Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Início de junho é marcado por baixa liquidez – MAIS SOJA

A comercialização de algodão em pluma está em ritmo lento neste início de mês. Além das dificuldades enfrentadas por agentes para chegar a um consenso quanto aos preços e à qualidade dos lotes ofertados, o feriado de Corpus Christi no Brasil, no último dia 4, afastou parte dos agentes do mercado, reduzindo ainda mais a liquidez. Além disso, de acordo com o Cepea, a queda das cotações internacionais da pluma desestimulou novas negociações tanto no mercado spot quanto para programações futuras.
Assim, vendedores permanecem concentrados no cumprimento dos contratos a termo, ao mesmo tempo em que monitoram o desenvolvimento das lavouras. Do lado da demanda, segundo o Cepea, indústrias seguem adotando postura cautelosa nas novas aquisições. Com o ritmo mais fraco das vendas, as compras ocorrem apenas de forma pontual, já que os estoques e os volumes previamente contratados continuam atendendo às necessidades de abastecimento.
No campo, dados recentes da Conab (até o dia 5) mostram que, na safra 2025/26, 78,3% das lavouras estão em maturação; 20,6%, em formação de maças; e 0,9% já foi colhido. De acordo com a Companhia, as lavouras de algodão apresentam, de modo geral, boas condições. Em Mato Grosso, principal estado produtor, o desenvolvimento é satisfatório. Já em Mato Grosso do Sul, cotonicultores seguem monitorando a disponibilidade hídrica nas áreas de cultivo.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Bancada articula para votar endividamento rural e diferencial aos biocombustíveis, diz FPA – MAIS SOJA

Dois projetos devem movimentar os Plenários das Casas Legislativas nesta semana. Um deles é o Projeto de Lei 5.122/2023, que trata do endividamento rural. O texto está previsto para ser analisado nesta quarta-feira (10), no Senado Federal. As articulações têm ocorrido com o objetivo de mobilizar os senadores pela aprovação da proposta e também evitar vetos por parte do Executivo.
“O que foi construído no Senado é algo viável, que para em pé. A gente precisa garantir isso. Então, peço o apoio de todos para que possamos avançar com esse texto. Isso é extremamente necessário. É o ponto número um dos produtores rurais do Brasil”, disse o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), durante a reunião-almoço da bancada nesta terça-feira (9).
O último parecer do projeto tem enfrentado resistência do Ministério da Fazenda e dos bancos. Entre os pontos questionados estão o uso de recursos de fundos, como o Fundo Social, e a inclusão de dívidas não bancárias. Lupion rebateu as críticas.
Sobre os fundos, ele defendeu que a alternativa construída representa uma solução para um problema apontado desde o ano passado pela própria Fazenda: a falta de recursos primários para a renegociação das dívidas. Quanto à inclusão de dívidas não bancárias, Lupion destacou que é preciso olhar para a cadeia como um todo, já que parte do financiamento de uma safra não vem apenas dos bancos.
“A dívida do produtor hoje não é só bancária. A gente tem a bancária, mas tem a dívida com o fornecedor, tem a dívida com a cooperativa, tem a com a cerealista, com a trader. Então, não tem como a gente deixar isso só na dívida bancária, isso não resolve o problema do produtor”, comentou.
Para o coordenador Institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), é importante ter um alinhamento para que a medida seja efetiva e não fique apenas no discurso. “É muito importante que não haja demagogia, oportunismo, nem gente querendo se colocar como mocinho e tratar os outros como bandidos. Porque de nada adianta aprovar uma proposta no Senado que não tenha o mínimo de acordo com o governo. Caso contrário, ele veta e nós não teremos o resultado esperado”.
Já o deputado Pedro Westphalen (PP-RS) lembrou da situação em que muitos produtores estão. “Não existe plano B. O produtor rural está efetivamente quebrado”.
Produtores do Rio Grande do Sul têm prometido uma mobilização em Brasília (DF) para pressionar pela votação. De acordo com o coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (PP-RS), é preciso garantir os avanços alcançados no texto aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
“O governo federal está preparando um substitutivo nos mesmos moldes daquele que tentou apresentar na CAE. Graças à firmeza do senador Renan Calheiros e dos demais senadores, inclusive do senador Jaime Bagattoli e da senadora Tereza Cristina, conseguimos aprovar a ampliação do texto”, destacou.
Diferencial para biocombustíveis será incluído em projeto
Outra proposta que está na pauta da bancada é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026. O texto original garante o uso da arrecadação extra com a alta do petróleo para aplicar benefício fiscal sobre os combustíveis. A intenção é reduzir o custo do produto para o consumidor final, diante da elevação dos preços provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio.
Apesar da intenção, o projeto original não contemplava os biocombustíveis, o que pode ser considerado inconstitucional. A diferenciação competitiva entre etanol, biodiesel e combustíveis fósseis está prevista na Constituição. Por isso, o texto que deve ser apresentado pela relatora e vice-presidente da FPA para a região Centro-Oeste, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), incluirá essa garantia.
“O diferencial competitivo era uma demanda essencial e crucial para o setor do etanol e do biodiesel, para manter o diferencial do biocombustível em relação ao fóssil. E a gente conseguiu colocar isso”, afirmou Boldrin ao comentar sobre as negociações com o governo sobre o PLP.
Na mesma linha, o vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ressaltou que esse ponto não representa um benefício adicional aos biocombustíveis. “O parecer da relatora vai no sentido de recompor o diferencial. Não é favorecimento. É para que os biocombustíveis tenham condições de enfrentar essa questão”, defendeu.
A expectativa da bancada é de que o texto seja apreciado no Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (10). Depois de aprovada, a proposição seguirá para o Senado.
As informações são da FPA.
Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
Sustentabilidade
Máquinas e agronegócio em alta: exportações do Paraná crescem 3,7% em 2026 – MAIS SOJA

As exportações paranaenses somaram US$ 9,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que foram levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Esse valor é 3,7% superior ao resultado registrado em igual período do ano passado, quando as vendas externas estaduais atingiram US$ 9,3 bilhões.
Os bens de alta agregação de valor contribuíram de forma importante para o crescimento das exportações do Estado. Os exemplos envolvem as máquinas de terraplanagem e veículos de carga. Em relação às máquinas de terraplanagem, houve incremento da ordem de 52,1%, decorrente da elevação das vendas de US$ 181 milhões para US$ 275 milhões. Em relação aos veículos, as exportações saltaram de US$ 167 milhões nos cinco primeiros meses de 2025 para US$ 217 milhões no mesmo intervalo deste ano, o que resultou em um incremento percentual de 30,4%.
Adicionalmente, as mercadorias do agronegócio também apresentaram vendas ascendentes, fortalecendo seu papel na pauta de exportações. Os casos emblemáticos foram os aumentos registrados na venda de óleo de soja bruto (82,2% – de US$ 214 milhões para US$ US$ 391 milhões), celulose (23,4% – de US$ 235 milhões para US$ 290 milhões), soja em grão (13,2% – de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,9 bilhão) e carne de frango in natura (10,7% – de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,7 bilhão).
As exportações de óleos e combustíveis também tiveram alta, de 27,4%, ajudando a fortalecer o Paraná no mercado internacional.
Outro movimento relevante das exportações diz respeito à desconcentração de mercados. A China, Argentina, Índia, Estados Unidos e México, que encabeçam a lista dos principais destinos dos produtos paranaenses, responderam por 43,1% do total das vendas do Estado nos cinco meses iniciais de 2025, passando para 40,7% em igual período de 2026, dada a ampliação da representatividade de mercados menores. Os dez principais destinos das exportações, nessa ordem, são China, Argentina, Índia, Estados Unidos, México, Peru, Chile, Paraguai, Japão e Irã.
As exportações para o Japão, por exemplo, aumentaram 104,5%, saindo de US$ 127 milhões para US$ 260 milhões. O comércio com a Índia teve um aumento de 59,8%, fruto de um salto de US$ 242 milhões para US$ US$ 388 milhões, levando o país ao posto de terceiro maior comprador.
Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, explica que essa redistribuição é muito positiva, tendo em vista que torna a exportação local menos suscetível às oscilações de mercados específicos. “Vivenciamos um momento de intensos conflitos bélicos internacionais, em paralelo à possibilidade de estabelecimento de novas barreiras tarifárias e sanitárias pelos Estados Unidos e União Europeia, o que não vem impedindo a expansão do comércio exterior do Paraná”, afirma.
Ele também reforça que apenas em maio o Paraná exportou US$ 2,07 bilhões, terceiro mês do ano em que o Estado ultrapassa a faixa de US$ 2 bilhões.
BALANÇA COMERICAL – De maneira geral, o Paraná mantém balança comercial positiva no ano, em US$ 894 milhões, fruto de US$ 9,6 bilhões em vendas e US$ 8,7 bilhões em importações.
Fonte: AEN-PR
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Sugoy: Uma solução completa e robusta para o manejo da ferrugem-asiática em soja – MAIS SOJA

Considerada uma das doenças mais complexas de manejar na cultura da soja, a ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, apresenta ampla distribuição geográfica, rápida evolução e elevado potencial de danos à cultura. Em cultivares mais suscetíveis, as perdas de produtividade podem chegar a 90% (Godoy et al., 2025).
Os sintomas iniciais caracterizam-se pelo surgimento de pequenos pontos mais escuros que o tecido foliar, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, associados à formação de pequenas protuberâncias (urédias) na face inferior das folhas (Figura 1). Com a evolução da doença, as urédias se rompem por meio de minúsculos poros, liberando esporos hialinos (figura 2) que se acumulam ao redor dessas aberturas e são disseminados pelo vento, favorecendo a ocorrência de novos ciclos de infecção e a rápida propagação da doença na lavoura (Soares et al., 2023).
Figura 1. Sintomas iniciais do desenvolvimento da ferrugem-asiática em soja.
Figura 2. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A – Fotos feitas com lamínula; B – Fotos feitas sem lamínula.

A ferrugem-asiática afeta principalmente as folhas, reduzindo a capacidade fotossintética da planta e consequentemente sua produção de fotoassimilados, translocação e acúmulo deles nos grãos. A doença pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, o que dificulta ainda mais seu controle. Atrelado a isso, o rápido progresso da doença sob condições ambientais adequadas (molhamento foliar e temperatura entre 18°C e 26,5°C), intensifica os danos. Conforme observado por Danelli; Reis; Boaretto (2015) para cada 1% de incidência foliolar, para a densidade de lesões variaram de 13,34 a 127,4 kg/ha/1 lesão/cm² e para densidade urédias variaram de 5,53 a 110,0 kg/ha/1 uredia/cm², tem-se a redução da produtividade de 3,41 a 9,02 kg/ha.
Figura 3. Escala diagramática para avaliação da severidade da ferrugem da soja.

Considerando o elevado impacto da ferrugem-asiática e a complexidade do seu manejo, a adoção de estratégias preventivas é fundamental para reduzir o desenvolvimento da doença e minimizar perdas produtivas. Conforme recomendações do Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC-BR), o manejo da ferrugem-asiática deve ser conduzido de forma preventiva, integrando o controle químico a práticas agronômicas como rotação de culturas, cumprimento do vazio sanitário, escolha e posicionamento adequados de cultivares e eliminação de plantas voluntárias de soja. Nesse contexto, o posicionamento inadequado dos fungicidas, seja em relação ao momento de aplicação, seja quanto à escolha dos produtos, pode comprometer significativamente a eficiência de controle e favorecer o avanço da doença na lavoura.
No que se refere especificamente ao controle químico, torna-se essencial adotar estratégias que aumentem a eficiência de controle da ferrugem-asiática e, simultaneamente, contribuam para o manejo da resistência do fungo aos fungicidas. Uma dessas estratégias é a associação de fungicidas multissítios a fungicidas sítio-específicos, ampliando o espectro de ação e prolongando o período de proteção das aplicações (FRAC-BR, s. d.).
Resultados de ensaios conduzidos pela Embrapa demonstram que a utilização de fungicidas multissítios em associação a fungicidas sítio-específicos, especialmente em formulações contendo mais de um ingrediente ativo, pode elevar em mais de 70% o nível de controle da ferrugem-asiática em comparação ao uso isolado de fungicidas sítio-específicos (Godoy et al., 2025).
Além de potencializar o controle da doença, pesquisas indicam que a utilização de misturas comerciais e/ou misturas em tanque entre fungicidas multissítios e fungicidas sítio-específicos de elevada performance contribui significativamente para retardar a evolução da resistência do patógeno, sobretudo quando inseridas em programas de manejo que contemplem a rotação de mecanismos de ação.
Em termos práticos, quanto maior o número de ingredientes ativos atuando em diferentes sítios metabólicos do fungo, maiores tendem a ser as chances de obtenção de um controle mais efetivo e duradouro da doença. Dessa forma, a associação entre fungicidas multissítios e sítio-específicos representa uma estratégia de elevada eficiência no manejo da ferrugem-asiática, sendo um ponto chave para o manejo da doença.
Como alternativa, a IHARA desenvolveu o SUGOY®, fungicida de ação tripla que reúne três ingredientes ativos em uma única formulação, incluindo o multissítio clorotalonil e dois fungicidas sítio-específicos pertencentes a diferentes grupos químicos. Desenvolvido para a cultura da soja, o fungicida apresenta elevada eficácia no manejo da ferrugem-asiática, posicionando-se como uma importante ferramenta para programas fitossanitários em ambientes de alta produtividade.
Sua formulação permite a associação de diferentes mecanismos de ação em um único produto, proporcionando maior praticidade operacional, eficiência de controle e proteção da cultura, além de contribuir de forma estratégica para o manejo da resistência do fungo aos fungicidas. A elevada performance do SUGOY® também permite maior flexibilidade no posicionamento dentro do programa fitossanitário, possibilitando aplicações em momentos estratégicos do desenvolvimento da soja para proteção das fases mais sensíveis à doença. Além disso, o SUGOY® apresenta eficiência no manejo de outras doenças importantes da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose, podridão de grãos e mancha-parda, ampliando seu potencial de uso dentro do manejo fitossanitário integrado da soja.

Referências:
DANELLI, A. L. D.; REIS, E. M.; BORETTO, C. CRITICAL-POINT MODEL TO ESTIMATE YIELD LOSS CAUSED BY ASIAN SOYBEAN RUST. Summa Phytopathol., Botucatu, v. 41, n. 4, p. 262-269, 2015. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/sp/v41n4/0100-5405-sp-41-4-0262.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
FRAC-BR. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. Comitê de Ação A Resistência a Fungicidas – Brasil, s. d. Disponível em: < https://www.frac-br.org/_files/ugd/6c1e70_5494e2a5f1204eafa26ec81bce3aec6f.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 2019, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 14/05/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 2019, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1177349 >, acesso em: 14/05/2026.
SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1158639 >, acesso em: 14/05/2026.
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