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10 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Homem é morto asfixiado e tem corpo desovado com mãos e pés amarrados I MT

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Dois homens foram presos acusados de envolvimento com o assassinato e a desova do corpo de Enderson Aparecido da Silva, conhecido pelo apelido de “Gambá”. O crime ocorreu depois que os três saíram juntos para uma cachoeira da região. O caso foi registrado nessa sexta-feira (24), em Cáceres (220 km de Cuiabá).

A polícia foi acionada no início da tarde devido à localização do corpo da vítima, no bairro Jardim Vitória. O cadáver estava com os pés e as mãos amarradas, morto possivelmente por asfixia. Análise preliminar da cena do crime levou os agentes a acreditarem que o crime não tinha ocorrido ali, mas que a área tinha sido escolhida apenas para a desova.

De acordo com o registro da ocorrência, Enderson tinha histórico de diversas tentativas de homicídio registradas anteriormente. A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), quando a PM deu início às diligências para esclarecer o caso.

Os policiais militares receberam a informação de que a vítima tinha sido vista na noite anterior na companhia de um homem conhecido pelo apelido de “Deca”, proprietário de um veículo Fiat Uno branco.

O carro foi localizado na região da rodovia estadual MT-343. O proprietário, que estava na companhia de um homem de 38 anos, disse que tinha visto Enderson na noite passada e que naquele horário estava em uma cachoeira da região com o amigo e outras duas mulheres.

A declaração, contudo, apresentou inconsistências, o que fez com que os policiais fossem em busca das referidas mulheres, que acabaram sendo encontradas nas proximidades da rodovia.

Conforme o relato, as duas estavam em casa quando foram levadas por “Deca” para a cachoeira. No meio do caminho, ele ainda parou para pegar a vítima, “Gambá”, que estava com o terceiro homem.

No local, os cinco consumiram bebidas alcoólicas e, de volta para a cidade, deixaram as mulheres em casa e seguiram viagem com a vítima. No dia seguinte, quando o corpo foi encontrado, os quatro ainda voltaram para a mesma cachoeira novamente.

Conforme o registro da PM, o veículo usado tinha indícios compatíveis com luta corporal, inclusive com marcas de sangue. Além disso, “Deca” tinha escoriações no rosto, pernas e braços enquanto seu amigo tinha hematomas nas costas.

Além disso, foi possível obter imagens de uma câmera de segurança nas proximidades do ponto onde o corpo foi encontrado. Elas mostram um veículo parecido com o do suspeito seguindo em direção à região por volta das 1h55 da madrugada.

Os dois receberam voz de prisão e, junto com o material colhido nas diligências, foram encaminhados para a delegacia da cidade. O caso é investigado.

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MT assina plano para ampliar florestas plantadas e garantir abastecimento sustentável da indústria

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Agro Mato Grosso

Acordo impede uso de biomassa de desmatamento para abastecer indústrias em MT

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A partir de agora, está proibido o uso de madeira nativa extraída de desmatamento por grandes consumidores em Mato Grosso. Na segunda-feira (8), um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e assinado pelo Governo do Estado revogou a instrução normativa estadual 06/2022. O objetivo é zerar o consumo de biomassa nativa e fomentar as florestas plantadas no território mato-grossense.

Fausto Takizawa, presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), avaliou positivamente a nova regra. “Enfim, nosso estado começa a construir uma trajetória clara para o florestamento no Estado, substituindo a biomassa de desmatamento pela biomassa de fonte sustentável, renovável, escalável e perene, como é o caso das florestas plantadas”, afirmou.

 

Em Mato Grosso, indústrias e grandes consumidores priorizam o eucalipto de reflorestamento como principal insumo para suas caldeiras, devido à eficiência energética e à origem sustentável. No entanto, uma instrução normativa estadual passou a permitir, em 2022, o uso em larga escala de biomassa de desmatamento – prática vedada pelo Código Florestal Brasileiro.

Com o TCA, Mato Grosso adotou um novo cronograma para a redução gradual do uso de biomassa nativa até sua eliminação completa, em 2034. Para garantir a viabilidade econômica e operacional das indústrias, foi estipulado um prazo de transição de sete anos, tempo equivalente ao ciclo completo de plantio e colheita do eucalipto.

A partir de agora, o governo assumiu o compromisso de não expedir mais licenças ambientais para novos empreendimentos ou ampliações dos já existentes que dependam de matéria-prima nativa. Caso contrário, haverá sanções administrativas, multas e bloqueio na renovação de licenças.

De acordo com o presidente da Arefloresta, o setor florestal ganha mais transparência e rastreabilidade com a entrada em vigor do TCA. “O governo terá que criar um sistema informatizado para acompanhar se os grandes consumidores estão, de fato, executando seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS). Ou seja, se estão investindo em florestas plantadas de forma proporcional ao consumo previsto”, explicou Takizawa.

Conforme o TCA, o governo tem 30 dias para editar o Decreto do Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa (2026/2040) e 120 dias para regulamentar os mecanismos de rastreabilidade.

Desde o ano passado, a Arefloresta tem alertado tanto o setor produtivo como órgãos públicos sobre o déficit de biomassa de eucalipto reflorestado em Mato Grosso. De 2022 a 2025, a participação das florestas plantadas no mercado de biomassa estadual caiu de 59% para 47,5% – num sinal claro do avanço da biomassa de desmatamento.

Atualmente, Mato Grosso tem 165 mil hectares com plantio de árvores. Considerando apenas a demanda gerada pelas indústrias de etanol de milho, essa área deveria alcançar 436 mil ha em 2030.

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Trabalhador morre após carreta que transportava gado cair de ponte em MT

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O motorista Vilmar Josoé dos Santos, de 48 anos, morreu após a carreta ele que conduzia cair de uma ponte sobre o Rio Piranhas, em uma estrada rural na região de Gaúcha do Norte, nessa segunda-feira (8). O veículo transportava 50 cabeças de gado e, em decorrência do acidente, seis animais morreram.

O Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste foi acionado por volta das 18h para atender à ocorrência, mas a equipe só conseguiu chegar ao local na manhã do dia seguinte. Os militares constataram que o motorista estava preso às ferragens da carreta. Conforme o atendimento realizado no local, a vítima morreu por afogamento.

Durante a operação de resgate, a corporação contou com o apoio da Prefeitura de Gaúcha do Norte, que disponibilizou uma pá carregadeira e uma escavadeira hidráulica para auxiliar na remoção da estrutura do veículo. Um produtor rural da região também colaborou com os trabalhos.

Após a retirada das ferragens e a realização do desencarceramento, o corpo da vítima foi removido pelos bombeiros. Em seguida, foram realizados os procedimentos periciais no local.

O corpo foi entregue ao técnico em necropsia responsável pelos encaminhamentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

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