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30 de junho de 2026

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Trump diz que China vai comprar mais soja dos EUA e medida pode acirrar concorrência com o Brasil

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Foto: Governo Federal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China se comprometeu a ampliar as compras de soja norte-americana após reunião com o líder chinês, Xi Jinping, realizada em Pequim. Segundo Trump, os volumes devem superar os registrados anteriormente, em uma sinalização considerada estratégica para os agricultores do Meio-Oeste dos EUA.

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Em entrevista à emissora Fox News, exibida nesta na noite desta quinta-feira (14), Trump disse que a China vai “investir muito na soja” e destacou que o produto será um dos principais itens do novo pacote comercial discutido entre os dois países. A declaração ocorre em meio às tentativas de fortalecimento das relações econômicas entre Washington e Pequim.

Além da soja, Trump afirmou que os chineses também concordaram em comprar petróleo norte-americano e 200 aviões comerciais da Boeing. No entanto, o republicano não apresentou detalhes sobre valores, prazos ou volume das negociações.

A possível retomada mais forte das compras chinesas de soja dos Estados Unidos chama atenção do mercado agrícola global, já que a China é a principal compradora mundial da commodity. O movimento pode influenciar diretamente a competitividade das exportações brasileiras, especialmente em um momento de disputa comercial e rearranjo das rotas globais de abastecimento.

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Carro bate de frente com caminhão guincho parado e três pessoas morrem presas às ferragens

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Acidente grave ocorreu na madrugada desta terça-feira (30) na MT-010, em Cuiabá. Vítimas fatais são um adulto e dois jovens

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na madrugada desta terça-feira (30.6), o desencarceramento de três vítimas de um grave acidente de trânsito envolvendo um veículo de passeio e um caminhão na MT-010, conhecida como Estrada da Guia, em Cuiabá.

As equipes foram acionadas por volta das 5h36 e, ao chegarem no local, constataram que o veículo de passeio havia colidido frontalmente contra um caminhão guincho que estava parado na via.

No automóvel estavam um adulto e dois jovens, que ficaram presos às ferragens e já não apresentavam sinais vitais.

Os bombeiros permaneceram no local prestando apoio à ocorrência juntamente com equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, aguardando a conclusão dos trabalhos periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Com a conclusão dos trabalhos periciais e a liberação da cena, os bombeiros deram início ao desencarceramento das vítimas e, na sequência, realizaram a entrega dos corpos às autoridades competentes para os procedimentos legais.

Com Assessoria 

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Aprosoja Brasil vê redução do crédito efetivo ao produtor no Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) avaliou que o Plano Safra 2026/27 representa um avanço apenas nominal no volume de recursos destinados à agricultura empresarial e alertou para uma redução efetiva do crédito disponível ao produtor rural.

Segundo a entidade, embora o governo tenha anunciado R$ 525,1 bilhões para o setor empresarial, um aumento nominal de 1,7% em relação ao ciclo anterior, os recursos voltados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, redução de R$ 29,8 bilhões. Considerando a inflação acumulada, a Aprosoja calcula que o plano representa uma contração real de aproximadamente R$ 13,6 bilhões.

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Na avaliação da associação, o cenário evidencia uma mudança na estrutura do crédito rural, com retração das linhas tradicionais equalizáveis e maior participação de instrumentos privados, como a Cédula de Produto Rural (CPR). Dados apresentados pela entidade mostram que, até maio de 2026, o crédito rural empresarial contratado caiu cerca de 5% em relação ao mesmo período da safra anterior. Sem considerar as CPRs, a queda nas linhas tradicionais chegou a aproximadamente 14%.

A Aprosoja também destaca que parte dos recursos anunciados acaba sendo destinada à renegociação de passivos, reduzindo a capacidade de financiar uma nova safra. O problema, segundo a entidade, ocorre em um momento de elevado endividamento do setor, impulsionado por juros altos, perdas climáticas, queda dos preços das commodities e aumento dos custos de produção.

Outro ponto de preocupação é a Resolução nº 5.314/2026 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que passou a condicionar a prorrogação das operações de crédito à decisão das instituições financeiras e à comprovação de capacidade de pagamento por parte do produtor. Para a Aprosoja, a medida reduz a flexibilidade justamente em um período de maior necessidade de renegociação.

A entidade reconhece como positivas as iniciativas voltadas ao fortalecimento do seguro rural e dos instrumentos de gestão de risco, mas ressalta que a eficácia dessas políticas dependerá da oferta efetiva de recursos e de regras compatíveis com a realidade dos produtores.

Entre as principais reivindicações, a Aprosoja defende a ampliação dos recursos destinados ao custeio e à comercialização, garantindo que o crédito novo chegue efetivamente à produção. Além disso, pede uma solução estruturante para o endividamento rural, baseada no Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, carência, juros compatíveis e possibilidade de incluir diferentes modalidades de dívidas rurais.

Para a associação, políticas públicas voltadas ao acesso ao crédito e à reorganização financeira dos produtores são essenciais para manter a competitividade do agronegócio, preservar investimentos e garantir a continuidade da produção agrícola, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Alta empregabilidade faz empresas de Mato Grosso travarem disputa por profissionais qualificados

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Com mercado superaquecido, retenção de talentos exige novos benefícios e liderança forte. COMARH 2026 debate os desafios do setor na capital

Escassez de mão de obra desafia empresas e amplia debate sobre o futuro das relações de trabalho em Mato Grosso
Com uma das menores taxas de subutilização da força de trabalho do país, estado enfrenta cenário de maior disputa por profissionais qualificados e reforça a importância da gestão estratégica de pessoas

A disputa por profissionais qualificados deve se intensificar em Mato Grosso. Essa é a avaliação feita após o estado registrar a segunda menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador considera o conjunto de pessoas desempregadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar e, quanto menor é o índice, mais aquecido está o mercado de trabalho. Na prática, isso significa menos mão de obra disponível e um desafio crescente para empresas que precisam atrair, desenvolver e reter talentos. O tema estará no centro dos debates do Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH 2026), que será realizado no dia 3 de julho, em Cuiabá.

O evento reunirá especialistas, empresários e profissionais de Recursos Humanos para discutir estratégias voltadas à atração e retenção de talentos, desenvolvimento de lideranças, inteligência artificial aplicada à gestão de pessoas e os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.

O cenário reforça uma mudança que já vem sendo observada no mercado de trabalho. Se antes o principal desafio das empresas era preencher vagas, hoje a preocupação também envolve a formação de lideranças, a qualificação contínua das equipes e a criação de ambientes capazes de manter os profissionais engajados e comprometidos com o crescimento das organizações.

As discussões ganham relevância em um momento em que a Conferência Nacional do Trabalho apontou como prioridades o fortalecimento do diálogo entre empregadores e trabalhadores, a modernização dos processos produtivos, a qualificação profissional, a adaptação às transformações tecnológicas e o fortalecimento das relações de trabalho.

Além disso, pesquisas recentes indicam que a retenção de talentos passou a depender de fatores que vão além da remuneração. Benefícios, oportunidades de desenvolvimento profissional, qualidade da liderança e perspectivas de crescimento na carreira têm influenciado cada vez mais a decisão dos trabalhadores de permanecer ou não em uma empresa.

Para a presidente da ABRH-MT, Nádia Macanham, o momento exige uma atuação mais estratégica das organizações.

“Hoje não basta contratar. As empresas precisam criar ambientes em que as pessoas queiram permanecer, crescer e construir carreira. Liderança, desenvolvimento e benefícios deixaram de ser diferenciais e passaram a fazer parte da estratégia de retenção”, comenta.

O desafio, avalia a ABRH-MT, é ainda maior em estados com elevado nível de empregabilidade.

“Em um mercado aquecido como o de Mato Grosso, as organizações precisam olhar para a gestão de pessoas como um fator decisivo para a competitividade. Quem investir no desenvolvimento de talentos e na formação de lideranças estará mais preparado para enfrentar os desafios do futuro do trabalho”, destaca.

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