Connect with us
24 de julho de 2026

Sustentabilidade

Brasil segue na preferência da China quando o assunto é soja. Mas até quando? Economista da avalia

Published

on


Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

Apesar dos recentes anúncios envolvendo uma possível ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, o Brasil segue ocupando uma posição estratégica no abastecimento do mercado chinês. No entanto, especialistas alertam que o setor não deve encarar essa liderança como algo permanente ou garantido.

Em entrevista ao Soja Brasil, o economista Felippe Serigati, da FGV Agro, analisou os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e China e os possíveis impactos para o agronegócio brasileiro. ”Durante um encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, foi anunciada a intenção de elevar as compras chinesas de soja americana para 25 milhões de toneladas”, explica.

  • Fique por dentro das principais notícias da soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Na avaliação de Serigati, embora o número represente um aumento em relação ao volume adquirido no último ano, não configura uma mudança expressiva quando comparado ao histórico das importações chinesas. “No entanto, se olharmos para os anos anteriores, a China já comprava dos Estados Unidos algo em torno de 25 milhões de toneladas por ano, às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais”, explica.

O economista lembra ainda que, antes do início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, os chineses chegaram a importar mais de 35 milhões de toneladas de soja norte-americana. Por isso, ele avalia que o anúncio teve mais relevância política do que impacto efetivo no mercado.

“Provavelmente foi uma sinalização para que Trump pudesse apresentar algum resultado ao seu público, mas sem representar uma alteração nos fluxos globais de comércio da soja”, pontua.

Apesar disso, Serigati ressalta que o Brasil deve permanecer atento aos movimentos entre Washington e Pequim. Segundo ele, o país não pode considerar definitiva sua posição de principal fornecedor da China.

“Não podemos partir do princípio de que somos um fornecedor preferencial garantido. Se há insegurança em relação ao fornecedor norte-americano, porque Pequim aumentaria suas compras? Ainda assim, precisamos acompanhar de perto a relação entre China e Estados Unidos, porque ela pode gerar efeitos tanto positivos quanto negativos para o agro brasileiro”, destaca.

O post Brasil segue na preferência da China quando o assunto é soja. Mas até quando? Economista da avalia apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

Published

on


A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:

  1. Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
  2. Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
  3. Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
  4. Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
  5. HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
  6. Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
  7. Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
  8. STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
  9. BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.

A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.

Figura 1. Perfil de tolerância a herbicidas, doenças, pragas e estresse hídrico das principais biotecnologias de soja disponíveis no mercado brasileiro.

De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.

Referências bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202


undefined


Continue Reading

Sustentabilidade

Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

Published

on


O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.

Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.

O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.

O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.

Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

Continue Reading

Sustentabilidade

Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Published

on


Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.

Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.

A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.

Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.

Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT