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‘A Agrishow é prova de resiliência. Passamos por safras difíceis, mas o agro brasileiro nunca parou’, diz presidente da feira

A abertura da 31ª edição da Agrishow foi realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP), marcando o início de uma das maiores vitrines do agronegócio. A feira, que começa oficialmente nesta segunda-feira (27) e segue até 1º de maio, reúne inovação, tecnologia e os principais players do setor.
Considerada um dos maiores encontros do segmento, o evento reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como palco de lançamento das principais tendências e inovações do setor.
O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, ressaltou o papel histórico do setor e a capacidade de reinvenção do agro brasileiro. “Olho para essa feira e não vejo apenas máquinas, estandes ou tecnologia de ponta. Vejo resultados de décadas de trabalho de homens e mulheres que acreditaram que o Brasil tinha vocação de alimentar o mundo. Essa feira é o maior testemunho de resiliência. Passamos por safras difíceis, mudanças econômicas e transformação profunda, mas o agro brasileiro nunca parou, pelo contrário, se reinventou”, afirmou.
Marchesan também destacou o porte do evento e o cenário de produção. “São mais de 900 expositores, com expectativa de grande movimentação de negócios. O agro não pode ignorar custos de produção e cenários de juros, mas projetamos uma safra histórica de 350 milhões de toneladas de grãos. O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em até 40% até 2050 para garantir a segurança alimentar global. Vale lembrar que vivemos na era da inteligência artificial e da conectividade, que transformam dados em decisão”, completou.
Segundo ele, nesta edição o foco está na agricultura 5.0 e na transição energética. “A resposta para as preocupações econômicas está na eficiência, com máquinas cada vez melhores, que economizam combustível, no uso de bioinsumos e biotecnologia que protegem o solo e na conectividade que reduz desperdícios. O agro é feito de pessoas que não têm medo do futuro. Somos o motor que mantém este país de pé”, afirmou.
Presente na cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou o impacto da tecnologia na evolução do campo. “É uma das maiores feiras do mundo, voltada à inovação, tecnologia e máquinas. Não há nenhuma geração do mundo que passou da enxada para o drone, é algo impressionante. Hoje também completamos 53 anos da Embrapa e, há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje somos os maiores exportadores do mundo”, disse.
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O deputado Arnaldo Jardim ressaltou o compromisso do agro brasileiro com a sustentabilidade e o reconhecimento internacional do setor. “Passa-se a ideia de que o nosso agro enfrenta desafios, mas mostramos, através do que fazemos, que temos um agro com compromisso com a sustentabilidade. A nossa legislação é a mais rigorosa do mundo e, mesmo assim, o nosso produtor consegue ser produtivo e realizar o seu trabalho. Fomos à COP30 e mostramos a presença do Brasil em um momento de crise”, afirmou.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou os 53 anos da instituição e as ações apresentadas na feira. “Estamos comemorando 53 anos da Embrapa. É uma semana de celebração, lançamentos e a feira Brasil na Mesa, com mais de 150 produtos de biomas brasileiros da Embrapa em parceria com médios, pequenos e grandes produtores”, disse.
Ela também reforçou o trabalho de avaliação das tecnologias desenvolvidas pela instituição. “Há 25 anos a Embrapa faz o balanço social das tecnologias que ela gera também. A conexão entre ciência, inovação e produção de alimentos ganha protagonismo na feira”, completou.
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Faesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que faltaram medidas concretas para o setor agropecuário durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em pronunciamento, ele classificou a data como o ‘dia do não anúncio’.
Segundo Meirelles, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de medidas imediatas e estruturantes, mas encontrou novamente um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem definição de prazos ou mecanismos de execução.
“Hoje foi o ‘dia do não anúncio’. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas, mas de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou.
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Criação de um ‘Plano Brasil’
O presidente também defendeu a criação de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio. “É fundamental termos um plano de 10, 20 anos, ou seja, um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou.
Mais que palavras: ações
A Faesp reforça que o sucesso do campo brasileiro depende da transformação de discursos em ações concretas. Para a entidade, a segurança jurídica é essencial para garantir que o produtor siga investindo e sustentando o abastecimento interno e as exportações do país.
Segundo Meirelles, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global passa por um ambiente de negócios estável e por ferramentas de trabalho eficientes, e não por adiamentos ou cronogramas indefinidos.
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Produção de alimentos em risco? Confira no Radar Rural desta semana

O agronegócio brasileiro enfrenta uma combinação de desafios que vão da transição energética às condições climáticas e ao cenário geopolítico, com efeitos diretos na produção de alimentos. Os temas foram discutidos no novo episódio do Radar Rural, que já está disponível.
Confira aqui:
O Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30
Biocombustíveis: potencial e entraves
O Brasil tem espaço para ampliar a produção de biocombustíveis, com destaque para o biodiesel à base de soja. Apesar do avanço da produção de grãos, apenas uma parcela ainda limitada é destinada ao setor energético.
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A avaliação de representantes da indústria indica que o país tem capacidade para elevar a mistura de biodiesel ao diesel, mas enfrenta entraves ligados à execução de políticas públicas. A falta de infraestrutura e de ações práticas para implementar a lei dos combustíveis do futuro é apontada como um dos principais gargalos.
Além da agenda ambiental, o avanço dos biocombustíveis também é visto como estratégico para reduzir a dependência externa de diesel.
Calor extremo ameaça produção
Um novo relatório internacional acende alerta para os efeitos das altas temperaturas no campo. O estudo aponta que o estresse térmico já provoca perdas relevantes na produção agrícola e impactos na pecuária.
Entre os principais efeitos estão queda de produtividade em culturas como soja e milho, problemas no desenvolvimento de lavouras e redução no desempenho dos rebanhos. O calor prolongado também eleva custos, especialmente com energia e manejo.
O documento ainda destaca medidas de adaptação, como integração de sistemas produtivos, manejo de solo, uso de irrigação e desenvolvimento de cultivares mais resistentes.
Guerra pressiona fertilizantes
No mercado internacional, a escalada de tensões no Oriente Médio adiciona incertezas ao custo dos fertilizantes. Relatórios de consultorias indicam pressão sobre preços, com destaque para os nitrogenados.
O cenário afeta diretamente o planejamento do produtor, especialmente diante da perda de janelas mais favoráveis de compra. Com isso, os custos de produção tendem a subir, com reflexos na inflação dos alimentos.
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Frente fria chega ao Brasil e muda o cenário com chuvas e queda de temperatura

A semana começa com uma mudança significativa no padrão de tempo em grande parte do Brasil. A chegada de uma frente fria, associada ao avanço de uma massa de ar polar, reorganiza as áreas de chuva e provoca queda acentuada nas temperaturas em várias regiões.
Segundo o meteorologista, Arthur Müller, enquanto alguns estados enfrentam instabilidades, com pancadas fortes e risco de temporais, outras áreas seguem sob calor intenso e tempo mais seco, reforçando o contraste climático no país.
Confira a previsão por região do Brasil:
O tempo no Sul
Com o afastamento da frente fria para o Sudeste e do ciclone extratropical para o oceano, o tempo melhora no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com sol predominando e apenas chance de chuva fraca no litoral. No Paraná, o avanço da frente fria mantém instabilidade desde cedo, com chuva moderada a forte em várias áreas, principalmente no noroeste e metade norte ao longo do dia.
Na retaguarda do sistema, uma massa de ar polar provoca queda acentuada das temperaturas no Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, com sensação de frio intenso e rajadas de vento. Há risco de geada na terça-feira em áreas de baixada do RS, com mínimas abaixo dos 4°C. O frio deve persistir durante a semana, com mínimas abaixo de 10°C.
Os volumes de chuva variam entre 60 e 100 mm no Paraná, com impacto nas operações agrícolas. Em Santa Catarina, ficam entre 15 e 20 mm, sem grandes prejuízos. No Rio Grande do Sul, uma nova frente fria volta a trazer chuva a partir de sexta-feira, com cerca de 30 mm.
Frente fria no Sudeste
A aproximação da frente fria e o aumento da umidade favorecem instabilidades em São Paulo ao longo do dia, com chuva em diversas regiões do estado. As pancadas podem ganhar força e vir acompanhadas de trovoadas no sul, oeste, interior, litoral e Grande São Paulo, além do extremo sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Há risco de temporais isolados em alguns momentos. À noite, a chuva ainda persiste em pontos dessas áreas, enquanto outras seguem com tempo mais firme. As temperaturas continuam elevadas, mas recuam levemente onde há maior nebulosidade e chuva.
A semana segue quente e seca em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e no centro-norte paulista. Já no centro-sul de São Paulo, os volumes variam entre 20 e 40 mm, ajudando a aliviar o estresse hídrico nas lavouras.
Região Centro-Oeste
A frente fria combinada ao fluxo de umidade favorece pancadas no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul desde cedo, com chuva moderada a forte e trovoadas. No sul de Mato Grosso e áreas do interior, instabilidades ocorrem pela manhã, enquanto o restante da região começa com tempo mais firme.
Ao longo do dia, as chuvas avançam por Mato Grosso do Sul e atingem áreas de Mato Grosso, com risco de temporais principalmente no sudoeste sul-mato-grossense. Goiás segue com predomínio de tempo firme e calor.
Os volumes variam entre 20 e 40 mm em MT e MS, favorecendo o milho safrinha. No sul de Mato Grosso do Sul, na faixa de fronteira com o Paraguai, os acumulados podem superar 100 mm, com risco de impacto nas atividades em campo.
Nordeste
A circulação marítima mantém chuva fraca no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas, enquanto entre Rio Grande do Norte e Pernambuco as precipitações são mais regulares e moderadas. A ZCIT reforça instabilidades no litoral norte, com chuvas mais intensas no Maranhão, norte do Piauí e Ceará.
No interior da Bahia e em áreas da Paraíba, as chuvas são mais isoladas, enquanto o interior segue com tempo firme e calor. Os volumes semanais ficam entre 50 e 60 mm no litoral e faixa norte, com risco de transtornos pontuais. O interior segue quente, com máximas próximas dos 35°C.
Chuvas no Norte
A umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantêm chuvas frequentes em grande parte da região, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. No Tocantins, as chuvas se concentram mais ao norte, enquanto o restante do estado tem tempo mais estável.
Os acumulados ficam entre 40 e 60 mm na semana, favorecendo pastagens e mantendo boa umidade do solo. O calor segue mais intenso no Tocantins e no centro-sul do Pará, onde as temperaturas podem chegar a 35°C e a chuva é mais irregular.
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