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3 de junho de 2026

Sustentabilidade

Reforma Tributária trará novos desafios e oportunidades para produtores de soja e milho de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, deverá promover mudanças significativas para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Um estudo elaborado pela equipe econômica da Aprosoja/MS revela que, embora a nova sistemática traga desafios durante o período de transição, os efeitos de longo prazo tendem a ser positivos para produtores com perfil exportador.

O levantamento analisou os impactos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sobre as cadeias produtivas da soja e do milho, principais culturas agrícolas do Estado.

Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a quinta posição no ranking nacional de produção de soja, com área superior a 4,6 milhões de hectares na safra 2025/2026, além de expectativa de cultivo de mais de 2,2 milhões de hectares de milho segunda safra. A agropecuária responde por aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Entre os principais efeitos identificados pelo estudo está a manutenção da desoneração das exportações, que continuarão sem incidência de IBS e CBS. Além disso, o novo sistema garante a recuperação integral dos créditos tributários gerados na aquisição de insumos, eliminando parte das distorções existentes no atual modelo tributário.

Por outro lado, o estudo destaca que fertilizantes, atualmente beneficiados por alíquota zero, passarão a ter tributação efetiva estimada em 11,19%, tornando-se o principal ponto de atenção para os produtores rurais. Também haverá impactos sobre contratos de arrendamento rural e necessidade de adequações nos sistemas fiscais e operacionais das propriedades.

Simulação aponta redução da carga tributária

Uma das análises realizadas pela Aprosoja/MS simulou a situação de um produtor rural com 800 hectares cultivados, sendo 400 hectares de soja e 400 hectares de milho, com aproximadamente 70% da produção destinada à exportação.

Nesse cenário, a carga tributária líquida anual estimada cairia de R$ 147,3 mil para R$ 42,9 mil após a implantação completa do novo sistema em 2033. A redução potencial é de aproximadamente R$ 104,4 mil por ano, equivalente a 71% da carga tributária líquida atualmente suportada.

Segundo o estudo, essa redução decorre principalmente da não cumulatividade plena dos novos tributos, permitindo que os créditos gerados na compra de insumos sejam recuperados de forma integral, especialmente para produtores exportadores.

Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flôres Gimenes, a reforma representa uma mudança estrutural que exigirá planejamento e adaptação dos produtores durante os próximos anos.

“O principal benefício para os produtores exportadores está na recuperação integral dos créditos tributários, algo que historicamente enfrentava limitações no sistema atual. Por outro lado, fertilizantes e outros insumos que hoje possuem tratamento favorecido passarão a sofrer incidência tributária, o que exige atenção na gestão dos custos de produção”.

Raphael ressalta ainda que os impactos serão diferentes conforme o perfil da propriedade. “Para grandes produtores que exportam sua produção, os resultados tendem a ser neutros ou positivos no longo prazo. Já produtores com maior participação no mercado interno precisarão avaliar com atenção os efeitos sobre fertilizantes, arrendamentos e demais custos da atividade, buscando estratégias que preservem a competitividade da produção.”

Recomendações aos produtores

O estudo recomenda que os produtores iniciem ainda em 2026 um diagnóstico tributário completo da atividade rural, revisem seus processos de emissão de notas fiscais, organizem controles para rastreamento de créditos tributários e avaliem possíveis adequações cadastrais e contratuais. Também será fundamental acompanhar a regulamentação complementar que definirá as alíquotas finais e os procedimentos operacionais do novo sistema.

A conclusão do estudo é que a Reforma Tributária tende a ser neutra ou levemente positiva para a produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul no longo prazo, especialmente para propriedades exportadoras. No entanto, a transição exigirá acompanhamento técnico, planejamento financeiro e adaptação operacional para garantir segurança jurídica e eficiência econômica.

Acesse o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Brasil deve embarcar até 12,359 milhões de toneladas de soja em junho, aponta Anec

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Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações brasileiras de soja em grão devem atingir 12,359 milhões de toneladas em junho, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume previsto é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 13,790 milhões de toneladas, e também abaixo do total de maio deste ano, que alcançou 15,418 milhões de toneladas.

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Na semana encerrada em 30 de maio, o país embarcou 3,076 milhões de toneladas de soja. Para o período entre 31 de maio e 6 de junho, a Anec projeta movimentação de 4,720 milhões de toneladas.

Farelo de soja

No caso do farelo de soja, a estimativa para junho é de 1,652 milhão de toneladas, praticamente estável em relação a junho de 2024, quando foram exportadas 1,668 milhão de toneladas, mas abaixo do volume de maio deste ano, que somou 2,620 milhões de toneladas. Na semana passada, os embarques chegaram a 618,762 mil toneladas, com previsão de 581,623 mil toneladas para a semana seguinte.

Com informações da Safras & Mercado.

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Sustentabilidade

Brasil segue na preferência da China quando o assunto é soja. Mas até quando? Economista da avalia

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Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

Apesar dos recentes anúncios envolvendo uma possível ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, o Brasil segue ocupando uma posição estratégica no abastecimento do mercado chinês. No entanto, especialistas alertam que o setor não deve encarar essa liderança como algo permanente ou garantido.

Em entrevista ao Soja Brasil, o economista Felippe Serigati, da FGV Agro, analisou os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e China e os possíveis impactos para o agronegócio brasileiro. ”Durante um encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, foi anunciada a intenção de elevar as compras chinesas de soja americana para 25 milhões de toneladas”, explica.

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Na avaliação de Serigati, embora o número represente um aumento em relação ao volume adquirido no último ano, não configura uma mudança expressiva quando comparado ao histórico das importações chinesas. “No entanto, se olharmos para os anos anteriores, a China já comprava dos Estados Unidos algo em torno de 25 milhões de toneladas por ano, às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais”, explica.

O economista lembra ainda que, antes do início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, os chineses chegaram a importar mais de 35 milhões de toneladas de soja norte-americana. Por isso, ele avalia que o anúncio teve mais relevância política do que impacto efetivo no mercado.

“Provavelmente foi uma sinalização para que Trump pudesse apresentar algum resultado ao seu público, mas sem representar uma alteração nos fluxos globais de comércio da soja”, pontua.

Apesar disso, Serigati ressalta que o Brasil deve permanecer atento aos movimentos entre Washington e Pequim. Segundo ele, o país não pode considerar definitiva sua posição de principal fornecedor da China.

“Não podemos partir do princípio de que somos um fornecedor preferencial garantido. Se há insegurança em relação ao fornecedor norte-americano, porque Pequim aumentaria suas compras? Ainda assim, precisamos acompanhar de perto a relação entre China e Estados Unidos, porque ela pode gerar efeitos tanto positivos quanto negativos para o agro brasileiro”, destaca.

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Semeadura atinge 41,1% no país com realidades distintas entre os estados – MAIS SOJA

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Trigo: 41,1% semeado. No RS, a semeadura avança em ritmo inicial e as lavouras emergidas apresentam boas condições de desenvolvimento. Nas regiões de semeadura mais tardia, os produtores realizam preparo do solo e planejamento das atividades.

No PR, as temperaturas mais baixas e as precipitações recentes favoreceram o estabelecimento das lavouras já implantadas, que apresentam bom desenvolvimento e condições adequadas para o perfilhamento.

Em SC, a semeadura avança, principalmente, nas regiões produtoras do Oeste e Extremo Oeste. A boa disponibilidade hídrica, associada às temperaturas amenas, favorece o preparo das áreas, a emergência e o estabelecimento inicial das lavouras.

Em SP, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. As temperaturas mais baixas e a ausência de chuvas favoreceram os aspectos fitossanitários. Em MS, as chuvas ocorreram de forma isolada, porém a umidade remanescente no solo manteve condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Parte das áreas mais adiantadas ingressa no perfilhamento, com boa sanidade. Em MG, restam áreas irrigadas a serem semeadas. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte em parte das regiões do Triângulo e Alto Paranaíba.

Em GO, as áreas de sequeiro mais adiantadas encontram-se em pré-colheita. O predomínio de temperaturas elevadas e a escassez prolongada de chuvas durante o estádio reprodutivo
comprometeram o desenvolvimento das lavouras de sequeiro. As áreas irrigadas seguem com boas condições sanitárias. Na BA, o plantio foi iniciado.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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