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Embrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas

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Crédito: Foto: Maria José Tupinambá | Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental promove, nos dias 29 e 30 de abril, uma agenda técnica no Alto Solimões (AM) voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. A programação inclui o curso “Cultura do açaí e outras palmeiras nativas” e a participação na I Feira de Troca de Sementes e Mudas da região.

O curso será ministrado pelo pesquisador Edson Barcelos e tem como foco o manejo e o plantio de espécies como açaí, buriti e bacaba. A proposta é orientar produtores sobre técnicas que garantam sustentabilidade, preservação das florestas nativas e geração de renda. A atividade também busca fortalecer a segurança alimentar nas comunidades locais.

A capacitação é direcionada a agricultores familiares, técnicos, estudantes e demais interessados. Em Benjamin Constant, o encontro ocorre no dia 29, no auditório da prefeitura, com apoio de instituições como o MDA, a Funai e o Idam. Em Tabatinga, no dia 30, a formação será realizada na comunidade Umariaçu II, com parceria de órgãos locais e da Adaf.

Paralelamente, a Embrapa participa da I Feira de Troca de Sementes e Mudas do Alto Solimões, em Benjamin Constant, dentro do projeto “Mãos Guardiãs”. A iniciativa incentiva o intercâmbio de sementes crioulas e mudas de fruteiras nativas, como o cupuaçu, com foco na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da produção local.

Segundo a pesquisadora Aparecida Claret, a ação estimula o policultivo e a formação de “guardiões de sementes”, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para a geração de renda em comunidades indígenas e tradicionais da região.

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Os interessados em participar da edição em Benjamin Constant podem obter informações sobre inscrições diretamente na sede da prefeitura ou com a Semap.

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Faesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor

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Créditos: Agrishow

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que faltaram medidas concretas para o setor agropecuário durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em pronunciamento, ele classificou a data como o ‘dia do não anúncio’.

Segundo Meirelles, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de medidas imediatas e estruturantes, mas encontrou novamente um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem definição de prazos ou mecanismos de execução.

“Hoje foi o ‘dia do não anúncio’. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas, mas de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou.

Criação de um ‘Plano Brasil’

O presidente também defendeu a criação de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio. “É fundamental termos um plano de 10, 20 anos, ou seja, um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou.

Mais que palavras: ações

A Faesp reforça que o sucesso do campo brasileiro depende da transformação de discursos em ações concretas. Para a entidade, a segurança jurídica é essencial para garantir que o produtor siga investindo e sustentando o abastecimento interno e as exportações do país.

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Segundo Meirelles, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global passa por um ambiente de negócios estável e por ferramentas de trabalho eficientes, e não por adiamentos ou cronogramas indefinidos.

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Produção de alimentos em risco? Confira no Radar Rural desta semana

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Foto: Freepik

O agronegócio brasileiro enfrenta uma combinação de desafios que vão da transição energética às condições climáticas e ao cenário geopolítico, com efeitos diretos na produção de alimentos. Os temas foram discutidos no novo episódio do Radar Rural, que já está disponível.

Confira aqui:

O Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30

Biocombustíveis: potencial e entraves

O Brasil tem espaço para ampliar a produção de biocombustíveis, com destaque para o biodiesel à base de soja. Apesar do avanço da produção de grãos, apenas uma parcela ainda limitada é destinada ao setor energético.

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A avaliação de representantes da indústria indica que o país tem capacidade para elevar a mistura de biodiesel ao diesel, mas enfrenta entraves ligados à execução de políticas públicas. A falta de infraestrutura e de ações práticas para implementar a lei dos combustíveis do futuro é apontada como um dos principais gargalos.

Além da agenda ambiental, o avanço dos biocombustíveis também é visto como estratégico para reduzir a dependência externa de diesel.

Calor extremo ameaça produção

Um novo relatório internacional acende alerta para os efeitos das altas temperaturas no campo. O estudo aponta que o estresse térmico já provoca perdas relevantes na produção agrícola e impactos na pecuária.

Entre os principais efeitos estão queda de produtividade em culturas como soja e milho, problemas no desenvolvimento de lavouras e redução no desempenho dos rebanhos. O calor prolongado também eleva custos, especialmente com energia e manejo.

O documento ainda destaca medidas de adaptação, como integração de sistemas produtivos, manejo de solo, uso de irrigação e desenvolvimento de cultivares mais resistentes.

Guerra pressiona fertilizantes

No mercado internacional, a escalada de tensões no Oriente Médio adiciona incertezas ao custo dos fertilizantes. Relatórios de consultorias indicam pressão sobre preços, com destaque para os nitrogenados.

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O cenário afeta diretamente o planejamento do produtor, especialmente diante da perda de janelas mais favoráveis de compra. Com isso, os custos de produção tendem a subir, com reflexos na inflação dos alimentos.

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‘A Agrishow é prova de resiliência. Passamos por safras difíceis, mas o agro brasileiro nunca parou’, diz presidente da feira

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Reprodução Canal Rural

A abertura da 31ª edição da Agrishow foi realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP), marcando o início de uma das maiores vitrines do agronegócio. A feira, que começa oficialmente nesta segunda-feira (27) e segue até 1º de maio, reúne inovação, tecnologia e os principais players do setor.

Considerada um dos maiores encontros do segmento, o evento reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como palco de lançamento das principais tendências e inovações do setor.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, ressaltou o papel histórico do setor e a capacidade de reinvenção do agro brasileiro. “Olho para essa feira e não vejo apenas máquinas, estandes ou tecnologia de ponta. Vejo resultados de décadas de trabalho de homens e mulheres que acreditaram que o Brasil tinha vocação de alimentar o mundo. Essa feira é o maior testemunho de resiliência. Passamos por safras difíceis, mudanças econômicas e transformação profunda, mas o agro brasileiro nunca parou, pelo contrário, se reinventou”, afirmou.

Marchesan também destacou o porte do evento e o cenário de produção. “São mais de 900 expositores, com expectativa de grande movimentação de negócios. O agro não pode ignorar custos de produção e cenários de juros, mas projetamos uma safra histórica de 350 milhões de toneladas de grãos. O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em até 40% até 2050 para garantir a segurança alimentar global. Vale lembrar que vivemos na era da inteligência artificial e da conectividade, que transformam dados em decisão”, completou.

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Segundo ele, nesta edição o foco está na agricultura 5.0 e na transição energética. “A resposta para as preocupações econômicas está na eficiência, com máquinas cada vez melhores, que economizam combustível, no uso de bioinsumos e biotecnologia que protegem o solo e na conectividade que reduz desperdícios. O agro é feito de pessoas que não têm medo do futuro. Somos o motor que mantém este país de pé”, afirmou.

Presente na cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou o impacto da tecnologia na evolução do campo. “É uma das maiores feiras do mundo, voltada à inovação, tecnologia e máquinas. Não há nenhuma geração do mundo que passou da enxada para o drone, é algo impressionante. Hoje também completamos 53 anos da Embrapa e, há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje somos os maiores exportadores do mundo”, disse.

O deputado Arnaldo Jardim ressaltou o compromisso do agro brasileiro com a sustentabilidade e o reconhecimento internacional do setor. “Passa-se a ideia de que o nosso agro enfrenta desafios, mas mostramos, através do que fazemos, que temos um agro com compromisso com a sustentabilidade. A nossa legislação é a mais rigorosa do mundo e, mesmo assim, o nosso produtor consegue ser produtivo e realizar o seu trabalho. Fomos à COP30 e mostramos a presença do Brasil em um momento de crise”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou os 53 anos da instituição e as ações apresentadas na feira. “Estamos comemorando 53 anos da Embrapa. É uma semana de celebração, lançamentos e a feira Brasil na Mesa, com mais de 150 produtos de biomas brasileiros da Embrapa em parceria com médios, pequenos e grandes produtores”, disse.

Ela também reforçou o trabalho de avaliação das tecnologias desenvolvidas pela instituição. “Há 25 anos a Embrapa faz o balanço social das tecnologias que ela gera também. A conexão entre ciência, inovação e produção de alimentos ganha protagonismo na feira”, completou.

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