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3 de novembro de 2026

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Janaina Riva rejeita vaga de vice, foca no Senado e defende aliança com Max e Botelho

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Deputada estadual reafirma pré-candidatura, busca palanque competitivo e diz que não será guiada por ideologia partidária no Congresso

Pré-candidata a senadora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou nesta terça-feira (21) que pretende buscar a composição eleitoral que ofereça as melhores condições para sua candidatura, sem fechar as portas para nenhum grupo político. Durante entrevista à CBN Cuiabá, ela reforçou que seu projeto está voltado para o Senado e rejeitou a ideia de disputar novamente uma posição de vice.

“Quando se trata de uma mulher, a todo tempo tentam colocá-la como vice. O que eu estou trabalhando agora é para ser senadora de Mato Grosso”, declarou.
Janaina disse que não houve uma reaproximação com o grupo do governador Mauro Mendes, mas reconheceu que mantém conversas políticas em busca de um palanque competitivo. Segundo ela, a decisão será tomada com base na viabilidade eleitoral e na preservação das pautas que construiu ao longo de três mandatos na Assembleia Legislativa.

“Eu tenho trabalhado com a razão. Vou buscar o espaço que seja melhor para eu ser eleita senadora. Ainda não sei qual chapa será, mas vou fazer tudo o que for necessário, junto com o grupo que tenho, para ser a primeira colocada na disputa”, afirmou.

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Ao comentar as articulações partidárias, a presidente do MDB em Mato Grosso disse que a sigla não tem restrições ao diálogo com o PL ou com outras legendas. Janaina lembrou que MDB, PL, União Brasil, Republicanos e outros partidos já estiveram reunidos em eleições anteriores e avaliou que eventuais resistências atuais podem estar ligadas a interesses individuais, e não partidários.

“O MDB não tem dificuldade de dialogar com nenhum partido. Todos nós já caminhamos juntos. Criar agora uma barreira para uma coligação não faz sentido, principalmente quando esse mesmo grupo esteve unido há quatro ou oito anos”, disse.

A parlamentar também confirmou a existência de um entendimento político com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e com o deputado Eduardo Botelho (União Brasil). Os três, segundo Janaina, pretendem permanecer no mesmo palanque durante a eleição.

Janaina acrescentou que MDB e Podemos trabalham com a meta de eleger, juntos, até dez deputados estaduais. A candidatura dela ao Senado, segundo a parlamentar, é um ponto de consenso entre Max e Botelho.

Em Brasília

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Na entrevista, a pré-candidata também apresentou as bandeiras que pretende levar ao Congresso Nacional. Entre elas estão a proteção às mulheres e às crianças, o endurecimento das penas para crimes sexuais e feminicídio, o combate ao crime organizado, a ampliação do ensino integral e a segurança jurídica no campo.

Janaina voltou a defender a prisão perpétua para estupradores, pedófilos e autores de feminicídio. Ela reconheceu que a mudança exigiria uma nova Constituição, mas argumentou que o Congresso precisa enfrentar o debate.

“Quando é para votar blindagem ou aumentar o fundo eleitoral, o Congresso se reúne. Por que não fazer uma discussão séria para proteger crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência que são vítimas de violência sexual?”, questionou.

Na área de proteção às mulheres, a parlamentar defendeu investimentos federais em patrulhas Maria da Penha, botões do pânico georreferenciados, casas de acolhimento e auxílio financeiro temporário para vítimas que precisam deixar suas residências.

Segundo Janaina, o atendimento ainda ocorre de forma desarticulada, principalmente no interior. Ela relatou que policiais muitas vezes não encontram locais adequados para encaminhar mulheres e crianças retiradas de situações de violência.

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“A mulher sai de casa com os filhos, sem dinheiro, sem ter onde ficar e sem saber como vai trabalhar. É preciso um sistema integrado entre União, Estado, municípios e terceiro setor para que ela seja protegida imediatamente”, afirmou.
A deputada também defendeu maior rapidez nos processos relacionados à violência política de gênero. Para ela, autoridades que atacarem mulheres dentro de parlamentos por sua condição feminina deveriam ficar inelegíveis.
Janaina citou casos de vereadoras que teriam sido insultadas em plenário e que, mesmo após dois ou três anos, ainda aguardam uma resposta da Justiça. “A lei existe, mas não é cumprida no tempo necessário. Sem punição, as agressões continuam acontecendo”, disse.

Sobre segurança pública, a pré-candidata afirmou que as facções criminosas avançaram sobre bairros da Baixada Cuiabana e municípios do interior, ocupando espaços deixados pelo Estado. Ela defendeu uma reforma no sistema penal, aumento do efetivo das forças de segurança, valorização dos servidores e medidas específicas para proteger policiais e suas famílias.

“Na omissão do Estado, o crime organizado passa a dar uma falsa sensação de segurança à população. Quando uma comunidade confia mais no integrante da facção do que na polícia, existe uma inversão completa de valores”, avaliou.

Sobre o fim da jornada de trabalho seis por um, a pré-candidata reconheceu a sobrecarga dos trabalhadores, mas disse que pretende aguardar estudos sobre os impactos da mudança no emprego, nos salários e nas empresas.

A deputada afirmou ser favorável a uma reforma que amplie o tempo das famílias, sem provocar demissões ou aumento da informalidade. Segundo ela, a decisão não deve ficar restrita à negociação entre empregados e empregadores.

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“Entendo que precisa haver uma mudança, mas ela não pode trazer prejuízo ao trabalhador nem inviabilizar quem empreende”, declarou.

Janaina também se posicionou contra uma atuação guiada apenas pela divisão entre direita e esquerda. Disse que, caso seja eleita, sua principal referência nas votações será o interesse de Mato Grosso, mesmo que isso contrarie o MDB ou o governo federal.

Como exemplos, citou a regulamentação da reforma tributária, as demarcações de terras indígenas, a defesa da propriedade rural e a segurança jurídica para produtores que receberam títulos públicos há décadas.

“A minha principal bandeira é Mato Grosso. Não vou votar contra o meu estado para acompanhar partido, presidente ou qualquer orientação ideológica”, afirmou.

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Plantio de soja chega a 54,3%, com estado na liderança acima de 90%

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O plantio de soja no Brasil alcançou 54,3% da área estimada para a safra 2026/27, segundo a última atualização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, os trabalhos estavam em 42,8%, o que representa um avanço de 26,9% no ritmo da semeadura.

O índice também supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando 47,7% da área estava plantada. Na comparação anual, o avanço é de 13,8%. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 51,8%, o percentual atual representa um crescimento de 4,8%.

Plantio por estado

Entre os estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da semeadura, com 90,8% da área já plantada. Na sequência aparecem São Paulo, com 70%, Mato Grosso do Sul, com 68%, Paraná, com 62%, e Goiás, com 58%.

Minas Gerais registra 36,5% da área semeada, seguido pela Bahia, com 25%. Santa Catarina aparece com 19,3%, Tocantins tem 18%, enquanto o Rio Grande do Sul soma 11%. No Maranhão, o plantio chega a 9%, e no Piauí, a 3%.

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Conselheiro investigado pela PF tem carros de luxo e empresa com capital de R$ 3,4 milhões

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Alisson Carvalho de Alencar, apontado como destinatário de R$ 8 milhões em esquema, foi procurador do TCE antes de ser nomeado conselheiro

A Polícia Federal aponta que o conselheiro de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, comprou carros de luxo, no período em que recebeu dinheiro no suposto esquema de pagamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). 

Ele teria comprado uma Porsche Cayenne, cujo preço no mercado atual varia entre R$ 79 mil e mais de R$ 1,3 milhão; e ainda uma BMW X2, cujo cotação fica em torno de R$ 500 mil. Segundo a PF, o patrimônio de Alisson de Alencar seria incompatível com o salário em cargos públicos. 

Além dos carros de luxo, o conselheiro de teria participação em uma holding familiar cujo capital está estimado pela Polícia Federal em R$ 3,4 milhões. Alisson, a mãe e um irmão, já falecido, seriam os donos da holding. 

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 O advogado Alisson Carvalho de Alencar foi nomeado conselheiro do TCE-MT no fim de 2025, para o lugar do conselheiro Valter Albano que se aposentava na ocasião, mas continuaria como membro de uma comissão permanente no Tribunal. 

Ele já estava lotado no TCE-MT antes de chegar um dos postos mais alto. Alisson foi procurador de Contas até o dia 22 de dezembro de 2025. Ele entrou como investigado na Operação Tomada de Contas por supostamente ter sido o destinatário de R$ 8,1 milhões no esquema fraudulento. O dinheiro teria sido repassado a ele entre janeiro e outubro do ano passado. 

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Prazo de inscrição para 50 mil vagas remanescentes do Fies termina nesta terça-feira

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Estudantes devem se inscrever pelo Portal Único de Acesso; resultado da chamada única será divulgado em 16 de novembro

O prazo de inscrição para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2026, termina nesta terça-feira (3). Os estudantes interessados podem se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para isso, é preciso fazer login pela conta da plataforma Gov.br.

O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.

Nesta edição, as vagas remanescentes são destinadas exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.

Uma das etapas do processo seletivo vai verificar se os candidatos pré-selecionados têm condições de acompanhar as atividades acadêmicas e concluir o semestre com aproveitamento suficiente.

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Quem pode participar

Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas de conhecimentos e nota acima de zero na redação. O estudante não pode ter participado do exame como treineiro.

O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos, de acordo com o edital.

Na parte acadêmica, o candidato pré-selecionado deve ter condições de cumprir a frequência mínima exigida pela instituição privada de ensino superior neste segundo semestre letivo de 2026.

Vagas

Ao todo, são 50 mil vagas distribuídas pelo país. O edital reserva 50% dessas vagas remanescentes a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para essa verificação, serão consideradas as informações cadastrais atualizadas até 8 de outubro de 2026.

Os estudantes pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, conforme as regras do programa.

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O resultado da chamada única está previsto para 16 de novembro.

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