Business
Conab atualiza mapeamento do parque cafeeiro durante a Expocafé em Minas Gerais

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou, entre terça-feira (26) e quinta-feira (28), na 29ª Expocafé, em Três Pontas (MG), atualizações da Plataforma Parque Cafeeiro, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo a estatal, a ferramenta amplia o monitoramento das lavouras e pode apoiar a certificação do café brasileiro quanto à origem livre de desmatamento. A agenda da companhia no estado também incluiu, na sexta-feira (29), participação em encontro voltado ao fortalecimento da agroecologia e da produção orgânica.
Durante a feira, a Conab detalhou o uso de inteligência artificial e de imagens de satélites de alta resolução no mapeamento das áreas cafeeiras. De acordo com o superintendente de Informações da Agropecuária da companhia, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, a tecnologia permite identificar lavouras em produção e em desenvolvimento, além de práticas de manejo e diferentes fases do ciclo da cultura.
No evento, a companhia também informou a disponibilidade de parcerias entre a Unidade Armazenadora de Varginha e cooperativas da região. Segundo o superintendente regional da Conab em Minas Gerais, Eduardo Dumont, o estado reúne cerca de 330 mil produtores de café, e mais de 54% atuam em áreas de até 3 hectares. O dado reforça o peso da agricultura familiar na cafeicultura mineira.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
A programação incluiu ainda a divulgação do Geoportal do Café, iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG), em parceria com a Conab e a UFMG. O material apresentado não informou prazos de expansão da plataforma nem metas quantitativas para cobertura do mapeamento.
Na sexta-feira (29), representantes da Conab participaram, em Viçosa (MG), do 1º Encontro dos Polos Agroecológicos de Minas Gerais. O evento reuniu cerca de 100 participantes, entre agricultores familiares, comunidades tradicionais, pesquisadores e gestores públicos, para discutir redes de produção, troca de sementes crioulas e estratégias de fortalecimento da agroecologia.
Também foi apresentado o Programa Ecoforte, executado pelo governo federal com aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil, dentro da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
Do ponto de vista técnico, as iniciativas apresentadas em Minas Gerais conectam rastreabilidade, monitoramento territorial e políticas de apoio à produção familiar. A extensão prática dessas ações sobre certificação, comercialização e organização produtiva dependerá da implementação das ferramentas no campo e de informações adicionais sobre alcance operacional e adesão dos produtores.
Fonte: gov.br
O post Conab atualiza mapeamento do parque cafeeiro durante a Expocafé em Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Diálogo com Lula exige propostas concretas do agro, diz Ademiro Vian

O quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva deve seguir os mesmos moldes de ministérios agrícolas adotados na gestão atual, com o Mapa e o MDA à frente dos assuntos que regem o setor. Essa é a avaliação do especialista em finanças do agro, Ademiro Vian.
Contudo, ele acredita que, com base no discurso feito pelo presidente neste domingo (25), será uma administração mais voltada ao diálogo, algo positivo para solucionar os grandes problemas da agropecuária brasileira: endividamento, financiamento para as próximas safras, custos de produção e seguro rural.
Para Vian, existem recursos e mecanismos que podem ser oferecidos pelo governo, mesmo que com taxas não tão atrativas e subsidiadas, para que o produtor consiga pagar suas dívidas. “O importante para o produtor é ele ter previsibilidade, ter recursos na hora certa e ter uma taxa de juros que ele consiga pagar. Isso é possível sim com diálogo, como o presidente prometeu, e com um pouco mais de audácia nas propostas que serão feitas”, diz.
O especialista lembra que o Projeto de Lei nº 2,951/2024, que reformula o marco legal do seguro rural no Brasil, já está aprovado e sancionado e precisa apenas resolver a questão orçamentária para colocá-lo em execução.
Diante de todos os desafios do agro, Vian ressalta que o essencial é que o Executivo e a bancada do agro exercitem o diálogo a despeito das diferenças ideológicas.
“Mas precisamos de um diálogo com propostas concretas, nada de radicalismos porque isso só vai trazer prejuízo para o agronegócio. [Se houver radicalismos] o setor vai ficar sem crédito, com o endividamento praticamente parado, sem solução, o que não é bom para ninguém. Quem acaba perdendo é o país, são os agricultores. Então estou apostando em um diálogo; mesma estrutura [de governo], mas um diálogo que consiga dar encaminhamento para esses problemas tão graves que a agricultura está vivendo hoje”, conclui.
Business
Oferta restrita sustenta alta do feijão preto no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de feijão manteve trajetória de valorização entre 15 e 22 de outubro, apoiado pela oferta restrita de lotes de melhor qualidade e por compras pontuais de reposição do varejo. Segundo o Indicador de preços Cepea/CNA, o feijão preto liderou as altas, enquanto o carioca registrou avanços mais moderados. No campo, o plantio da primeira safra 2026/2027 atingiu 20,9% da área acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com o levantamento, o percentual semeado está abaixo da média histórica de 22,3%. O atraso do plantio no Paraná e as chuvas que dificultam a colheita em São Paulo mantêm o mercado atento ao comportamento da oferta nas próximas semanas.
No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, os preços subiram, em média, 0,64% na semana. Itapeva (SP) teve alta de 1,91%, impulsionada pelo interesse nas primeiras ofertas da nova colheita. Em Barreiras (BA) e Sorriso (MT), houve recuo de 0,91% e 0,28%, respectivamente, em meio à resistência dos compradores aos preços pedidos.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Para o feijão carioca notas 8,0 e 8,5, a valorização média foi de 1,17%, favorecida pela retomada das compras. As altas superaram 3% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Sorriso (MT) e na capital paulista. Já Distrito Federal, Sul Goiano e Centro-Noroeste Goiano registraram queda de 0,45%, 0,81% e 1,85%, nessa ordem, refletindo diferenças na qualidade dos lotes e na necessidade de reposição.
No feijão preto tipo 1, a alta média foi de 2,70%, com valorização em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Sorriso (MT) liderou os avanços, com 4,52%, seguido por Itapeva (SP), com 1,44%, e Curitiba (PR), com 0,27%. A entressafra e a menor disponibilidade de grãos de qualidade seguem dando sustentação aos preços.
Na avaliação do indicador, a oferta restrita mantém os preços firmes, especialmente no feijão preto. Para o carioca, o avanço da colheita em São Paulo pode ampliar a disponibilidade. No Paraná, o plantio alcançou 65% da área prevista, ante 74% no mesmo período de 2025.
Fonte: cnabrasil.org.br
Business
Dólar mais alto deve favorecer preços do milho nos portos e na B3, aponta Grão Direto

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 3,80% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência fechou a R$ 65,53 por saca, baixa de 1,56% no período.
A ferramenta de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, traz os elementos que devem mexer com os preços do cereal nos próximos dias, após a definição da eleição presidencial que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Confira:
- Mercado interno com oferta folgada: milho segue com preços pressionados no mercado brasileiro, segundo o Cepea, por causa da boa disponibilidade do cereal. Os compradores seguem cautelosos, abastecidos no curto prazo e observando o plantio, enquanto os produtores estão mais flexíveis para negociar, seja para fazer caixa, seja por receio de novas quedas. A demanda das usinas de etanol de milho e das fábricas de ração para aves e suínos segue firme e deve continuar crescendo, conforme a Conab, o que ajuda a dar um piso aos preços.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
- Dólar alto pode reanimar a exportação e a B3: a exportação de milho segue em ritmo mais lento que no ano passado, e a perda de competitividade nos portos vinha pesando sobre os preços internos. Com o dólar mais alto após as eleições, a paridade de exportação tende a melhorar, o que pode trazer algum fôlego às cotações nos portos e aos contratos na B3, que vinham com viés de baixa. Ainda assim, com oferta confortável, a reação no interior deve ser mais gradual do que nos portos. Na prática, a semana já começa com o milho valorizando mais de 3% na B3.
- Chicago com pouco peso, mas atenção à colheita norte-americana: em Chicago, o milho segue pressionado pelo avanço da colheita nos EUA, que, segundo o relatório de andamento de safra do USDA, ainda está abaixo da média, mas deve ganhar ritmo com o tempo seco no Meio-Oeste nos próximos dias. A demanda externa pelo milho norte-americano aparenta estar firme, o que limita quedas maiores. Para o produtor brasileiro, porém, o efeito de Chicago nesta semana deve ser bem menor do que o do câmbio e do ritmo de compra da indústria nacional.
- Macroeconomia e oportunidades: com a conclusão das eleições presidenciais, a Bolsa também teve uma manhã de forte turbulência. O Ibovespa caiu 10% ainda no leilão de abertura, pouco antes das 10h, e acionou o circuit breaker, uma pausa automática de 30 minutos nos negócios por causa da queda forte. Foi a primeira vez desde março de 2020, na pandemia. Na volta, o índice seguiu em queda forte e chegou a recuar mais de 16%, à casa dos 171 mil pontos. Os juros negociados na Bolsa para os próximos anos também dispararam: a taxa para 2031 passou de 12,58% para 14,46% ao ano logo cedo. O Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação previstos para esta semana. O Boletim Focus desta segunda, com projeções coletadas antes da votação, ainda previa dólar a R$ 5,05 no fim do ano, o que mostra o tamanho do ajuste. “Daqui para frente, o mercado vai acompanhar os primeiros sinais sobre as contas públicas e a composição da equipe econômica”, destaca o Grainsights.
Também estão no radar a decisão de juros nos Estados Unidos na quarta-feira (28), com expectativa de manutenção, e a reunião do Copom em 3 e 4 de novembro. Dólar alto melhora o preço em reais e a competitividade da soja e do milho, mas também encarece fertilizantes, defensivos e o crédito atrelado à moeda.
Sustentabilidade17 horas agoBrasil deve importar até 10 milhões de toneladas de trigo em 2027 – MAIS SOJA
Business18 horas agoCertificação de livre de febre aftosa há 25 anos impulsionou exportações de carne bovina de MT em 2.242%
Sustentabilidade20 horas agoSupremo Tribunal Federal reconhece isenção de ITBI na transferência de imóveis para empresas familiares – MAIS SOJA
Sustentabilidade16 horas agoSetor de fertilizantes projeta recuperação em 2027 em meio a cenário desafiador – MAIS SOJA
Sustentabilidade11 horas agoSoja: Tratamento de sementes com fungicidas é crucial para reduzir a incidência de doenças no estabelecimento da lavoura – MAIS SOJA
Sustentabilidade12 horas agoNovembro vai ser calorão ou o frio vai permanecer? Veja onde as temperaturas vão subir no Brasil
Sustentabilidade17 horas agoChicago recua antes do intervalo, com avanço de oferta nos EUA e dólar forte
Business11 horas agoJohn Deere conecta plantio e aplicação e mostra no campo a força da tecnologia para a nova safra

















