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3 de junho de 2026

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Conab entrega 900 quilos de alimentos para mostra de mulheres camponesas em Brasília

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entregou, nesta quarta-feira (3), cerca de 900 quilos de alimentos à II Mostra Nacional da Produção e Ciência das Mulheres Camponesas, em Brasília (DF). Os produtos foram comprados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), e destinados à Cozinha Popular do Cerrado, responsável pelo preparo de aproximadamente 900 refeições para cerca de 300 participantes.

Segundo a Conab, a operação foi realizada em articulação com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O investimento informado foi de aproximadamente R$ 13,5 mil, com recursos do MDS.

Entre os itens entregues estão abóbora, alface, banana, batata-doce, arroz, feijão, leite em pó, carne bovina, frutas e hortaliças. De acordo com a estatal, os alimentos incluem produtos frescos e orgânicos adquiridos de fornecedores vinculados ao PAA.

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O caso evidencia uma das funções do programa: comprar alimentos da agricultura familiar e direcioná-los a ações de segurança alimentar. No evento, a destinação imediata foi o atendimento alimentar das mulheres reunidas na mostra, organizada pelo Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e pela Associação Nacional de Mulheres Camponesas (ANMC).

Além do abastecimento do encontro, o tema tem relação direta com a comercialização da produção rural. Representantes do MDA, do MDS e da Conab afirmaram que a política tem sido usada para ampliar a participação de agricultoras familiares nas compras públicas. Segundo o secretário-executivo do MDA, Eric Moura, o programa acumulou cerca de R$ 2 bilhões em investimentos nos últimos três anos e meio. Já a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, informou que 50% das compras do PAA são reservadas para mulheres.

Para o setor, a medida reforça o papel das políticas públicas na geração de mercado para associações e cooperativas da agricultura familiar, especialmente em cadeias de alimentos básicos, hortaliças e produtos da sociobiodiversidade.

A mostra segue em Brasília com atividades voltadas à produção, comercialização e difusão de tecnologias desenvolvidas por mulheres camponesas. Com base nas informações divulgadas até o momento, não foram apresentados novos dados sobre volume adicional de compras ou expansão imediata da ação para outras etapas do evento.

Fonte: gov.br

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Conab atualiza mapeamento do parque cafeeiro durante a Expocafé em Minas Gerais

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou, entre terça-feira (26) e quinta-feira (28), na 29ª Expocafé, em Três Pontas (MG), atualizações da Plataforma Parque Cafeeiro, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo a estatal, a ferramenta amplia o monitoramento das lavouras e pode apoiar a certificação do café brasileiro quanto à origem livre de desmatamento. A agenda da companhia no estado também incluiu, na sexta-feira (29), participação em encontro voltado ao fortalecimento da agroecologia e da produção orgânica.

Durante a feira, a Conab detalhou o uso de inteligência artificial e de imagens de satélites de alta resolução no mapeamento das áreas cafeeiras. De acordo com o superintendente de Informações da Agropecuária da companhia, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, a tecnologia permite identificar lavouras em produção e em desenvolvimento, além de práticas de manejo e diferentes fases do ciclo da cultura.

No evento, a companhia também informou a disponibilidade de parcerias entre a Unidade Armazenadora de Varginha e cooperativas da região. Segundo o superintendente regional da Conab em Minas Gerais, Eduardo Dumont, o estado reúne cerca de 330 mil produtores de café, e mais de 54% atuam em áreas de até 3 hectares. O dado reforça o peso da agricultura familiar na cafeicultura mineira.

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A programação incluiu ainda a divulgação do Geoportal do Café, iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG), em parceria com a Conab e a UFMG. O material apresentado não informou prazos de expansão da plataforma nem metas quantitativas para cobertura do mapeamento.

Na sexta-feira (29), representantes da Conab participaram, em Viçosa (MG), do 1º Encontro dos Polos Agroecológicos de Minas Gerais. O evento reuniu cerca de 100 participantes, entre agricultores familiares, comunidades tradicionais, pesquisadores e gestores públicos, para discutir redes de produção, troca de sementes crioulas e estratégias de fortalecimento da agroecologia.

Também foi apresentado o Programa Ecoforte, executado pelo governo federal com aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil, dentro da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

Do ponto de vista técnico, as iniciativas apresentadas em Minas Gerais conectam rastreabilidade, monitoramento territorial e políticas de apoio à produção familiar. A extensão prática dessas ações sobre certificação, comercialização e organização produtiva dependerá da implementação das ferramentas no campo e de informações adicionais sobre alcance operacional e adesão dos produtores.

Fonte: gov.br

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Semeadura do trigo avança no Rio Grande do Sul com redução de área em perspectiva

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A semeadura do trigo segue de forma gradual nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (3). O avanço ocorre dentro da janela do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e depende das condições de umidade do solo e da trafegabilidade das áreas. Nas lavouras já implantadas, a emergência e o estabelecimento inicial são considerados satisfatórios.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o preparo das áreas para o cereal teve continuidade, mas a projeção é de redução expressiva da área cultivada em 2026 na comparação com a safra anterior. Entre os fatores apontados estão os custos elevados de produção, as restrições de crédito e de seguro rural e a maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Em várias regiões, o relatório também registra menor uso de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no custeio.

Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa de área para 2026 ainda está em levantamento.

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Entre as demais culturas de inverno, a aveia-branca avança sobre a maior parte da área projetada, favorecida pela umidade do solo e por temperaturas amenas. Em 2025, foram 393.135 hectares, com produção de 935.664 toneladas e produtividade média de 2.394 quilos por hectare. Na canola, a semeadura se aproxima do fim e a expectativa é de expansão da área sobre os 174.394 hectares cultivados em 2025. Já a cevada segue em fase inicial, com perspectiva de retração superior a 30% frente aos 32.010 hectares do ciclo anterior.

Nas culturas de verão, a colheita da soja entra na fase final, com produtividade média estimada em 2.871 quilos por hectare em 6.624.988 hectares. O milho alcança 97% da área colhida, enquanto o arroz teve a colheita concluída em 891.908 hectares, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), mas com cenário de comercialização pressionado por preços abaixo dos custos de produção.

O quadro atual indica que o desempenho inicial das lavouras de inverno é tecnicamente favorável, mas a definição de área e investimento segue condicionada ao ambiente de crédito, seguro e risco climático. Novas estimativas da Emater/RS-Ascar devem detalhar o tamanho efetivo da safra gaúcha de 2026 nas próximas semanas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Corteva e Aprosoja lançam cartilha para controle de pragas quarentenárias na soja

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A Corteva Agriscience e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) lançaram, nesta quarta-feira (3), em Brasília, uma cartilha com estratégias de manejo e controle de pragas quarentenárias na cultura da soja. O material foi apresentado durante o Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja e tem como foco orientar produtores a reduzir riscos fitossanitários na lavoura e na comercialização do grão.

Pragas quarentenárias incluem insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas que representam risco econômico e à sanidade vegetal. Cada país importador mantém listas próprias de organismos ausentes em seu território e pode barrar cargas que descumpram protocolos sanitários. Nesse caso, os embarques podem ser devolvidos ou embargados.

A divulgação da cartilha ocorre após a China ter vetado, em março deste ano, a entrada de cargas de soja brasileira com detecção de sementes de plantas daninhas e resíduos de pragas ausentes no país asiático. O tema ganhou peso adicional por envolver o principal destino das exportações brasileiras da oleaginosa.

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Segundo Mauro Rizzardi, engenheiro agrônomo, professor da Universidade de Passo Fundo e responsável pela elaboração do material, plantas daninhas podem comprometer de 5% a 10% da produtividade da soja. Em casos específicos, o caruru-gigante, já identificado em diferentes estados, tem potencial de reduzir em até 80% a produtividade de soja, milho e algodão.

Entre as práticas recomendadas estão o uso de sementes e mudas certificadas, a limpeza de máquinas e implementos vindos de áreas externas, o monitoramento de beiras de estrada, o manejo de plantas daninhas durante o desenvolvimento da cultura e o controle no pós-colheita com manejo outonal. O material também alerta para espécies observadas com atenção em embarques para a China, como capim-massambará, capim-carrapicho, aveia-barbada, crotalária, carrapichão e leiteiro.

De acordo com a Aprosoja Brasil, a campanha será realizada em nível nacional com apoio de 16 associações estaduais. A entidade destaca que o controle fitossanitário ganha relevância em um cenário de crédito mais restrito e maior pressão sobre custos de produção.

A orientação técnica apresentada pelas entidades é de adoção contínua de boas práticas agrícolas para reduzir a disseminação de pragas quarentenárias e diminuir o risco de recusas comerciais. O efeito da campanha sobre produtividade e exportações dependerá da adesão dos produtores e do cumprimento dos protocolos fitossanitários exigidos pelos mercados compradores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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