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30 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

PRODES passa a ser critério para acesso ao crédito rural em MT

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A nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) classificou o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) como critério de elegibilidade para o produtor acessar o crédito rural. Entretanto, o uso do sistema passou a ser um alerta para os agricultores, pois o Prodes é uma ferramenta de monitoramento de alteração do uso do solo e não tem a função de julgar se o desmatamento é legal ou ilegal.

Nesse contexto, podem ocorrer problemas quando o sistema capta essas alterações, já que elas não representam, por si só, um veredito de desmatamento ilegal. O ponto de atenção, portanto, está na forma como essas informações são utilizadas, o que pode induzir a interpretações equivocadas por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Preocupada com a nova resolução, que entrou em vigor no último dia 1º de abril, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) está promovendo ações para divulgar as informações e se disponibilizando para orientar os agricultores e os bancários. Buscando evitar o bloqueio de crédito rural por interpretações inadequadas do monitoramento, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, participou de reuniões com bancários de todo o estado para esclarecer sobre o uso do Prodes.

“Quando nos colocamos à disposição para dialogar com os bancários sobre o uso do sistema Prodes, estamos contribuindo diretamente para reduzir inseguranças e interpretações equivocadas que podem prejudicar o acesso ao crédito. Ao levar informação técnica e a realidade do campo para dentro das instituições financeiras, garantimos que as análises sejam mais justas, equilibradas e alinhadas com a legislação vigente. Nosso objetivo é assegurar que o produtor que trabalha dentro da legalidade não seja penalizado por inconsistências ou interpretações inadequadas, mantendo o fluxo de crédito essencial para a atividade agrícola”, destacou.

Além dos bancários, Bier também afirmou que os produtores rurais precisam ficar atentos. Ele explicou que é preciso manter toda a documentação da propriedade atualizada e sempre acompanhar as atualizações disponíveis sobre as áreas.

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Com a Autorização de Supressão Vegetal (ASV), o Termo de Compromisso ou Ajuste de Conduta (TC ou TAC), Plano de Regularização Ambiental (PRA) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em mãos, o produtor consegue reverter o mais rápido possível a negativa no acesso ao crédito rural. Além disso, há ferramentas para contestar as possíveis inconsistências apontadas pelo sistema Prodes.

“Com esses documentos em mãos, é importante retornar à instituição financeira e solicitar uma reanálise do crédito, apresentando as evidências de que a propriedade está regular. Além disso, existe um canal oficial junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para contestação dos dados do Prodes. O produtor pode acessar esse canal e protocolar a contestação, apresentando informações técnicas que comprovem eventuais inconsistências no monitoramento. Esse é um passo importante, apesar de moroso, porque permite a correção da base de dados que muitas vezes está sendo utilizada pelos bancos”, finalizou.

Os dados do Prodes, do Inpe, estão sendo utilizados pelas instituições financeiras como critério em decisões que envolvem a liberação, manutenção e até a desclassificação de operações, após a Resolução CMN nº 5.268/2025. Como a leitura do monitoramento é feita por comparação de imagens de satélite, é fundamental que esses dados sejam interpretados de forma adequada, evitando que alterações no uso do solo sejam automaticamente associadas a irregularidades.

A superintendente do Banco do Brasil, Wanda Ribeiro, destacou a relevância da Aprosoja MT em esclarecer dúvidas dos bancários e atuar em defesa dos agricultores. Na última semana, os funcionários dos bancos participaram de treinamentos para compreender e orientar os produtores rurais diante de inconsistências relacionadas ao Prodes.

“O Banco do Brasil, assim como as demais instituições financeiras, estão aqui para a gente agir de acordo com o que a resolução rege. Trouxeram muitos conhecimentos para minha equipe por parte da Aprosoja MT, a gente fez até um treinamento virtual durante essa semana com o objetivo de trazer consultoria e orientação aos nossos produtores rurais, pois a preocupação trazida pela Aprosoja MT veio ao encontro da nossa preocupação também. Então o Luiz Pedro Bier trouxe para nós algumas questões que podem ser resolvidas de forma muito prática e tranquila”, disse.

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Wanda Ribeiro também destacou que todos os integrantes receberam orientações sobre como lidar com as inconsistências apontadas pelo sistema de monitoramento. Ela agradeceu ao Luiz Pedro Bier pelas explicações e, principalmente, por apresentar a visão dos produtores rurais diante desta nova exigência.

Durante as reuniões, os participantes puderam entender melhor o funcionamento do Prodes e como proceder diante de possíveis inconsistências nos dados. Wanda reforça que, nesses casos, é fundamental manter a calma e reunir a documentação necessária.

“Eu acredito que nós não teremos problemas com relação à orientação e efetiva concessão do crédito. Porque, como a gente pode ver, a grande maioria, Luiz Pedro Bier, de forma muito otimista e até realista com a situação, trouxe que nós vamos nos deparar com cerca de 90% dos casos de inconsistência. Então, a inconsistência só precisa realmente de tranquilidade, calma e, na sequência, solução. Desta forma, convido os produtores a procurarem também o canal da Aprosoja MT, que foi quem nos procurou, se colocou à disposição para auxiliar”, finaliza.

O treinamento contribuiu para o preparo dos bancários diante das situações envolvendo o uso dos dados do Prodes. Para ampliar esse suporte, a Aprosoja MT permanece disponível para esclarecer dúvidas de produtores rurais e instituições financeiras por meio do Canal do Produtor – (65) 3027-8100.

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Agro Mato Grosso

‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

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A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.

A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:

Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios

A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.

O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.

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A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.

Sábado (30): protagonismo feminino é destaque

Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.

Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.

À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.

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Programação geral

 

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.

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Agro Mato Grosso

MT atinge patamar muito alto de desenvolvimento humano I agro.mt

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A região metropolitana de Cuiabá também acompanhou o avanço, com o IDHM saltando de 0,758 em 2021 para 0,831

Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos últimos 12 anos.

Em 2024, o Estado alcançou IDHM de 0,812, o que representa um crescimento superior a 9% no período.

Os dados são do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal.

Para chegar nesta pontuação são avaliados os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda.

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A escala do Pnud para classificar o índice varia de 0 a 1, sendo muito alto acima de 0,800.

De acordo com a publicação, o valor do IDHM do Brasil para o ano de 2024 é 0,805, o que o coloca, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.

Após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM brasileiro saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até atingir o desenvolvimento muito alto no ano seguinte.

Para o Governo, esse avanço resulta de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, à saúde e à geração de renda.

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou os impactos de políticas públicas de transferência de renda sobre os indicadores sociais e educacionais.

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Para ela, o programa “Bolsa Família” contribuiu para ampliar a permanência de crianças e adolescentes na escola e reduzir o trabalho infantil.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, disse.

O Radar IDHM também coloca Mato Grosso na 8ª posição dentre as 10 unidades da federação (UFs) na faixa de muito alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente.

Entre 2021 e 2024, o índice mato-grossense apresentou avanço nominal de 0,067, ou aproximadamente 8,9%, saltando de 0,745 para o patamar atual. Em 2012, o valor do IDHM do Estado era de 0.743.

Dentre as demais 10 UFs, o primeiro lugar é ocupado pelo Distrito Federal (0,866), seguido de São Paulo (0,838) e de Santa Catarina (0,833).

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A região metropolitana de Cuiabá acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,758 para os atuais 0,831, registrando um crescimento nominal de 0,073 ponto (avanço de 9,6%) e consolidando-se na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o relatório, a região metropolitana apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.

Ainda em nível nacional, os melhores resultados foram registrados nas regiões metropolitanas de Florianópolis (0,874) e Curitiba (0,856).

Os menores índices apareceram nas regiões metropolitanas de Macapá (0,762) e Maceió (0,776).

Das 21 regiões analisadas, 17 alcançaram a faixa de muito alto desenvolvimento humano.

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O levantamento também aponta redução gradual das desigualdades raciais nas regiões metropolitanas.

Em 2024, o IDHM da população negra alcançou a faixa de muito alto desenvolvimento humano em sete regiões metropolitanas, enquanto o IDHM da população branca atingiu esse patamar em todas as regiões analisadas.

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Agro Mato Grosso

Oito trabalhadores são resgatados de trabalho escravo e 4 adolescentes de trabalho infantil em MT

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Oito trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante fiscalizações realizadas entre terça-feira (26) e esta sexta (29), em Cuiabá e Várzea Grande, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT). Nas ações, também foram encontrados quatro adolescentes em situação de trabalho infantil em atividades de alto risco.

As operações ocorreram em estabelecimentos dos setores agropecuário madeireiro e contaram com apoio da Polícia Federal.

Na primeira fiscalização, em uma propriedade rural de Cuiabá, sete trabalhadores foram encontrados alojados em condições precárias, sem acesso adequado a instalações sanitárias, higiene e conforto. Segundo a SRTE-MT, a maioria trabalhava sem registro em carteira e sem equipamentos de proteção individual (EPIs).

Durante a inspeção, os auditores identificaram um adolescente de 17 anos realizando o enchimento e transporte de sacos de ração com peso superior a 20 quilos, atividade proibida para menores de idade.

Entre os trabalhadores estava ainda um empregado que sofreu um grave acidente de trabalho. Sem registro formal, ele perdeu parte de um dos dedos enquanto conduzia uma moto usada para levar refeições aos demais trabalhadores no campo.

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Outra fiscalização ocorreu em uma madeireira de Várzea Grande, onde um trabalhador foi resgatado de condições análogas à escravidão. Conforme a SRTE-MT, ele estava alojado em um local sem banheiro e sem cozinha.

No mesmo estabelecimento, três adolescentes trabalhavam no transporte manual de madeira. Dois deles tinham 17 anos e um tinha 14 anos.

Medidas

Diante das irregularidades, a Auditoria-Fiscal do Trabalho interditou 11 máquinas, entre serras e plainas, por apresentarem grave e iminente risco à segurança dos trabalhadores. Ao todo, as fiscalizações identificaram 20 trabalhadores sem registro formal.

De acordo com a superintendente regional substituta do Trabalho e Auditora-Fiscal do Trabalho, Flora Camargos, os empregadores foram notificados e adotaram medidas imediatas para corrigir as irregularidades.

“Os estabelecimentos quitaram as verbas rescisórias, afastaram os menores das atividades proibidas, regularizaram o registro na CTPS e cessaram as atividades de todo o maquinário interditado. A retomada da produção com esses equipamentos somente será autorizada após nova inspeção”, afirmou.

Além das ações que resultaram nos resgates, a operação também realizou fiscalizações preventivas em outras propriedades rurais da região, com orientações técnicas e notificações relacionadas a infrações trabalhistas de menor gravidade.

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