Sustentabilidade
Dia é aquecido e soja tem alta em diferentes regiões do Brasil; confira como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais aquecido, impulsionado pela combinação de alta na Bolsa de Chicago, dólar com variações ao longo da sessão e prêmios firmes nos portos. O cenário abriu espaço para melhora nas cotações internas e estimulou a realização de negócios pontuais.
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De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente externo foi determinante para o movimento do dia. A valorização dos contratos em Chicago, aliada à sustentação dos prêmios, contribuiu para ganhos entre R$ 1 e R$ 2 por saca no mercado físico.
Apesar da reação positiva, o analista ressalta que os níveis atuais ainda não são considerados ideais para o produtor. Mesmo assim, há fluxo de vendas, especialmente entre aqueles que precisam escoar a produção. Pequenas variações nos preços já são suficientes para destravar parte dos negócios.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia com predominância de alta na Bolsa de Chicago, em meio a uma sessão marcada por volatilidade. As chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos seguem no radar, mantendo produtores fora do campo no curto prazo, mas favorecendo a umidade do solo para o desenvolvimento das lavouras.
Além do clima, o mercado também acompanha o cenário geopolítico no Oriente Médio. Sinais de possível avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos pressionaram o petróleo, que recuou, influenciando o humor dos investidores. Na semana, o contrato julho/2026 acumulou valorização de 1,33%.
Entre os derivados, o farelo e o óleo de soja também registraram ganhos. O farelo subiu 0,82%, enquanto o óleo avançou 0,39%, refletindo a sustentação do complexo soja no mercado internacional.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com leve queda de 0,08%, cotado a R$ 4,9985 para venda, após oscilar entre R$ 4,9954 e R$ 5,0259 ao longo da sessão. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 0,5%, fator que segue influenciando a formação dos preços no mercado interno.
As informações são da Safras & Mercado.
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Sustentabilidade
‘Precisamos transformar a capacidade de produzir em capacidade de gerar riqueza’, diz Jerônimo Goergen

Você sabia que a soja brasileira vai muito além da produção e da exportação do grão? A chamada verticalização busca ampliar as etapas realizadas depois da colheita, com mais armazenamento, processamento e transformação da matéria-prima em produtos de maior valor agregado.
O tema será discutido na palestra “Verticalização: Transformando Safra em Energia e Valor”, durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/2027, que acontece nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT), a partir das 9h, pelo horário de Brasília. O presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, estará presente para discutir as oportunidades que podem surgir com o avanço desse processo.
“Verticalizar é ampliar a participação nas etapas que vêm depois da colheita, como armazenar, processar e transformar a soja em produtos de maior valor. Para o produtor, isso pode acontecer por meio de cooperativas, parcerias ou participação em empreendimentos industriais”, explica Goergen.
Segundo ele, aproximar a produção das indústrias pode ajudar a fazer com que uma parcela maior das oportunidades de trabalho e renda permaneça nas regiões produtoras. ”Esse movimento ganha importância porque precisamos transformar a nossa capacidade de produzir em capacidade de gerar mais riqueza. A indústria próxima da lavoura pode ampliar as alternativas de comercialização e fortalecer a economia regional”, comenta.
O processamento da soja também amplia os caminhos para utilização da produção. O farelo é destinado principalmente à alimentação animal e participa da cadeia de carnes, leite e ovos. Já o óleo pode ser utilizado na alimentação e na fabricação de biodiesel.
“Na minha avaliação, o biodiesel mostra com muita clareza essa oportunidade. Podemos transformar uma matéria-prima produzida aqui em combustível, movimentando a indústria nacional e ajudando a reduzir a necessidade de diesel importado”, afirma.
Goergen destaca ainda que o processamento pode ampliar a oferta de farelo de soja, criando novas oportunidades para a cadeia de produção de alimentos.
“Exportar grão continuará sendo importante. O que defendo é ampliar nossas opções, abastecendo o mercado interno e conquistando mercados também com produtos industrializados. Isso diversifica as fontes de receita, embora não elimine as oscilações de preços”, explica.
Para que esse potencial chegue ao produtor, porém, alguns pontos precisam avançar. Entre eles estão crédito, infraestrutura, energia e previsibilidade para os investimentos.
“Precisamos de financiamento com prazos compatíveis com os investimentos industriais, além de armazenagem, transporte eficiente e energia competitiva. Na tecnologia, o avanço deve envolver eficiência no processamento, qualidade dos produtos, aproveitamento dos coprodutos e formação de profissionais”, diz Goergen.
Outro ponto considerado fundamental é garantir segurança para quem investe na cadeia.
“Precisamos de segurança jurídica, regras tributárias que favoreçam a competitividade de toda a cadeia e continuidade nas políticas de biocombustíveis. Quem investe em uma indústria precisa ter confiança nas condições de funcionamento e no mercado que encontrará”, afirma.
O presidente da Aprobio também ressalta que a instalação de uma indústria em uma região produtora, por si só, não garante que o agricultor terá uma participação maior no valor gerado.
“Cooperativas, parcerias e contratos transparentes podem ajudar a construir essa participação. Os cerealistas têm papel relevante nessa conexão, pela proximidade com o produtor e pela capacidade de organizar, armazenar e comercializar a produção”, comenta.
Para Goergen, discutir a verticalização no início de uma nova safra significa olhar para além da colheita e pensar no destino da produção brasileira. “Precisamos pensar no destino dessa produção e nas oportunidades que ela pode criar dentro do Brasil, além de garantirmos a segurança energética e alimentar do país”, destaca.
A expectativa é que o avanço do processamento da soja fortaleça a conexão entre campo, indústria, alimentos e energia, ampliando os efeitos econômicos da produção nas regiões agrícolas.
“O futuro da soja precisa ser medido também pela renda que fica com o produtor e pelas oportunidades que chegam às comunidades onde ela é cultivada”, conclui.
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Sustentabilidade
Inoculação via sulco demanda cuidados para garantir eficiência na soja – MAIS SOJA

A inoculação da soja com bactérias fixadoras de nitrogênio é uma prática indispensável para o estabelecimento de uma eficiente fixação biológica de nitrogênio (FBN), contribuindo para a obtenção de elevadas produtividades de forma sustentável e economicamente viável. Bactérias do gênero Bradyrhizobium são capazes de estabelecer simbiose com a soja e fornecer o nitrogênio (N) requerido pela cultura, dispensando a necessidade de adubação nitrogenada.
Embora essas bactérias possam ser encontradas naturalmente no solo, a população presente nem sempre é suficiente para estabelecer uma simbiose capaz de suprir adequadamente a demanda de N da soja. Nesse contexto, a inoculação contribui para aumentar a população de bactérias eficientes na região de desenvolvimento das raízes, favorecendo a nodulação e a FBN e, consequentemente, a manutenção do potencial produtivo da cultura.
Tradicionalmente, a inoculação via sementes é o método mais difundido para a cultura da soja, apresentando resultados satisfatórios de nodulação e produtividade. Entretanto, quando realizada em nível de fazenda, essa modalidade pode apresentar limitações relacionadas ao rendimento operacional, à necessidade de mão de obra e à uniformidade da aplicação, fatores que podem interferir na eficiência da operação e no ritmo da semeadura.
Diante da importância de aproveitar adequadamente as janelas de semeadura da soja, alternativas como a utilização de sementes previamente inoculadas e a inoculação via sulco de semeadura têm ganhado espaço. Além de reduzir a necessidade de mão de obra específica para a inoculação das sementes, essas estratégias podem aumentar o rendimento operacional da semeadura. Conforme observado por Correia (2015), a inoculação via sulco de semeadura pode proporcionar maior rendimento operacional e menor custo operacional em comparação à inoculação via sementes.
Entretanto, para que a inoculação via sulco de semeadura apresente resultados satisfatórios, alguns cuidados são fundamentais. Entre eles, destacam-se o adequado funcionamento do sistema de aplicação do inoculante, a qualidade e a concentração do produto utilizado, além da correta definição da dose, de modo a assegurar a quantidade adequada de células bacterianas por semente.
De acordo com Hungria & Nogueira (2020), a dose de inoculante aplicada deve fornecer, no mínimo, 2,5 milhões de células por semente. Em áreas que não recebem inoculação há vários anos, especialmente em solos arenosos, ou em áreas de primeiro cultivo, recomenda-se utilizar, no mínimo, o dobro da dose indicada.
Quanto ao volume de calda, em geral, a inoculação via sulco deve utilizar pelo menos 50 L ha⁻¹, favorecendo a adequada distribuição das bactérias no solo. Esse volume pode ser reduzido quando o equipamento empregado garantir distribuição homogênea do inoculante, conforme destacado por Hungria & Nogueira (2020).
Figura 1. Semeadora com sistema de inoculação via sulco.

Além da calibração e dos cuidados relacionados ao adequado funcionamento do sistema de aplicação, as condições ambientais também devem ser consideradas para garantir a eficiência da inoculação via sulco de semeadura. Entre os principais fatores, destaca-se a umidade do solo. Segundo Hungria & Nogueira (2020), a eficiência da inoculação por pulverização no sulco pode ser reduzida em condições de baixa umidade do solo e do ar, bem como sob elevada radiação solar.
Além das condições ambientais e operacionais, a qualidade do inoculante utilizado é um dos fatores determinantes para o estabelecimento de uma simbiose eficiente entre a planta e as bactérias. Nesse sentido, a aquisição de produtos de qualidade, aliada ao transporte e à armazenagem em condições adequadas, é fundamental para preservar a viabilidade e a eficiência das bactérias até o momento da aplicação, contribuindo para uma adequada nodulação e para o estabelecimento da fixação biológica de nitrogênio na soja.
Referências:
CORREIA, T. P. S. EFICIÊNCIA OPERACIONAL, ECONÔMICA E AGRONÔMICA DA INOCULAÇÃO DE SOJA VIA SULCO DE SEMEADURA. Tese de Doutorado, Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP – Campus de Botucatu, 2015. Disponível em: < https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/134287/correia_tps_dr_bot.pdf?sequence=3&isAllowed=y >, acesso em: 15/09/2026.
HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO. Tecnologias de Produção de Soja, Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 8, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 15/09/2026.
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Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
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