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Agro Mato Grosso

Resistência a espinetoram em lagarta-do-cartucho avança I agro.mt

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Trabalho reúne evidências de campo, mecanismos moleculares e novas ferramentas de diagnóstico

A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) amplia pressão sobre o manejo químico. Há relatos de eficiência reduzida de espinetoram em áreas do Brasil. Estudos indicam início de resistência na China e no Paquistão.

Pesquisadores compilaram registros de campo, mecanismos moleculares e métodos de detecção. Dados de bioensaios confirmam redução de suscetibilidade em populações brasileiras. Relatos asiáticos apontam tendência de aumento.

Análises moleculares associam enzimas detoxificadoras ao fenótipo resistente. Citocromos P450, glutationa S-transferases e carboxilesterases surgem com expressão elevada. Transportadores ABC e proteínas cuticulares também aparecem ligados ao processo. A contribuição direta de cada grupo ainda exige validação funcional.

Em contraste, mutações na subunidade alfa seis do receptor nicotínico de acetilcolina apresentam papel causal. Ensaios funcionais sustentam a relação com menor resposta ao espinetoram.

Ferramentas de diagnóstico avançam. Estudos usam transcriptômica, validação por qRT-PCR e plataformas com RNA interferente. Métodos permitem detecção precoce de populações resistentes.

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Os cientistas defendem integração entre monitoramento de campo e dados mecanísticos. A estratégia inclui rotação de inseticidas conforme diretrizes do IRAC. Programas com Bacillus thuringiensis reforçam o manejo integrado. Abordagens com RNA interferente despontam como alternativa de controle.

Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70847

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Agro Mato Grosso

Pecuária de MT regenera área equivalente a 5,8 mil campos de futebol 

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Uma área equivalente a 5.868 campos de futebol está em processo de regeneração ambiental em Mato Grosso, impulsionada pelo Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Mais do que apenas uma adequação legal, regenerar áreas desmatadas ilegalmente também significa voltar ao mercado. Apenas nas fazendas monitoradas pelo Prem a projeção é de que R$ 921,2 milhões voltem à cadeia produtiva formal, dinheiro que estava comprometido pois as propriedades estavam proibidas de comercializar seu rebanho, por causa dos passivos ambientais.

“Para o setor, o passivo ambiental significa um bloqueio direto à comercialização. Propriedades com desmatamento irregular registrado no sistema Prodes ou com embargos ficam impedidas de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores, por exemplo. Ao regularizar essas áreas, o Prem reconecta o produtor ao mercado formal”, explica o presidente do Imac, Caio Penido.

Criado em 2022, o programa apresentou crescimento acelerado. Em quatro anos, saiu de quatro para 167 pecuaristas desbloqueados, avanço que reflete a demanda crescente por regularização e acesso a mercados. Atualmente, o Prem monitora 381.173 hectares, área equivalente a cerca de 2,5 vezes o município de São Paulo, e acompanha a regeneração ativa de 4.190 hectares de vegetação nativa.

Inserido na estratégia mais ampla de sustentabilidade da pecuária mato-grossense, o Prem é a principal ferramenta do Passaporte Verde, política que busca fomentar conformidade socioambiental em toda a cadeia produtiva do Estado. A iniciativa oferece acompanhamento técnico e orientação contínua aos produtores, facilitando o cumprimento da legislação ambiental e a reinserção no mercado formal.

Na prática, o avanço da regeneração também reforça o posicionamento de Mato Grosso no comércio internacional de carne bovina, onde cresce a exigência por produtos mais sustentáveis.

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“Na prática, a regeneração dessas áreas não só reduz passivos ambientais como também fortalece a imagem de Mato Grosso no cenário internacional. Ao transformar áreas antes irregulares em ativos produtivos, o estado avança em um modelo comprovado, que combina produção e conservação, certamente temos mais biodiversidade que nossos concorrentes”, enfatiza Penido.

O perfil dos produtores que aderiram ao programa também evidencia seu caráter inclusivo. As propriedades de grande porte representam 38,32% dos participantes, seguidas pelas pequenas (34,74%) e médias (26,94%). O dado indica que a regularização ambiental deixou de ser uma pauta restrita a grandes propriedades e passou a alcançar toda a base produtiva, ampliando o alcance econômico e sustentável da pecuária em Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

Projeto de lei prevê a autorização de animais em espetáculos circenses em MT

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Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um projeto de lei que autoriza o uso de animais em circos no estado, desde que sejam respeitadas regras de bem-estar. A proposta foi aprovada em primeira votação na quarta-feira (15) e ainda passará por nova análise.

O texto é de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos). Na versão original, o projeto previa a proibição do uso de animais em circos e espetáculos similares.

Na justificativa inicial, o autor argumentava que a prática poderia causar sofrimento aos animais, devido a condições inadequadas, métodos de treinamento e confinamento. O texto também citava impactos ambientais, como a retirada de animais de seus habitats naturais.

Durante a tramitação, porém, foi apresentado um substitutivo pelo deputado Gilberto Cattani (PL), que mudou o conteúdo da proposta e passou a permitir o uso de animais nos espetáculos.

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Segundo o novo texto, a proibição total eliminaria uma tradição cultural e poderia afetar atividades econômicas ligadas ao setor. O documento afirma ainda que, se houver cuidados adequados, como alimentação, espaço e acompanhamento veterinário, a prática não seria necessariamente prejudicial.

O substitutivo também destaca que o uso de animais em circos pode gerar emprego e renda para profissionais como tratadores, veterinários e artistas.

O projeto teve parecer favorável em comissões e foi aprovado em primeira votação. Agora, segue para segunda análise e, se aprovado novamente, será encaminhado para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

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Esquema de adulteração e desmonte de veículos é alvo da polícia em MT

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A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais contra grupo suspeito de adulteração e desmonte de veículos em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (24).

A ação faz parte da Operação Cromia Inversa, que investiga locais suspeitos de ligação com uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos de carga pesada, como cavalos tratores e semirreboques.

Segundo a polícia, as investigações começaram após denúncias que apontavam para imóveis usados como depósitos de caminhões com sinais de irregularidades. Os investigadores reuniram provas da prática de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

A Justiça autorizou ordens judiciais que foram cumpridas em três pontos da cidade, um lava-jato no bairro Vila Rica, uma propriedade rural às margens da BR-364 e uma residência no bairro João Moraes.

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A polícia informou que o nome da operação faz referência a uma técnica identificada durante as investigações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos. O objetivo era dificultar a identificação e dissimular a origem ilícita dos bens, para reinserção irregular no mercado.

O delegado responsável, Fabrício Garcia Henriques, contou que as investigações também buscam rastrear a origem dos veículos e identificar possíveis conexões com outros envolvidos.

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