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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para maio, junho e julho/26 – MAIS SOJA

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Em abril de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Norte, centronorte da Região Nordeste e parte de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no norte de Minas Gerais, sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, onde os valores foram inferiores a 40 mm. No geral, notou-se uma redução dos níveis de umidade do solo no Centro-Leste do Brasil.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no Amapá e nordeste do Pará, onde os acumulados de chuva ultrapassaram os 300 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo elevados.

Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no Maranhão, centronorte do Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, além do leste de Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 400 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. Na porção centro-sul da Bahia, os valores não ultrapassaram os 50 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.

Este cenário foi desfavorável às lavouras de milho primeira safra, ainda em enchimento de grãos. Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no norte e oeste de Mato Grosso, com acumulados superiores a 150 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de algodão e milho segunda safra.

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Na Região Sudeste, os acumulados de chuva foram superiores a 80 mm em áreas do sul de São Paulo e de Minas Gerais. Em contrapartida, no norte de Minas Gerais e na divisa entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes de chuva causaram restrição hídrica em lavouras de milho e feijão segunda safra.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 70 mm em grande parte da região. Destaque para o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, onde as chuvas ultrapassaram os 150 mm. Estas condições elevaram a umidade do solo nestas áreas, favorecendo os cultivos de segunda safra.

Em abril, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram registrados em áreas da Região Centro-Oeste, de Tocantins e do oeste da Bahia. Já no leste das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio no final de abril, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, associados à atuação de uma massa de ar polar de fraca intensidade.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de abril de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2° C ao longo da faixa longitudinal, compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica e superiores às observadas no mês anterior. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C.

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Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos ao longo de abril, evidenciando um rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na segunda quinzena do mês, essas anomalias ultrapassaram 0,5 °C, sinalizando uma possível transição da condição de neutralidade para um futuro evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de Neutralidade para El Niño (fase quente), durante o trimestre maio, junho e julho, com probabilidade de 88%.

1.3 – PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO MAIO, JUNHO E JULHO 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste, além de áreas de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média no sul de Tocantins, leste do Acre, sul de Rondônia e na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima.

Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônia a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.

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Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média, concentrandose principalmente nas faixas norte e leste da região. No sul da Bahia, a tendência é de ocorrência de chuvas mais irregulares ao longo do final do trimestre, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo, incluindo áreas da região do Matopiba.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso, sudeste de Goiás e leste de São Paulo, podem ocorrer volumes acima da média. Entretanto, com aproximação do inverno, existe uma tendência sazonal de redução das chuvas, especialmente em junho e julho, e de diminuição dos níveis de umidade de solo Na Região Sul, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média para Paraná e Santa Catarina.

Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre. As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas Regiões Sul e Sudeste, áreas de Mato Grosso do Sul, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e sul de Mato Grosso, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacamse ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 15 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Chicago em Recuo: Vetos da China e Relatório do USDA Pressionam o Milho – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, após subirem durante a semana, chegando a bater em US$ 4,67/bushel no dia 12, recuaram na sequência, com o fechamento da quinta feira (14) ficando em US$ 4,51/bushel, contra US$ 4,52 uma semana antes. O motivo de tal recuo igualmente foi a notícia de que a China não compraria novas quantidades de grãos em relação àquilo que já foi acertado em 2025.

Enquanto isso, o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 12/05,indicou, para o ano 2026/27, uma produção estadunidense do cereal em 406,3 milhões de toneladas, contra 432,3 milhões um ano antes. O rendimento médio esperado é de 191,4 sacos por hectare, enquanto a área semeada recua em 3,5% em relação ao ano anterior. Já os estoques finais de milho, nos EUA, para o novo ano comercial, ficariam em 49,7 milhões de toneladas, contra 54,4 milhões um ano antes.

Por sua vez, a produção mundial de milho fica projetada em 1,295 bilhão de toneladas, contra 1,313 bilhão no ano anterior, enquanto os estoques finais mundiais, para 2026/27, chegariam a 277,5 milhões de toneladas, contra 297 milhões no ano anterior. A produção brasileira está projetada em 139 milhões de toneladas e a da Argentina em 55 milhões.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA, no dia 10/05, chegou a 57% da área esperada, contra 52% na média. Do total semeado, 23% estava germinado, contra 19% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis, agora com leve viés de baixa em alguns locais. No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram com R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 61,00/saco.

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Por sua vez, conforme revisão de analista privado, a colheita total do Brasil, em 2025/26, pode chegar a 140,1 milhões de toneladas. Houve ajuste para baixo em função de problemas climáticos observados em alguns estados, caso de Goiás. Com isso, a safrinha deverá fechar em 99,1 milhões de toneladas, abaixo do resultado do ano anterior que foi de 100,8 milhões. A área total com milho no Brasil, no atual ano comercial, seria de 21,9 milhões de hectares, enquanto a produtividade média estimada alcançaria 6.400 quilos/hectare (cf. Safras & Mercado).

Enfim, segundo a Secex, nos primeiros cinco dias úteis de maio o Brasil exportou 100.395 toneladas de milho, representando 983% acima da média diária de maio do ano passado. O mercado vem notando que os produtores estariam preferindo vender omilho ao invés da soja, pois estariam esperando um prêmio melhor para a oleaginosa mais adiante. Mas, isso está longe de ser garantido, embora a entrada da safrinha permita imaginar isso no segundo semestre.

Porém, continua havendo muita incerteza quanto ao futuro das nossas exportações de milho, especialmente se o Irã, devido à guerra, continuar com dificuldades de importação. Já o preço recebido por tonelada exportada recuou 41,8%, passando a US$ 271,80 contra US$ 467,10 em maio do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Soja sob Pressão: Montanha-russa em Chicago e o “Balde de Água Fria” Chinês – MAIS SOJA

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As cotações da soja voltaram a romper o teto dos US$ 12,00/bushel nesta semana, porém, um forte tombo ocorreu na quinta-feira (14), quando o primeiro mês cotado fechou em US$ 11,74, contra US$ 11,77 uma semana antes.

Se por um lado, a falta de um acordo de paz entre EUA e Irã manteve as cotações do óleo de soja firmes, apesar de leve recuo, o que puxou o grão, enquanto ao mesmo tempo, apesar de confirmar um aumento na área a ser semeada com soja nos EUA, o relatório de maio apontou baixa nos estoques finais daquele país para 2026/27, e mais a especulação dos Fundos, ajudou a manter firme a cotação do grão, por outro lado o mercado esteve atento aos resultados da reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio, pois a mesma também trataria da retirada de barreiras comerciais, atingindo inclusive a soja.

Ora, no dia 14 veio um balde de água fria sobre o mercado quando circulou a notícia de que não haverá compras adicionais da China para além do acordo feito em 2025. Com isso, nesse dia, o bushel despencou para o menor nível desde o dia 28/04. Assim se nãotiver mais nenhum novo acordo adicional, Chicago ainda tem espaço para continuar caindo. E se vier acordo adicional Chicago volta a subir.

Em relação ao relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado no dia 12/05, o mesmo apontou uma projeção de produção de soja, nos EUA, em 120,7 milhões detoneladas, contra 116 milhões na safra anterior. A produtividade média seria de 59,4 sacos/hectare naquele país, enquanto a área semeada cresce 4,3%, passando a 34,28 milhões de hectares. Quanto aos estoques finais estadunidenses, os mesmos ficariam em 8,4 milhões de toneladas, contra 9,2 milhões no anterior e 9,9 milhões nas expectativas do mercado. O relatório indicou, igualmente, uma produção mundial de 441,5 milhões de toneladas para 2026/27, após 427,6 milhões no ano anterior, e estoques finais mundiais em 124,8 milhões de toneladas, contra 125,1 milhões um ano antes.

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A futura produção brasileira seria de 186 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina ficaria em 50 milhões. As importações chinesas de soja subiriam para 114 milhões. Com isso, o preço médio aos produtores estadunidenses, para este novo ano comercial, seria de US$ 11,40/bushel, contra US$ 10,40 no atual ano comercial.

Dito isso, o plantio da nova safra estadunidense avança muito bem, a partir de um clima positivo, atingindo, no dia 10/05, a 49% da área esperada, contra a média histórica de 36% para esta data. Do total já plantado, 20% havia germinado, contra 12% na média.

Pelo lado da demanda, as importações chinesas de soja aumentaram em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As mesmas atingiram a 8,48 milhões de toneladas, contra 4,02 milhões em março e 40% acima do registrado em abril/25. De janeiro a abril, a China recebeu 25,2 milhões de toneladas de soja, contra 23,19 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. E aqui no Brasil, o descolamento, para baixo, dos preços nacionais em relação a Chicago continua, com o saco de soja evoluindo especialmente ao sabor do câmbio que, nesta semana, acabou voltando à casa dos R$ 5,00 por dólar, embora o movimento tenha durado pouco tempo. Com isso, no Rio Grande do Sul as principais praças praticaram R$ 113,00 a R$ 114,00/saco, enquanto no restante do país os valores ficaram entre R$ 100,00 e R$ 114,00/saco.

Dentre os porquês, então, de os preços brasileiros da soja caminharem na direção contrária a Chicago, algo pouco comum, está o câmbio. Efetivamente, em meados de maio do ano passado o câmbio, no Brasil, registrava R$ 5,68 por dólar, enquanto no mesmo período de 2026 tem-se R$ 4,89. Ou seja, temos uma valorização do Real, em 12 meses, de 13,9%. Soma-se a isso a safra recorde que o país está terminando de colher (algo entre 178 e 181 milhões de toneladas), na medida em que as perdas no Rio Grande do Sul foram compensadas por maior produção em outras regiões do país, e o quadro explica em grande parte o descolamento dos preços.

Para se ter uma ideia dessa relação, aos valores de hoje em Chicago, se o câmbio fosse o mesmo de um ano atrás, o saco do produto, no Rio Grande do Sul, estaria ao redor de R$ 130,00. Ou seja, 18 reais a mais.

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Dito isso, tem-se que o mercado de sementes de soja deve enfrentar mais um ano de margens apertadas. A dívida do setor da soja passou de R$ 60 bilhões, antes da pandemia, para R$ 180 bilhões atualmente. Em tal contexto, o mercado terá queproteger os clientes que ainda conseguem permanecer no mercado, enquanto a disputa pelos melhores compradores ficará ainda mais intensa.

A safra atual deverá registrar menor disponibilidade de sementes, além de possíveis problemas de qualidade em algumas regiões produtoras, embora o excedente de produto tenda a ser menor do que o observado na temporada passada, quando o excesso pressionou fortemente os resultados do setor. Isso pode ajudar um pouco no resultado final, mas as margens continuarão bastante apertadas.

A competição comercial deve se intensificar em função da restrição de crédito e do aumento do risco financeiro dentro da cadeia do agronegócio. O momento exige maior disciplina financeira e rigor na concessão de crédito, sendo que a mensagem final é de que será um ano difícil na parte comercial e com muita atenção na avaliação de risco dos clientes. Hoje, cerca de 80% do financiamento do setor ocorre via mercado privado, com taxas de juro bem mais elevadas (cf. Agroconsult).

Enfim, em abril o Brasil exportou 16,8 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,4% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril.

No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,2 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período. Já para maio, a Anec espera que o país exporte 16 milhões de toneladas da oleaginosa. Enquanto isso, a exportação de farelo de soja brasileiro foi projetada em recorde de 2,88 milhões de toneladas em maio, contra 2,12 milhões em maio do ano passado.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Safra brasileira de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas – MAIS SOJA

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A produção de grãos brasileira está estimada em 358 milhões de toneladas. O volume é 1,6% superior ao obtido na safra passada, o que representa um incremento de 5,7 milhões de toneladas no montante a ser colhido. Os números apontam a expectativa de recorde na safra, impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, conforme dados apresentados no 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (14).

Projetada em 180,1 milhões de toneladas, a produção de soja deve atingir um marco inédito, superando a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em termos de volume a ser obtido, é esperado um crescimento de 8,6 milhões de toneladas para a oleaginosa em referência à safra 2024/25, o que representa um aumento de 5%, marcando o sétimo crescimento nas últimas dez safras. Destaque também para o milho primeira safra, que voltou a apresentar aumento na área semeada em relação aos últimos anos, o que reflete em uma colheita de aproximadamente 28,5 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas a produção anterior, e para o sorgo, que pode chegar a 7,6 milhões de toneladas produzidas.

Para o total das três safras do milho, a Companhia estima que seja colhida a segunda maior produção da série histórica, estipulada em 140,2 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, os dados apontam um ganho de 0,4%, correspondente a 600 mil toneladas. Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal registrou um incremento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com alta de 493 mil toneladas. Concluída a semeadura, a 2ª safra deve atingir 108,5 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior. Nos estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção e, no panorama nacional, os dados ainda apontam aumento de 2,1% na área plantada.

A perspectiva de incremento de até 23,8% para o sorgo está associada ao avanço significativo na área cultivada, uma vez que o cereal, além de ter maior tolerância à deficiência hídrica, apresenta destinação bastante próxima à do milho. A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, com aumento de 50,7%. Maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado de Goiás deve ter um ganho de 40,3% na produção, superando o volume de 2,2 milhões de toneladas. “Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de deficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

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Para o arroz, item fundamental na alimentação dos brasileiros, as projeções indicam queda de 0,3% na produção, calculada em 11,1 milhões de toneladas, o que mantém a estabilidade em comparação ao estimado no mês antecedente. Em relação à safra 2024/2025, o recuo esperado é de 1,7 milhão de toneladas, consequência da diminuição da área plantada em cerca de 13,7%. Considerando que 94,6% da área já foi colhida, os dados ainda mostram ganho de produtividade nesta safra, alcançando 7.281 quilos por hectare.

Para o feijão, outro produto de destaque na mesa dos brasileiros, a produção total tende a decrescer 5,2% em volume colhido quando comparada à safra anterior, mantendo-se dentro da estabilidade prevista no último levantamento divulgado pela Companhia, sendo estimada em 2,9 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. Com 95,4% da área colhida, a primeira safra da leguminosa registrou ganho de produtividade de 4,3%, devendo atingir pouco mais de 969 mil toneladas em volume produzido. Apesar da previsão de redução nas áreas plantadas e no volume produzido de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento desses grãos no mercado interno.

Com maior parte das lavouras já em fase prévia à colheita, a produção esperada de algodão deve chegar a aproximadamente 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em relação ao volume da safra 2024/25. As projeções refletem redução na área plantada e na produtividade. A produção estimada de trigo também deve diminuir em 1,5 milhão de toneladas, resultado impactado principalmente pela redução da área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná. De acordo com os valores apurados pela Companhia, o país deve produzir 6,4 milhões de toneladas do cereal.

Mercado – A indústria de etanol deve impulsionar o consumo interno do milho, que tende a avançar em 4,6% em relação à temporada passada, estimada em 94,86 milhões de toneladas. A Conab também avalia que as exportações do produto seguirão elevadas, superando o ciclo 2024/25 e podendo alcançar 46,5 milhões de toneladas, o que se deve à boa produção. Ainda assim, o estoque de passagem do cereal no final da atual safra deve ficar próximo a 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as exportações do grão acompanham os números positivos da safra, com estimativa de que os embarques cheguem a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% se comparado com a temporada de 2024/25.

Os dados e as análises completas sobre as projeções de safra e as condições de mercado das principais culturas brasileiras podem ser encontradas no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, disponível no site da Conab.

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Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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