Agro Mato Grosso
Corteva Agriscience leva inovações em sementes, defensivos químicos à Parecis Super Agro, em MT

Durante os dias 14 e 17 de abril, a empresa apresenta o nematicida Lormelo®, lançamento da companhia para algodão, milho e soja, desenvolvido para auxiliar os agricultores no manejo de nematoides fitoparasitas
O Mato Grosso tem, cada vez mais, se consolidado como uma potência agrícola, sendo o maior produtor de soja, milho e algodão do país. A safra de soja 2025/26 no Estado deve ter um novo recorde, com produção estimada em 51,56 milhões de toneladas, sendo um crescimento de 1,3%, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Para seguir impulsionando a produtividade das lavouras do Estado, a Corteva Agriscience apresenta de 14 a 17 de abril, na Parecis Super Agro, em Campo Novo do Parecis (MT), suas inovações em sementes e defensivos químicos e biológicos, incluindo o Tratamento de Sementes (TS). Para mostrar o protagonismo e o ambiente diário do produtor rural, a Corteva construiu um celeiro integrado com todas as soluções que disponibiliza ao agricultor para apoiá-lo em seu trabalho no campo. Destacando como o Brasil é o “celeiro do mundo”, sendo a força do agronegócio nacional.
Manejo das lavouras de algodão, milho e soja
Campo Novo do Parecis, localizado no oeste do Mato Grosso, é um importante polo de produção agrícola, especialmente no cultivo de soja e milho. A localização do município permite fácil acesso a importantes rotas de escoamento da produção agrícola, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio no estado.
A Corteva é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento. Suas inovações contam com anos de dedicação para levar ao agricultor as melhores ferramentas em fungicidas, herbicidas e inseticidas e nematicidas. Na Parecis Super Agro, os visitantes irão conhecer o nematicida Lormelo®, lançamento da companhia para algodão, milho e soja. Desenvolvido com a molécula Reklemel™, inédita no mercado, para auxiliar os agricultores no manejo de nematoides fitoparasitas – vermes microscópicos que parasitam as plantas, principalmente as raízes, prejudicando o desenvolvimento das culturas, causando perdas significativas no campo. A inovação é única no mercado devido ao seu novo modo de ação, que controla seletivamente os nematoides prejudiciais, ao mesmo tempo em que preserva os nematoides de vida livre e os microrganismos benéficos utilizados na agricultura, como bactérias e fungos, que contribuem para a biota e saúde do solo.
Para a soja, que está em fase final de colheita, a recomendação do Time Técnico da Corteva é a dessecação no estádio R7.1, que quando bem-feita, traz diversos benefícios, como: redução da umidade do grão, facilitando a colheita posterior; diminuição do risco dos chamados “grãos ardidos”, o que proporciona rentabilidade, pois a uniformidade de grãos atende os padrões de armazenagem e de mercado. A inovação da empresa que auxilia o produtor rural neste desafio é o Gapper®, lançamento que integra uma nova família de herbicidas para dessecação com a tecnologia RinksorTM active, imbatível no controle de trapoeraba e outras plantas daninhas de folha larga. Atua sem antagonismo com graminicidas. A tecnologia, ideal, sobretudo em momentos de chuvas frequentes que podem dificultar a colheita do grão, é reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo, tendo recebido o prêmio de “Química Verde”, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
Na área de inseticidas para o milho, Corteva apresenta o Exalt®, inseticida premiado e reconhecido no mercado como referência no controle da lagarta do cartucho, recomendado para ser aplicado logo no início do aparecimento da praga, sendo de primeira. A ferramenta tem também registro para tripes em soja. Exalt® é composto por Jemvelva ActiveTM (Espinetoram), ingrediente ativo de origem biológica que recebeu o selo Green Chemistry Award e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo pela EPA.
Tradição em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para proteger as lavouras
A principal inovação da Corteva em sementes é o Sistema Enlist®, que está trazendo aos agricultores brasileiros tecnologia aliada à alta produtividade, oferecendo mais segurança, flexibilidade e liberdade de escolha no controle de plantas daninhas. É formado pelos pilares de Sementes e Biotecnologia, Herbicidas e Genética de Alta Produtividade, aliado às Boas Práticas Agrícolas. Variedades de soja com a tecnologia Enlist E3® são tolerantes aos herbicidas Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina), glifosato e glufosinato de amônio. Já as variedades Conkesta E3®, além da tolerância aos três herbicidas, incorporam duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac), que auxiliam na proteção contra as principais lagartas na cultura, entre elas, a Lagarta-da-Soja (Anticarsia gemmatalis), Lagarta-Falsa-Medideira (Chrysodeixis includens), Lagarta-Elasmo (Elasmopalpus lignosellus), Lagarta-das-Maçãs (Chloridea virescens) e Lagarta-helicoverpa (Helicoverpa armígera).
Entre as cultivares, que integram o sistema e foram desenvolvidas para as características de clima e solo do Mato Grosso estão: NEO780, MITICA e 71KA72. Os eventos de soja transgênica contidos nas variedades de sojas Enlist E3® e Conkesta E3® são desenvolvidos e pertencem conjuntamente à Corteva Agriscience e à M.S. Technologies L.L.C.
A Cordius®, que desenvolve e disponibiliza genética de soja de alta performance para o agricultor, por meio dos multiplicadores licenciados, também está no evento, com variedades desenvolvidas para a região de Lucas do Rio Verde, algumas inclusive com possibilidade de encaixe na sucessão: soja-algodão. Com destaque para as cultivares lançamentos: C2795CE, com alto potencial produtivo, estabilidade, elevado peso de grãos e tolerante às duas doenças da haste e a C2705CE, com precocidade e estabilidade e tolerante a nematóides de cisto, necrose da haste e cancro da haste. A marca leva ainda ao evento as variedades referências na região: C2740CE, que traz estabilidade produtiva, tolerância ao acamamento, arquitetura moderna e bom engalhamento e é uma excelente opção pré-algodão e a C2810CE, com alto engalhamento, elevado potencial produtivo e tolerância ao nematoide-de-cisto.
A Cordius® foi a obtentora que mais avançou no desenvolvimento de cultivares com a biotecnologia Enlist no último ano, somando ao todo sete variedades. Estes avanços estão sendo produzidos nesta safra e estarão disponíveis para os agricultores plantarem para a temporada 2026/27 da oleaginosa.
Inovações em híbridos
A Pioneer®, marca que celebra 100 anos globalmente e com mais de 50 anos de presença no Brasil, além de líder em milho há duas décadas segundo a consultoria Kynetec, apresenta um portfólio robusto de híbridos desenvolvido para apoiar o produtor no ganho consistente de produtividade.
Com forte presença no Mato Grosso, a marca se destaca com os híbridos que são destaque para a região. Na Parecis Super Agro, o portfólio ganha novos reforços com híbridos lançamentos que elevam o potencial produtivo da safrinha. Entre os destaques estão o P35200PWU, com altíssimo potencial produtivo, ampla janela de plantio e precocidade, chegando para redefinir o teto produtivo; o P35163PWU, que combina alto potencial produtivo com excelente sanidade foliar e estabilidade; Já o P33007PWU desenvolvido para superar os desafios mais críticos da safrinha, é equipado com tecnologia para enfrentar um vilão temido na safrinha: o grão ardido; A marca levará também o P3845VYHR, híbrido campeão nacional e recordista nacional do Getap na Safrinha, com elevado potencial produtivo e estabilidade em áreas de alto investimento.
Já a Brevant® Sementes, na 17ª edição do evento, leva seu portfólio de milho. O principal destaque é o híbrido o B2701PWU é destaque para a Safrinha no mato grosso, híbrido que além de produtivo é um grande aliado no manejo de nematoides, trazendo estabilidade e ampla adaptação à lavoura. O B2900PWU, é um híbrido de estabilidade, com bom desempenho em condições de estresse hídrico, e tolerância ao complexo de enfezamentos. Como novidades, a marca Brevant® destaca também seus grandes lançamentos para a região: B2884PWU, B2815PWU e B2703PWU.
Sementes tratadas e protegidas de pragas e doenças
Para as sementes da Pioneer® e da Brevant® Sementes, a Corteva conta com a marca LumiGEN®, que engloba produtos, tecnologias e serviços voltados ao tratamento de sementes industrial nas culturas de milho e sorgo. São soluções que atendem às diversas necessidades dos produtores, como fungicidas, inseticidas, bionematicidas e bioestimulantes. Todos os processos de testagem das receitas são realizados dentro do CSAT (Centro de Tecnologia para Tratamento de Sementes) da Corteva e estão integrados ao Seed Apply Technologies (SAT), que engloba tecnologias que ajudam a maximizar a produtividade e a lucratividade da lavoura. As soluções proporcionam raízes fortes e saudáveis, favorecendo melhor desenvolvimento da planta, com profissionais especializados em tratamento de sementes, e que desenvolvem produtos com foco em desempenho, qualidade e germinação, ajudando na expressão do máximo potencial produtivo da cultura.
Sempre investindo em pesquisa e desenvolvimento e levando cada vez mais soluções completas aos agricultores, iniciando pelo tratamento de sementes, que protege o que é mais valioso para o produtor: sua semente que carrega todo o potencial produtivo da safra. O grande destaque é o LumiTreo®, fungicida para o manejo do complexo de doenças iniciais que afetam a cultura da soja, como podridão, tombamento e murchamento. A inovação, exclusiva para o Tratamento de Sementes Industrial (TSI), auxilia a variedade a expressar todo o potencial durante seu ciclo e possui bula para nove doenças. Atua desde a semente no controle de podridão radicular e tombamento (Rhizoctonia solani); podridão vermelha da raiz (Fusarium pallidoroseum); antracnose por transmissão via sementes (Colletotrichum truncatum); podridão seca e fungo típico de sementes (Phomopsis sojae) e podridão radicular de fitoftora e oomiceto (Phytophthora sojae), podridão dos grãos armazenados (Aspergillus flavus); mancha-púrpura da semente (Cercospora kikuchii); podridão da esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum) e podridão-cinzenta do caule (Macrophomina phaseolina).
Outra ferramenta para o Tratamento de Sementes é o nematicida biológico Lumialza®. A inovação para soja e milho contém a bactéria Bacillus amyloliquefaciens (cepa PTA-4838), organismo natural que coloniza a região da raiz para criar uma barreira biológica para controlar as principais raças de nematoides, como os nematoides-das-galhas (como o Meloidogyne incognita), os nematoides-de-cisto (Heterodera glycines) e nematoides-das-lesões-
Biológicos e performance de plantas
A Corteva é líder em soluções biológicas. Na Parecis Super Agro, a Corteva Biologicals destaca o Utrisha® N, fixador biológico de nitrogênio para as culturas de milho, soja e batata, que possui uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio atmosférico que está disponível no ar em amônio, fornecendo nutriente para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade.
Para mostrar aos agricultores do Mato Grosso como Utrisha® N é uma inovação nas lavouras de soja e milho, a Corteva terá uma experiência com realidade aumentada. Na iniciativa, o visitante escaneia a embalagem do produto com um tablet e, na sequência, escolhe a cultura que deseja acompanhar o modo de ação. Com isso, vivenciará “O poder de Utrisha”, vendo como é o modo de ação da Methylobacterium symbioticum colonizando toda a planta e como transforma o ar atmosférico em Nitrogênio. Tudo como se estivesse em um laboratório vendo com os tubos de ensaios de N. Após a experiência, conhece os benefícios de Utrisha® N para a produtividade da lavoura, com os resultados de produtividades dos agricultores do Estado, além de consultorias. Os dados demonstram que biológicos não são todos iguais. A inovação da Corteva é a única com registro para o segmento e tem anos de pesquisa e desenvolvimento que está revolucionando o manejo biológico nas lavouras.
Ferramenta de aquisição de insumos
Para auxiliar e dar mais poder de compra ao produtor rural, a Corteva conta com o Programa Lidera. A iniciativa traz mais facilidade, vantagens, autonomia e ajuda a potencializar os negócios ao agricultor. Na compra de soluções da empresa, são gerados pontos, que se transformam em benefícios para o pagamento de futuras aquisições com um voucher de produtos. Outras opções são: um cartão pré-pago para gastar como quiser ou acessar diretamente pelo site o catálogo de prêmios, que conta com mais de 1 milhão de itens. Além disso, o Programa Lidera conta com o serviço de concierge, que auxilia o agricultor com demandas da propriedade: de compra de máquinas a personalização de itens. No evento, o Time da Corteva vai orientar o produtor sobre como fazer o seu cadastro na plataforma.
Agro Mato Grosso
Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo
Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.
Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.
Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.
“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.
Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.
“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.
Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.
“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.
Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.
“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.
Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.
Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.
Agro Mato Grosso
Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.
A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.
O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.
Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.
Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.
“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.
Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.
A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.
A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.
Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores. Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)
A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.
Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.
Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
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