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4 de junho de 2026

Business

Alta em Chicago e dólar forte impulsionam preços de soja no Brasil; saiba as cotações

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais firme no físico nesta quinta feira, com elevação das cotações e registro de negócios em diversas regiões. O movimento foi sustentado pela alta da Bolsa de Chicago, pela valorização do dólar frente ao real e por prêmios praticamente estáveis ao longo da sessão.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário favoreceu a participação dos produtores nas negociações. De acordo com ele, o produtor aproveitou o momento de preços melhores para avançar na comercialização, resultando em uma sessão mais ativa no mercado.

Nos portos, as cotações também apresentaram avanço. Em Paranaguá, os preços passaram de R$ 129,00 para R$ 131,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande subiram de R$ 129,00 para R$ 132,00.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado reagiu ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo para perto de US$ 80 o barril, movimento que acabou influenciando outras commodities, incluindo a soja.

Com o petróleo mais caro, cresce a expectativa de maior demanda por biodiesel, o que tende a sustentar os preços da oleaginosa. Esse cenário ocorre em meio às preocupações com possíveis restrições na oferta de petróleo após o fechamento do estreito de Ormuz, importante rota de transporte da commodity.

Apesar do suporte externo, os ganhos foram limitados por fatores fundamentais. Entre eles estão a entrada da maior safra da história do Brasil no mercado e as incertezas sobre o ritmo da demanda chinesa, que ainda geram cautela entre os investidores.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em maio fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,83 por cento, a US$ 11,79 1/4 por bushel. A posição julho encerrou a US$ 11,92 1/2 por bushel, com avanço de 9,50 centavos ou 0,80 por cento.

Entre os subprodutos, o farelo para maio recuou US$ 0,60, ou 0,16 por cento, para US$ 309,30 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio subiu 2,11 centavos, ou 3,31 por cento, para 65,70 centavos de dólar por libra peso.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,33 por cento, cotado a R$ 5,2878 para venda e R$ 5,2858 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2270 e a máxima de R$ 5,2938. A valorização do dólar frente ao real contribuiu para dar suporte às cotações da soja no mercado brasileiro.

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Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz

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A 26ª edição da Fenarroz, multifeira voltada ao agronegócio, foi oficialmente aberta na manhã desta quinta-feira (4), em Cachoeira do Sul, na região Central do Rio Grande do Sul. A programação segue até domingo (7) e reúne expositores, produtores, agroindústrias familiares e representantes de órgãos públicos ligados ao setor. Segundo os organizadores e autoridades presentes, a feira tem foco em negócios, tecnologia e desenvolvimento da cadeia orizícola.

A abertura contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Entre os destaques da programação está o Pavilhão da Agricultura Familiar, apoiado pela SDR, com 40 empreendimentos de 25 municípios gaúchos entre os dias 2 e 7 de junho.

No espaço, estão expostos produtos como embutidos, carnes e derivados, panificados, doces, mel, bebidas artesanais, vinhos, cachaças, flores, artesanato, cuias e outros itens coloniais. A participação dessas agroindústrias amplia a visibilidade comercial de pequenos produtores e cria oportunidade de acesso a novos compradores durante a feira.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A Fenarroz é voltada principalmente à cadeia do arroz, segmento de peso na agropecuária gaúcha. Durante a abertura, o secretário adjunto da Seapi, Antonio Carlos Ferreira Neto, afirmou que o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. O dado reforça a relevância econômica da orizicultura para emprego, renda e atividade industrial no estado.

Também foi citado o papel do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em pesquisa, genética e assistência técnica aos produtores. Nesse contexto, a feira funciona como espaço de divulgação de tecnologias, troca de informações e aproximação entre produção, pesquisa e mercado.

As informações disponíveis não detalham volume de negócios esperado, número total de expositores nem estimativas de público para esta edição.

Do ponto de vista técnico e comercial, a Fenarroz concentra temas centrais para a cadeia do arroz e para a agricultura familiar gaúcha, como inovação, agregação de valor e acesso a mercado. Sem dados consolidados de negócios ou público, os resultados desta edição deverão ser medidos ao longo da programação e após o encerramento do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Energia solar reduz custos e ganha espaço em fazendas brasileiras

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Foto: Pixabay

A energia solar vem ganhando espaço nas propriedades rurais brasileiras e se consolidando como uma ferramenta para reduzir custos e aumentar a eficiência da produção. Da irrigação ao armazenamento de grãos, a tecnologia já faz parte da rotina de produtores que buscam maior previsibilidade financeira e menos dependência das oscilações nas tarifas de energia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o agronegócio responde por cerca de 29% da energia renovável consumida no país. O avanço da tecnologia tem impulsionado sua adoção em atividades como bombeamento de água, resfriamento de leite, climatização de ambientes e operação de silos e câmaras frias.

Além da economia na conta de luz, a geração própria de energia permite um planejamento mais estável dos custos da propriedade.

“Hoje, a energia elétrica representa uma parcela importante dos custos operacionais do agronegócio. Quando o produtor consegue reduzir essa despesa de forma consistente, ele ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação lidera aplicações

Entre os usos mais comuns da energia solar no campo estão os sistemas de irrigação, que figuram entre os maiores consumidores de eletricidade em diversas culturas.

Em propriedades que dependem do bombeamento constante de água, especialmente durante períodos de estiagem, os sistemas fotovoltaicos podem reduzir significativamente os gastos com energia. Segundo a empresa, a economia pode chegar a até 90% quando a geração própria é combinada com sistemas de armazenamento.

A tecnologia também tem ampliado sua presença em silos, galpões, estruturas de ventilação e câmaras frias, que demandam fornecimento contínuo de energia ao longo das safras.

“A energia solar deixou de ser vista apenas como uma alternativa sustentável e passou a ocupar um papel estratégico dentro das propriedades rurais. O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, destaca Brito.

Uso avança na pecuária

Na pecuária, a energia solar tem sido utilizada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para os animais.

Em regiões mais distantes dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode apresentar instabilidades, a geração própria também contribui para aumentar a segurança operacional das fazendas.

Outro fator que impulsiona a adoção da tecnologia é a durabilidade dos equipamentos, aliada à baixa necessidade de manutenção.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, conclui o executivo.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Rio Grande do Sul amplia apoio à vitivinicultura com R$ 44,3 milhões

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O Rio Grande do Sul chega ao Dia Estadual do Vinho, celebrado neste sábado (7), com avanço na produção de uvas e reforço de recursos para a cadeia vitivinícola. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (Fundovitis) destinou R$ 44,3 milhões ao setor desde 2023, dos quais R$ 34,9 milhões já foram pagos. O estado lidera a produção nacional de uvas, vinhos e espumantes.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra gaúcha de uvas somou 957 mil toneladas em 2025, alta de 36% ante as 703 mil toneladas registradas em 2024. O Valor Bruto da Produção alcançou R$ 2,29 bilhões. Para 2026, a expectativa informada no material oficial é de cerca de 905 mil toneladas, mantido um patamar elevado de oferta.

A atividade reúne cerca de 15 mil famílias em aproximadamente 48 mil hectares, com forte presença da agricultura familiar, especialmente na Serra gaúcha. Segundo a Seapi, cerca de 92% das uvas colhidas no estado seguem para industrialização em vinhos, espumantes, sucos e derivados, enquanto o restante é destinado ao consumo in natura. Flores da Cunha e Bento Gonçalves estão entre os principais polos voltados à indústria.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Os recursos do Fundovitis são administrados pelo Conselho de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Consevitis-RS) e financiam capacitação técnica, pesquisa, inovação, assistência técnica, extensão rural e promoção comercial. O plano também inclui participação em feiras, criação de ferramentas digitais, seguros para a atividade e investimentos no Laboratório de Referência Enológica (Laren), em Caxias do Sul.

No campo, a base técnica para a safra atual considera o inverno rigoroso de 2025, com acúmulo de horas de frio acima da média em regiões produtoras e ausência de geadas tardias, fatores que favoreceram a brotação e a formação de gemas frutíferas.

O setor também passou a contar com o Painel da Produção Vitivinícola, do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, que reúne indicadores de produção, industrialização e comercialização. A ferramenta amplia o acompanhamento da cadeia e pode apoiar decisões de produtores, cooperativas, vinícolas e gestores públicos. Não foram informados, no material de origem, recortes por município sobre produtividade média por hectare em 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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