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‘O sonho sempre foi produzir soja’, declara produtor de TO que seguiu os passos da família

O produtor rural de Tocantins, João Damasceno de Sá Filho, é um dos candidatos ao Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. E a história da vez é de quem levou o sonho da soja para o Norte do país, apostando em produção sustentável e diversificação.
Tudo começou com seu pai, que chegou à região ainda criança, com quatro anos de idade, e mais tarde retornou à cidade natal, Carolina. Casou-se, constituiu família e teve quatro filhos. Sempre contou com o apoio da esposa em todas as decisões, formando a base da história da propriedade.
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Com o tempo, a família passou a atuar em diferentes atividades até que a transformação da fazenda em área produtiva ganhou força. “O nosso sonho sempre foi produzir soja. A partir da safra 1993/94, paramos de plantar arroz e a lavoura passou a ser implantada na propriedade, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas”, explica.
À medida que a produção crescia, surgiu o desafio da rotação de culturas. Como não havia estrutura suficiente para armazenar milho na região, a alternativa encontrada foi integrar a pecuária ao sistema produtivo. Com apoio técnico da Embrapa, a família recebeu orientações sobre o modelo de integração e passou a adotar o plantio de soja seguido de capim.
“Nós buscamos apoio da Embrapa, que esteve aqui e nos orientou sobre como fazer. Plantávamos a soja, depois o capim, e a área ficava cerca de 18 meses em rotação antes do novo ciclo”, explica.
Ao longo dos anos, a propriedade evoluiu para um modelo diversificado, com soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado de corte, produção de seringueira e, mais recentemente, estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo diante de oportunidades de expansão, a decisão sempre foi investir na fazenda adquirida na década de 1940. “O futuro a Deus pertence, mas a gente sempre pensou em investir aqui. Não compramos outras terras e investimos na propriedade que meu pai adquiriu na década de 1940. Temos muito amor por ela”, afirma.
Para ele, o espaço possui mais do que valor comercial e representa história e legado familiar. “Esse lugar não tem só valor econômico, tem valor sentimental”, resume o produtor.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil 2025/26 será aberta no dia 10 de março. Acompanhe!
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Colheita da safrinha de milho avança para 49% no Centro-Sul, diz AgRural

A colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul do Brasil alcançou 49% da área cultivada até quinta-feira (16), informou a AgRural. O índice representa avanço sobre os 40% registrados uma semana antes. O ritmo dos trabalhos acelerou pela segunda semana consecutiva, depois de um início mais lento em razão do excesso de umidade, mesmo com chuvas isoladas ainda presentes em algumas áreas.
Segundo a AgRural, o avanço da colheita ocorreu de forma mais consistente e simultânea nos diversos Estados da região. Na comparação anual, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período da safrinha de 2025, quando 55% da área já havia sido colhida.
Mato Grosso segue na liderança dos trabalhos. De acordo com a consultoria, a colheita já está finalizada ou muito próxima disso em áreas do Médio-Norte do Estado.
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Na sequência aparecem Paraná e Goiás, embora ainda com distância relevante em relação ao ritmo registrado em Mato Grosso. Os demais Estados também apresentaram evolução na semana passada.
O destaque foi Mato Grosso do Sul, onde a colheita ainda não havia ganhado tração na primeira quinzena de julho por causa da demora na perda de umidade dos grãos. Com a melhora das condições, os trabalhos avançaram junto com os demais Estados do Centro-Sul.
O levantamento reforça a mudança de ritmo da safrinha após um começo arrastado, marcado pelas dificuldades operacionais associadas à umidade excessiva nas áreas produtoras.
Até quinta-feira (16), a colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul chegou a 49% da área, acima dos 40% da semana anterior e abaixo dos 55% de igual período do ano passado, com Mato Grosso na dianteira dos trabalhos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Conab projeta safra de 460 mil toneladas de sorgo para Mato Grosso

Reconhecido pela rusticidade e maior tolerância da cultura ao déficit hídrico, o sorgo deve registrar um crescimento de 34,3% de produção nesta safra 2025/26, conforme estimativa da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), em relação ao ciclo passado. As perspectivas apontam para um volume de 460,1 mil toneladas, o que coloca o estado na sexta colocação entre os principais produtores no Brasil.
Levantamento da Conab divulgado no último dia 14 de julho destaca uma área cultivada de 133,1 mil hectares com sorgo em Mato Grosso, superando em 38,6% os 96 mil hectares da temporada 2024/25. No ciclo 2024/25 o estado colheu 342,6 mil toneladas de sorgo.
A presença da cultura nas lavouras mato-grossenses é crescente nos últimos anos como alternativa de segunda safra devido a sua maior tolerância ao déficit hídrico e, em especial, em substituição ao milho em áreas consideradas arriscadas de plantio após o término de sua janela ideal.
A liderança na produção de sorgo pertence ao estado de Goiás com 1,969 milhão de toneladas, seguido de Minas Gerais com 1,456 milhão de toneladas e Mato Grosso do Sul com 1,075 milhão. A Bahia ocupa a quarta colocação com uma projeção de 851,4 mil toneladas e São Paulo a quinta com 542,4 mil toneladas. Atrás de Mato Grosso surge o Piauí com 446,6 mil toneladas.
Produção de gergelim deve recuar 27%
O 10º Boletim da Safra de Grãos 2025/26 da Conab aponta para o gergelim um decréscimo de 27,1% na perspectiva de produção em relação a safra 2024/25, queda de 288,9 mil toneladas para 210,7 mil toneladas.
Conforme a Conab, apesar das chuvas registradas durante o ciclo terem favorecido o desenvolvimento da cultura, as projeções atuais apontam um rendimento médio 15% menor em comparação à safra passada. A retração é creditada ao atraso no plantio em boa parte das regiões produtoras, visto a priorização na semeadura do milho segunda safra.
Outro fator contribuinte é a redução de 14,2% da área, diante do milho.
Apesar do recuo nas projeções em relação à safra 2024/25, Mato Grosso segue como o principal produtor de gergelim do Brasil. A estimativa nacional é de 294,5 mil toneladas. O segundo maior produtor é o Pará com 57,8 mil toneladas, seguido do Tocantins com 24 mil e Goiás com 2 mil toneladas.
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O pontapé da produtividade: sojicultor paranense explica como a palhada protegeu o solo e freou as plantas daninhas

Produtor rural em Pato Branco (PR), Adriano Palaro, de 40 anos, viu a produtividade da soja crescer de forma consistente após investir em rotação de culturas, formação de palhada e manejo integrado de pragas (MIP). Em uma propriedade de 53 hectares, onde cultiva soja, milho e feijão, ele afirma que as mudanças no sistema de produção permitiram aumentar a rentabilidade e enfrentar melhor os desafios do campo.
Agricultor desde a infância, Palaro deu continuidade à tradição da família na propriedade onde nasceu e cresceu. “Sempre fez parte da minha vida. Meu avô já trabalhava na propriedade onde estou até hoje, depois passou para o meu pai e, consequentemente, eu segui a tradição de ser agricultor”, conta.
Segundo ele, um dos principais marcos da trajetória foi o aumento gradual da produtividade, impulsionado pela adoção de novas tecnologias e pelo aperfeiçoamento do manejo.
“Venho conseguindo aumentar a produção ano após ano. Aderi à rotação de culturas, implementei tecnologias e consegui um aumento bem expressivo na produtividade em comparação com anos atrás”, afirma.
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Atualmente, o produtor cultiva milho safrinha em parte da área e mantém o restante com plantas de cobertura, utilizando principalmente milheto e aveia para formar uma camada de palhada. A estratégia, segundo ele, foi decisiva para elevar o rendimento da soja. “Hoje estou produzindo, em média, 95 sacas de soja por hectare. A palhada fez muita diferença para alcançar esse resultado”, destaca.
Entre os maiores desafios enfrentados ao longo da carreira, Palaro cita a chegada da ferrugem asiática e da buva, planta daninha que dificultou o manejo das lavouras.
“No início tive uma quebra grande de produção porque ainda não havia conhecimento suficiente para controlar a ferrugem. Já a buva foi a planta daninha que mais deu trabalho até encontrarmos um manejo eficiente”, relembra.
Com o passar dos anos, ele afirma que o monitoramento constante e a adoção de diferentes estratégias de manejo tornaram o controle mais eficiente. “Hoje a gente faz monitoramento, acompanha a presença de esporos e reforça os tratamentos quando necessário. O controle da ferrugem ficou muito mais eficiente”, explica.
Além da palhada, o produtor atribui parte dos resultados ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), prática que conheceu por meio de um curso e que passou a adotar na propriedade. “Reduzi bastante o uso de inseticidas. Hoje aplico somente quando há necessidade. Isso diminuiu os custos e aumentou a rentabilidade da propriedade”, afirma.
Ao compartilhar sua experiência, Palaro deixa um conselho para outros agricultores que buscam melhorar a produtividade e reduzir riscos. “Investir em palhada é o futuro. Uma boa cobertura do solo ajuda no controle de plantas daninhas, reduz os impactos dos veranicos e funciona praticamente como um seguro para a lavoura”, conclui.ra a lavoura”, conclui.
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