Agro Mato Grosso
Parecis SuperAgro: Aprosoja MT abre as portas da Casa do Agro Brasileiro

A Casa do Agro Brasileiro chegou no Parecis SuperAgro. O estande da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) está em Campo Novo do Parecis nesta terça-feira (14.04) para mostrar como a soja e o milho são usados no dia a dia dos brasileiros. Neste primeiro dia de exposição, diversas pessoas de todas as idades, passaram pelo estande para conhecer a estrutura e entender de perto o trabalho da entidade.
O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, afirmou que é muito importante estar presente em mais uma feira agropecuária e levar informação sobre a agricultura aos visitantes. Além disso, os visitantes também aprendem sobre as ações sustentáveis da Aprosoja MT.
“Cada um que vier visitar essa Casa vai encontrar aqui tudo que está inserido dentro da sua própria casa, alimentos e temos até ração para gatos, onde encontramos a soja. Então, o milho está presente em tudo no nosso dia a dia. Aqui dentro da Casa, você vai ver também sustentabilidade, tudo que o produtor faz para também melhorar o meio ambiente e vai ver mais sobre a conservação ambiental dentro dos cômodos da casa”, explicou.
A Casa do Agro Brasileiro estará de portas abertas durante toda a feira. O Parecis SuperAgro é a maior feira da Região Oeste de Mato Grosso e no local, produtores rurais, especialistas, empresas e instituições se reúnem com o objetivo de compartilhar conhecimentos. Gilson ressalta que a visita é importante e convida todos a participar.
“É de extrema importância que as pessoas venham visitar e entender um pouco mais sobre onde os grãos estão presentes no seu dia a dia e levar para a sociedade como um todo, desmistificando toda essa falácia que existe de que a soja é só exportação. Não, a soja está presente no dia a dia do brasileiro”, disse.
O estande foi elogiado por visitantes e autoridades que passaram pelo local. A casa, que é interativa e pode ser aproveitada por três sentidos, paladar, tato e olfato, chama a atenção de crianças e adultos.
O governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, parabenizou a Aprosoja MT pelo estande. Durante a visita, ele também entendeu mais sobre as ações sustentáveis e explicou que a Casa do Agro Brasileiro vai contribuir com o aprendizado dos jovens.
“Parabéns Aprosoja MT por esse ambiente, pela capacidade de estar se comunicando com a sociedade, especialmente mostrar verdadeiramente o que nós somos e fazemos para as futuras gerações que estão vindo. Essa feira é um ambiente para isso também, por aqui vão passar milhares de jovens que estão na escola se formando e o que se mostra aqui é que nós somos altamente sustentáveis. Nós somos bons na produção e nós somos muito bons na conservação também”, contou.
No local, além de aprender sobre os produtos e conhecer mais sobre o estande, os visitantes também puderam saborear um cappuccino sabor soja. O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antonio César Brólio, comentou sobre a Casa.
“É uma apresentação magnífica que estão fazendo para a população. Grande parte das pessoas não conhece o que consome, e aqui estão mostrando o quanto nós temos de soja e milho nos produtos que a gente consome no dia a dia. Definitivamente, tem uma grande parte da população, não tanto aqui no interior, mas em grandes cidades que desconhecem o que é produzido com soja ou com milho, feito pelo produtor rural mato-grossense”, afirma.
A delegada coordenadora pelo núcleo de Campo Novo do Parecis, Clarete Brólio Rezende, viu de perto a importância de ensinar aos jovens a verdade sobre o agro mato-grossense e aproveitou o conforto da casa. Após visitar o estande, Clarete contou que mesmo sendo produtora rural, não tinha o conhecimento de todos os produtos com soja e milho.
“Eu, como produtora, não sabia que o creme hidratante contém soja. O agro tem sustentabilidade. Você vê que, nas embalagens, tudo pode ser reciclado, volta para o local adequado para ser reciclado, não ficam na natureza. Quem joga não é o agricultor. Muito interessante, e tudo isso você vai aprender aqui na casa do agro-brasileiro”, explica.
A Casa do Agro Brasileiro estará na feira de Campo Novo do Parecis, até a próxima sexta-feira (17.04). A Aprosoja MT convida todos os produtores da região para visitar e vivenciar essa experiência no estande.
Agro Mato Grosso
Terremoto mais forte já registrado no Brasil aconteceu em 1955 em área isolada de MT

Abalo de magnitude estimada em 6,2 foi registrado na Serra do Tombador, em uma área não povoada. Tremores recentes no país reacenderam o interesse pelo episódio, que hoje poderia causar danos maiores na região, segundo especialistas.
Tremores de baixa intensidade registrados no Tocantins e no litoral do Rio de Janeiro nos últimos dias chamam atenção para a ocorrência de abalos sísmicos no Brasil, país fora das principais zonas de terremotos. O histórico sísmico do território brasileiro, no entanto, inclui registros mais intensos, como o maior terremoto já documentado no país, ocorrido em 1955, em Mato Grosso, com magnitude estimada em 6,2.
O tremor ocorreu na madrugada de 31 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, área que hoje pertence ao município de Juara (MT), em uma região não povoada e longe das áreas mais associadas a grandes abalos sísmicos no mundo, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). Na época, a cidade ainda não havia sido emancipada e a região era completamente desabitada. Por isso, o episódio quase acabou passando despercebido.
O terremoto atingiu intensidade VII na Escala Mercalli Modificada, nível considerado forte e capaz de provocar danos significativos, principalmente em construções mais frágeis.
🔎 A Escala Mercalli, que vai de I a XII, classifica a intensidade dos terremotos com base na forma como são sentidos pelas pessoas e nos danos causados às estruturas. Nos níveis mais baixos, os tremores quase não são percebidos; nos mais altos, podem provocar danos severos e destruição.
Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, que estudou a região, apesar de a área epicentral ser pouco habitada, o tremor também foi sentido em Cuiabá, a cerca de 380 km do epicentro, com intensidade entre IV e V. Nesse nível, o tremor é sentido pelas pessoas, pode balançar objetos, mas geralmente sem causar danos relevantes, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
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Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 — Foto: BN Digital
Barros explicou, em entrevista a imprensa, que, se um terremoto com a mesma magnitude ocorresse hoje, os impactos seriam mais visíveis por causa da expansão urbana na região.
“Não é possível afirmar com certeza que um novo terremoto vá acontecer. No entanto, como já houve registros anteriores, existe a possibilidade de que novos abalos aconteçam sim”, disse o pesquisador.
Terremotos de magnitude 6,2 podem provocar fortes tremores em áreas urbanas. Em abril de 2025, um tremor com essa intensidade atingiu a cidade de Istambul, na Turquia. Na ocasião, prédios balançaram e o governo do país afirmou que 151 pessoas ficaram feridas após “se jogarem de lugares altos por causa do pânico” durante o terremoto. Não houve registro de mortos.
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Terremoto em Mato Grosso é considerado o maior no país há mais de 70 anos — Foto: Arte g1
O que provocou o terremoto❓
O professor e coordenador científico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Caiubi Kuhn explicou que o terremoto mato-grossense não foi provocado pelo encontro de placas tectônicas, como acontece em países como Japão e Chile.
Segundo ele, o abalo ocorreu por movimentações internas da própria placa sul-americana – fenômeno conhecido como terremoto intraplaca. Esses eventos são mais raros, mas podem atingir magnitudes elevadas, principalmente quando acontecem perto da superfície.
“O terremoto ocorreu a pouco mais de 10 quilômetros de profundidade. Isso faz dele um terremoto considerado raso”, explicou o pesquisador.
E, justamente por ser raso, os efeitos na superfície tendem a ser maiores.
Por que o tremor em MT é considerado o mais forte❓
Em 2019, um terremoto de magnitude 6,8 foi registrado em Tarauacá, no Acre. Quatro anos depois, outro, com 6,6 de magnitude, foi registrado na mesma região. Apesar da magnitude alta, esses não entram na lista maiores tremores no país.
O sismólogo da RSBR, Bruno Collaço, explicou que isso acontece porque especialistas diferenciam os tremores registrados em território brasileiro daqueles que têm origem em processos tectônicos ligados à Cordilheira dos Andes, no Chile.
“Os terremotos registrados na região do Acre frequentemente aparecem entre os maiores já detectados em território brasileiro. No entanto, do ponto de vista da sismologia, essa interpretação exige uma contextualização importante. Embora ocorram sob o Brasil, os sismólogos, geralmente, não os classificam como “sismos brasileiros” no sentido geológico do termo”, explicou.
Ou seja, os eventos no Acre estão ligados à influência de processos tectônicos da Cordilheira dos Andes e têm origem fora da estrutura geológica interna do Brasil, diferentemente de tremores associados a falhas locais dentro do próprio território brasileiro, como no caso da Serra do Tombador.
Pode acontecer de novo❓
Mais de 70 anos depois, especialistas afirmam que um novo evento semelhante ainda pode acontecer, embora não seja possível prever quando. Segundo Collaço, os efeitos de um terremoto como o de 1955 dependeriam, principalmente, da profundidade e da distância em relação às cidades.
Ele explicou que, se um tremor semelhante acontecesse hoje na mesma região, os impactos mais fortes seriam sentidos em um raio de até 20 ou 30 km do epicentro, ponto exato onde o terremoto começa.
“Nessa área, seriam esperadas intensidades que poderiam chegar a VII na Escala Mercalli Modificada, com danos consideráveis em construções mais vulneráveis, como casas de adobe, madeira e muros velhos”, explicou.
Em uma área mais ampla, de até 50 km, ainda poderiam ocorrer rachaduras em paredes, queda de objetos e interrupções pontuais de serviços. Regiões próximas a e ao centro-norte de Mato Grosso estariam entre as mais afetadas, segundo o especialista.
Região voltou a registrar tremores
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Mapa de localização e acesso à área de estudo (quadrado azul), onde se indica a Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos (ZSPG) e o local do epicentro do terremoto da Serra do Tombador (ST), indicado com a estrela amarela — Foto: Tese de Doutorado: Sismicidade, esforços tectônicos e estrutura crustal – Lucas Vieira Barros
O professor Sergio Fachin, da Faculdade de Geociências da UFMT, explicou que o Brasil ainda não possuía uma rede própria de monitoramento sísmico na década de 1950. Por isso, o terremoto foi identificado com ajuda de equipamentos instalados em outros países, principalmente no Chile.
Desde então, nenhum outro sismo foi registrado exatamente na mesma área. Entretanto, mais ao norte, a cerca de 110 km da Serra do Tombador, no município de Porto dos Gaúchos, uma atividade sísmica recorrente vem sendo observada. Os registros incluem:
- 1959 — magnitude 4,5
- 1981 — magnitude 3,8
- 1986 — magnitude 3,6
- 1987 — magnitude 3,9
- 1988 — magnitudes 3,2, 3,7 e 3,9
- 1989 — magnitudes 2,5 e 3,6
- 1993 — magnitude 3,8
- 1996 — magnitude 4,4
- 1997 — magnitude 3,3
- 1998 — magnitude 5,1
- 2005 — magnitude 4,7
A recorrência levou pesquisadores a classificarem a área como Zona Sísmica de Porto dos Gaúchos. De acordo com os especialistas, os tremores estão ligados a movimentações geológicas em uma grande falha existente na região.
Relatos e memória do terremoto
Não há registros detalhados de desabamentos, rachaduras ou outros danos materiais provocados pelo terremoto de 1955. Isso ocorre porque a região não tinha ocupação humana.
Além disso, a área onde ocorreu o abalo ainda nem fazia parte de um município de Juara, que só foi criada anos depois. O difícil acesso e a escassez de moradores limitou os relatos e os levantamentos sobre possíveis impactos causados pelo tremor.
Ainda assim, o terremoto de fevereiro de 1959 em Porto dos Gaúchos foi registrado em um relatório da Colonizadora Noroeste Matogrossense, empresa que fundou a cidade.
Segundo o relatório, uma “onda sísmica” abalou todas as casas da área. “Na cantina, as vigas rangiam, caíram objetos. O movimento foi precedido de um ‘trovão’, digo, de um ruído contínuo, semelhante a trovão”, diz trecho do documento.
Conforme o relato, a população deu diversos palpites sobre as causas do terremoto. Alguns acreditavam ser o fim do mundo, sendo o tremor o primeiro sinal. Outros achavam que um meteoro tinha caído.
📡Como os terremotos são medidos e o que a intensidade revela
A força de um terremoto é medida pela magnitude, calculada a partir da energia liberada no interior da Terra. O registro é feito por equipamentos chamados sismógrafos, capazes de detectar vibrações que se propagam pelo planeta, inclusive a longas distâncias. Mesmo quando um tremor ocorre no Brasil, ele pode ser captado por estações em outros países.
A magnitude mede a energia liberada por um terremoto. Esse cálculo é feito com base nos registros dos sismógrafos, aparelhos capazes de detectar vibrações no solo.
Mesmo quando um tremor acontece no Brasil, ele pode ser captado por equipamentos instalados em outros países. Os especialistas explicam que a escala é logarítmica — ou seja, os números não aumentam de forma simples.
Na prática:
- um terremoto de magnitude 6 é 10 vezes mais forte que um de magnitude 5;
- um terremoto de magnitude 7 libera cerca de 100 vezes mais energia que um de magnitude 5;
- eventos acima de magnitude 6,5 já têm alto potencial destrutivo, principalmente quando ocorrem perto da superfície.
A cada 1 ponto a mais na escala, o terremoto se torna 10 vezes mais intenso.
Segundo Caiubi, a magnitude é expressa por uma escala logarítmica, o que significa que os valores não crescem de forma linear.
Além da magnitude, a profundidade é um fator decisivo para os impactos. Terremotos rasos, como o registrado em Mato Grosso em 1955, tendem a causar mais efeitos na superfície do que tremores mais profundos, mesmo quando estes apresentam magnitudes maiores.
🏙️A cidade de Juara
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A cidade de Juara (MT) atualmente — Foto: Studio A
A formação do município está ligada ao processo de ocupação e colonização do norte de Mato Grosso, impulsionado por políticas federais de integração da Amazônia nas décadas de 1960 e 1970.
O desenvolvimento da cidade ocorreu de forma gradual, desde a chegada dos primeiros colonizadores até a emancipação política do município. Veja a trajetória:
- Origem: a ocupação da região começou no início da década de 1970, dentro dos projetos de colonização incentivados pelo Governo Federal para expansão da Amazônia. Em 1971, a empresa SIBAL adquiriu terras na região e iniciou a abertura de estradas, divisão de lotes e instalação da Gleba Taquaral, primeiro nome da localidade. As primeiras famílias chegaram em 1973, vindas principalmente do Sul do país.
- Distrito: o crescimento populacional e econômico levou à criação do distrito de Juara em 4 de julho de 1976, ainda subordinado ao município de Porto dos Gaúchos.
- Emancipação: a emancipação política ocorreu em 23 de setembro de 1981, por meio da Lei Estadual nº 4.349, desmembrando Juara de Porto dos Gaúchos e transformando-a oficialmente em município.
Conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juara possui uma população estimada em 36.089 habitantes e densidade demográfica de 1,54 habitante por quilômetro quadrado.
Agro Mato Grosso
MT registra mais de 130 denúncias de violência contra a mulher por dia neste ano

Entre janeiro e maio de 2026, mais de 18 mil casos foram registrados no estado; número de medidas protetivas já passa de 7,4 mil.
Mato Grosso registrou, por dia, mais de 130 denúncias de violência contra a mulher neste ano, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Entre 1º de janeiro e 21 de maio de 2026, o estado contabilizou 18.536 ocorrências.
Mais de 18 tipos crimes foram denunciados neste período. Entre as principais denúncias estão ameaça, com 6.409 registros, lesão corporal, 3.231, e injúria 2.339 (veja detalhes no gráfico abaixo).

Até maio deste ano, 7.491 mulheres solicitaram medidas protetivas, instrumento utilizado para garantir a segurança de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Feminicídios registrados
A violência contra a mulher no estado resultou em 18 feminicídios nos cinco primeiros meses deste ano. Cuiabá lidera o número de ocorrências, com três casos, seguido de Tangará da Serra, com dois registros. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 24 anos.
Entre os casos registrados neste ano está o da aposentada Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa, no bairro Parque Cuiabá, na capital, no dia 5 de maio. O marido da vítima, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.
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Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução
Uma semana depois, a jovem Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. O corpo apresentava sinais visíveis de violência e foi localizado por uma amiga da vítima. Douglas Ferreira, de 35 anos, vizinho de Clara, foi preso no mesmo dia e é foi apontado pela polícia como suspeito do crime.
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Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução
Os impactos dos crimes atingem também as famílias das vítimas. Neste ano, 22 crianças e adolescentes ficaram órfãos após terem as mães assassinadas em casos de feminicídio.
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Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução
Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morreu após ser atropelada em março deste ano, no município Vila Bela da Santíssima Trindade, a 522 quilômetros de Cuiabá. O principal suspeito é o namorado, que foi preso. Ela estava com as duas filhas menores no momento do ocorrido; as crianças não presenciaram as agressões.
Observatório Caliandra
Nesta semana, o Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), renovou a parceria com a Polícia Civil de Mato Grosso para o compartilhamento de dados sobre violência contra a mulher. A cooperação, firmada em 2024 com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), foi confirmada pelas autoridades das instituições.
Com a continuidade do acordo, será mantida a base de dados e ampliados os painéis estatísticos da plataforma. Além disso, os painéis passarão a exibir as marcas das instituições parceiras, reforçando a transparência, a integração entre órgãos e a credibilidade das informações divulgadas.
Agro Mato Grosso
‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

Entrada para o evento é livre para todos os públicos e gratuita. Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como feira da agricultura familiar, praça de alimentação e exposições culturais.
A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.
A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:
Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios
A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.
O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.
A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.
Sábado (30): protagonismo feminino é destaque
Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.
Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.
À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.
Programação geral
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Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm
Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.
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