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31 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Corteva Agriscience leva inovações em sementes, defensivos químicos à Parecis Super Agro, em MT

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Durante os dias 14 e 17 de abril, a empresa apresenta o nematicida Lormelo®, lançamento da companhia para algodão, milho e soja, desenvolvido para auxiliar os agricultores no manejo de nematoides fitoparasitas

O Mato Grosso tem, cada vez mais, se consolidado como uma potência agrícola, sendo o maior produtor de soja, milho e algodão do país. A safra de soja 2025/26 no Estado deve ter um novo recorde, com produção estimada em 51,56 milhões de toneladas, sendo um crescimento de 1,3%, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para seguir impulsionando a produtividade das lavouras do Estado, a Corteva Agriscience apresenta de 14 a 17 de abril, na Parecis Super Agro, em Campo Novo do Parecis (MT), suas inovações em sementes e defensivos químicos e biológicos, incluindo o Tratamento de Sementes (TS). Para mostrar o protagonismo e o ambiente diário do produtor rural, a Corteva construiu um celeiro integrado com todas as soluções que disponibiliza ao agricultor para apoiá-lo em seu trabalho no campo. Destacando como o Brasil é o “celeiro do mundo”, sendo a força do agronegócio nacional.

Manejo das lavouras de algodão, milho e soja
Campo Novo do Parecis, localizado no oeste do Mato Grosso, é um importante polo de produção agrícola, especialmente no cultivo de soja e milho. A localização do município permite fácil acesso a importantes rotas de escoamento da produção agrícola, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio no estado.
A Corteva é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento. Suas inovações contam com anos de dedicação para levar ao agricultor as melhores ferramentas em fungicidas, herbicidas e inseticidas e nematicidas. Na Parecis Super Agro, os visitantes irão conhecer o nematicida Lormelo®, lançamento da companhia para algodão, milho e soja. Desenvolvido com a molécula Reklemel, inédita no mercado, para auxiliar os agricultores no manejo de nematoides fitoparasitas – vermes microscópicos que parasitam as plantas, principalmente as raízes, prejudicando o desenvolvimento das culturas, causando perdas significativas no campo. A inovação é única no mercado devido ao seu novo modo de ação, que controla seletivamente os nematoides prejudiciais, ao mesmo tempo em que preserva os nematoides de vida livre e os microrganismos benéficos utilizados na agricultura, como bactérias e fungos, que contribuem para a biota e saúde do solo.
Para a soja, que está em fase final de colheita, a recomendação do Time Técnico da Corteva é a dessecação no estádio R7.1, que quando bem-feita, traz diversos benefícios, como: redução da umidade do grão, facilitando a colheita posterior; diminuição do risco dos chamados “grãos ardidos”, o que proporciona rentabilidade, pois a uniformidade de grãos atende os padrões de armazenagem e de mercado. A inovação da empresa que auxilia o produtor rural neste desafio é o Gapper®, lançamento que integra uma nova família de herbicidas para dessecação com a tecnologia RinksorTM active, imbatível no controle de trapoeraba e outras plantas daninhas de folha larga. Atua sem antagonismo com graminicidas. A tecnologia, ideal, sobretudo em momentos de chuvas frequentes que podem dificultar a colheita do grão, é reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo, tendo recebido o prêmio de “Química Verde”, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
Na área de inseticidas para o milho, Corteva apresenta o Exalt®, inseticida premiado e reconhecido no mercado como referência no controle da lagarta do cartucho, recomendado para ser aplicado logo no início do aparecimento da praga, sendo de primeira. A ferramenta tem também registro para tripes em soja. Exalt® é composto por Jemvelva ActiveTM (Espinetoram), ingrediente ativo de origem biológica que recebeu o selo Green Chemistry Award e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo pela EPA.

 

Tradição em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para proteger as lavouras
A principal inovação da Corteva em sementes é o Sistema Enlist®, que está trazendo aos agricultores brasileiros tecnologia aliada à alta produtividade, oferecendo mais segurança, flexibilidade e liberdade de escolha no controle de plantas daninhas. É formado pelos pilares de Sementes e Biotecnologia, Herbicidas e Genética de Alta Produtividade, aliado às Boas Práticas Agrícolas. Variedades de soja com a tecnologia Enlist E3® são tolerantes aos herbicidas Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina), glifosato e glufosinato de amônio. Já as variedades Conkesta E3®, além da tolerância aos três herbicidas, incorporam duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac), que auxiliam na proteção contra as principais lagartas na cultura, entre elas, a Lagarta-da-Soja (Anticarsia gemmatalis), Lagarta-Falsa-Medideira (Chrysodeixis includens), Lagarta-Elasmo (Elasmopalpus lignosellus), Lagarta-das-Maçãs (Chloridea virescens) e Lagarta-helicoverpa (Helicoverpa armígera).
Entre as cultivares, que integram o sistema e foram desenvolvidas para as características de clima e solo do Mato Grosso estão: NEO780, MITICA e 71KA72. Os eventos de soja transgênica contidos nas variedades de sojas Enlist E3® e Conkesta E3® são desenvolvidos e pertencem conjuntamente à Corteva Agriscience e à M.S. Technologies L.L.C.
Cordius®, que desenvolve e disponibiliza genética de soja de alta performance para o agricultor, por meio dos multiplicadores licenciados, também está no evento, com variedades desenvolvidas para a região de Lucas do Rio Verde, algumas inclusive com possibilidade de encaixe na sucessão: soja-algodão. Com destaque para as cultivares lançamentos: C2795CE, com alto potencial produtivo, estabilidade, elevado peso de grãos e tolerante às duas doenças da haste e a C2705CE, com precocidade e estabilidade e tolerante a nematóides de cisto, necrose da haste e cancro da haste. A marca leva ainda ao evento as variedades referências na região: C2740CE, que traz estabilidade produtiva, tolerância ao acamamento, arquitetura moderna e bom engalhamento e é uma excelente opção pré-algodão e a C2810CE, com alto engalhamento, elevado potencial produtivo e tolerância ao nematoide-de-cisto.
A Cordius® foi a obtentora que mais avançou no desenvolvimento de cultivares com a biotecnologia Enlist no último ano, somando ao todo sete variedades. Estes avanços estão sendo produzidos nesta safra e estarão disponíveis para os agricultores plantarem para a temporada 2026/27 da oleaginosa.

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Inovações em híbridos
Pioneer®, marca que celebra 100 anos globalmente e com mais de 50 anos de presença no Brasil, além de líder em milho há duas décadas segundo a consultoria Kynetec, apresenta um portfólio robusto de híbridos desenvolvido para apoiar o produtor no ganho consistente de produtividade.
Com forte presença no Mato Grosso, a marca se destaca com os híbridos que são destaque para a região. Na Parecis Super Agro, o portfólio ganha novos reforços com híbridos lançamentos que elevam o potencial produtivo da safrinha. Entre os destaques estão o P35200PWU, com altíssimo potencial produtivo, ampla janela de plantio e precocidade, chegando para redefinir o teto produtivo; o P35163PWU, que combina alto potencial produtivo com excelente sanidade foliar e estabilidade; Já o P33007PWU desenvolvido para superar os desafios mais críticos da safrinha, é equipado com tecnologia para enfrentar um vilão temido na safrinha: o grão ardido; A marca levará também o P3845VYHR, híbrido campeão nacional e recordista nacional do Getap na Safrinha, com elevado potencial produtivo e estabilidade em áreas de alto investimento.
Já a Brevant® Sementes, na 17ª edição do evento, leva seu portfólio de milho. O principal destaque é o híbrido o B2701PWU é destaque para a Safrinha no mato grosso, híbrido que além de produtivo é um grande aliado no manejo de nematoides, trazendo estabilidade e ampla adaptação à lavoura. O B2900PWU, é um híbrido de estabilidade, com bom desempenho em condições de estresse hídrico, e tolerância ao complexo de enfezamentos. Como novidades, a marca Brevant® destaca também seus grandes lançamentos para a região: B2884PWU, B2815PWU e B2703PWU.

 

Sementes tratadas e protegidas de pragas e doenças
Para as sementes da Pioneer® e da Brevant® Sementes, a Corteva conta com a marca LumiGEN®, que engloba produtos, tecnologias e serviços voltados ao tratamento de sementes industrial nas culturas de milho e sorgo. São soluções que atendem às diversas necessidades dos produtores, como fungicidas, inseticidas, bionematicidas e bioestimulantes. Todos os processos de testagem das receitas são realizados dentro do CSAT (Centro de Tecnologia para Tratamento de Sementes) da Corteva e estão integrados ao Seed Apply Technologies (SAT), que engloba tecnologias que ajudam a maximizar a produtividade e a lucratividade da lavoura. As soluções proporcionam raízes fortes e saudáveis, favorecendo melhor desenvolvimento da planta, com profissionais especializados em tratamento de sementes, e que desenvolvem produtos com foco em desempenho, qualidade e germinação, ajudando na expressão do máximo potencial produtivo da cultura.
Sempre investindo em pesquisa e desenvolvimento e levando cada vez mais soluções completas aos agricultores, iniciando pelo tratamento de sementes, que protege o que é mais valioso para o produtor: sua semente que carrega todo o potencial produtivo da safra. O grande destaque é o LumiTreo®, fungicida para o manejo do complexo de doenças iniciais que afetam a cultura da soja, como podridão, tombamento e murchamento. A inovação, exclusiva para o Tratamento de Sementes Industrial (TSI), auxilia a variedade a expressar todo o potencial durante seu ciclo e possui bula para nove doenças. Atua desde a semente no controle de podridão radicular e tombamento (Rhizoctonia solani); podridão vermelha da raiz (Fusarium pallidoroseum); antracnose por transmissão via sementes (Colletotrichum truncatum); podridão seca e fungo típico de sementes (Phomopsis sojae) e podridão radicular de fitoftora e oomiceto (Phytophthora sojae), podridão dos grãos armazenados (Aspergillus flavus); mancha-púrpura da semente (Cercospora kikuchii); podridão da esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum) e podridão-cinzenta do caule (Macrophomina phaseolina).
Outra ferramenta para o Tratamento de Sementes é o nematicida biológico Lumialza®. A inovação para soja e milho contém a bactéria Bacillus amyloliquefaciens (cepa PTA-4838), organismo natural que coloniza a região da raiz para criar uma barreira biológica para controlar as principais raças de nematoides, como os nematoides-das-galhas (como o Meloidogyne incognita), os nematoides-de-cisto (Heterodera glycines) e nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp), em soja e milho, ativando a produção de hormônios na planta, proporcionando maior desenvolvimento radicular e da parte aérea. Recentemente, o produto recebeu registro para controlar o nematoide-das-galhas (Meloidogyne javanica) em soja, do nematoide-das-lesões (Pratylenchus zeae) em milho. Por ser biológico, preserva a saúde do solo e não causa fitotoxicidade na soja.

 

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Biológicos e performance de plantas
A Corteva é líder em soluções biológicas. Na Parecis Super Agro, a Corteva Biologicals destaca o Utrisha® N, fixador biológico de nitrogênio para as culturas de milho, soja e batata, que possui uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio atmosférico que está disponível no ar em amônio, fornecendo nutriente para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade.
Para mostrar aos agricultores do Mato Grosso como Utrisha® N é uma inovação nas lavouras de soja e milho, a Corteva terá uma experiência com realidade aumentada. Na iniciativa, o visitante escaneia a embalagem do produto com um tablet e, na sequência, escolhe a cultura que deseja acompanhar o modo de ação. Com isso, vivenciará “O poder de Utrisha”, vendo como é o modo de ação da Methylobacterium symbioticum colonizando toda a planta e como transforma o ar atmosférico em Nitrogênio. Tudo como se estivesse em um laboratório vendo com os tubos de ensaios de N. Após a experiência, conhece os benefícios de Utrisha® N para a produtividade da lavoura, com os resultados de produtividades dos agricultores do Estado, além de consultorias. Os dados demonstram que biológicos não são todos iguais. A inovação da Corteva é a única com registro para o segmento e tem anos de pesquisa e desenvolvimento que está revolucionando o manejo biológico nas lavouras.

 

Ferramenta de aquisição de insumos
Para auxiliar e dar mais poder de compra ao produtor rural, a Corteva conta com o Programa Lidera. A iniciativa traz mais facilidade, vantagens, autonomia e ajuda a potencializar os negócios ao agricultor. Na compra de soluções da empresa, são gerados pontos, que se transformam em benefícios para o pagamento de futuras aquisições com um voucher de produtos. Outras opções são: um cartão pré-pago para gastar como quiser ou acessar diretamente pelo site o catálogo de prêmios, que conta com mais de 1 milhão de itens. Além disso, o Programa Lidera conta com o serviço de concierge, que auxilia o agricultor com demandas da propriedade: de compra de máquinas a personalização de itens. No evento, o Time da Corteva vai orientar o produtor sobre como fazer o seu cadastro na plataforma.

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Agro Mato Grosso

Terremoto mais forte já registrado no Brasil aconteceu em 1955 em área isolada de MT

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Tremores de baixa intensidade registrados no Tocantins e no litoral do Rio de Janeiro nos últimos dias chamam atenção para a ocorrência de abalos sísmicos no Brasil, país fora das principais zonas de terremotos. O histórico sísmico do território brasileiro, no entanto, inclui registros mais intensos, como o maior terremoto já documentado no país, ocorrido em 1955, em Mato Grosso, com magnitude estimada em 6,2.

tremor ocorreu na madrugada de 31 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, área que hoje pertence ao município de Juara (MT), em uma região não povoada e longe das áreas mais associadas a grandes abalos sísmicos no mundo, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Na época, a cidade ainda não havia sido emancipada e a região era completamente desabitada. Por isso, o episódio quase acabou passando despercebido.

O terremoto atingiu intensidade VII na Escala Mercalli Modificada, nível considerado forte capaz de provocar danos significativos, principalmente em construções mais frágeis.

🔎 A Escala Mercalli, que vai de I a XII, classifica a intensidade dos terremotos com base na forma como são sentidos pelas pessoas e nos danos causados às estruturas. Nos níveis mais baixos, os tremores quase não são percebidos; nos mais altos, podem provocar danos severos e destruição.

Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, que estudou a região, apesar de a área epicentral ser pouco habitada, o tremor também foi sentido em Cuiabá, a cerca de 380 km do epicentro, com intensidade entre IV e V. Nesse nível, o tremor é sentido pelas pessoas, pode balançar objetos, mas geralmente sem causar danos relevantes, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

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Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 — Foto: BN Digital

Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 — Foto: BN Digital

Barros explicou, em entrevista a imprensa, que, se um terremoto com a mesma magnitude ocorresse hoje, os impactos seriam mais visíveis por causa da expansão urbana na região.

“Não é possível afirmar com certeza que um novo terremoto vá acontecer. No entanto, como já houve registros anteriores, existe a possibilidade de que novos abalos aconteçam sim”, disse o pesquisador.

Terremotos de magnitude 6,2 podem provocar fortes tremores em áreas urbanas. Em abril de 2025, um tremor com essa intensidade atingiu a cidade de Istambul, na Turquia. Na ocasião, prédios balançaram e o governo do país afirmou que 151 pessoas ficaram feridas após “se jogarem de lugares altos por causa do pânico” durante o terremoto. Não houve registro de mortos.

Terremoto em Mato Grosso é considerado o maior no país há mais de 70 anos — Foto: Arte g1

Terremoto em Mato Grosso é considerado o maior no país há mais de 70 anos — Foto: Arte g1

O que provocou o terremoto❓

O professor e coordenador científico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Caiubi Kuhn explicou que o terremoto mato-grossense não foi provocado pelo encontro de placas tectônicas, como acontece em países como Japão Chile.

Segundo ele, o abalo ocorreu por movimentações internas da própria placa sul-americana – fenômeno conhecido como terremoto intraplaca. Esses eventos são mais raros, mas podem atingir magnitudes elevadas, principalmente quando acontecem perto da superfície.

“O terremoto ocorreu a pouco mais de 10 quilômetros de profundidade. Isso faz dele um terremoto considerado raso”, explicou o pesquisador.

E, justamente por ser raso, os efeitos na superfície tendem a ser maiores.

Por que o tremor em MT é considerado o mais forte❓

Em 2019, um terremoto de magnitude 6,8 foi registrado em Tarauacá, no Acre. Quatro anos depois, outro, com 6,6 de magnitude, foi registrado na mesma região. Apesar da magnitude alta, esses não entram na lista maiores tremores no país.

O sismólogo da RSBR, Bruno Collaço, explicou que isso acontece porque especialistas diferenciam os tremores registrados em território brasileiro daqueles que têm origem em processos tectônicos ligados à Cordilheira dos Andes, no Chile.

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“Os terremotos registrados na região do Acre frequentemente aparecem entre os maiores já detectados em território brasileiro. No entanto, do ponto de vista da sismologia, essa interpretação exige uma contextualização importante. Embora ocorram sob o Brasil, os sismólogos, geralmente, não os classificam como “sismos brasileiros” no sentido geológico do termo”, explicou.

Ou seja, os eventos no Acre estão ligados à influência de processos tectônicos da Cordilheira dos Andes e têm origem fora da estrutura geológica interna do Brasil, diferentemente de tremores associados a falhas locais dentro do próprio território brasileiro, como no caso da Serra do Tombador.

Pode acontecer de novo❓

Mais de 70 anos depois, especialistas afirmam que um novo evento semelhante ainda pode acontecer, embora não seja possível prever quando. Segundo Collaço, os efeitos de um terremoto como o de 1955 dependeriam, principalmente, da profundidade e da distância em relação às cidades.

Ele explicou que, se um tremor semelhante acontecesse hoje na mesma região, os impactos mais fortes seriam sentidos em um raio de até 20 ou 30 km do epicentro, ponto exato onde o terremoto começa.

“Nessa área, seriam esperadas intensidades que poderiam chegar a VII na Escala Mercalli Modificada, com danos consideráveis em construções mais vulneráveis, como casas de adobe, madeira e muros velhos”, explicou.

Em uma área mais ampla, de até 50 km, ainda poderiam ocorrer rachaduras em paredes, queda de objetos e interrupções pontuais de serviços. Regiões próximas a e ao centro-norte de Mato Grosso estariam entre as mais afetadas, segundo o especialista.

Região voltou a registrar tremores

Mapa de localização e acesso à área de estudo (quadrado azul), onde se indica a Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos (ZSPG) e o local do epicentro do terremoto da Serra do Tombador (ST), indicado com a estrela amarela — Foto: Tese de Doutorado: Sismicidade, esforços tectônicos e estrutura crustal - Lucas Vieira Barros

Mapa de localização e acesso à área de estudo (quadrado azul), onde se indica a Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos (ZSPG) e o local do epicentro do terremoto da Serra do Tombador (ST), indicado com a estrela amarela — Foto: Tese de Doutorado: Sismicidade, esforços tectônicos e estrutura crustal – Lucas Vieira Barros

O professor Sergio Fachin, da Faculdade de Geociências da UFMT, explicou que o Brasil ainda não possuía uma rede própria de monitoramento sísmico na década de 1950. Por isso, o terremoto foi identificado com ajuda de equipamentos instalados em outros países, principalmente no Chile.

Desde então, nenhum outro sismo foi registrado exatamente na mesma área. Entretanto, mais ao norte, a cerca de 110 km da Serra do Tombador, no município de Porto dos Gaúchos, uma atividade sísmica recorrente vem sendo observada. Os registros incluem:

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  • 1959 — magnitude 4,5
  • 1981 — magnitude 3,8
  • 1986 — magnitude 3,6
  • 1987 — magnitude 3,9
  • 1988 — magnitudes 3,2, 3,7 e 3,9
  • 1989 — magnitudes 2,5 e 3,6
  • 1993 — magnitude 3,8
  • 1996 — magnitude 4,4
  • 1997 — magnitude 3,3
  • 1998 — magnitude 5,1
  • 2005 — magnitude 4,7

A recorrência levou pesquisadores a classificarem a área como Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos. De acordo com os especialistas, os tremores estão ligados a movimentações geológicas em uma grande falha existente na região.

Relatos e memória do terremoto

Não há registros detalhados de desabamentos, rachaduras ou outros danos materiais provocados pelo terremoto de 1955. Isso ocorre porque a região não tinha ocupação humana.

Além disso, a área onde ocorreu o abalo ainda nem fazia parte de um município de Juara, que só foi criada anos depois. O difícil acesso e a escassez de moradores limitou os relatos e os levantamentos sobre possíveis impactos causados pelo tremor.

Ainda assim, o terremoto de fevereiro de 1959 em Porto dos Gaúchos foi registrado em um relatório da Colonizadora Noroeste Matogrossense, empresa que fundou a cidade.

Segundo o relatório, uma “onda sísmica” abalou todas as casas da área. “Na cantina, as vigas rangiam, caíram objetos. O movimento foi precedido de um ‘trovão’, digo, de um ruído contínuo, semelhante a trovão”, diz trecho do documento.

Conforme o relato, a população deu diversos palpites sobre as causas do terremoto. Alguns acreditavam ser o fim do mundo, sendo o tremor o primeiro sinal. Outros achavam que um meteoro tinha caído.

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📡Como os terremotos são medidos e o que a intensidade revela

A força de um terremoto é medida pela magnitude, calculada a partir da energia liberada no interior da Terra. O registro é feito por equipamentos chamados sismógrafos, capazes de detectar vibrações que se propagam pelo planeta, inclusive a longas distâncias. Mesmo quando um tremor ocorre no Brasil, ele pode ser captado por estações em outros países.

A magnitude mede a energia liberada por um terremoto. Esse cálculo é feito com base nos registros dos sismógrafos, aparelhos capazes de detectar vibrações no solo.

Mesmo quando um tremor acontece no Brasil, ele pode ser captado por equipamentos instalados em outros países. Os especialistas explicam que a escala é logarítmica — ou seja, os números não aumentam de forma simples.

Na prática:

  • um terremoto de magnitude 6 é 10 vezes mais forte que um de magnitude 5;
  • um terremoto de magnitude 7 libera cerca de 100 vezes mais energia que um de magnitude 5;
  • eventos acima de magnitude 6,5 já têm alto potencial destrutivo, principalmente quando ocorrem perto da superfície.

A cada 1 ponto a mais na escala, o terremoto se torna 10 vezes mais intenso.

Segundo Caiubi, a magnitude é expressa por uma escala logarítmica, o que significa que os valores não crescem de forma linear.

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Além da magnitude, a profundidade é um fator decisivo para os impactos. Terremotos rasos, como o registrado em Mato Grosso em 1955, tendem a causar mais efeitos na superfície do que tremores mais profundos, mesmo quando estes apresentam magnitudes maiores.

🏙️A cidade de Juara

 

A cidade de Juara (MT) atualmente — Foto: Studio A

A cidade de Juara (MT) atualmente — Foto: Studio A

A formação do município está ligada ao processo de ocupação e colonização do norte de Mato Grosso, impulsionado por políticas federais de integração da Amazônia nas décadas de 1960 e 1970.

O desenvolvimento da cidade ocorreu de forma gradual, desde a chegada dos primeiros colonizadores até a emancipação política do município. Veja a trajetória:

  • Origem: a ocupação da região começou no início da década de 1970, dentro dos projetos de colonização incentivados pelo Governo Federal para expansão da Amazônia. Em 1971, a empresa SIBAL adquiriu terras na região e iniciou a abertura de estradas, divisão de lotes e instalação da Gleba Taquaral, primeiro nome da localidade. As primeiras famílias chegaram em 1973, vindas principalmente do Sul do país.
  • Distrito: o crescimento populacional e econômico levou à criação do distrito de Juara em 4 de julho de 1976, ainda subordinado ao município de Porto dos Gaúchos.
  • Emancipação: a emancipação política ocorreu em 23 de setembro de 1981, por meio da Lei Estadual nº 4.349, desmembrando Juara de Porto dos Gaúchos e transformando-a oficialmente em município.

Conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juara possui uma população estimada em 36.089 habitantes e densidade demográfica de 1,54 habitante por quilômetro quadrado.

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Agro Mato Grosso

MT registra mais de 130 denúncias de violência contra a mulher por dia neste ano

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Mato Grosso registrou, por dia, mais de 130 denúncias de violência contra a mulher neste ano, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Entre 1º de janeiro e 21 de maio de 2026, o estado contabilizou 18.536 ocorrências.

Mais de 18 tipos crimes foram denunciados neste período. Entre as principais denúncias estão ameaça, com 6.409 registros, lesão corporal, 3.231, e injúria 2.339 (veja detalhes no gráfico abaixo).

Denúncias de violência registradas em 2026 em MT

Até maio deste ano, 7.491 mulheres solicitaram medidas protetivas, instrumento utilizado para garantir a segurança de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Feminicídios registrados

A violência contra a mulher no estado resultou em 18 feminicídios nos cinco primeiros meses deste ano. Cuiabá lidera o número de ocorrências, com três casos, seguido de Tangará da Serra, com dois registros. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 24 anos.

Entre os casos registrados neste ano está o da aposentada Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa, no bairro Parque Cuiabá, na capital, no dia 5 de maio. O marido da vítima, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Uma semana depois, a jovem Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. O corpo apresentava sinais visíveis de violência e foi localizado por uma amiga da vítima. Douglas Ferreira, de 35 anos, vizinho de Clara, foi preso no mesmo dia e é foi apontado pela polícia como suspeito do crime.

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Os impactos dos crimes atingem também as famílias das vítimas. Neste ano, 22 crianças e adolescentes ficaram órfãos após terem as mães assassinadas em casos de feminicídio.

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morreu após ser atropelada em março deste ano, no município Vila Bela da Santíssima Trindade, a 522 quilômetros de Cuiabá. O principal suspeito é o namorado, que foi preso. Ela estava com as duas filhas menores no momento do ocorrido; as crianças não presenciaram as agressões.

Observatório Caliandra

Nesta semana, o Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), renovou a parceria com a Polícia Civil de Mato Grosso para o compartilhamento de dados sobre violência contra a mulher. A cooperação, firmada em 2024 com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), foi confirmada pelas autoridades das instituições.

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Com a continuidade do acordo, será mantida a base de dados e ampliados os painéis estatísticos da plataforma. Além disso, os painéis passarão a exibir as marcas das instituições parceiras, reforçando a transparência, a integração entre órgãos e a credibilidade das informações divulgadas.

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Agro Mato Grosso

‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

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A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.

A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:

Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios

A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.

O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.

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A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.

Sábado (30): protagonismo feminino é destaque

Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.

Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.

À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.

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Programação geral

 

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.

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