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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

O seu aliado mais forte no controle da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

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Considerada a principal praga da atualidade na cultura do milho, a cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, é responsável pela transmissão dos agentes causais dos enfezamentos. Embora os danos diretos decorrentes da alimentação desses insetos sejam relativamente pequenos, os prejuízos indiretos associados à disseminação das doenças podem alcançar 100% da produção, comprometendo a viabilidade da lavoura (Cota et al., 2021).

Foto: OLIVEIRA, Charles Martins de

Após a aquisição dos patógenos, existe um período latente de aproximadamente três a quatro semanas até que a cigarrinha se torne capaz de transmiti-los às plantas sadias. Nesse contexto, a incidência e a severidade dos enfezamentos são influenciadas por diversos fatores, como o nível de suscetibilidade do híbrido, a época de semeadura, sendo as semeaduras tardias mais favoráveis à doença, além das condições de temperatura, umidade e da população do inseto vetor (Costa; Casela; Cota, 2021).

Além disso, os danos causados pelos enfezamentos tendem a ser mais severos quanto mais precoce for a infecção das plantas. Entretanto, devido ao desenvolvimento lento dessas doenças, os sintomas normalmente se manifestam apenas em estádios mais avançados da cultura, dificultando sua identificação precoce, o que causa uma sensação de ausência de danos. Entre os principais sintomas observados destacam-se a redução do crescimento e do desenvolvimento das plantas, entrenós curtos, proliferação e malformação de espigas, presença de espigas improdutivas e enfraquecimento dos colmos, condição que favorece infecções fúngicas e aumenta a ocorrência de tombamento das plantas (Cota et al., 2021).

Figura 2. Á esquerda, plantas de milho com sintomas de enfezamento vermelho. Á direita, plantas de milho com sintoma de enfezamento pálido.
Fotos: Rodrigo Véras da Costa

Diante do elevado potencial de danos dos enfezamentos e da dificuldade de identificação precoce das doenças, o manejo do inseto vetor representa uma das estratégias mais eficiente para reduzir os impactos do enfezamento na cultura do milho.

Vale destacar que a cigarrinha pode estar presente antes mesmo da semeadura, hospedada em plantas voluntárias de milho. Contudo, existe um período crítico em que as medidas de manejo devem ser intensificadas, com destaque para o controle químico do inseto vetor. Entre os estádios VE e V5 do desenvolvimento do milho (podendo se estender até V8), a presença da cigarrinha, independentemente do nível populacional, justifica a adoção do controle químico por meio da aplicação de inseticidas. Nessa fase, é essencial posicionar produtos de maior eficácia, respeitando intervalos de aplicação, a fim de garantir maior eficiência no manejo da praga e reduzir o risco de transmissão dos enfezamentos.

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Figura 3. Período crítico de controla da cigarrinha-do-milho.

Embora pesquisas demonstrem que a suscetibilidade da cigarrinha-do-milho aos inseticidas possa variar conforme o ingrediente ativo utilizado e a população geográfica da praga, já existem relatos da evolução de resistência da cigarrinha a determinados grupos químicos (Machado et al., 2025). Diante desse cenário, torna-se necessário adotar estratégias de manejo que associem o posicionamento adequado de inseticidas a boas práticas agronômicas, visando não apenas o controle eficiente da praga, mas também o manejo da resistência a inseticidas.

Entre as principais estratégias recomendadas está a utilização de inseticidas de maior performance durante as fases críticas do desenvolvimento do milho, priorizando produtos que associem mais de um princípio ativo e/ou grupo químico em sua formulação. Além disso, a rotação de mecanismos de ação ao longo do programa fitossanitário da cultura é fundamental para reduzir a pressão de seleção sobre as populações da cigarrinha.

Entretanto, uma das principais limitações do manejo químico está na disponibilidade de inseticidas que conciliem ação de choque sobre as populações presentes com bom efeito residual para a supressão de novas infestações. Em muitos casos, essa limitação torna necessário adotar intervalos curtos de reaplicação, geralmente entre cinco e sete dias durante o período crítico da cultura, para garantir um controle efetivo da cigarrinha-do-milho (Agrofit, 2026).

Nesse contexto, ZEUS, desenvolvido pela IHARA, destaca-se por proporcionar ação rápida associada a efeito residual prolongado. Além de atuar por contato e ingestão, o inseticida apresenta ação translaminar e sistêmica, ampliando sua eficiência no controle da praga. Sua formulação combina dois grupos químicos de elevada eficácia, contribuindo tanto para o controle da cigarrinha quanto para o manejo da resistência quando inserido em um programa fitossanitário bem estruturado, consolidando-se como uma importante ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho.



Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 19/05/2026.

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COSTA, R. V.; CASELA, C. R.; COTA, L. V. DOENÇAS CAUSADAS POR MOLICURES E POR VÍRUS. Embrapa, Ageitec: Milho, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/pragas-e-doencas/doencas/doencas-causadas-por-molicutes-e-por-virus >, acesso em: 19/05/2026.

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 19/05/2026.

MACHADO, E. P. et al., UNRAVELING IMIDACLOPRID RESISTANCE IN Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae): INHERITANCE PATTERNS, CROSS-RESISTANCE AND STABILITY. Crop. Protection, 2025. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0261219425001486?via%3Dihub >, acesso em: 19/05/2026.

Foto de capa: Fabiano Bastos

Redação: Equipe Mais Soja.

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Sustentabilidade

Chuvas excessivas alongam ciclo da soja no Oeste do Paraná, com plantio praticamente concluído – MAIS SOJA

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O plantio da safra de soja 2026/27 alcança 99,17% da área prevista no Oeste do Paraná, mas o excesso de chuvas e a redução da radiação solar têm provocado alongamento do ciclo das lavouras, atrasando o desenvolvimento e o início do florescimento. Os temporais registrados nos últimos dias também trouxeram granizo e danos pontuais em áreas produtoras, conforme avaliação do economista Ernani José Benincá, da Benincá Agro – Consultoria e Corretagem Ltda., em levantamento exclusivo à Agência Safras.

Segundo Benincá, restam apenas algumas áreas para a conclusão da semeadura, principalmente nos municípios de Catanduvas, Ibema e Campo Bonito. Enquanto isso, as primeiras lavouras implantadas já começam a entrar na fase reprodutiva, embora apresentem desenvolvimento mais lento em razão das condições climáticas.

“Novamente tivemos chuvas volumosas e, em alguns lugares, como na Linha Mandarina, em Toledo, houve incidência de granizo com algum prejuízo. O excesso de chuvas, associado às temperaturas mais baixas e à menor radiação solar, está provocando um alongamento do ciclo da soja”, explica Benincá.

O levantamento aponta que Palotina registrou 167 milímetros de chuva no último fim de semana, praticamente o dobro da média regional de 84 milímetros. Além da Linha Mandarina, o granizo também atingiu áreas próximas à Fazenda Monte Sion, na região de Toledo.

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A principal preocupação do especialista, entretanto, está relacionada à redução da luminosidade. Segundo ele, algumas lavouras apresentam aproximadamente 60 dias de ciclo e somente agora começam a florescer, enquanto em outras temporadas já estariam próximas ou dentro dos estádios reprodutivos R1 e R2.

“Tem soja com 60 dias de ciclo, porte baixo e entrenós curtos, que só agora está apresentando as primeiras flores. Em outros anos, com essa idade, as plantas praticamente já estariam em R1 ou R2. A menor radiação solar está ocasionando esse atraso”, observa.

Benincá avalia que o alongamento do ciclo, já estimado em quatro dias em relação ao ciclo médio, poderá aumentar nas próximas duas semanas caso persistam as condições de chuva e baixa luminosidade. O economista destaca que a situação exige atenção, especialmente porque a região já enfrenta precipitações acima do padrão habitual para o período.

Outro fator de preocupação envolve o aproveitamento dos fertilizantes aplicados nas lavouras. Conforme o especialista, o excesso de precipitações pode provocar perdas de parte do cloreto de potássio utilizado em cobertura, comprometendo a eficiência da adubação.

“Todas as aplicações de cloreto em cobertura ficam sujeitas a perdas com o excesso de chuvas. Isso representa tanto uma perda agronômica quanto financeira para o produtor”, ressalta.

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Por outro lado, a pressão de pragas permanece baixa, sem representar, neste momento, uma preocupação significativa para o desenvolvimento da cultura.

Apesar dos problemas climáticos, Benincá pondera que a disponibilidade de água continua sendo importante para o potencial das lavouras, desde que os excessos não provoquem danos mais expressivos.

“Enquanto houver chuvas, mesmo que tragam algum percentual de pequenas perdas, ainda é melhor trabalhar com barro do que com poeira. Aprendi a trabalhar com barro; com poeira, ainda não”, conclui.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Tempo estável favorece semeadura da soja em MS; 0,5% da área precisou ser replantada – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 foi favorecido pela melhora das condições climáticas e pela umidade  do solo. A semeadura alcançou 68,6% da área acompanhada, o equivalente a 3,3 milhões de hectares.

Para o analista técnico da Aprosoja/MS,Lucas Santana, o resultado representa uma recuperação do ritmo das operações em relação ao cenário registrado na segunda quinzena de outubro, quando as chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.

“Naquele período, o plantio havia alcançado 32% da área acompanhada. As operações ficaram paralisadas durante grande parte da semana devido às condições de umidade do solo. Também foram registrados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos, principalmente em áreas de solos arenosos e mistos”.

Com a melhora das condições para entrada das máquinas nas lavouras, a semeadura ganhou ritmo. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 76,2%, seguida pela região Centro, com 60,3%, e pela Norte, com 52,2%.

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Apesar do avanço das operações, os efeitos das chuvas ainda aparecem no levantamento do Projeto SIGA-MS. Foram identificados 22.718 hectares que precisaram ser replantados em Mato Grosso do Sul,  o que equivale a aproximadamente 0,5% da área estimada para a cultura.

A região Centro concentra a maior área replantada, com 13.213 hectares, seguida pela região Norte, com 9.435 hectares. Nas demais regiões, as ocorrências são pontuais.

Entre as principais causas estão o encharcamento, o selamento e a erosão laminar do solo, condições que podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas e exigir a realização de uma nova semeadura.

“O acompanhamento climático continua sendo importante para o planejamento da safra. A atuação do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades em Mato Grosso do Sul”.

Acesse o boletim completo, clicando aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

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Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.

No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.

Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.

Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.

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No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

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Site: Conab

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Agro MT