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Corpo de Bombeiros combate 12 incêndios florestais nesta sexta-feira (15)

Foram extintos quatro incêndios nas últimas 24 horas; corporação monitora 44 focos ativos de calor em MT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, quatro incêndios florestais e continua, nesta sexta-feira (15.8), atuando no combate a outros 12 focos ativos em diferentes regiões do estado.
Os focos extintos estavam localizados em propriedades rurais nos municípios de Comodoro, Nova Maringá e Nova Monte Verde, além de uma área de descarte de lixo em Chapada dos Guimarães, na Comunidade Monjolo.
Em Chapada dos Guimarães, o combate foi iniciado assim que o foco de calor foi identificado, ainda na manhã desta sexta-feira. A ação contou com a rápida mobilização dos bombeiros, que utilizaram caminhões-pipa, com o apoio da Defesa Civil do município e brigadistas do ICMBio.
Foram utilizados cerca de 30 mil litros de água e mais de seis horas de trabalho para a completa extinção das chamas. Também nesta sexta-feira, as equipes iniciaram o combate a incêndios florestais nos municípios de Paranatinga, Cláudia, São José do Rio Claro e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Além disso, os bombeiros seguem mobilizados em ações contínuas nos municípios de Água Boa, Santa Terezinha, Torixoréu, Novo Mundo, Pontes e Lacerda, Aripuanã, e em duas ocorrências simultâneas em Nossa Senhora do Livramento, onde os trabalhos seguem de forma intensificada.
Em todos os locais, as ações contam com o reforço de máquinas pesadas e caminhões-pipa, que auxiliam diretamente no combate às chamas. As equipes atuam de forma ininterrupta, com foco na contenção dos incêndios e na preservação de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
Fiscalização e Monitoramento
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 44 focos de calor ativos em todo o estado. Desse total, 23 são incêndios florestais, sendo 12 em terras indígenas. Outros 21 focos restantes correspondem a queimadas irregulares.
As ocorrências em terras indígenas incluem: três focos na Terra Indígena Areões em Nova Nazaré; dois focos na Terra Indígena Parabubure em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Marechal Rondon em Paranatinga; dois focos na Terra Indígena Nambikwara em Comodoro; um foco na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande em Poxoréu; um foco na Terra Indígena Ubawawe em Santo Antônio do Leste e um foco na Terra Indígena Zoró, em Rondonlândia.
No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado.
Já os outros 21 focos de calor ocorrem em diversas regiões do Estado, resultantes do uso irregular do fogo, e estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 80 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desses, 74 estão na Amazônia e 6 no Cerrado. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro.
Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal no bioma, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 ou 190.
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STJ condena ministro Marco Buzzi por unanimidade e decreta perda de cargo

Magistrado responde por acusações de importunação sexual. Cadeira no tribunal já é considerada vaga, mas exoneração final depende da AGU
O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quinta-feira (6) colocar à disposição o cargo do ministro Marco Buzzi, mantendo seu afastamento das funções. Ele foi acusado de crimes sexuais por duas mulheres. 
A decisão pela condenação foi unânime, com aprovação dos 28 ministros que participaram da votação. Quatro, contudo, votaram pela pena de aposentadoria compulsória, pena menos grave que não implica a perda de cargo. Neste ponto, ficaram vencidos os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria.
A aplicação da pena de disponibilidade com perda de cargo a um magistrado brasileiro é inédita, sendo a primeira vez que isso ocorre após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter regulamentado a medida como nova pena máxima para juízes que cometam faltas graves, nesta semana.
O julgamento ocorreu a portas fechadas e começou por volta das 9h30 desta quinta, com as sustentações orais das defesas das vítimas e do acusado, bem como da Procuradoria-Geral da República, que numa mudança de posição opinou pela aplicação da pena máxima de disponibilidade com perda de cargo.
Pela decisão do STJ, o afastamento provisório aplicado desde 10 de fevereiro a Buzzi se torna definitivo, embora com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Para que ele seja eventualmente exonerado e deixe de receber salário, é necessário que a Advocacia-Geral da União (AGU) mova uma nova ação judicial com esse objetivo.
O procedimento foi estabelecido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, quando os ministros declararam inconstitucional a aplicação da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados.
A defesa de Buzzi ainda pode recorrer ao próprio Supremo contra a condenação.
Acusação
Buzzi foi julgado por duas acusações de crime sexual. Uma foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que disse ter sido alvo de uma abordagem do ministro durante um banho de mar quando ela era hóspede em sua casa de praia.
Em seguida, uma servidora também afirmou ter sido vítima de assédio sexual dentro do gabinete.
O caso foi julgado após a conclusão de uma sindicância realizada por três ministros do STJ. Buzzi nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado. Ele esteve presente no julgamento, sentado ao lado dos advogados, e não na cadeira de ministro que ocupou por 14 anos.
Entenda a perda de cargo
A mudança de posição da PGR ocorre pouco depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluir em resolução a previsão de disponibilidade com possível perda de cargo como pena máxima para juízes punidos por faltas graves.
Pelas regras aprovadas nesta semana pelo CNJ, caso o magistrado receba a pena máxima, ele continua afastado do cargo, com salário proporcional ao tempo de serviço.
A partir disso, a perda efetiva do cargo e dos vencimentos fica condicionada à abertura de uma nova ação judicial pela Advocacia-Geral da União (AGU), conforme procedimento estabelecido pelo STF neste ano.
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Polícia Civil prende investigado por fraudes em negociações de veículos em Cuiabá

Suspeito é investigado por aplicar golpes em consumidores, com prejuízo de pelo menos R$ 130 mil a uma das vítimas; Decon apura outros casos e orienta possíveis lesados a registrar ocorrência.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta quinta-feira (6.8), em Cuiabá, um homem de 47 anos, investigado pela suposta prática reiterada de fraudes contra consumidores na Capital por meio de negociações envolvendo veículos.
A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
As investigações apontam que o investigado teria induzido consumidores a erro, causando expressivos prejuízos financeiros às vítimas. Para isso, ele teria utilizado contratos, financiamentos e transações bancárias em benefício próprio.
Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 130 mil. Após a vítima procurar a Decon, o delegado Rogério Ferreira, titular da especializada, localizou outros sete boletins de ocorrência contra o suspeito, denunciando crimes de estelionato envolvendo a compra e a venda de veículos. Não se descarta a possibilidade de haver mais vítimas.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão submetidos à extração e à análise pericial para o aprofundamento das investigações.
O investigado responderá, em tese, pelo crime de estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam vir a ser identificados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas de crimes praticados pelo investigado ou de outras fraudes contra as relações de consumo procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. Também é possível registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia do Estado de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Demarcação de terra de indígenas isolados em MT é concluída após mais de 27 anos

Instalação dos marcos na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo foi finalizada quase três décadas após a confirmação da presença do povo isolado. Processo agora aguarda decreto presidencial para garantir o reconhecimento definitivo da área.
A demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi concluída após 27 anos de espera. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pela organização não governamental Survival International. Com a instalação dos marcos e placas que delimitam oficialmente o território, o processo entra na etapa final e passa a depender apenas da homologação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A área é habitada pelos indígenas isolados Kawahiva, um povo caçador-coletor nômade que depende integralmente da floresta para sobreviver. Segundo a ONG, eles são sobreviventes de massacres e epidemias que dizimaram parte de seu povo e, por isso, mantêm a decisão de viver sem contato com não indígenas.
Embora a conclusão da demarcação física represente um avanço histórico, a homologação presidencial é considerada essencial para garantir a proteção jurídica definitiva do território. A Survival International afirma que a terra continua sob pressão de grileiros, madeireiros e grupos interessados na exploração da região, que ao longo dos anos recorreram a disputas judiciais, pressões políticas, incêndios criminosos e episódios de violência para tentar impedir o reconhecimento da área.
O processo contou com o trabalho da Base de Proteção Etnoambiental Madeirinha Juruena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Mesmo com recursos limitados, a equipe atuou durante décadas no monitoramento e fiscalização da área para impedir invasões enquanto a demarcação não era concluída. Organizações como o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) também participaram das ações de proteção territorial.
Nos últimos meses, o indigenista Jair Candor e sua equipe percorreram a terra indígena por mais de dois meses para instalar os marcos e as placas que identificam os limites do território. Candor afirmou que a conclusão dessa etapa representa um marco importante para a segurança dos indígenas isolados.
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Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor
Segundo ele, a partir do momento que a demarcação física é implantada, ela traz mais segurança porque assim as pessoas vão começar a entender que é real, mas “a guerra continua porque agora vem a homologação”.
Em nota, a Funai também destacou que a conclusão da demarcação física representa um avanço importante no processo iniciado há quase 30 anos.
Segundo a fundação, a instalação dos marcos materializa em campo os limites já definidos administrativamente e permite que o processo siga para a fase final, que é a homologação por decreto presidencial, responsável por conferir validade jurídica definitiva ao território.
A campanha pela proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo reúne, há anos, organizações indígenas e indigenistas. Além da Survival International, participam da mobilização a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o Indian Law Resource Center, a Operação Amazônia Nativa (Opan), o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (Opi) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).
Proteção depende de fiscalização permanente
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Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama
Apesar do avanço, organizações que acompanham o caso alertam que a homologação, por si só, não encerra os desafios para a proteção da área.
Segundo a Survival International, será necessária a presença permanente de equipes do governo para monitorar o território, combater invasões e impedir a ocupação ilegal da terra. A organização ressalta que a fiscalização contínua é considerada indispensável para assegurar a integridade da floresta e a sobrevivência dos indígenas isolados que vivem na região.
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