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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja/BR: Colheita da soja atinge 50,6% no Brasil com avanço em vários estados – MAIS SOJA

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50,6% colhido. Em MT, a colheita se aproxima da finalização, com o restante das áreas em campo já em maturação. As produtividades continuam a superar as estimadas inicialmente. No RS, a colheita foi iniciada e o deficit hídrico, em algumas regiões, tem acelerado o ciclo da cultura.

No PR, a redução das chuva afeta o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos. Em GO, a redução das precipitações permitiu um grande avanço na área colhida e melhorou a qualidade dos grãos.

Em MS, o tempo quente e seco acelerou a maturação e favoreceu o avanço da colheita. Em MG, o tempo firme permitiu um grande avanço na área colhida. Em SP, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas.

Na BA, a frequência das chuvas atrasa a colheita e prejudica, pontualmente, a qualidade dos grãos. No TO, as chuvas intensas têm atrasado os trabalhos de colheita. No MA, o excesso de chuvas atrasa a colheita nos Gerais de Balsas, mas beneficia as lavouras nas demais regiões.

No PI, as chuvas frequentes impedem o avanço na colheita e comprometem, pontualmente, a qualidade dos grãos. Em SC, a colheita avança, com boas produtividades sendo obtidas, e as condições das lavouras remanescentes são consideradas satisfatórias, com baixa incidência de doenças.

No PA, a colheita foi finalizada no polo da BR-163 e se aproxima da finalização no polo de Redenção, com boas produtividades sendo obtidas. Em Santarém, apesar dos menores acumulados de chuvas, as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Previsão Agrometeorológica (09/03/2026 a 16/03/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva estão previstos para o AP, Sudeste e Nordeste do PA, Centro-Oeste do AM, Centro-Norte do MA e Noroeste do PI. No Litoral e Sul do CE, Oeste e Sul da BA os acumulados serão menores, enquanto, no Leste de RR, extremo Noroeste do PA e restante da região Nordeste, as chuvas tendem a ser fracas, isoladas ou escassas. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de primeira e segunda safra, exceto em parte do Semiárido, onde a umidade no solo ainda permanecerá baixa.

CO: As chuvas tendem a se concentrar no Centro-Norte de MT e MS e no Centro-Sul de GO, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra. No Leste de GO, Pantanal matogrossense e Sul de MS, são previstos baixos acumulados de chuva. Com exceção de parte do Sul de MS, a umidade no solo deve ser suficiente para a maioria das lavouras.

SE: A semana deve apresentar chuvas persistentes, com volumes consideráveis no Norte de SP e Triângulo Mineiro, causando impactos na colheita da soja e na semeadura do milho segunda safra em algumas áreas. No Leste de SP, Sul e Leste de MG, os acumulados serão menos significativos. Chuvas mais fracas e com menores acumulados devem ocorrer no Norte de MG. No geral, as condições serão favoráveis para o cultivos de grãos, cana-de-açúcar e café.

S: Há previsão de chuvas fracas e de baixos acumulados durante a semana em grande parte da região. Apenas no Nordeste e na faixa litorânea do PR, bem como, no Sudeste e Noroeste do RS e no Leste de SC, os acumulados devem ser maiores. Na metade Oeste do PR e no RS, a umidade no solo deve permanecer baixa, expandindo a área de restrição hídrica aos cultivos de primeira e segunda safra.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Chuva atrasa o avanço da colheita do milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 segue em ritmo lento e apresenta atraso em comparação ao ciclo anterior, em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc,  0,20% da área cultivada foi colhida até a terceira semana de junho.

O percentual representa um atraso de aproximadamente 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as condições climáticas estão entre os principais fatores que explicam o cenário.

“O volume elevado de precipitações registrado nos principais municípios produtores de milho contribuiu para retardar o avanço da colheita. Apesar disso, é importante destacar que, historicamente, a colheita do milho em Mato Grosso do Sul ganha intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com pico das atividades entre o final de julho e o início de setembro”, explica Balta.

Ainda de acordo com Gabriel, embora o milho possua um período de colheita mais extenso que a soja, o cenário climático exige atenção dos produtores.

“O milho normalmente pode permanecer mais tempo no campo sem grandes prejuízos, devido às condições climáticas mais secas durante o período de colheita. No entanto, neste ano, observamos maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e até ocorrência de granizo em algumas regiões. Por isso, é recomendável que os produtores acompanhem as condições das lavouras e realizem a colheita dentro da melhor janela possível”, ressalta.

O acompanhamento das lavouras aponta que o milho se encontra entre os estádios fenológicos vegetativo e reprodutivo. As regiões nordeste, norte e oeste apresentam os melhores índices de desenvolvimento, com lavouras em boas condições variando entre 79% e 92%.

Já nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro, as condições são menos favoráveis. Nessas áreas, os índices de lavouras em condições ruins chegam a 24%, enquanto as áreas classificadas como regulares variam entre 16% e 31%.

A previsão climática para o período entre 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul, o que pode continuar influenciando o andamento dos trabalhos no campo.

No mercado, a saca da soja é cotada, em média, a R$ 112,43 no Estado, enquanto a saca do milho registra preço médio de R$ 47,92.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.

A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.

“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.

O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.

Mercado físico da soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 128
  • Santa Rosa (RS): R$ 129
  • Cascavel (PR): R$ 124
  • Rondonópolis (MT): R$ 114
  • Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
  • Rio Verde (GO): R$ 117
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Mercado atacadista

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.

O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.

O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.

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Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

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Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

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