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22 de julho de 2026

Sustentabilidade

Ferrugem asiática avança nas lavouras de soja e já ultrapassa 320 casos no Brasil

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Foto: Deise Froelich/Emater-RS

Considerada uma das doenças mais agressivas da cultura da soja, a ferrugem asiática segue avançando nas lavouras brasileiras. De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, já são 325 casos confirmados no país, com destaque para o Paraná, que lidera o ranking ao concentrar 156 ocorrências.

Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul (69 casos), Rio Grande do Sul (58), São Paulo (19), Goiás (6), Minas Gerais (5) e Mato Grosso (5). Também há registros na Bahia (3), Santa Catarina (2) e em Rondônia (2).

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A ferrugem asiática

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode causar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada adequadamente. Por isso, especialistas reforçam a importância de um manejo preventivo e integrado nas lavouras.

Entre as principais medidas recomendadas estão o cumprimento rigoroso do vazio sanitário, a semeadura dentro da janela indicada e o uso de cultivares resistentes ou tolerantes. O manejo correto de fungicidas também é considerado essencial, com a combinação de produtos sítio-específicos e multissítios para aumentar a eficiência do controle e reduzir riscos de resistência.

Outras estratégias importantes incluem a eliminação de plantas voluntárias durante a entressafra, a adoção de cultivares de ciclo precoce e a semeadura no início da janela recomendada, como forma de escapar do período de maior pressão da doença.

Diante desse cenário, especialistas destacam que planejamento, monitoramento constante das lavouras e adoção de boas práticas de manejo são fundamentais para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção de soja no Brasil.

Plataforma identifica doença

Com o objetivo de otimizar a identificação da ferrugem asiática, uma nova plataforma desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), utiliza inteligência artificial para antecipar o risco da doença na soja. A tecnologia integra o projeto “Ferramenta Digital Avançada para o Gerenciamento de Riscos Agrícolas”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O sistema reúne diferentes tipos de informações, como dados climáticos, imagens digitais das folhas da planta e parâmetros agronômicos, incluindo cultivar, espaçamento e calendário de plantio, para avaliar a probabilidade de ocorrência do fungo nas lavouras. Hospedada em nuvem, a ferramenta gera relatórios e recomendações técnicas de manejo, permitindo acompanhar a evolução da doença e indicar o momento mais adequado para o controle.

Com isso, a tecnologia pode aumentar a precisão no diagnóstico e evitar aplicações desnecessárias de fungicidas, reduzindo custos e impactos ambientais. Além disso, ajuda o produtor a agir de forma preventiva, antes que a ferrugem atinja níveis mais severos nas lavouras.

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Sustentabilidade

Sojicultores ainda esperam por preços melhores; negócios não andam e dia é fraco para a soja

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Foto: Ascom Famasul

O mercado brasileiro de soja apresentou pequenos ajustes negativos nesta terça-feira (21), mas sem mudanças nos fundamentos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve uma perspectiva favorável para a safra norte-americana, mesmo diante das ondas de calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Ainda assim, a demanda segue dando sustentação às cotações.

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No mercado físico, as cotações foram mistas, com algumas regiões registrando estabilidade e outras pequenas quedas nas indicações de compra. Apesar disso, os vendedores mantiveram pedidas elevadas, sustentados por um basis positivo no mercado interno.

Silveira destaca que algumas praças continuam com ofertas firmes e, embora os portos apresentem boas oportunidades de comercialização, o volume de negócios segue limitado, já que os produtores continuam retendo a soja à espera de preços melhores.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 146,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Após a valorização registrada nas últimas sessões, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, pressionado também pela melhora das condições das lavouras norte-americanas.

Dados do USDA

De acordo com o USDA, 66% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam em condições boas a excelentes até 19 de julho, acima dos 65% registrados na semana anterior. As áreas classificadas como regulares representavam 26%, contra 27% na semana anterior, enquanto 8% permaneciam entre ruins e muito ruins.

Nos próximos dias, o mercado continuará atento às previsões meteorológicas para avaliar se o clima seco e as temperaturas elevadas poderão comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana. Além disso, os agentes seguem monitorando possíveis sinais de aquecimento da demanda pela soja dos Estados Unidos, principalmente por parte da China.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para agosto fecharam cotados a US$ 12,19½ por bushel, com queda de 5,50 centavos de dólar, ou 0,41%. O vencimento novembro encerrou a US$ 12,22¾ por bushel, com recuo de 3,50 centavos, ou 0,28%.

Entre os derivados, o farelo de soja para agosto avançou US$ 3,20, ou 0,98%, para US$ 326,70 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto fechou a 74,30 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 0,50%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,30%, cotado a R$ 5,0730 para venda e R$ 5,0710 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0664 e a máxima de R$ 5,0859.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Cotações têm leves ajustes; safra brasileira pode ser a menor desde 2020 – MAIS SOJA

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As cotações do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais, que apontam redução da produção nacional neste ano para o menor volume desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul, especificamente, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos mantêm a pressão sobre os valores. Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo sustentou as cotações no mercado de lotes.

OFERTA NACIONAL – A Conab reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se confirmada, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada. A revisão reflete, principalmente, a redução da área cultivada no Sul do País e a menor produtividade em parte do Centro-Oeste.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Tarifa de Trump muda cenário para o Agro brasileiro – MAIS SOJA

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A nova ofensiva comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar o agronegócio brasileiro em estado de atenção. O governo norte-americano confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros, com entrada em vigor em 22 de julho de 2026, no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Paralelamente, permanece em andamento uma investigação sobre supostas práticas de trabalho forçado que poderá resultar em uma sobretaxa adicional de 12,5%, elevando a carga tarifária para 37,5% sobre os produtos eventualmente alcançados por essa medida.

Embora parte importante das exportações brasileiras tenha sido preservada, o anúncio aumenta a insegurança para empresas exportadoras e para cadeias produtivas que dependem do mercado norte-americano. Entre os produtos do agronegócio isentos da nova tarifa estão carne bovina, café em grãos, laranja, suco de laranja e outros itens considerados estratégicos para o abastecimento dos Estados Unidos. Já produtos como etanol de milho, madeira e diversos bens industriais permanecem sujeitos à nova alíquota de 25%, conforme a lista divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Efeitos relevantes

Especialistas avaliam que, apesar do impacto macroeconômico limitado para o conjunto da economia brasileira, os efeitos podem ser relevantes para segmentos específicos do agronegócio. Além da perda de competitividade em alguns nichos, há preocupação com a redução das margens de exportação, o redirecionamento de fluxos comerciais e o aumento da concorrência em outros mercados internacionais.

Pequeno impacto macroeconômico

Para o diplomata Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics), a dimensão econômica do tarifaço é menor do que seu impacto político e estratégico. Em entrevista ao NeoFeed, Troyjo afirmou que a incidência das tarifas alcançaria, aproximadamente, 25% do valor exportado pelo Brasil aos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 9,5 bilhões em vendas anuais.

Segundo ele, “o efeito macroeconômico é pequeno”, mas a situação poderia ter sido amenizada por uma atuação diplomática mais intensa do governo brasileiro. Troyjo também destacou que as iniciativas mais efetivas partiram do setor privado e de associações empresariais, que mobilizaram representação política em Washington para defender os interesses brasileiros.

Construção de diálogo

Troyjo afirmou ainda que o Brasil desperdiçou oportunidades de construir um diálogo político mais consistente com a Casa Branca e classificou como insuficiente a condução das negociações pelo governo federal. Para o ex-presidente do Banco dos Brics, empresas como Weg, Embraer, Minerva e Gerdau, além de entidades representativas, atuaram de forma mais efetiva na defesa dos interesses nacionais do que o próprio governo.

Na avaliação do diplomata, mesmo que o impacto agregado sobre a economia seja relativamente pequeno, as tarifas afetam diretamente empresas, empregos, investimentos e a competitividade das exportações brasileiras.

Perdas mais severas

No setor agropecuário, entidades avaliam que a manutenção das isenções para produtos como carne bovina, café e suco de laranja reduz o risco de perdas mais severas nas exportações brasileiras para os Estados Unidos. Ainda assim, o ambiente de maior incerteza comercial pode acelerar estratégias de diversificação de mercados, fortalecer negociações com países asiáticos e do Oriente Médio e estimular novos acordos comerciais, reduzindo a dependência do mercado norte-americano.

Fatores geopolíticos

Para analistas, a decisão da Casa Branca reforça que fatores geopolíticos passaram a exercer influência crescente sobre o comércio internacional. Nesse cenário, competitividade, diplomacia econômica e ampliação do acesso a novos mercados tendem a ganhar ainda mais importância para o agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Autor/Fonte: SNA  –  Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Agradecimento a Marcos Troyjo, membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA), pela liberação de sua fala.

 

FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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