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31 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Vaquinha pode disseminar Fusarium na soja I agro.mt

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Estudo identifica associação inédita entre Diabrotica speciosa e patógeno de podridão-radicular

Estudo identificou, pela primeira vez no Brasil, a associação entre o inseto Diabrotica speciosa e um membro do complexo Fusarium oxysporum em lavouras de soja. O trabalho aponta o inseto como potencial vetor do patógeno, com impacto direto na epidemiologia da podridão-radicular.

Pesquisadores coletaram larvas e adultos do inseto, conhecido popularmente como vaquinha, em áreas comerciais de soja no município de Santa Maria. As análises detectaram o fungo em múltiplas regiões do corpo, incluindo trato digestivo, aparelho bucal, cutícula e protórax. O patógeno também apareceu com alta frequência nas raízes das plantas avaliadas, com incidência superior a 95% em ambas as áreas.

Os resultados indicam um novo caminho de dispersão do fungo no campo. Sua presença em partes internas do inseto sugere interação mais profunda, com potencial de transporte ativo entre plantas e áreas de cultivo.

Fusarium oxysporum

O complexo Fusarium oxysporum inclui patógenos relevantes para a soja. Esses microrganismos causam podridão de raiz, podridão de haste, deterioração de sementes e sintomas foliares. A disseminação no solo limita alcance espacial durante o ciclo da cultura. A associação com insetos amplia esse alcance.

No estudo, cientistas isolaram sete gêneros de fungos associados ao inseto. Entre eles, Fusarium apresentou maior frequência nas larvas, com destaque para aparelho bucal e trato digestivo. Em adultos, o patógeno também apareceu nessas estruturas, além da cutícula. Essa distribuição reforça o potencial de transporte externo e interno.

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Confirmação por análises

A confirmação ocorreu por análises morfológicas e moleculares. O sequenciamento da região ITS do DNA posicionou o isolado dentro do complexo Fusarium oxysporum. Testes de patogenicidade demonstraram capacidade de induzir sintomas típicos em plantas de soja, com incidência de 56% nas raízes inoculadas.

A coleta incluiu 19 larvas de terceiro ínstar e 10 adultos. Os insetos passaram por desinfestação superficial e dissecação. Os pesquisadores cultivaram microrganismos em meio PDA e realizaram incubação controlada. Amostras de raízes também passaram por isolamento fúngico.

Diabrotica speciosa

O inseto Diabrotica speciosa apresenta ampla distribuição na América do Sul. A praga ataca mais de 130 espécies vegetais. As larvas alimentam-se de raízes, com impacto na nodulação e no desenvolvimento da planta. Adultos consomem parte aérea. O ciclo inclui múltiplas gerações anuais, com postura no solo próxima às raízes.

A associação entre insetos e patógenos vegetais já aparece em diversos sistemas. A presença do fungo no trato digestivo e no aparelho bucal indica possibilidade de inoculação direta durante alimentação. A presença na cutícula sugere transporte mecânico entre plantas.

Os cientistas destacam aumento potencial da velocidade de disseminação do patógeno. O inseto pode atuar como ponte entre plantas infectadas e sadias. A mobilidade dos adultos amplia o alcance espacial, incluindo diferentes talhões.

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O trabalho também aponta influência de fatores como dieta, estágio de desenvolvimento e condições ambientais na composição da microbiota do inseto. Esses fatores podem modular a eficiência de transmissão.

A alta incidência do fungo nas raízes das áreas avaliadas reforça a relevância do inseto no sistema. A sucessão soja-milho pode intensificar o problema, pois ambos servem de hospedeiros para Fusarium.

O estudo foi desenvolvido por Geraldo Salgado-Neto, Ceolin Bortolotto, Jayne Deboni da Veiga, André Wilson Campos Rosado, José Cola Zanuncio e André Costa da Silva.

Outras informações em doi.org/10.1111/afe.70050

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Agro Mato Grosso

Terremoto mais forte já registrado no Brasil aconteceu em 1955 em área isolada de MT

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Tremores de baixa intensidade registrados no Tocantins e no litoral do Rio de Janeiro nos últimos dias chamam atenção para a ocorrência de abalos sísmicos no Brasil, país fora das principais zonas de terremotos. O histórico sísmico do território brasileiro, no entanto, inclui registros mais intensos, como o maior terremoto já documentado no país, ocorrido em 1955, em Mato Grosso, com magnitude estimada em 6,2.

tremor ocorreu na madrugada de 31 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, área que hoje pertence ao município de Juara (MT), em uma região não povoada e longe das áreas mais associadas a grandes abalos sísmicos no mundo, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Na época, a cidade ainda não havia sido emancipada e a região era completamente desabitada. Por isso, o episódio quase acabou passando despercebido.

O terremoto atingiu intensidade VII na Escala Mercalli Modificada, nível considerado forte capaz de provocar danos significativos, principalmente em construções mais frágeis.

🔎 A Escala Mercalli, que vai de I a XII, classifica a intensidade dos terremotos com base na forma como são sentidos pelas pessoas e nos danos causados às estruturas. Nos níveis mais baixos, os tremores quase não são percebidos; nos mais altos, podem provocar danos severos e destruição.

Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, que estudou a região, apesar de a área epicentral ser pouco habitada, o tremor também foi sentido em Cuiabá, a cerca de 380 km do epicentro, com intensidade entre IV e V. Nesse nível, o tremor é sentido pelas pessoas, pode balançar objetos, mas geralmente sem causar danos relevantes, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

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Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 — Foto: BN Digital

Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 — Foto: BN Digital

Barros explicou, em entrevista a imprensa, que, se um terremoto com a mesma magnitude ocorresse hoje, os impactos seriam mais visíveis por causa da expansão urbana na região.

“Não é possível afirmar com certeza que um novo terremoto vá acontecer. No entanto, como já houve registros anteriores, existe a possibilidade de que novos abalos aconteçam sim”, disse o pesquisador.

Terremotos de magnitude 6,2 podem provocar fortes tremores em áreas urbanas. Em abril de 2025, um tremor com essa intensidade atingiu a cidade de Istambul, na Turquia. Na ocasião, prédios balançaram e o governo do país afirmou que 151 pessoas ficaram feridas após “se jogarem de lugares altos por causa do pânico” durante o terremoto. Não houve registro de mortos.

Terremoto em Mato Grosso é considerado o maior no país há mais de 70 anos — Foto: Arte g1

Terremoto em Mato Grosso é considerado o maior no país há mais de 70 anos — Foto: Arte g1

O que provocou o terremoto❓

O professor e coordenador científico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Caiubi Kuhn explicou que o terremoto mato-grossense não foi provocado pelo encontro de placas tectônicas, como acontece em países como Japão Chile.

Segundo ele, o abalo ocorreu por movimentações internas da própria placa sul-americana – fenômeno conhecido como terremoto intraplaca. Esses eventos são mais raros, mas podem atingir magnitudes elevadas, principalmente quando acontecem perto da superfície.

“O terremoto ocorreu a pouco mais de 10 quilômetros de profundidade. Isso faz dele um terremoto considerado raso”, explicou o pesquisador.

E, justamente por ser raso, os efeitos na superfície tendem a ser maiores.

Por que o tremor em MT é considerado o mais forte❓

Em 2019, um terremoto de magnitude 6,8 foi registrado em Tarauacá, no Acre. Quatro anos depois, outro, com 6,6 de magnitude, foi registrado na mesma região. Apesar da magnitude alta, esses não entram na lista maiores tremores no país.

O sismólogo da RSBR, Bruno Collaço, explicou que isso acontece porque especialistas diferenciam os tremores registrados em território brasileiro daqueles que têm origem em processos tectônicos ligados à Cordilheira dos Andes, no Chile.

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“Os terremotos registrados na região do Acre frequentemente aparecem entre os maiores já detectados em território brasileiro. No entanto, do ponto de vista da sismologia, essa interpretação exige uma contextualização importante. Embora ocorram sob o Brasil, os sismólogos, geralmente, não os classificam como “sismos brasileiros” no sentido geológico do termo”, explicou.

Ou seja, os eventos no Acre estão ligados à influência de processos tectônicos da Cordilheira dos Andes e têm origem fora da estrutura geológica interna do Brasil, diferentemente de tremores associados a falhas locais dentro do próprio território brasileiro, como no caso da Serra do Tombador.

Pode acontecer de novo❓

Mais de 70 anos depois, especialistas afirmam que um novo evento semelhante ainda pode acontecer, embora não seja possível prever quando. Segundo Collaço, os efeitos de um terremoto como o de 1955 dependeriam, principalmente, da profundidade e da distância em relação às cidades.

Ele explicou que, se um tremor semelhante acontecesse hoje na mesma região, os impactos mais fortes seriam sentidos em um raio de até 20 ou 30 km do epicentro, ponto exato onde o terremoto começa.

“Nessa área, seriam esperadas intensidades que poderiam chegar a VII na Escala Mercalli Modificada, com danos consideráveis em construções mais vulneráveis, como casas de adobe, madeira e muros velhos”, explicou.

Em uma área mais ampla, de até 50 km, ainda poderiam ocorrer rachaduras em paredes, queda de objetos e interrupções pontuais de serviços. Regiões próximas a e ao centro-norte de Mato Grosso estariam entre as mais afetadas, segundo o especialista.

Região voltou a registrar tremores

Mapa de localização e acesso à área de estudo (quadrado azul), onde se indica a Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos (ZSPG) e o local do epicentro do terremoto da Serra do Tombador (ST), indicado com a estrela amarela — Foto: Tese de Doutorado: Sismicidade, esforços tectônicos e estrutura crustal - Lucas Vieira Barros

Mapa de localização e acesso à área de estudo (quadrado azul), onde se indica a Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos (ZSPG) e o local do epicentro do terremoto da Serra do Tombador (ST), indicado com a estrela amarela — Foto: Tese de Doutorado: Sismicidade, esforços tectônicos e estrutura crustal – Lucas Vieira Barros

O professor Sergio Fachin, da Faculdade de Geociências da UFMT, explicou que o Brasil ainda não possuía uma rede própria de monitoramento sísmico na década de 1950. Por isso, o terremoto foi identificado com ajuda de equipamentos instalados em outros países, principalmente no Chile.

Desde então, nenhum outro sismo foi registrado exatamente na mesma área. Entretanto, mais ao norte, a cerca de 110 km da Serra do Tombador, no município de Porto dos Gaúchos, uma atividade sísmica recorrente vem sendo observada. Os registros incluem:

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  • 1959 — magnitude 4,5
  • 1981 — magnitude 3,8
  • 1986 — magnitude 3,6
  • 1987 — magnitude 3,9
  • 1988 — magnitudes 3,2, 3,7 e 3,9
  • 1989 — magnitudes 2,5 e 3,6
  • 1993 — magnitude 3,8
  • 1996 — magnitude 4,4
  • 1997 — magnitude 3,3
  • 1998 — magnitude 5,1
  • 2005 — magnitude 4,7

A recorrência levou pesquisadores a classificarem a área como Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos. De acordo com os especialistas, os tremores estão ligados a movimentações geológicas em uma grande falha existente na região.

Relatos e memória do terremoto

Não há registros detalhados de desabamentos, rachaduras ou outros danos materiais provocados pelo terremoto de 1955. Isso ocorre porque a região não tinha ocupação humana.

Além disso, a área onde ocorreu o abalo ainda nem fazia parte de um município de Juara, que só foi criada anos depois. O difícil acesso e a escassez de moradores limitou os relatos e os levantamentos sobre possíveis impactos causados pelo tremor.

Ainda assim, o terremoto de fevereiro de 1959 em Porto dos Gaúchos foi registrado em um relatório da Colonizadora Noroeste Matogrossense, empresa que fundou a cidade.

Segundo o relatório, uma “onda sísmica” abalou todas as casas da área. “Na cantina, as vigas rangiam, caíram objetos. O movimento foi precedido de um ‘trovão’, digo, de um ruído contínuo, semelhante a trovão”, diz trecho do documento.

Conforme o relato, a população deu diversos palpites sobre as causas do terremoto. Alguns acreditavam ser o fim do mundo, sendo o tremor o primeiro sinal. Outros achavam que um meteoro tinha caído.

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📡Como os terremotos são medidos e o que a intensidade revela

A força de um terremoto é medida pela magnitude, calculada a partir da energia liberada no interior da Terra. O registro é feito por equipamentos chamados sismógrafos, capazes de detectar vibrações que se propagam pelo planeta, inclusive a longas distâncias. Mesmo quando um tremor ocorre no Brasil, ele pode ser captado por estações em outros países.

A magnitude mede a energia liberada por um terremoto. Esse cálculo é feito com base nos registros dos sismógrafos, aparelhos capazes de detectar vibrações no solo.

Mesmo quando um tremor acontece no Brasil, ele pode ser captado por equipamentos instalados em outros países. Os especialistas explicam que a escala é logarítmica — ou seja, os números não aumentam de forma simples.

Na prática:

  • um terremoto de magnitude 6 é 10 vezes mais forte que um de magnitude 5;
  • um terremoto de magnitude 7 libera cerca de 100 vezes mais energia que um de magnitude 5;
  • eventos acima de magnitude 6,5 já têm alto potencial destrutivo, principalmente quando ocorrem perto da superfície.

A cada 1 ponto a mais na escala, o terremoto se torna 10 vezes mais intenso.

Segundo Caiubi, a magnitude é expressa por uma escala logarítmica, o que significa que os valores não crescem de forma linear.

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Além da magnitude, a profundidade é um fator decisivo para os impactos. Terremotos rasos, como o registrado em Mato Grosso em 1955, tendem a causar mais efeitos na superfície do que tremores mais profundos, mesmo quando estes apresentam magnitudes maiores.

🏙️A cidade de Juara

 

A cidade de Juara (MT) atualmente — Foto: Studio A

A cidade de Juara (MT) atualmente — Foto: Studio A

A formação do município está ligada ao processo de ocupação e colonização do norte de Mato Grosso, impulsionado por políticas federais de integração da Amazônia nas décadas de 1960 e 1970.

O desenvolvimento da cidade ocorreu de forma gradual, desde a chegada dos primeiros colonizadores até a emancipação política do município. Veja a trajetória:

  • Origem: a ocupação da região começou no início da década de 1970, dentro dos projetos de colonização incentivados pelo Governo Federal para expansão da Amazônia. Em 1971, a empresa SIBAL adquiriu terras na região e iniciou a abertura de estradas, divisão de lotes e instalação da Gleba Taquaral, primeiro nome da localidade. As primeiras famílias chegaram em 1973, vindas principalmente do Sul do país.
  • Distrito: o crescimento populacional e econômico levou à criação do distrito de Juara em 4 de julho de 1976, ainda subordinado ao município de Porto dos Gaúchos.
  • Emancipação: a emancipação política ocorreu em 23 de setembro de 1981, por meio da Lei Estadual nº 4.349, desmembrando Juara de Porto dos Gaúchos e transformando-a oficialmente em município.

Conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juara possui uma população estimada em 36.089 habitantes e densidade demográfica de 1,54 habitante por quilômetro quadrado.

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Agro Mato Grosso

MT registra mais de 130 denúncias de violência contra a mulher por dia neste ano

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Mato Grosso registrou, por dia, mais de 130 denúncias de violência contra a mulher neste ano, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Entre 1º de janeiro e 21 de maio de 2026, o estado contabilizou 18.536 ocorrências.

Mais de 18 tipos crimes foram denunciados neste período. Entre as principais denúncias estão ameaça, com 6.409 registros, lesão corporal, 3.231, e injúria 2.339 (veja detalhes no gráfico abaixo).

Denúncias de violência registradas em 2026 em MT

Até maio deste ano, 7.491 mulheres solicitaram medidas protetivas, instrumento utilizado para garantir a segurança de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Feminicídios registrados

A violência contra a mulher no estado resultou em 18 feminicídios nos cinco primeiros meses deste ano. Cuiabá lidera o número de ocorrências, com três casos, seguido de Tangará da Serra, com dois registros. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 24 anos.

Entre os casos registrados neste ano está o da aposentada Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa, no bairro Parque Cuiabá, na capital, no dia 5 de maio. O marido da vítima, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Uma semana depois, a jovem Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. O corpo apresentava sinais visíveis de violência e foi localizado por uma amiga da vítima. Douglas Ferreira, de 35 anos, vizinho de Clara, foi preso no mesmo dia e é foi apontado pela polícia como suspeito do crime.

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Os impactos dos crimes atingem também as famílias das vítimas. Neste ano, 22 crianças e adolescentes ficaram órfãos após terem as mães assassinadas em casos de feminicídio.

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morreu após ser atropelada em março deste ano, no município Vila Bela da Santíssima Trindade, a 522 quilômetros de Cuiabá. O principal suspeito é o namorado, que foi preso. Ela estava com as duas filhas menores no momento do ocorrido; as crianças não presenciaram as agressões.

Observatório Caliandra

Nesta semana, o Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), renovou a parceria com a Polícia Civil de Mato Grosso para o compartilhamento de dados sobre violência contra a mulher. A cooperação, firmada em 2024 com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), foi confirmada pelas autoridades das instituições.

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Com a continuidade do acordo, será mantida a base de dados e ampliados os painéis estatísticos da plataforma. Além disso, os painéis passarão a exibir as marcas das instituições parceiras, reforçando a transparência, a integração entre órgãos e a credibilidade das informações divulgadas.

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Agro Mato Grosso

‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

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A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.

A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:

Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios

A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.

O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.

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A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.

Sábado (30): protagonismo feminino é destaque

Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.

Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.

À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.

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Programação geral

 

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.

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