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15 de setembro de 2026

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Bióloga do Inpa vence maior premiação científica do Brasil em 2026

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Com quase 50 anos de dedicação à Amazônia, Maria Teresa Fernandez Piedade recebe o Prêmio Almirante Álvaro Alberto

A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é a vencedora deste ano do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, maior premiação da ciência brasileira. 

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que concede a honraria em parceria com a Marinha do Brasil.

Criado em 1981, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é atribuído anualmente ao pesquisador que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor.

A cerimônia de entrega será no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro, quando Maria Teresa receberá um diploma, uma medalha e um prêmio de R$ 200 mil em dinheiro.

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Pesquisa

Maria Teresa desenvolve pesquisas sobre a Amazônia há quase 50 anos. Atualmente, é docente dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Botânica do Inpa, e lidera o grupo de pesquisa Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua).

O desejo de trabalhar com pesquisas na região amazônica, de acordo com a bióloga, surgiu logo que começou o curso de Biologia, a muitos quilômetros de distância, na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo.

“Naquela época era basicamente um sonho”, lembra a pesquisadora.

Mas o sonho começou a se tornar realidade a partir de uma especialização, já no Inpa.

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“Quando eu comecei, me foi oferecido um trabalho em ambientes de terra firme. E eu não estava muito satisfeita com isso, porque eu sempre gostei de água. Então eu fiz uma primeira viagem para o Rio Negro. Nesse momento, eu decidi que era nos rios que eu iria trabalhar”, disse.

Maria Teresa também se formou mestra e doutora no Inpa, e passou a atuar como pesquisadora efetiva em 1988. Mas ao longo de sua carreira também lecionou como professora convidada em muitas outras universidades e instituições de pesquisa.

A pesquisadora ainda participou de diversas iniciativas de cooperação científica internacional em prol da região, como o Conselho Científico Internacional do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia e a parceria Brasil–Alemanha Inpa/MCTI-Sociedade Max-Planck.

Em âmbito nacional já integrou o Conselho Nacional de Zonas Úmidas do Ministério do Meio Ambiente o Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

Seu principal objeto de estudo, no momento, são os efeitos da variação nos níveis de água, durante as cheias e vazantes dos rios.

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“A água sobe e desce ao longo do ano e transforma os sistemas de uma maneira única e gerando adaptações de organismos e também influenciando todas as cadeias alimentares e os estoques de carbono da região de uma maneira única”, explica.

Mas também pesquisa as mudanças ocorridas por ações humanas, como na construção de barragens.

“O que a gente tem encontrado é que, em 30 anos após a Hidrelétrica de Balbina, em mais de 125 quilômetros de áreas, as florestas vêm morrendo gradualmente, em função da falta de regularidade no suprimento de água, porque esse suprimento passa a responder à demanda energética”, explica em referência à usina construída no Rio Uatumã, no Amazonas.

A pesquisadora reforça a importância dos cursos d’água da região para o país, e alerta para uma corrida “contra o tempo” e contra ações humanas “deletérias”, que estão aprofundando a degradação desses ambientes e favorecendo as mudanças climáticas.

“Apenas os grandes rios como Amazonas, Solimões e Rio Negro, que são o que nós chamamos um conjunto de várzeas e igapós, cobrem 750 mil km quadrados. Isso é quase três vezes o estado de São Paulo. Os pequenos cursos d’água, que aqui são chamados igarapés, perfazem mais de 1 milhão de km quadrados”, explica Maria Teresa.

“A sociedade brasileira, de uma maneira geral, depende de todo o balanço hídrico da região amazônica. Os corpos d’água e a floresta formam um conjunto que bombeia a água para os sistemas da terra e essa água se transforma em rios voadores que vão para o Sul, Sudeste”, disse.

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“As pesquisas acabam sendo fundamentais para que a gente possa tanto designar áreas de preservação, quanto entender a fragilidade e a necessidade de preservar esses sistemas da maneira como eles normalmente funcionam”, defende.

 

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Fila andou: tempo de espera por transplante de córnea em MT cai para duas semanas

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Enquanto a média nacional para realizar o procedimento pelo SUS passa de um ano, estado registra menos de 30 pacientes aguardando pela cirurgia

Em Mato Grosso, pacientes que precisam de um transplante de córnea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esperam, em média, até duas semanas para realizar o procedimento. O tempo é bem inferior à média nacional, de 370 dias, segundo informações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Até esta segunda-feira (14.9), 24 pacientes aguardavam pelo transplante no Estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em todo o Brasil, são cerca de 37 mil pessoas na fila pela cirurgia, que substitui total ou parcialmente uma córnea doente ou danificada por um tecido saudável.

Segundo a Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela SES, o número de pacientes em espera em Mato Grosso é considerado baixo em relação à população do Estado. Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizados 206 transplantes de córnea gratuitamente pelo SUS.

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Para a coordenadora da CET, Anita Ricarda da Silva, a agilidade no atendimento é resultado do trabalho conjunto das equipes envolvidas no processo de doação e transplante.

“Os transplantes de córnea têm sido realizados com agilidade graças ao trabalho das equipes, permitindo que os pacientes tenham acesso mais rápido ao procedimento e possam recuperar qualidade de vida. Esse resultado também reforça, neste Setembro Verde, a importância da doação de órgãos e tecidos”, afirma.

A captação de córneas pode ser realizada em qualquer unidade hospitalar da rede pública ou privada de Mato Grosso, após a notificação de morte encefálica ou em casos de óbito por parada cardíaca. Em ambos os casos, a doação depende da autorização da família.

Por isso, a Central Estadual de Transplantes destaca a importância da decisão das famílias que, mesmo diante da dor da perda de um ente querido, autorizam a doação. A atitude permite que tecidos que seriam descartados possam ser utilizados em transplantes e beneficiar pessoas que aguardam pelo procedimento.

Ao longo de 2026, a CET já realizou 11 captações de múltiplos órgãos, nas quais foram captados 18 rins, oito fígados, um coração e 22 córneas. Além dessas captações, foram realizadas captações específicas para obtenção de tecidos oculares, resultando em 193 córneas captadas.

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Polícia Civil apura possível uso de aeronave para tráfico internacional de drogas em Água Boa

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Avião saiu de Goiânia com provável destino à Venezuela; três ocupantes morreram no acidente

As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.

Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.

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Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Identificação dos ocupantes

O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Rota internacional

As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.

Indícios de atividade ilícita

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A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.

Levantamento aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.

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Advogados são detidos após entrarem com uísque no parlatório da maior penitenciária de MT

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Dois advogados foram flagrados com pequenas porções de uísque no parlatório da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (14). Os profissionais já haviam passado pelo procedimento de entrada na unidade prisional e aguardavam para atender um cliente quando foram abordados por policiais penais.

Após a ocorrência, os dois foram detidos e encaminhados para a Central de Flagrantes. Conforme informações divulgadas pelo portal Lapada Lapada, posteriormente os advogados foram levados ao Cisc Verdão, onde o delegado plantonista registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)

As circunstâncias em que a bebida entrou na penitenciária não foram detalhadas nas informações divulgadas até o momento. O caso, além do procedimento policial, também passou a ser acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

OAB acompanhou ocorrência

Procurada para comentar o episódio, a OAB-MT informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência envolvendo os profissionais. Segundo a entidade, a atuação teve como objetivo assegurar que as prerrogativas profissionais fossem respeitadas durante o procedimento.

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A Ordem também informou que o episódio poderá passar por análise interna para verificar se houve eventual infração ética. Essa avaliação ficará sob responsabilidade do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), órgão competente para examinar possíveis condutas disciplinares envolvendo inscritos na entidade.

“Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, informou a OAB-MT em nota.

A eventual análise pelo TED é independente do procedimento registrado na delegacia e não representa, por si só, conclusão antecipada sobre a existência de infração ética. Caberá ao órgão avaliar as circunstâncias do episódio e definir se há necessidade de adoção de alguma medida no âmbito da Ordem.

 

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