Sustentabilidade
Aprosoja MT destaca papel do milho no fortalecimento da economia em Mato Grosso – MAIS SOJA

Celebrado nesta sexta-feira, 24 de abril, o Dia Internacional do Milho reforça a importância de um dos grãos mais produzidos e consumidos no mundo. Em Mato Grosso, o cereal tem papel estratégico não apenas na alimentação, mas também no desenvolvimento econômico e na expansão de diversas cadeias produtivas. Nesse cenário, o milho ganhou ainda mais relevância com a consolidação da segunda safra, que atualmente ocupa mais de 7 milhões de hectares no estado e contribui para o aumento da oferta do grão no Brasil. Para o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier, a relevância da segunda safra de milho vai além da produção, impactando diretamente a economia e o desenvolvimento regional do estado, mesmo diante dos desafios logísticos.
“Mato Grosso possui desafios importantes quando se trata de logística, especialmente por sua localização distante dos portos. Nesse contexto, a segunda safra foi fundamental para viabilizar economicamente as propriedades rurais. Ela gera riqueza e rentabilidade para o Estado, beneficiando toda a sociedade. Parte dessa riqueza retorna em forma de tributos, parte movimenta o consumo dentro das próprias fazendas e, no fim, é distribuída em toda a cadeia econômica. Além disso, a agricultura proporciona excelentes empregos, com boa remuneração, fortalecendo um sistema produtivo que se sustenta nos pilares econômico, ambiental e social”, destacou.
De acordo com o vice-presidente, o milho deixou de ser apenas uma alternativa produtiva e passou a ocupar posição estratégica na economia mato-grossense.
“A segunda safra de milho já é uma prática consolidada em Mato Grosso e tem papel essencial na sustentabilidade econômica das propriedades, ao diluir custos fixos e garantir maior eficiência produtiva. Além disso, contribui para práticas sustentáveis que são características do Brasil, já que produzimos duas safras no mesmo ano, na mesma área, otimizando o uso da terra. Outro ponto importante é o etanol de milho, produzido a partir dessa segunda safra, que representa uma fonte de energia renovável. Esse processo também gera subprodutos ricos em proteína, utilizados na alimentação animal, fortalecendo ainda mais a pecuária e toda a cadeia produtiva do estado”, afirmou Luiz Pedro Bier.
Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, a segunda safra também é determinante para o avanço da cultura no estado e para a liderança nacional na produção.
“A segunda safra é determinante para o crescimento do milho em Mato Grosso. A chamada safrinha é, na prática, a maior safra de milho do Brasil hoje. Mato Grosso liderou essa revolução produtiva. Esse modelo trouxe ganhos claros, como eficiência de uso da terra, porque nós temos duas safras no mesmo ano, uma diluição de custos da soja nesses últimos anos de margem apertada e uma escala produtiva que colocou o Estado no topo nacional. Mas o que é o mais importante dizer, nesses mais de 7 milhões de hectares que o Mato Grosso produz de milho, de segunda safra, isso só foi possível com tecnologia, gestão e muito risco que o produtor assumiu. Não é um modelo simples. Depende do clima, janela de plantio e investimento pesado”, afirma Bertuol.
Além do crescimento da produção, o milho tem ampliado sua participação em outros segmentos, agregando valor dentro do próprio estado. O grão é essencial para a cadeia de proteína animal, além de ganhar destaque na geração de energia, com a expansão das usinas de etanol de milho. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção mundial de milho para a safra 2025/26 está estimada em 1,29 bilhão de toneladas, crescimento de 5,31% em relação à safra anterior, o que evidencia a relevância global da cultura e amplia as oportunidades para o setor produtivo.
Para Diego Bertuol, o milho deixou de ser uma cultura complementar e se consolidou como um dos principais motores da economia mato-grossense.
“O milho, ele deixou de ser apenas uma cultura complementar e passou a ser um dos pilares da economia do Mato Grosso. Hoje ele gera valor muito além da porteira. Nós falamos de uma cadeia que movimenta a produção de proteína animal, como aves, suínos e bovinos confinados. Também temos as indústrias de etanol de milho, geração de energia e empregos em toda a logística e processamento. O milho, ele transforma a produção agrícola em desenvolvimento regional e também fixa a renda no estado, industrializa o interior e reduz a dependência da exportação de matéria prima bruta”, complementou o diretor administrativo, Diego Bertuol.
Presente no dia a dia da população, seja na alimentação, na produção de carnes ou na geração de biocombustíveis, o milho contribui com a segurança alimentar e energética do país. Neste Dia Internacional do Milho, a Aprosoja Mato Grosso reforça a importância de valorizar a cadeia produtiva e reconhecer o papel dos produtores rurais nesse processo. “
O milho está presente no dia a dia de todos, mesmo quando não se percebe. Ele está na carne que consumimos, no leite, nos ovos, no combustível e em diversos produtos industrializados. Ele é mais do que um grão. O milho é segurança alimentar, energia e desenvolvimento. E olhando para frente, ele será mais estratégico, principalmente na transição energética que o Brasil lidera, na produção sustentável e na agregação de valor dentro do Brasil e, principalmente, no nosso estado Mato Grosso. Valorizar o milho é valorizar o produtor rural e entender que a água não é só a produção, é a base da economia e do futuro do país”, finaliza Bertuol.
Com forte presença no campo, a cultura do milho segue impulsionando o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, garantindo sustentabilidade e novas oportunidades para o futuro do agronegócio.
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
‘Precisamos transformar a capacidade de produzir em capacidade de gerar riqueza’, diz Jerônimo Goergen

Você sabia que a soja brasileira vai muito além da produção e da exportação do grão? A chamada verticalização busca ampliar as etapas realizadas depois da colheita, com mais armazenamento, processamento e transformação da matéria-prima em produtos de maior valor agregado.
O tema será discutido na palestra “Verticalização: Transformando Safra em Energia e Valor”, durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/2027, que acontece nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT), a partir das 9h, pelo horário de Brasília. O presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, estará presente para discutir as oportunidades que podem surgir com o avanço desse processo.
“Verticalizar é ampliar a participação nas etapas que vêm depois da colheita, como armazenar, processar e transformar a soja em produtos de maior valor. Para o produtor, isso pode acontecer por meio de cooperativas, parcerias ou participação em empreendimentos industriais”, explica Goergen.
Segundo ele, aproximar a produção das indústrias pode ajudar a fazer com que uma parcela maior das oportunidades de trabalho e renda permaneça nas regiões produtoras. ”Esse movimento ganha importância porque precisamos transformar a nossa capacidade de produzir em capacidade de gerar mais riqueza. A indústria próxima da lavoura pode ampliar as alternativas de comercialização e fortalecer a economia regional”, comenta.
O processamento da soja também amplia os caminhos para utilização da produção. O farelo é destinado principalmente à alimentação animal e participa da cadeia de carnes, leite e ovos. Já o óleo pode ser utilizado na alimentação e na fabricação de biodiesel.
“Na minha avaliação, o biodiesel mostra com muita clareza essa oportunidade. Podemos transformar uma matéria-prima produzida aqui em combustível, movimentando a indústria nacional e ajudando a reduzir a necessidade de diesel importado”, afirma.
Goergen destaca ainda que o processamento pode ampliar a oferta de farelo de soja, criando novas oportunidades para a cadeia de produção de alimentos.
“Exportar grão continuará sendo importante. O que defendo é ampliar nossas opções, abastecendo o mercado interno e conquistando mercados também com produtos industrializados. Isso diversifica as fontes de receita, embora não elimine as oscilações de preços”, explica.
Para que esse potencial chegue ao produtor, porém, alguns pontos precisam avançar. Entre eles estão crédito, infraestrutura, energia e previsibilidade para os investimentos.
“Precisamos de financiamento com prazos compatíveis com os investimentos industriais, além de armazenagem, transporte eficiente e energia competitiva. Na tecnologia, o avanço deve envolver eficiência no processamento, qualidade dos produtos, aproveitamento dos coprodutos e formação de profissionais”, diz Goergen.
Outro ponto considerado fundamental é garantir segurança para quem investe na cadeia.
“Precisamos de segurança jurídica, regras tributárias que favoreçam a competitividade de toda a cadeia e continuidade nas políticas de biocombustíveis. Quem investe em uma indústria precisa ter confiança nas condições de funcionamento e no mercado que encontrará”, afirma.
O presidente da Aprobio também ressalta que a instalação de uma indústria em uma região produtora, por si só, não garante que o agricultor terá uma participação maior no valor gerado.
“Cooperativas, parcerias e contratos transparentes podem ajudar a construir essa participação. Os cerealistas têm papel relevante nessa conexão, pela proximidade com o produtor e pela capacidade de organizar, armazenar e comercializar a produção”, comenta.
Para Goergen, discutir a verticalização no início de uma nova safra significa olhar para além da colheita e pensar no destino da produção brasileira. “Precisamos pensar no destino dessa produção e nas oportunidades que ela pode criar dentro do Brasil, além de garantirmos a segurança energética e alimentar do país”, destaca.
A expectativa é que o avanço do processamento da soja fortaleça a conexão entre campo, indústria, alimentos e energia, ampliando os efeitos econômicos da produção nas regiões agrícolas.
“O futuro da soja precisa ser medido também pela renda que fica com o produtor e pelas oportunidades que chegam às comunidades onde ela é cultivada”, conclui.
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Sustentabilidade
Inoculação via sulco demanda cuidados para garantir eficiência na soja – MAIS SOJA

A inoculação da soja com bactérias fixadoras de nitrogênio é uma prática indispensável para o estabelecimento de uma eficiente fixação biológica de nitrogênio (FBN), contribuindo para a obtenção de elevadas produtividades de forma sustentável e economicamente viável. Bactérias do gênero Bradyrhizobium são capazes de estabelecer simbiose com a soja e fornecer o nitrogênio (N) requerido pela cultura, dispensando a necessidade de adubação nitrogenada.
Embora essas bactérias possam ser encontradas naturalmente no solo, a população presente nem sempre é suficiente para estabelecer uma simbiose capaz de suprir adequadamente a demanda de N da soja. Nesse contexto, a inoculação contribui para aumentar a população de bactérias eficientes na região de desenvolvimento das raízes, favorecendo a nodulação e a FBN e, consequentemente, a manutenção do potencial produtivo da cultura.
Tradicionalmente, a inoculação via sementes é o método mais difundido para a cultura da soja, apresentando resultados satisfatórios de nodulação e produtividade. Entretanto, quando realizada em nível de fazenda, essa modalidade pode apresentar limitações relacionadas ao rendimento operacional, à necessidade de mão de obra e à uniformidade da aplicação, fatores que podem interferir na eficiência da operação e no ritmo da semeadura.
Diante da importância de aproveitar adequadamente as janelas de semeadura da soja, alternativas como a utilização de sementes previamente inoculadas e a inoculação via sulco de semeadura têm ganhado espaço. Além de reduzir a necessidade de mão de obra específica para a inoculação das sementes, essas estratégias podem aumentar o rendimento operacional da semeadura. Conforme observado por Correia (2015), a inoculação via sulco de semeadura pode proporcionar maior rendimento operacional e menor custo operacional em comparação à inoculação via sementes.
Entretanto, para que a inoculação via sulco de semeadura apresente resultados satisfatórios, alguns cuidados são fundamentais. Entre eles, destacam-se o adequado funcionamento do sistema de aplicação do inoculante, a qualidade e a concentração do produto utilizado, além da correta definição da dose, de modo a assegurar a quantidade adequada de células bacterianas por semente.
De acordo com Hungria & Nogueira (2020), a dose de inoculante aplicada deve fornecer, no mínimo, 2,5 milhões de células por semente. Em áreas que não recebem inoculação há vários anos, especialmente em solos arenosos, ou em áreas de primeiro cultivo, recomenda-se utilizar, no mínimo, o dobro da dose indicada.
Quanto ao volume de calda, em geral, a inoculação via sulco deve utilizar pelo menos 50 L ha⁻¹, favorecendo a adequada distribuição das bactérias no solo. Esse volume pode ser reduzido quando o equipamento empregado garantir distribuição homogênea do inoculante, conforme destacado por Hungria & Nogueira (2020).
Figura 1. Semeadora com sistema de inoculação via sulco.

Além da calibração e dos cuidados relacionados ao adequado funcionamento do sistema de aplicação, as condições ambientais também devem ser consideradas para garantir a eficiência da inoculação via sulco de semeadura. Entre os principais fatores, destaca-se a umidade do solo. Segundo Hungria & Nogueira (2020), a eficiência da inoculação por pulverização no sulco pode ser reduzida em condições de baixa umidade do solo e do ar, bem como sob elevada radiação solar.
Além das condições ambientais e operacionais, a qualidade do inoculante utilizado é um dos fatores determinantes para o estabelecimento de uma simbiose eficiente entre a planta e as bactérias. Nesse sentido, a aquisição de produtos de qualidade, aliada ao transporte e à armazenagem em condições adequadas, é fundamental para preservar a viabilidade e a eficiência das bactérias até o momento da aplicação, contribuindo para uma adequada nodulação e para o estabelecimento da fixação biológica de nitrogênio na soja.
Referências:
CORREIA, T. P. S. EFICIÊNCIA OPERACIONAL, ECONÔMICA E AGRONÔMICA DA INOCULAÇÃO DE SOJA VIA SULCO DE SEMEADURA. Tese de Doutorado, Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP – Campus de Botucatu, 2015. Disponível em: < https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/134287/correia_tps_dr_bot.pdf?sequence=3&isAllowed=y >, acesso em: 15/09/2026.
HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO. Tecnologias de Produção de Soja, Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 8, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 15/09/2026.
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Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
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