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Brasil sedia Copa do Mundo Feminina inédita no ano que vem e já mobiliza nova geração de torcedoras

Torneio será disputado entre junho e julho por 32 seleções em oito cidades brasileiras. CBF aposta em legado cultural e transformação social
Após a Copa do Mundo de futebol, nossa seleção masculina ficou longe do hexa e, agora, resta esperar o próximo Mundial. Mas não vai ser preciso aguardar mais quatro anos para torcer pelo Brasil.
É que no ano que vem tem Copa do Mundo Feminina e, pela primeira vez, ela vai ser realizada aqui no Brasil.
O que não falta por todo o canto são meninas já apaixonadas por futebol, que têm nas potências da seleção feminina um exemplo a seguir. E a torcida está garantida para todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está empolgada para ver as atletas em campo.
“Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem”, diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é fã declarada da atacante Marta, que segue inspirando gerações. A estudante de Brasília já está negociando, em casa, uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã.
“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem”, conta.
O Mundial feminino vai ser disputado por 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Esta vai ser a primeira vez que o Brasil vai sediar a competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Ela destaca o poder de mudança cultural do Mundial feminino.
“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade”, explica.
E para as que já estão em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é que o Mundial do ano que vem dará mais visibilidade ao futebol feminino. É a confiança da atleta do time Republicanas de Brasília, Myllene D’Arc, de 34 anos.
“Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas”, relata.
Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para o final, a impressão sobre o Mundial feminino variava entre os mais e os menos otimistas. Mas é quase unânime a ideia de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização.
No ano que vem, oito cidades vão sediar a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça só foi levantada por cinco seleções ao longo das nove edições do torneio – Estados Unidos (4 vezes), Alemanha(2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã. Que comece a torcida para que as habilidosas atletas brasileiras recebam em casa o inédito título de campeãs mundiais.
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Morador de Cuiabá morre aos 22 anos na guerra da Ucrânia após aceitar última missão antes de voltar ao Brasil

Apaixonado pela carreira militar desde a infância, Endrick havia comprado a passagem de volta antes de participar da operação.
O brasileiro Endrick Lima Gonçalves, de 22 anos, que morou em Cuiabá antes de viajar para a Ucrânia, morreu durante uma operação militar na guerra contra a Rússia. Natural de Tucuruí, no Pará, o jovem havia decidido encerrar sua participação no conflito e já tinha comprado uma passagem para retornar ao Brasil.
Em entrevista ao O LIVRE, familiares do jovem, que preferiram não se identificar, relataram que Endrick morreu após pisar em uma mina terrestre durante uma missão de resgate na linha de frente. A operação teria ocorrido no dia 30 de outubro.
Segundo a família, o jovem demonstrava interesse pela carreira militar desde a infância. Ao atingir a idade necessária, ingressou no serviço militar em Tucuruí, onde teve sua primeira experiência nas Forças Armadas brasileiras.
Após deixar o Exército, Endrick passou por diferentes cidades brasileiras, incluindo Cuiabá e Goiânia, onde trabalhou em empresas privadas. Apesar das oportunidades profissionais, manteve o desejo de seguir uma trajetória ligada à atividade militar.
Foi essa motivação, segundo os familiares, que o levou a viajar para a Ucrânia. A decisão foi tomada por iniciativa própria e comunicada à maior parte da família quando ele já estava embarcando.
“Ele sempre gostou da vida militar. O sonho dele era seguir carreira com isso”, contou um familiar.
A família também fez questão de esclarecer que a viagem não foi motivada por dificuldades financeiras, contrariando informações que, segundo os parentes, têm circulado nas redes sociais.
“Ele não foi por motivo financeiro, porque tinha uma condição financeira boa. Foi realmente pela paixão que sentia pela vida militar”, afirmou.
A última missão
Na Ucrânia, Endrick passou por treinamento militar e, conforme o relato familiar, atuou como instrutor de tiro, além de participar de diferentes operações.
Recentemente, havia comunicado sua intenção de deixar o batalhão e retornar ao Brasil. A passagem já estava comprada quando surgiu uma última convocação: participar de uma missão de resgate de soldados que, segundo as informações recebidas pela família, haviam sido capturados.
Endrick aceitou participar da operação.
De acordo com o relato dos parentes, o grupo foi atacado por um drone durante a missão. Alguns integrantes ficaram gravemente feridos e, na tentativa de deixar a área atingida, Endrick teria pisado em uma mina terrestre.
A explosão provocou sua morte.
Inicialmente, a família recebeu a informação de que o jovem estava desaparecido. Somente nos dias seguintes, após contatos com integrantes do batalhão, os parentes foram informados de que ele havia morrido.
Segundo o relato recebido pela família, Endrick foi o único integrante do grupo que não sobreviveu à operação.
Família busca respostas e informações sobre o corpo
Os familiares ainda tentam esclarecer as circunstâncias da morte e obter informações sobre os procedimentos necessários para a recuperação e eventual traslado do corpo ao Brasil.
A distância, a diferença de fuso horário e as dificuldades de comunicação com militares que permanecem na região de combate têm tornado o processo mais difícil.
A família também demonstra consternação pelo fato de a morte ter ocorrido justamente quando Endrick se preparava para deixar a guerra.
“Na mesma semana em que ele decide deixar o Exército, vai para uma missão e é a única baixa do pelotão”, lamentou um familiar.
Os parentes aguardam informações mais detalhadas das autoridades militares ucranianas. Até o momento, as circunstâncias específicas da operação foram relatadas pela família e não foram confirmadas de forma independente.
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Polícia Penal apreende eletrônicos e bebida alcoólica em depósito da PCE em Cuiabá

A Polícia Penal apreendeu 40 fontes de carregadores, 58 cabos USB, quatro carregadores portáteis (powerbanks) e quatro litros de bebidas alcoólicas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, na terça-feira (3.11).
Os materiais foram encontrados por volta das 13h, no depósito de produtos de higiene e limpeza da unidade. A localização ocorreu após servidores receberem informações de que pessoas privadas de liberdade estariam escondendo equipamentos eletrônicos no espaço.
A responsável pelo setor de Manutenção, acompanhada de outros servidores, verificou o depósito e encontrou os itens dentro de caixas de produtos de limpeza.
O material foi recolhido e encaminhado ao Núcleo de Inteligência da penitenciária, responsável pela guarda dos itens e pelas providências cabíveis.
A apreensão faz parte dos procedimentos de fiscalização da unidade, que buscam impedir a entrada e a circulação de materiais não autorizados no presídio.
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Força Tática prende homem armado após denúncia de ameaça em Várzea Grande

Suspeito tentou fugir em Ford Ka que sofreu pane elétrica; revólver calibre .38 foi apreendido
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam em flagrante, na noite desta terça-feira (3.11), um homem por porte ilegal de arma de fogo, após denúncia de ameaça, na Avenida Júlio Campos, em Várzea Grande. As equipes localizaram um revólver calibre .38 com três munições.
Os policiais militares receberam informações de que o suspeito teria apontado uma arma de fogo e supostamente ameaçado uma pessoa na região. Em seguida, ele fugiu em um veículo Ford Ka prata em direção ao Trevo do Lagarto.
Após a denúncia, os policiais localizaram um carro com as mesmas características próximo a um supermercado. Ao perceber a chegada das equipes, o motorista tentou fugir em alta velocidade, porém, o carro apresentou pane elétrica.
No local, dois homens foram abordados e detidos. Um deles confessou aos militares as informações apresentadas na denúncia. Além disso, revelou que portava uma arma de fogo sem registro. O suspeito foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
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