modernização do InvestAgro, expandindo o apoio a sistemas de geração e distribuição de energia renovável, como energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica. As medidas contribuem para aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais, ampliar a segurança energética e fortalecer a resiliência da produção agropecuária.

A armazenagem também recebe atenção especial. O apoio à ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias contribui para reduzir perdas, aprimorar a logística e amplificar a capacidade de conservação e comercialização da produção. Com maior autonomia para armazenar e comercializar seus produtos, produtores, cooperativas e agroindústrias ganham melhores condições de gestão, agregação de valor e competitividade.

CRÉDITO MAIS EFICIENTE

O custeio permanece como um dos principais instrumentos do Plano Safra, garantindo os recursos necessários para a aquisição de insumos, a condução das lavouras, o manejo dos rebanhos e a comercialização da produção. Em um cenário de custos ainda elevados, a redução das taxas de juros contribui para melhorar as condições de financiamento, ampliar a capacidade de planejamento e dar maior previsibilidade ao produtor.

O Plano Safra 26/27 também fortalece a complementaridade entre diferentes fontes de recursos, combinando recursos controlados, equalizados, não equalizados e fontes de mercado. Essa estrutura amplia a capacidade de financiamento do setor, permite atender diferentes perfis de produtores e finalidades de crédito e contribui para aumentar a oferta de recursos à agropecuária brasileira.

Com mais crédito, juros menores, incentivo a boas práticas agropecuárias, fortalecimento da gestão de risco, modernização energética, apoio à armazenagem e foco na execução, o novo Plano Safra reafirma o compromisso com uma agricultura empresarial forte, moderna, sustentável e competitiva.

Fonte: MAPA


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FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Oferta restrita mantém preços em recuperação no mercado brasileiro – MAIS SOJA

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Os preços do trigo em grão seguem em recuperação no mercado doméstico nesta parcial de junho, ainda sustentados pela oferta restrita no mercado spot. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores que têm estoques retêm o produto, à espera de oportunidades melhores de comercialização. Moinhos com necessidade de reposição, por sua vez, têm cedido às ofertas mais altas de venda.

Nesta parcial de junho (até o dia 26), o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.371,12/t, avanço de 1,4% em relação a maio, mas ainda 13% inferior ao registrado em junho de 2025, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), apontam dados do Cepea.

No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.324,79/t, alta de 1,9% frente ao mês anterior, mas recuo de 6,1% na comparação anual. Ainda segundo levantamento do Cepea, em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.508,04/t, elevação de 2,8% no comparativo mensal, mas queda de 5,6% em relação a junho do ano passado. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.313,46/t, aumento de 2,1% frente a maio, mas retração de 14,4% na comparação anual.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Brasil constrói caminho regulatório para soluções agrícolas à base de RNA – MAIS SOJA

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O Brasil não tem atualmente uma legislação específica para produtos agrícolas à base de RNA. Ainda assim, o país avança na construção desse caminho, e os passos dados nos últimos meses mostram que o ambiente regulatório brasileiro está mais preparado do que parece para receber essa tecnologia.

Em abril de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou o Ato nº 62, incluindo pela primeira vez um produto à base de RNA na lista de prioridades de análise para registro no país. O produto é o ES43, da GreenLight Biosciences, submetido ao órgão em outubro de 2025 e que será comercializado sob a marca OIFIRAX. “É um avanço bastante positivo, pois demonstra o alinhamento do Ministério no sentido de levar ao campo novas tecnologias com maior inovação e sustentabilidade”, afirma Juliana Pelegrino, gerente de Assuntos Regulatórios Latam da GreenLight Biosciences.

O peso histórico do momento vai além da empresa. Ao submeter o primeiro produto de RNA para uso agrícola no Brasil a GreenLight Biosciences não apenas busca autorização para comercializar um produto. Está trilhando, pela primeira vez, um caminho que ainda não existia. Cada etapa cumprida, cada critério negociado com os órgãos reguladores, estabelece um precedente técnico que valerá para toda a categoria no futuro.

Um enquadramento construído do zero

O RNA aplicado à agricultura permite desenvolver soluções altamente específicas para determinados alvos biológicos, como pragas e fungos, sem afetar organismos não alvo. A tecnologia se degrada rapidamente no ambiente e responde a uma demanda crescente por defensivos mais precisos e sustentáveis. O ES43, especificamente, foi desenvolvido para controle do oídio em videiras.

O desafio regulatório, no entanto, é real. As legislações brasileiras foram estruturadas antes do surgimento do RNA como ferramenta comercial de proteção de cultivos, o que exigiu da GreenLight Biosciences, desde o início, a construção de um enquadramento adequado. O primeiro passo foi uma consulta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que concluiu que seus produtos à base de RNA não envolvem organismos geneticamente modificados, parecer determinante para que o processo seguisse pelas vias regulatórias convencionais, envolvendo MAPA, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

“Quando não há categoria específica prevista em lei, o processo exige diálogo técnico estruturado com as autoridades. É necessário apresentar dados científicos robustos, discutir critérios de avaliação e construir, de forma responsável, o enquadramento adequado para uma inovação sem precedentes”, explica Juliana, que coordena o processo de registro no país.

O dossiê regulatório exigido é extenso e precisa conter estudos de eficácia agronômica conduzidos em campo, avaliações toxicológicas, análises ecotoxicológicas em organismos como abelhas, peixes e microcrustáceos, além de dados sobre destino ambiental e caracterização molecular. Parte dos estudos segue padrões internacionais de Boas Práticas de Laboratório (GLP), permitindo o uso de dados gerados fora do Brasil desde que conformes com os requisitos dos órgãos nacionais.

O arcabouço legislativo acelera o processo

No plano legislativo, o cenário também evoluiu. Em dezembro de 2024, o Brasil sancionou a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024), que estabelece as bases para um novo enquadramento de produtos biológicos e de baixo impacto ambiental. A regulamentação por decreto e as normativas específicas por categoria ainda estão em elaboração, mas a lei representa um avanço estrutural que deverá trazer mais clareza para o registro de tecnologias como o RNA. Em 2026, o MAPA lançou ainda o SISPA (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) que promete reduzir prazos e aumentar a transparência nos processos de registro.

“A evolução regulatória acompanha a evolução tecnológica, e depende dela. Esse período de transição exige participação ativa do setor privado nos fóruns técnicos e diálogo constante com as autoridades”, avalia Juliana.

Para a especialista, a abertura técnica dos órgãos reguladores brasileiros é um diferencial que distingue o Brasil nesse cenário. Uma postura determinante para que o país continue entre os líderes em inovação agrícola. “O caminho aberto agora pelo ES43 tende a ter consequências que ultrapassam o produto em si, os critérios técnicos estabelecidos ao longo desse processo inédito devem pavimentar a entrada de toda uma nova geração de defensivos à base de RNA no mercado brasileiro”.

Sobre a GreenLight Biosciences

Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.

Fonte: Assessoria de imprensa


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