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15 de setembro de 2026

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Frente fria chega ao Brasil e muda o cenário com chuvas e queda de temperatura

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A semana começa com uma mudança significativa no padrão de tempo em grande parte do Brasil. A chegada de uma frente fria, associada ao avanço de uma massa de ar polar, reorganiza as áreas de chuva e provoca queda acentuada nas temperaturas em várias regiões.

Segundo o meteorologista, Arthur Müller, enquanto alguns estados enfrentam instabilidades, com pancadas fortes e risco de temporais, outras áreas seguem sob calor intenso e tempo mais seco, reforçando o contraste climático no país.

Confira a previsão por região do Brasil:

O tempo no Sul

Com o afastamento da frente fria para o Sudeste e do ciclone extratropical para o oceano, o tempo melhora no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com sol predominando e apenas chance de chuva fraca no litoral. No Paraná, o avanço da frente fria mantém instabilidade desde cedo, com chuva moderada a forte em várias áreas, principalmente no noroeste e metade norte ao longo do dia.

Na retaguarda do sistema, uma massa de ar polar provoca queda acentuada das temperaturas no Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, com sensação de frio intenso e rajadas de vento. Há risco de geada na terça-feira em áreas de baixada do RS, com mínimas abaixo dos 4°C. O frio deve persistir durante a semana, com mínimas abaixo de 10°C.

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Os volumes de chuva variam entre 60 e 100 mm no Paraná, com impacto nas operações agrícolas. Em Santa Catarina, ficam entre 15 e 20 mm, sem grandes prejuízos. No Rio Grande do Sul, uma nova frente fria volta a trazer chuva a partir de sexta-feira, com cerca de 30 mm.

Frente fria no Sudeste

A aproximação da frente fria e o aumento da umidade favorecem instabilidades em São Paulo ao longo do dia, com chuva em diversas regiões do estado. As pancadas podem ganhar força e vir acompanhadas de trovoadas no sul, oeste, interior, litoral e Grande São Paulo, além do extremo sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Há risco de temporais isolados em alguns momentos. À noite, a chuva ainda persiste em pontos dessas áreas, enquanto outras seguem com tempo mais firme. As temperaturas continuam elevadas, mas recuam levemente onde há maior nebulosidade e chuva.

A semana segue quente e seca em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e no centro-norte paulista. Já no centro-sul de São Paulo, os volumes variam entre 20 e 40 mm, ajudando a aliviar o estresse hídrico nas lavouras.

Região Centro-Oeste

A frente fria combinada ao fluxo de umidade favorece pancadas no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul desde cedo, com chuva moderada a forte e trovoadas. No sul de Mato Grosso e áreas do interior, instabilidades ocorrem pela manhã, enquanto o restante da região começa com tempo mais firme.

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Ao longo do dia, as chuvas avançam por Mato Grosso do Sul e atingem áreas de Mato Grosso, com risco de temporais principalmente no sudoeste sul-mato-grossense. Goiás segue com predomínio de tempo firme e calor.

Os volumes variam entre 20 e 40 mm em MT e MS, favorecendo o milho safrinha. No sul de Mato Grosso do Sul, na faixa de fronteira com o Paraguai, os acumulados podem superar 100 mm, com risco de impacto nas atividades em campo.

Nordeste

A circulação marítima mantém chuva fraca no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas, enquanto entre Rio Grande do Norte e Pernambuco as precipitações são mais regulares e moderadas. A ZCIT reforça instabilidades no litoral norte, com chuvas mais intensas no Maranhão, norte do Piauí e Ceará.

No interior da Bahia e em áreas da Paraíba, as chuvas são mais isoladas, enquanto o interior segue com tempo firme e calor. Os volumes semanais ficam entre 50 e 60 mm no litoral e faixa norte, com risco de transtornos pontuais. O interior segue quente, com máximas próximas dos 35°C.

Chuvas no Norte

A umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantêm chuvas frequentes em grande parte da região, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. No Tocantins, as chuvas se concentram mais ao norte, enquanto o restante do estado tem tempo mais estável.

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Os acumulados ficam entre 40 e 60 mm na semana, favorecendo pastagens e mantendo boa umidade do solo. O calor segue mais intenso no Tocantins e no centro-sul do Pará, onde as temperaturas podem chegar a 35°C e a chuva é mais irregular.

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IBGE estima safra de 2026 em 352,9 milhões de toneladas

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A safra agrícola de 2026 deve totalizar 352,9 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (15), no Rio. O volume representa acréscimo de 6,8 milhões de toneladas sobre 2025, alta de 2%. A área a ser colhida foi estimada em 83,1 milhões de hectares, crescimento de 1,8% na comparação anual.

Na comparação com a estimativa mensal, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas recuou 81.416 toneladas em relação a julho de 2026. A área a ser colhida também apresentou ajuste, com declínio de 17.303 hectares frente ao mês anterior.

Soja, milho e arroz concentram a maior parte do resultado. Os três produtos responderam por 92,9% da estimativa de produção e por 87,4% da área a ser colhida. Para a soja, a projeção é de 174,8 milhões de toneladas. O milho foi estimado em 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões de toneladas na primeira safra e 112,1 milhões de toneladas na segunda safra.

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O IBGE estimou ainda a produção de arroz em casca em 11,2 milhões de toneladas, trigo em 6,3 milhões de toneladas, algodão herbáceo em caroço em 9,2 milhões de toneladas e sorgo em 5,8 milhões de toneladas.

Na comparação com 2025, houve acréscimo de 5,3% para a soja e de 8,1% para o sorgo. Já algodão herbáceo em caroço, arroz em casca, feijão e trigo apresentaram recuo de 6,7%, 11,2%, 6,6% e 18,9%, respectivamente. Para o milho, o avanço foi de 0,1%, com alta de 15,5% na primeira safra e queda de 3,4% na segunda.

Regionalmente, o Centro-Oeste concentra 178 milhões de toneladas, o equivalente a 50,4% da produção nacional. Em seguida aparecem Sul, com 91,8 milhões de toneladas; Sudeste, com 31,1 milhões; Nordeste, com 29,8 milhões; e Norte, com 22,3 milhões de toneladas.

Entre os estados, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com participação de 32,1%, seguido por Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses estados representam 79,6% do total estimado pelo IBGE para a safra de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita do milho de segunda safra chega a 98,1% no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra no Brasil alcançou 98,1% da área semeada em 2025/26 até sexta-feira (11), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (15). O avanço foi de 1,5 ponto porcentual sobre a semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem levemente atrasados, mas permanecem acima da média dos últimos cinco anos.

No mesmo período da safra 2024/26, 99,1% da área já havia sido colhida. A média dos últimos cinco anos é de 97,9%. Entre os estados que ainda concentram os trabalhos de campo, Mato Grosso do Sul tinha 98% da área colhida, Minas Gerais 97% e Paraná 93%.

No algodão 2025/26, a colheita chegou a 95,6% da área semeada no País, com avanço de 6,2 pontos porcentuais em uma semana. Em relação ao mesmo período da safra passada, o ritmo está 1 ponto porcentual abaixo. Frente à média de cinco anos, de 97,6%, o atraso é de dois pontos porcentuais. Goiás havia colhido 99,8% da área, Mato Grosso 99,2%, Minas Gerais 90% e Bahia 83%.

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Para o trigo da safra 2026, a colheita atingiu 18% da área, avanço de 6,5 pontos porcentuais na semana. No mesmo momento da safra 2025, o índice era de 13,8%. A média dos últimos cinco anos é de 16,5%. Entre os principais produtores, o Paraná havia colhido 20%, enquanto o Rio Grande do Sul ainda não havia iniciado os trabalhos.

A Conab também informou avanço no plantio do milho verão 2026/27, que chegou a 17,6% da área, alta semanal de 6,6 pontos porcentuais. No mesmo período da safra passada, o índice era de 14,7%, acima também da média de cinco anos, de 14,4%. O Rio Grande do Sul liderava com 54% da área semeada, seguido por Paraná, com 34%, e Santa Catarina, com 21,7%.

Na nova safra de arroz, a semeadura alcançou 3,9% da área prevista, avanço de 2,5 pontos porcentuais na semana. No feijão de primeira safra 2026/27, o plantio chegou a 6% da área, alta de 1,2 ponto porcentual frente à semana anterior.

Os dados da Conab mostram fase final da colheita do milho de segunda safra e do algodão no País, avanço inicial da colheita do trigo e evolução do plantio de milho verão, arroz e feijão na temporada 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

MT aposta em tecnologia para proteger mercado bilionário da madeira legal

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madeira produzida em Mato Grosso pode estar prestes a entrar em uma nova era de controle, rastreabilidade e reconhecimento internacional. Um projeto considerado pioneiro no Brasil foi apresentado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o objetivo de aprimorar a identificação de espécies florestais e ampliar a segurança jurídica para toda a cadeia produtiva.

A proposta ganha relevância especialmente para municípios do Norte de Mato Grosso, região que concentra parte importante da atividade florestal sustentável do estado e abriga polos madeireiros estratégicos em cidades como Sinop, Alta Floresta, Colíder, Marcelândia, Itaúba, Nova Bandeirantes e Paranaíta.

O projeto tem como foco três das espécies mais valorizadas do mercado internacional: Ipê, Cumaru e Cedro-Rosa. Todas estão incluídas no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), exigindo controles cada vez mais rigorosos para exportação.

A iniciativa surge em um momento decisivo para o setor florestal mato-grossense, que busca atender às exigências da Instrução Normativa nº 28/2024 do Ibama e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade da madeira legal produzida no estado.

CIPEM e IBAMA debatem projeto inovador para garantir sustentabilidade e compliance internacional da madeira de Mato Grosso

Xilotecas devem reforçar identificação das espécies

Entre as principais medidas previstas está a implantação de dois postos avançados equipados com xilotecas, estruturas que funcionam como verdadeiras bibliotecas de madeira.

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Nesses espaços serão armazenadas amostras de referência que permitirão análises anatômicas detalhadas, ajudando a diferenciar espécies semelhantes e reduzindo riscos de erros na identificação dos produtos florestais.

Além disso, o projeto prevê a capacitação de profissionais responsáveis pela identificação técnica das espécies utilizadas na cadeia produtiva.

A coordenação científica ficará sob responsabilidade da professora Marcela Gomes, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio dos campi de Alta Floresta e Sinop.

A participação das instituições de ensino superior é considerada estratégica para garantir embasamento científico ao processo e aproximar pesquisa acadêmica das demandas do setor produtivo.

Norte de Mato Grosso no centro das discussões

O fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade pode gerar impactos diretos para empresas instaladas no Nortão, região que tem papel fundamental na economia florestal mato-grossense.

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Com mercados internacionais cada vez mais exigentes, a comprovação da origem legal da madeira tornou-se um diferencial competitivo. Países importadores têm ampliado as exigências ambientais e cobrado documentação detalhada sobre toda a cadeia de produção.

Nesse cenário, sistemas mais eficientes de identificação podem facilitar exportações, reduzir questionamentos comerciais e aumentar a confiança dos compradores estrangeiros.

Para o presidente do CIPEM, Gleisson Omar Tagliari, o objetivo é garantir mais segurança para quem atua dentro da legalidade.

Segundo ele, o diálogo entre setor produtivo e órgãos fiscalizadores é essencial para evitar falhas que possam comprometer a reputação da produção florestal mato-grossense.

Ibama vê avanço técnico como caminho para sustentabilidade

Durante a apresentação do projeto, representantes do Ibama destacaram a importância do avanço tecnológico na identificação das espécies.

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O coordenador-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Flora do órgão, Allan Valezi, avaliou que a iniciativa está alinhada às exigências internacionais e pode contribuir para a preservação das espécies ao longo dos próximos ciclos de manejo.

A expectativa é que métodos mais precisos permitam maior controle sobre a exploração florestal sustentável, fortalecendo tanto a conservação ambiental quanto a geração de renda.

O Ibama informou que a proposta será analisada internamente antes da definição dos próximos passos para uma possível parceria institucional.

Madeira legal movimenta empregos e renda

A atividade florestal é uma das mais importantes para diversos municípios do Norte de Mato Grosso. Além da geração de empregos diretos e indiretos, o setor movimenta transporte, serviços, tecnologia e exportações.

Nos últimos anos, a busca por madeira de origem comprovada ganhou força nos mercados internacionais, especialmente na Europa, América do Norte e Ásia.

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Com a adoção de ferramentas mais modernas de rastreabilidade, Mato Grosso busca consolidar sua posição como referência nacional em manejo florestal sustentável.

Caso o projeto avance, o estado poderá se tornar modelo para outras regiões produtoras do país, unindo tecnologia, ciência e controle ambiental em favor de uma cadeia produtiva cada vez mais transparente e competitiva.

Para o setor florestal mato-grossense, a iniciativa representa mais do que uma adequação às normas. É uma oportunidade de fortalecer a imagem da madeira legal produzida na Amazônia e abrir novas portas para o mercado internacional.

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Agro MT