Agro Mato Grosso
Operação desarticula garimpo ilegal em MT e destrói dezenas de equipamentos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis realizou ação estratégica contra a mineração clandestina em terras indígenas no estado de Mato Grosso. A operação teve como foco as Terras Indígenas Kayabi e Aripuanã, áreas historicamente pressionadas pelo avanço do garimpo ilegal.
A ação, que ocorreu durante o mês de fevereiro, contou com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Polícia Federal, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso, o Batalhão de Operações Policiais Especiais de Mato Grosso e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Mato Grosso.
O objetivo foi desarticular a estrutura logística e financeira que sustenta o crime ambiental organizado na Amazônia Legal, por meio da retirada dos equipamentos de extração ilegal de minérios.
Ao todo, foram neutralizadas 23 dragas escariantes, 12 balsas de mergulho, duas escavadeiras hidráulicas e um trator de esteira, equipamentos considerados de elevado poder de degradação ambiental.
Também foram apreendidos 29 motores estacionários, 13 embarcações com motores de popa, sete acampamentos clandestinos e 51.600 litros de óleo diesel, volume suficiente para manter uma escavadeira hidráulica em operação contínua por cerca de duas mil horas. Segundo estimativas técnicas, nesse período uma única máquina pode remover centenas de milhares de toneladas de solo, devastando áreas equivalentes a dezenas de campos de futebol.
Além do maquinário pesado, a fiscalização apreendeu 28,8 gramas de ouro, 36,32 gramas de mercúrio, substância altamente tóxica utilizada no processo de separação do ouro, um dispositivo de conectividade via internet, utilizado para coordenar as ações criminosas em tempo real, e outros bens como motosserra, motocicleta e aparelhos celulares.
A inutilização dos equipamentos em campo foi realizada com base no Decreto nº 6.514/2008, medida administrativa excepcional aplicada quando a remoção do maquinário é inviável ou representa risco às equipes. A ação interrompe imediatamente o dano ambiental e dificulta a retomada rápida da atividade ilegal.
Mercúrio e danos irreversíveis
O uso do mercúrio no garimpo ilegal representa uma das maiores ameaças ambientais e sanitárias da região. O metal pesado contamina rios e igarapés, bioacumula na cadeia alimentar e atinge diretamente peixes consumidos por comunidades ribeirinhas e povos indígenas. Os efeitos são persistentes, atravessam gerações e colocam em risco a segurança alimentar e a saúde das populações tradicionais.
As ações de monitoramento e fiscalização seguirão intensificadas nas áreas afetadas, com o objetivo de impedir a retomada das atividades ilegais e garantir que a proteção ambiental e os direitos indígenas prevaleçam sobre a exploração ilícita de recursos naturais em Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Famato alerta para golpes com embalagens de defensivos

Entidade orienta produtores a recusar propostas e seguir sistema oficial de devolução
Produtores rurais de Mato Grosso têm relatado a abordagem de pessoas e empresas que oferecem a compra e trituração de embalagens vazias de defensivos agrícolas, sob a promessa de uma “retirada facilitada” e a alegação, não comprovada, de que possuem autorização para realizar o serviço. Diante dessas ocorrências, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) emitiu um alerta sobre a irregularidade da prática e reforçou a importância do cumprimento da logística reversa prevista em lei.
De acordo com a Lei Federal nº 14.785/2023, é obrigatória a devolução das embalagens vazias aos estabelecimentos comerciais ou pontos de recebimento autorizados, como parte do sistema de logística reversa. A comercialização fora desse sistema é considerada irregular e pode trazer consequências legais e ambientais.
Segundo o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a adesão a práticas ilegais coloca em risco a atividade rural. “É fundamental que o produtor fique atento a esse tipo de abordagem e não entregue as embalagens a empresas ou pessoas não autorizadas. O caminho correto é seguir o sistema oficial, que já está estruturado para garantir a destinação adequada e a segurança de toda a cadeia produtiva”, afirma.
O analista de Agricultura da entidade, Alex Oliveira Rosa, destaca que o descarte inadequado pode resultar em contaminação ambiental, já que as embalagens contêm resíduos de defensivos. Além disso, o produtor pode ser responsabilizado por crime ambiental.
“Em caso de fiscalização pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), o produtor pode ser autuado e receber multas que chegam a 5.000 UPFs (Unidade Padrão de Fiscalização), com cada unidade equivalente a R$ 243,49”, explica.
Para evitar riscos, a recomendação é que o produtor realize a tríplice lavagem das embalagens ainda na propriedade, perfure o fundo para inutilizá-las e, posteriormente, faça a devolução em postos ou unidades de recebimento autorizados — indicados na nota fiscal de compra do produto.
Nesses locais, as embalagens passam por triagem e são encaminhadas para reciclagem conforme as normas ambientais. O processo integra o Sistema Campo Limpo, que define responsabilidades compartilhadas entre produtores, distribuidores, indústria e poder público para garantir a destinação correta dos resíduos.
Após a devolução, o produtor deve exigir o comprovante oficial de entrega, documento que assegura o cumprimento da legislação e evita penalizações futuras.
Agro Mato Grosso
Valtra destaca tratores eficientes para setor sucroenergético I MT

Marca apresenta na Agrishow 2026 soluções que vão do desempenho da Série BH HiTech até a robustez da Série S6
O setor sucroenergético brasileiro entra na safra 2026/27 em um cenário de alta exigência técnica e econômica. Segundo estimativas da Datagro, a safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve alcançar 635 milhões de toneladas, um aumento de 4% ante a temporada anterior. Para dar conta desse volume operacional das usinas, a Valtra destaca um portfólio focado na robustez, inovação tecnológica e economia de combustível. As máquinas estarão presentes na Agrishow 2026, que acontece em Ribeirão-Preto (SP) de 27 de abril a 1º de maio.
A marca se consolidou como referência no segmento sucroenergético, oferecendo soluções que vão desde o preparo do solo até a entrega da cana na usina. “Nossas máquinas são fáceis de operar e foram pensadas para os produtores que precisam de resultados em produtividade com muita economia, simplicidade e sem perder o conforto”, ressalta Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra.
Uma das máquinas mais premiadas do setor por seu ótimo desempenho, o BH HiTech dispõe de modos automáticos para otimizar a operação e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, entregando a maior vazão do mercado. Isso economiza tempo no descarregamento e aumenta a agilidade do transbordo. O modelo conta ainda com eixo traseiro passante e eixo dianteiro com opção de 3 metros, que atende perfeitamente ao espaçamento entre as linhas e livra o canavial de pisoteios indesejáveis.
Pensando nas severas operações de preparo de solo, a Valtra destaca a “gigante” Série S6, a família de tratores mais forte da marca. Fabricado na Finlândia, o modelo alcança até 425 cv de potência e 1.750 Nm de torque. Equipado com transmissão CVT e um motor AGCO Power de 8,4L, o S6 entrega entre 10% a 15% menos consumo de combustível, garantindo máximo controle e conforto.
A força extrema também é garantida pelas Séries Q5 (265 cv a 305 cv) e T CVT. A Série T, especificamente, possui a maior tecnologia em tração da categoria, com transmissão continuamente variável que permite movimentar, parar ou arrancar o trator com carga em subidas apenas com o pedal do acelerador. O modelo gera economia média de 25% de combustível e conta com eixo dianteiro com opção de 3 metros, livrando o canavial de pisoteios indesejáveis.

A tradição da marca também se faz presente na quarta geração da Linha BM, que possui mais de 20 anos de história no setor sucroenergético, desempenhando os serviços com alto rendimento e levando até 15% de economia ao produtor. Já na fase de tratos culturais, os Pulverizadores da Série R garantem a aplicação precisa de insumos, eliminando desperdícios.
Olhando para o futuro, a Valtra reafirma seu compromisso com a descarbonização ao investir em motores para combustíveis alternativos, como biometano e etanol. Essas soluções permitem que a usina utilize o combustível gerado em seu próprio ecossistema, fechando o ciclo de sustentabilidade. “Nosso investimento em combustíveis alternativos reflete o DNA de inovação da Valtra. Queremos que o produtor e a usina tenham autonomia, utilizando a própria cana ou seus resíduos para abastecer frotas de alta performance. É a eficiência operacional encontrando a economia circular”, conclui Elizeu Santos.
Agro Mato Grosso
Visitas técnicas nos CTECNOS apresentam pesquisas aplicadas ao campo em MT

Iniciativa da Aprosoja MT e Iagro-MT reúne produtores para acompanhar, na prática, estudos sobre manejo, nutrição e eficiência produtiva
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro-MT), promove em abril uma programação de visitas técnicas nos Centros Tecnológicos (CTECNOS) Araguaia e Parecis. A iniciativa reúne produtores, estudantes e profissionais do setor para apresentar, de forma prática, resultados de pesquisas voltadas às culturas de soja e milho no estado.
A primeira etapa será realizada no dia 23 de abril, no CTECNO Araguaia, em Nova Nazaré. A programação contará com estações que abordam desde o desempenho de híbridos de milho em diferentes condições de semeadura até estudos sobre a nutrição do gergelim, incluindo a resposta da cultura à aplicação de nutrientes como enxofre, nitrogênio e boro. Também serão apresentados conteúdos sobre manejo de herbicidas e estratégias de sistemas de produção com rotação de culturas.
No dia 29 de abril, a programação segue no CTECNO Parecis, com foco em temas relacionados à eficiência produtiva e ao uso de insumos. Entre os conteúdos previstos estão o manejo da adubação nitrogenada no milho, o manejo de herbicidas no sistema soja-milho, além de estratégias para otimizar o uso de nutrientes e o mercado de fertilizantes, considerando o aumento dos custos de produção. As visitas têm como objetivo levar ao campo informações aplicadas à realidade das lavouras, contribuindo para o aprimoramento do manejo e para decisões mais seguras por parte dos produtores.
CTECNO Araguaia
Data: 23 de abril
Local: Rodovia MT 326, entroncamento com a BR 158 – 1km sentido Nova Nazaré – MT
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/257
CTECNO Parecis
Data: 29 de abril
Local: Rodovia MT 488, anexo à Fazenda Vô Arnoldo – Grupo Agroluz Agrícola
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/256
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