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Falha no fornecimento de energia pode gerar indenização ao produtor rural, decide comissão da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1940/24, que determina o ressarcimento a produtores rurais que perderem produtos perecíveis em razão de falhas no fornecimento de energia elétrica.
A proposta estabelece que concessionárias de energia poderão ser obrigadas a indenizar produtores quando houver comprovação de que a interrupção no fornecimento ou oscilações na rede causaram prejuízos à produção.
O relator da matéria, deputado Tião Medeiros (PP-PR), recomendou a aprovação do texto. Segundo ele, a medida cria incentivos para que as distribuidoras atuem de forma mais preventiva.
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“A mudança fortalecerá os incentivos para a atuação proativa das distribuidoras, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda dos produtores”, afirmou.
Comprovação das perdas
Pelo texto aprovado, o produtor rural que solicitar ressarcimento deverá apresentar documentação técnica que comprove que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.
O valor da indenização será calculado com base no preço de mercado dos produtos na região, considerando o tipo de item perdido.
A proposta busca atender principalmente situações em que produtos perecíveis são comprometidos por interrupções no fornecimento de energia, como leite, carnes, ovos, frutas, hortaliças ou insumos que dependem de refrigeração.
Prazo para resposta da concessionária
O projeto também estabelece um prazo máximo de 30 dias para que a concessionária analise o pedido de ressarcimento apresentado pelo produtor.
Caso a empresa não responda dentro desse período, o valor da indenização deverá receber acréscimo de 10%, como forma de penalidade.
Autor da proposta, o deputado Marx Beltrão (PP-AL) afirma que o objetivo é reduzir os prejuízos enfrentados por produtores que dependem da estabilidade no fornecimento de energia.
“Produtores rurais de todo o país têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, destacou.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Se aprovado, o texto seguirá para o Senado.
Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias
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Alta em Chicago e dólar forte impulsionam preços de soja no Brasil; saiba as cotações

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais firme no físico nesta quinta feira, com elevação das cotações e registro de negócios em diversas regiões. O movimento foi sustentado pela alta da Bolsa de Chicago, pela valorização do dólar frente ao real e por prêmios praticamente estáveis ao longo da sessão.
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Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário favoreceu a participação dos produtores nas negociações. De acordo com ele, o produtor aproveitou o momento de preços melhores para avançar na comercialização, resultando em uma sessão mais ativa no mercado.
Nos portos, as cotações também apresentaram avanço. Em Paranaguá, os preços passaram de R$ 129,00 para R$ 131,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande subiram de R$ 129,00 para R$ 132,00.
Saiba os preços de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 111,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado reagiu ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo para perto de US$ 80 o barril, movimento que acabou influenciando outras commodities, incluindo a soja.
Com o petróleo mais caro, cresce a expectativa de maior demanda por biodiesel, o que tende a sustentar os preços da oleaginosa. Esse cenário ocorre em meio às preocupações com possíveis restrições na oferta de petróleo após o fechamento do estreito de Ormuz, importante rota de transporte da commodity.
Apesar do suporte externo, os ganhos foram limitados por fatores fundamentais. Entre eles estão a entrada da maior safra da história do Brasil no mercado e as incertezas sobre o ritmo da demanda chinesa, que ainda geram cautela entre os investidores.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja com entrega em maio fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,83 por cento, a US$ 11,79 1/4 por bushel. A posição julho encerrou a US$ 11,92 1/2 por bushel, com avanço de 9,50 centavos ou 0,80 por cento.
Entre os subprodutos, o farelo para maio recuou US$ 0,60, ou 0,16 por cento, para US$ 309,30 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio subiu 2,11 centavos, ou 3,31 por cento, para 65,70 centavos de dólar por libra peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,33 por cento, cotado a R$ 5,2878 para venda e R$ 5,2858 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2270 e a máxima de R$ 5,2938. A valorização do dólar frente ao real contribuiu para dar suporte às cotações da soja no mercado brasileiro.
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Consultoria eleva projeção da safra de soja do Brasil para 183,1 milhões de t

A consultoria Agroconsult revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de soja 2025/26, agora projetada em 183,1 milhões de toneladas. O novo número representa um aumento de 850 mil toneladas em relação à projeção inicial divulgada em janeiro e um crescimento de 6,4% na comparação com a temporada anterior.
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A produtividade média nacional foi ajustada para 62,5 sacas por hectare, enquanto a área plantada permanece estimada em 48,8 milhões de hectares, avanço de 2,1% sobre o ciclo passado. A revisão reflete avaliações de campo realizadas pela consultoria, que apontam melhora no desempenho produtivo em grande parte das regiões produtoras.
Estimativa da consultoria
Segundo a consultoria, nove estados apresentam potencial produtivo acima de 62 sacas por hectare, entre eles Mato Grosso, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rondônia e Bahia. No Mato Grosso, principal produtor do país, a produtividade média é estimada em 66 sacas por hectare, próxima ao recorde da safra passada. Já o Paraná pode alcançar 67 sacas por hectare, enquanto Goiás tem estimativa de 67 sacas por hectare, apesar do atraso na colheita.
Outros estados também apresentam bom desempenho. Minas Gerais tem produtividade estimada em 66,5 sacas por hectare, São Paulo em 63,5 sacas, Rondônia em 62,5 sacas, e a Bahia pode alcançar 68 sacas por hectare. Já Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará devem registrar produtividade próxima de 60 sacas por hectare.
Perdas na soja no RS
Por outro lado, o Rio Grande do Sul é o único estado com perdas consolidadas, estimadas em cerca de 2 milhões de toneladas, devido à irregularidade das chuvas entre janeiro e fevereiro. Mesmo assim, o impacto negativo no estado é parcialmente compensado pelo bom desempenho das lavouras em outras regiões do país.
Colheita no país
Até o momento, a colheita da soja alcançava 44% da área plantada no Brasil, abaixo dos 52% registrados no mesmo período do ano passado. A consultoria ressalta que o monitoramento das condições climáticas e do peso dos grãos ainda poderá influenciar os números finais da safra nas próximas semanas.
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Agronegócio cresce e Brasil bate recorde de exportações em fevereiro

O desempenho da agropecuária nas exportações brasileiras ajudou o país a registrar recorde de vendas externas para o mês de fevereiro.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou US$ 26,3 bilhões no período, alta de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
No mês, as importações somaram US$ 22,1 bilhões, o que resultou em superávit de US$ 4,2 bilhões na balança comercial. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 48,4 bilhões.
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Durante a apresentação dos dados, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou o avanço das vendas externas.
“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro”, afirmou.
Agro registra avanço nas vendas externas
Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de US$ 0,3 bilhão em fevereiro, o que representa alta de 6,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
No mesmo período, a indústria extrativa teve aumento de US$ 2,37 bilhões (55,5%), enquanto os produtos da indústria de transformação cresceram US$ 0,85 bilhão (6,3%).
Já nas importações, o setor agropecuário apresentou queda de US$ 0,11 bilhão (20%) frente a fevereiro de 2025.
Resultado no acumulado do ano
No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações brasileiras somam US$ 51 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 42,9 bilhões.
Com isso, o país registra superávit comercial de US$ 8 bilhões no início de 2026. A corrente de comércio alcança US$ 93,82 bilhões.
Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 5,8%, enquanto as importações recuaram 7,3%.
Entre os setores exportadores no acumulado do ano, a agropecuária avançou US$ 0,36 bilhão (4,2%), a indústria extrativa cresceu US$ 1,85 bilhão (16%) e a indústria de transformação teve alta de US$ 0,53 bilhão (1,9%).
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