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13 de setembro de 2026

Tecnologia do Agro

Bayer leva portfólio integrado para as culturas de soja e milho à Tecnoshow

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Rio Verde, 6 de abril de 2026 – De 6 a 10 de abril, a Bayer estará presente na 23ª edição da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO). Durante o evento, a empresa apresentará um portfólio que inclui novidades em tecnologias para proteção de cultivos, sementes de alto desempenho e biotecnologia. Entre as inovações estão herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes, além de um novo fungicida eficaz no combate a doenças no campo.
Os lançamentos acompanham o protagonismo de Goiás, consolidado como o terceiro maior produtor de soja do país. Com uma colheita estimada em 20,2 milhões de toneladas para a safra 2025/26, o estado é peça-chave para o recorde nacional projetado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 177,9 milhões de toneladas do grão. O aumento de 3,7% na produção brasileira de soja, em relação ao ciclo anterior, reforça a necessidade de soluções que ajudem o produtor, especialmente em um cenário de desafios climáticos e fitossanitários crescentes.
Com um investimento global de 2 bilhões de euros anuais em pesquisa e desenvolvimento, a Bayer é uma das empresas que mais investem em inovação no setor. Somente no Brasil, a previsão é de que mais de 20 formulações sejam lançadas pela companhia até 2030.

Manejo integrado para combater pragas e doenças nas lavouras

No manejo de plantas daninhas, a companhia apresenta na Tecnoshow soluções voltadas ao controle de espécies de difícil manejo, como caruru e pé-de-galinha, que seguem entre os principais desafios das áreas agrícolas do Cerrado, devido ao elevado potencial competitivo e ao impacto direto na produtividade quando não são controladas adequadamente.
Entre os destaques está o Xtendimax 2, nova geração da tecnologia à base de dicamba. A formulação foi desenvolvida para reduzir os riscos de volatilidade e de deriva e para ampliar a segurança operacional e a flexibilidade de uso na cultura da soja. Inserido em programas de manejo integrado, o produto contribui para o controle de plantas daninhas, como a buva e o caruru, e tem previsão de chegada ao mercado na safra 2026/27.
O portfólio é ampliado com o lançamento do Convintro Duo, que traz um ativo inédito (diflufenican com DFF Technology) ao país para o manejo de ervas resistentes na pré-emergência da soja. Para a cultura do milho, a companhia apresenta o Adengo, herbicida também para pré-emergência com amplo espectro de controle.
No tratamento de sementes, a Bayer apresenta o lançamento do Bayer Guardião, solução desenvolvida para o controle de pragas, doenças e nematoides que afetam o estabelecimento inicial das lavouras de soja, milho, trigo e algodão.
Para uma lavoura de alta performance, a companhia traz o Verango Prime, nematicida de alta performance, eficiente contra fungos de solo e seletivo para organismos benéficos, que alia flexibilidade de uso, com modalidades de aplicação no sulco de plantio ou em barra de aplicação. Em complemento à proteção da parte aérea, o inseticida Curbix atua no controle de percevejos e cigarrinhas, e conta com a tecnologia NanoTrust, exclusiva da Bayer, para oferecer rápido efeito de choque e período prolongado de controle nas culturas de soja e milho.
No manejo de doenças, o portfólio da Bayer tem a Família Fox, composta por Fox Xpro, Fox Supra e pelo recente lançamento Fox Ultra. Composto por protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina, o Fox Ultra inaugura um novo patamar no controle da ferrugem asiática, da podridão das vagens e dos grãos, da mancha-alvo e das doenças de final de ciclo. A tecnologia de formulação Leafshield proporciona maior flexibilidade no momento da aplicação, mesmo em condições climáticas adversas, com 80% do produto absorvido em até uma hora para garantir a proteção da lavoura.
Sementes e biotecnologias

O investimento em pesquisa e desenvolvimento foca ainda na cultura do milho, essencial para a estratégia anual do agricultor goiano. A Bayer leva à Tecnoshow híbridos do cereal com materiais de alto teto produtivo e adaptação regional. Entre os da Dekalb, estão: DKB 360 PRO3, com estabilidade produtiva; o DKB 356 PRO4, que alia produtividade e sanidade; e o DKB 358 PRO4, material com sanidade foliar e de colmo. Na linha Agroceres, estão: AG 8701 PRO4, tolerante ao complexo de molicutes e viroses; o AG 8450 PRO4, para ambientes acima de 100 sacos/ha; e o novo AG 8000 PRO4 (8602PRO4), com tolerância ao complexo de bipolaris e integridade de colmo.

Já na Agroeste, compõem o portfólio o AS 1868 PRO4, com boa adaptabilidade e estabilidade; o AS 1877 PRO4, moderadamente tolerante ao complexo de enfezamento; além do lançamento AS 1951 PRO4 (8709PRO4), com performance produtiva em ambientes acima de 150 scs/ha.
No âmbito nacional, em 2026, a empresa lançará nove híbridos; desses, três para a safra de verão e seis para a safrinha, o que consolidará um portfólio com mais de 50 híbridos comerciais, com foco em soluções completas e regionalizadas para os produtores.
Para soja, a Bayer leva a Rio Verde o portfólio da Monsoy, com materiais da biotecnologia Intacta 2 Xtend (i2x), que reúnem alto potencial produtivo, adaptação de plantio, bom suporte de planta e resistência ou tolerância a doenças e nematoides. Entre as variedades estão: M 7535 i2x e a M 7222 TF i2x, com teto produtivo e estabilidade; e as cultivares precoces M 6930 i2x e a M 7601 i2x, com resistência ao nematoide de galha e material adaptado às áreas de reforma de cana-de-açúcar, respectivamente.
Os visitantes também terão a oportunidade de conhecer a próxima geração de biotecnologia para soja, Intacta 5+. Com previsão de comercialização na safra 2027/28, a tecnologia oferecerá tolerância a cinco herbicidas e proteção contra as principais lagartas que afetam o ciclo da cultura.

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Agro Mato Grosso

Do pequeno ao grande, tratores acompanham o agro brasileiro

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Portfólio da Massey Ferguson reúne modelos para diferentes perfis de produtores, culturas e níveis de mecanização

Celebrado em 12 de setembro, o Dia do Trator destaca a importância de uma máquina que acompanha a transformação da agricultura há décadas. Da agricultura familiar às grandes áreas de produção, o trator evoluiu para atender às diferentes realidades do campo brasileiro. Hoje, além de fornecer potência para as operações agrícolas, os equipamentos incorporam tecnologias de agricultura de precisão, conectividade e automação, contribuindo para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e apoiar a tomada de decisão nas propriedades rurais.

Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Tratores da Massey Ferguson, a escolha do trator deve considerar muito mais do que a potência. “O Brasil possui uma agricultura extremamente diversa. Temos desde pequenas propriedades com produção de hortaliças, frutas e café até grandes fazendas de grãos e cana-de-açúcar. Cada realidade exige um conjunto diferente de características, como capacidade hidráulica, dimensão, transmissão, tecnologia embarcada e conforto para o operador. Por isso, hoje o produtor encontra máquinas desenvolvidas para atender necessidades bastante específicas”.

Essa diversidade também está presente no portfólio da Massey Ferguson, que reúne modelos voltados às diferentes etapas de crescimento das propriedades rurais. Nas pequenas propriedades e em culturas especializadas, como horticultura, fruticultura, cafeicultura, citricultura e arroz, os tratores das séries MF 2700 e MF 3700 atendem produtores que buscam máquinas compactas, robustas e de fácil operação. Com potências entre 35 cv e 85 cv, os modelos também são utilizados em atividades pecuárias e serviços gerais, oferecendo versatilidade para operações de menor escala.

O portfólio de tratores compactos da Massey Ferguson inclui as séries MF 3300 Xtra e MF 3400. O trator MF 3300 Xtra combina robustez e versatilidade para atender às demandas do dia a dia. A série conta com potências entre 59 cv e 78 cv e capacidade máxima de levante de 2.100 kg. Já a série MF 3400 oferece quatro modelos, que podem ser plataformados ou cabinados, com potências de 69 cv e 79 cv, equipados com motor de injeção mecânica, e de 89 cv e 99 cv, com motor de injeção eletrônica. Um dos diferenciais da série é a versatilidade nas opções de transmissão: 8×4, 12×8 (creeper), 12×12 com reversão mecânica e 16×8, que permitem diferentes configurações de acordo com a aplicação.

Para operações que demandam maior capacidade operacional, a série MF 5M atende produtores de grãos, pecuária, arroz e cana-de-açúcar. Com potências entre 105 cv e 145 cv, a linha reúne robustez e recursos tecnológicos, como piloto automático e telemetria, permitindo que tecnologias antes restritas a máquinas de maior porte também estejam disponíveis para propriedades de pequeno e médio porte.

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A série MF 6M amplia a capacidade operacional com modelos voltados para atividades como preparo de solo, transbordo, cana-de-açúcar e operações florestais. O conjunto foi desenvolvido para oferecer maior resistência estrutural, elevada capacidade hidráulica e eficiência em operações que utilizam implementos de maior porte.

Já nas grandes propriedades agrícolas, onde as janelas de plantio e colheita são cada vez mais curtas, a série MF 8S Xtra combina potência, conforto e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Recursos como piloto automático, tráfego controlado, hélice reversível e transmissão continuamente variável contribuem para melhorar o desempenho operacional e preservar o solo durante as operações.

Trator MF 9S  
Trator MF 9S  

A série MF 9S representa a faixa de maior potência do portfólio da Massey Ferguson. Com modelos de até 425 cv, foi desenvolvida para grandes áreas de produção de grãos e cana-de-açúcar, incorporando soluções de conectividade, automação e gerenciamento das operações que aumentam a precisão e a eficiência no trabalho com implementos de grande porte.

Segundo o especialista, a evolução dos tratores acompanha as transformações da agricultura e o crescimento das propriedades. “O trator passou a ser uma plataforma tecnológica. Hoje ele gera informações, se comunica com outros equipamentos, auxilia no planejamento das operações e contribui para reduzir custos e otimizar recursos. Essa evolução beneficia produtores de todos os portes, porque a tecnologia está cada vez mais acessível.”

Além da conectividade e da agricultura de precisão, a nova geração de tratores também prioriza conforto, ergonomia, eficiência energética e menor impacto ambiental. Cabines mais silenciosas, comandos intuitivos, iluminação em LED e sistemas inteligentes de gerenciamento das operações permitem que o operador trabalhe com mais segurança e produtividade, mesmo durante longas jornadas.

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Agro Mato Grosso

AGCO nomeia Ederson Soares como gerente de Marketing

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Gestor amplia atuação na empresa e passa a responder pela estratégia de produtos da Massey Ferguson

A AGCO nomeou Ederson Soares (na foto) como gerente de Marketing de Produto. Ele passa a atuar na estratégia de marketing da marca Massey Ferguson no Brasil e na América Latina, com responsabilidade pela linha de produtos de colheita, que inclui máquinas para colheita de grãos e equipamentos para feno e forragem.

Entre as atribuições estão o desenvolvimento e a introdução de novos produtos, gestão do ciclo de vida do portfólio, posicionamento de preços, análise de participação de mercado e acompanhamento de volumes e projeções. Soares também será responsável por apoiar estratégias de redução de custos, mantendo os argumentos de valor dos produtos, além de conduzir alinhamentos táticos e comerciais e a definição de estratégias de entrada dos produtos no mercado.

Antes de assumir a gerência, Soares atuou por quatro anos como coordenador de Marketing de Produto para a América Latina na própria AGCO, também com foco estratégico na Massey Ferguson. Ao longo da carreira, acumulou experiências nas áreas de gestão de produtos, desenvolvimento de mercado e engenharia, com passagens por empresas como Stihl e John Deere.

Engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Soares também possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Agro Mato Grosso

Inteligência artificial ganha espaço na engenharia agrícola

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Tecnologia permite testar alternativas de projeto e acelerar o desenvolvimento de máquinas

A inteligência artificial está mudando uma etapa pouco conhecida da agricultura: o desenvolvimento das máquinas que chegam às lavouras. Utilizada por equipes de engenharia para analisar dados, realizar simulações e avaliar diferentes alternativas de projeto, a tecnologia vem ajudando fabricantes a acelerar a criação de tratores, pulverizadores, colheitadeiras e plantadeiras.

Na AGCO, responsável por marcas como Massey Ferguson, Valtra e Fendt, a inteligência artificial passou a fazer parte do processo de desenvolvimento de novos produtos, ao lado de ferramentas digitais já utilizadas pela engenharia. O objetivo é tornar mais ágil a avaliação de soluções e ampliar a capacidade de testar cenários antes mesmo da construção dos primeiros protótipos.

Segundo Paulo Vilela, diretor de Engenharia da AGCO, estudos recentes realizados em ambientes de engenharia e desenvolvimento de software indicam ganhos de produtividade entre 20% e 40% em atividades de análise, simulação e desenvolvimento assistidas por inteligência artificial. Na engenharia de máquinas agrícolas, a tecnologia permite avaliar mais alternativas de projeto, acelerar simulações e antecipar a identificação de potenciais problemas ainda nas fases virtuais do desenvolvimento, reduzindo o tempo necessário para transformar conceitos em soluções para o campo.

Embora a tecnologia esteja ganhando espaço, desenvolver uma nova máquina agrícola continua sendo um trabalho complexo. Um projeto pode levar de três a quatro anos até chegar ao mercado e mobilizar mais de 300 engenheiros, além de especialistas de áreas como manufatura, qualidade, validação, compras, marketing e atendimento ao cliente.

“O desenvolvimento de uma máquina começa muito antes da fase de produção. Ouvimos produtores, estudamos as necessidades das diferentes operações agrícolas e avaliamos diversas possibilidades técnicas até chegar à solução final”, afirma Paulo Vilela.

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Grande parte desse trabalho acontece atualmente em ambientes virtuais. Antes que qualquer componente seja fabricado, engenheiros utilizam modelos digitais para avaliar o comportamento de estruturas, sistemas e componentes em diferentes condições de operação. A inteligência artificial complementa esse processo ao permitir análises mais rápidas de grandes volumes de informações, apoiando decisões ao longo do desenvolvimento.

A participação dos produtores rurais também é fundamental. As equipes coletam informações diretamente no campo para entender desafios enfrentados pelos operadores e identificar oportunidades de melhoria. Essas contribuições ajudam a transformar necessidades práticas em características que serão incorporadas aos novos equipamentos.

Depois das etapas virtuais, começam os testes físicos. Os protótipos passam por avaliações em laboratório e em condições reais de trabalho para verificar desempenho, durabilidade e confiabilidade. Os ensaios reproduzem situações encontradas em diferentes regiões agrícolas do Brasil, considerando fatores como clima, relevo, tipos de solo, poeira, umidade e intensidade de uso.

Em alguns projetos, a validação acumula milhares de horas de operação. Durante os testes, sensores instalados nos equipamentos registram continuamente informações sobre o funcionamento das máquinas. Os dados coletados retornam para as equipes de engenharia, que utilizam essas informações para aperfeiçoar componentes, sistemas eletrônicos e softwares embarcados.

Vale destacar que a inteligência artificial também está presente nas próprias máquinas. Recursos de conectividade, sensores, processamento de imagens e automação permitem que os equipamentos interpretem informações em tempo real e executem operações com maior precisão. O desenvolvimento dessas tecnologias faz parte de uma série de pesquisas voltadas para aumentar a eficiência das atividades agrícolas.

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O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo. A AGCO mantém centros de pesquisa e desenvolvimento em Mogi das Cruzes (SP), Canoas (RS) e Ibirubá (RS), responsáveis pela criação e validação de tecnologias para tratores, pulverizadores, colheitadeiras, plantadeiras e motores. Alguns projetos concebidos por equipes brasileiras são produzidos e comercializados globalmente.

“A adoção da inteligência artificial no desenvolvimento de máquinas agrícolas acompanha um movimento observado em diversos setores da indústria. No agronegócio, a tecnologia vem contribuindo para acelerar análises, ampliar a capacidade de testes e apoiar a criação de equipamentos preparados para os desafios de uma agricultura que exige produtividade, precisão e eficiência operacional”, finaliza Vilela.

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