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30 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Trator falante? Valtra leva máquina que conversa com o produtor à Agrishow

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Sistema da Valtra usa inteligência artificial para interpretar dados da máquina e apoiar decisões operacionais no campo

Valtra aposta em uma nova forma de interação entre homem e máquina para ampliar a eficiência no campo. Durante a Agrishow 2026, a fabricante apresenta o Talking Tractor, um conceito de trator equipado com inteligência artificial capaz de responder, em tempo real, a perguntas sobre o desempenho da operação.

A proposta é transformar dados técnicos em respostas diretas para o operador, simplificando o acesso a informações que já existem na máquina, mas nem sempre são utilizadas no dia a dia.

“É IA no trator, onde você conversa com ele e ele responde com base na telemetria e nos manuais”, explicou Fabio Dotto, diretor de marketing de produto da Valtra, em entrevista a imprensa.

A demonstração na feira será feita na plataforma do trator Q5, modelo recente da marca.

Da telemetria à resposta

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Na prática, o sistema funciona como uma inteligência artificial conectada à telemetria do trator.

Ele organiza essas informações e as disponibiliza em um tablet, permitindo que o operador faça perguntas e receba respostas com base nos dados da própria máquina.

“O trator é mais do que uma voz, ele conta com inteligência para a análise de dados em respostas visuais e práticas. É a tecnologia aplicada no campo, trazendo o futuro para hoje”, ressalta Fabio Dotto, Diretor de Marketing de Produto Valtra. Ele explica que o grande diferencial do Talking Tractor é a capacidade de traduzir informações técnicas, otimizadas para tablets e celulares compatíveis. 

O sistema reúne telemetria, manuais técnicos e dados operacionais em uma única interface acessada por dispositivo móvel. A interação ocorre por voz ou texto, diretamente da cabine.

Na rotina, o operador pode consultar área trabalhada, consumo de combustível e emissões em determinado período. O sistema busca os dados na própria máquina e entrega a resposta de forma imediata.

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“O trator pega toda a informação e transforma em resposta para o operador”, afirmou Dotto.

“Hoje o operador quer saber quanto consumiu, qual rota fez, como está a eficiência da máquina e do negócio”, acrescentou.

Além dos dados operacionais, o assistente acessa os manuais do equipamento e orienta o operador em procedimentos de uso e manutenção, reduzindo a necessidade de consultas externas.

Diagnóstico e operação em tempo real

Um dos diferenciais é a capacidade de interpretar dados da própria máquina para explicar falhas e interrupções durante a operação.

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Em caso de parada, o sistema pode indicar o motivo com base nos códigos de erro registrados, como obstruções em filtros ou outros alertas operacionais.

Essa leitura da telemetria aproxima a tecnologia da rotina no campo ao transformar dados técnicos em diagnósticos compreensíveis.

Decisão mais rápida dentro da cabine

Segundo a Valtra, o conceito nasce da necessidade de tomada de decisão rápida no campo, especialmente dentro da cabine.

“O conceito nasceu da necessidade de decisão rápida dentro da cabine”, disse o executivo.

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Hoje, o desafio não está mais na disponibilidade de dados, mas na capacidade de interpretá-los.

“Depende muito da pergunta. A informação está lá, o que muda é o que você pergunta”, destacou.

Uso offline e base tecnológica

O sistema pode operar mesmo sem conexão constante com a internet, utilizando dados já disponíveis na máquina e no aplicativo — um ponto relevante para regiões com conectividade limitada.

A solução funciona integrada ao aplicativo Valtra Coach e foi desenvolvida em parceria com uma empresa europeia de inteligência artificial. Para treinar o assistente, a fabricante utilizou manuais de operação, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros de sessões reais de trabalho.

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Próximos passos: clima e recomendações

Embora ainda em fase de desenvolvimento, o conceito aponta para a integração de dados externos, como condições climáticas.

Em um cenário futuro, o operador poderá questionar se deve plantar em determinada semana e receber uma recomendação baseada na previsão do tempo — incluindo alertas para risco de chuva em períodos críticos.

Neste momento, no entanto, a tecnologia ainda está em validação e funciona como prova de conceito, com foco na operação dentro da cabine.

Tecnologia disponível, desafio é uso

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A tecnologia foi apresentada inicialmente na Agritechnica 2025, na Alemanha, onde se tornou uma das principais atrações do estande da marca. O conceito também foi finalista do prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025.

Para Dotto, o nível tecnológico das máquinas no Brasil já é equivalente ao de outros mercados.

“O agricultor quer acesso simples, resposta rápida”, resumiu.

Sustentabilidade também entra na agenda

Além da inteligência artificial, a Valtra reforça sua estratégia em alternativas energéticas. Durante a feira, a empresa apresenta um trator movido a biometano, tecnologia que permite o uso de resíduos agrícolas como fonte de energia e contribui para a redução de emissões.

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Outro destaque é o motor a etanol, alinhado à matriz energética brasileira e ao histórico da marca no desenvolvimento desse tipo de solução. A empresa também exibe motores remanufaturados, com foco na redução de custos e no reaproveitamento de componentes.

Sem data de lançamento

O Talking Tractor ainda não tem previsão de lançamento comercial no Brasil e será apresentado como prova de conceito na Agrishow.

“Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e tornar ela acessível e prática para quem realmente importa, que é o agricultor. Estamos trazendo para a Agrishow, junto ao trator Q5, não apenas uma máquina que fala, mas um conceito que redefine a produtividade através de uma colaboração entre homem e inteligência de dados”, conclui Fabio Dotto.

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Agro Mato Grosso

‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

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A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.

A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:

Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios

A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.

O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.

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A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.

Sábado (30): protagonismo feminino é destaque

Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.

Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.

À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.

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Programação geral

 

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.

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Agro Mato Grosso

MT atinge patamar muito alto de desenvolvimento humano I agro.mt

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A região metropolitana de Cuiabá também acompanhou o avanço, com o IDHM saltando de 0,758 em 2021 para 0,831

Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos últimos 12 anos.

Em 2024, o Estado alcançou IDHM de 0,812, o que representa um crescimento superior a 9% no período.

Os dados são do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal.

Para chegar nesta pontuação são avaliados os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda.

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A escala do Pnud para classificar o índice varia de 0 a 1, sendo muito alto acima de 0,800.

De acordo com a publicação, o valor do IDHM do Brasil para o ano de 2024 é 0,805, o que o coloca, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.

Após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM brasileiro saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até atingir o desenvolvimento muito alto no ano seguinte.

Para o Governo, esse avanço resulta de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, à saúde e à geração de renda.

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou os impactos de políticas públicas de transferência de renda sobre os indicadores sociais e educacionais.

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Para ela, o programa “Bolsa Família” contribuiu para ampliar a permanência de crianças e adolescentes na escola e reduzir o trabalho infantil.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, disse.

O Radar IDHM também coloca Mato Grosso na 8ª posição dentre as 10 unidades da federação (UFs) na faixa de muito alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente.

Entre 2021 e 2024, o índice mato-grossense apresentou avanço nominal de 0,067, ou aproximadamente 8,9%, saltando de 0,745 para o patamar atual. Em 2012, o valor do IDHM do Estado era de 0.743.

Dentre as demais 10 UFs, o primeiro lugar é ocupado pelo Distrito Federal (0,866), seguido de São Paulo (0,838) e de Santa Catarina (0,833).

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A região metropolitana de Cuiabá acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,758 para os atuais 0,831, registrando um crescimento nominal de 0,073 ponto (avanço de 9,6%) e consolidando-se na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o relatório, a região metropolitana apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.

Ainda em nível nacional, os melhores resultados foram registrados nas regiões metropolitanas de Florianópolis (0,874) e Curitiba (0,856).

Os menores índices apareceram nas regiões metropolitanas de Macapá (0,762) e Maceió (0,776).

Das 21 regiões analisadas, 17 alcançaram a faixa de muito alto desenvolvimento humano.

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O levantamento também aponta redução gradual das desigualdades raciais nas regiões metropolitanas.

Em 2024, o IDHM da população negra alcançou a faixa de muito alto desenvolvimento humano em sete regiões metropolitanas, enquanto o IDHM da população branca atingiu esse patamar em todas as regiões analisadas.

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Agro Mato Grosso

Oito trabalhadores são resgatados de trabalho escravo e 4 adolescentes de trabalho infantil em MT

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Oito trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante fiscalizações realizadas entre terça-feira (26) e esta sexta (29), em Cuiabá e Várzea Grande, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT). Nas ações, também foram encontrados quatro adolescentes em situação de trabalho infantil em atividades de alto risco.

As operações ocorreram em estabelecimentos dos setores agropecuário madeireiro e contaram com apoio da Polícia Federal.

Na primeira fiscalização, em uma propriedade rural de Cuiabá, sete trabalhadores foram encontrados alojados em condições precárias, sem acesso adequado a instalações sanitárias, higiene e conforto. Segundo a SRTE-MT, a maioria trabalhava sem registro em carteira e sem equipamentos de proteção individual (EPIs).

Durante a inspeção, os auditores identificaram um adolescente de 17 anos realizando o enchimento e transporte de sacos de ração com peso superior a 20 quilos, atividade proibida para menores de idade.

Entre os trabalhadores estava ainda um empregado que sofreu um grave acidente de trabalho. Sem registro formal, ele perdeu parte de um dos dedos enquanto conduzia uma moto usada para levar refeições aos demais trabalhadores no campo.

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Outra fiscalização ocorreu em uma madeireira de Várzea Grande, onde um trabalhador foi resgatado de condições análogas à escravidão. Conforme a SRTE-MT, ele estava alojado em um local sem banheiro e sem cozinha.

No mesmo estabelecimento, três adolescentes trabalhavam no transporte manual de madeira. Dois deles tinham 17 anos e um tinha 14 anos.

Medidas

Diante das irregularidades, a Auditoria-Fiscal do Trabalho interditou 11 máquinas, entre serras e plainas, por apresentarem grave e iminente risco à segurança dos trabalhadores. Ao todo, as fiscalizações identificaram 20 trabalhadores sem registro formal.

De acordo com a superintendente regional substituta do Trabalho e Auditora-Fiscal do Trabalho, Flora Camargos, os empregadores foram notificados e adotaram medidas imediatas para corrigir as irregularidades.

“Os estabelecimentos quitaram as verbas rescisórias, afastaram os menores das atividades proibidas, regularizaram o registro na CTPS e cessaram as atividades de todo o maquinário interditado. A retomada da produção com esses equipamentos somente será autorizada após nova inspeção”, afirmou.

Além das ações que resultaram nos resgates, a operação também realizou fiscalizações preventivas em outras propriedades rurais da região, com orientações técnicas e notificações relacionadas a infrações trabalhistas de menor gravidade.

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