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Mato Grosso abre 18,7 mil novos postos formais de trabalho em janeiro de 2026

Mato Grosso gerou, em janeiro, 18.731 novos empregos com carteira assinada. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados nesta terça-feira (3/3), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Todos os cinco principais grupos de atividades econômicas, apresentaram resultado positivo no primeiro mês do ano no estado. O setor da Agropecuária foi o que mais gerou postos de trabalho formais, tendo aberto 10 mil novos empregos com carteira assinada. Em seguida, aparecem Serviços (5 mil), Construção (1,6 mil), Indústria (1,1 mil) e Comércio (844).
Cuiabá foi o município mato-grossense que mais criou vagas de trabalho formais em janeiro: 2,4 mil. A capital do Mato Grosso tem atualmente um estoque formal de 228 mil vínculos. Em seguida, os municípios que mais geraram vagas com carteira assinada no estado foram: Sorriso (1,3 mil), Sinop (1,2 mil), Lucas do Rio Verde (859) e Rondonópolis (773).
Os novos empregos com carteira assinada gerados em janeiro no estado foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino (15,9 mil), com as mulheres tendo ocupado 2,8 mil vagas. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas com as vagas no Mato Grosso (11,4 mil). Jovens entre 18 e 24 anos são o grupo com maior saldo de vagas no estado: 5,8 mil.
NACIONAL – O Brasil gerou 112.334 novos empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. No acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram gerados mais de 1,22 milhão de novos postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores formalizados.
UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em janeiro deste ano, 18 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada uma com mais de 18 mil novos empregos com carteira assinada gerados no mês.
REGIÕES – O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região com maior número de novos empregos formais em janeiro de 2026 foi a Sul, com saldo de 55,7 mil, seguida pela Centro-Oeste, que registrou 35,4 mil, e a Sudeste, com 13,3 mil vagas. A região Nordeste apresentou saldo positivo de 6,1 mil postos, enquanto na Norte foi de 1,7 mil.
GRUPOS ECONÔMICOS – No primeiro mês do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. A Indústria liderou, com a abertura de 54.991 postos. Em seguida aparecem os setores da Construção (50.545), de Serviços (40.525) e da Agropecuária (23.073). O número de empregos com carteira assinada criados em todo o país só não foi maior porque, em decorrência da sazonalidade no pós-festas de fim de ano, verificou-se um saldo negativo no Comércio, de 56.800 postos.
GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, os homens ocuparam, em janeiro, a maioria das vagas formais geradas no país. Eles foram responsáveis por preencher 94,53 mil postos, enquanto as mulheres ocuparam 17,79 mil vagas. Na análise por faixa etária, adolescentes e jovens de até 24 anos ocuparam 99,5% dos postos: 111,80 mil vagas. Levando-se em conta o nível de escolaridade, as pessoas com nível médio completo foram as que mais preencheram vagas em janeiro (69,61 mil), seguidas daquelas com nível médio incompleto (12,76 mil). No quesito raça, a maior parte dos postos foi preenchida por pessoas pardas (76,56 mil), seguidas das brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, uma variação positiva de R$ 77,02 (+3,3%) em relação a dezembro do ano passado (R$ 2.312,76). Em comparação com janeiro de 2025, o aumento foi de R$ 41,58 (+1,77%)
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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas
Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).
A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.
Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.
Fiscalização na fronteira
Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.
Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.
Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.
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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.
O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.
As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.
Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.
“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.
Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.
Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.
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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado
Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.
Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.
Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.
A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.
Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.
Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.
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