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Ortega afirma que Nicarágua não terá mais eleições e amplia endurecimento do regime

Durante ato em Manágua, presidente disse que oposição deve “esquecer” retorno ao poder pelas urnas e anunciou novas medidas contra adversários.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou que o país não voltará a realizar eleições e afirmou que a oposição não retornará ao poder por meio do voto. A fala ocorreu no domingo (19), durante as comemorações pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua.
Em seu discurso, Ortega disse que os grupos opositores deveriam abandonar qualquer expectativa de disputar o governo por meio das urnas, alegando que pretendem reassumir o poder para beneficiar interesses próprios.
A declaração ocorre em meio ao fortalecimento do controle político exercido pelo governo. Ortega também anunciou que a Assembleia Nacional, onde sua base é maioria, deverá aprovar novas leis voltadas a restringir a atuação de opositores, classificados por ele como “golpistas” e “traidores da pátria”.
A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em 2026, mas uma reforma constitucional aprovada em 2025 ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos, transferindo o próximo pleito para 2027. A mesma reforma criou o cargo de copresidente, ocupado por Rosario Murillo, esposa e vice-presidente de Ortega.
As mudanças receberam críticas de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), além de entidades que acompanham a situação dos direitos humanos e da democracia no país.
Durante o evento, Ortega também voltou a criticar os Estados Unidos, acusando Washington de interferir em países da América Latina e mencionando a atuação norte-americana em relação à Venezuela.
Nos últimos anos, a Nicarágua tem sido alvo de críticas internacionais por denúncias de perseguição a opositores, prisões de dissidentes, restrições à imprensa e sanções impostas por diversos governos contra integrantes da administração de Ortega.
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Governo de MT exonera mais de 100 servidores comissionados em 16 secretarias e institutos estaduais

Secretarias de Educação e Assistência Social somaram 55 exonerações, conforme atos publicados no Diário Oficial do Estado
O governador Otaviano Pivetta publicou nesta terça-feira (3) a exoneração de 115 servidores em cargos comissionados em 10 secretarias e a Controladoria Geral do Estado (CGE) e 5 autarquias ou institutos.
As demissões são de pessoas que ocupavam cargos de confiança ou estavam atreladas a esses cargos. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) teve a maior baixa com demissão de 34 servidores comissionados.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) exonerou 21 pessoas; a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedec) exonerou 9 pessoas, a Secretaria de Estado Saúde (SES), 5. A Casa Civil também entrou na lista de cortes com 5 demissões.
Entre os institutos ou autarquias que reduziram o número de comissionados estão a MT Saúde, Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), e Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).
As demissões foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (3), com validade retroativa ao dia 1º de novembro. Os comissionados demitidos ocupavam cargo de chefia ou subalternos a eles. Veja a lista abaixo.
Secretarias com demissões
Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) – 3 demissões
Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação (Seciteci) – 5 demissões
Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) – 6 demissões
Casa Civil – 5 demissões
Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) – 34 demissões
Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) – 2 demissões
Controladoria Geral do Estado (CGE) – 1 demissão
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) – 9 demissões
Secretaria de Estado de Saúde (SES) – 5 demissões
Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) – 4 demissões
Secretaria de Estado de Educação (Seduc) – 21 demissões
Institutos e autarquias
Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) – 4 demissões
Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) – 3 demissões
MT Saúde – 2 demissões
Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) – 3 demissões
Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat) – 3 demissões
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UFMT sobe em ranking nacional e entra na lista das 40 melhores universidades do Brasil

Universidade conquistou a 39ª posição entre 205 instituições avaliadas e registrou avanços em ensino, inovação, internacionalização e mercado de trabalho.
A universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ganhou duas posições no Ranking Universitário Folha (RUF) 2026 e passou a ocupar o 39º lugar entre as melhores universidades do Brasil. A instituição também melhorou sua pontuação geral, passando de 71,90 pontos em 2025 para 73,79 neste ano.
O levantamento, elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo, analisou 205 universidades públicas e privadas de todo o país. A classificação considera cinco critérios: qualidade do ensino, pesquisa científica, inserção no mercado de trabalho, inovação e internacionalização.
A UFMT apresentou melhora em quatro dos cinco indicadores avaliados. O avanço mais expressivo ocorreu no quesito mercado de trabalho, em que a universidade saltou da 47ª para a 33ª posição, ganhando 14 colocações.
Outro resultado positivo foi registrado em internacionalização. Nesse indicador, que considera a inserção da instituição no cenário acadêmico internacional, a UFMT passou do 45º para o 34º lugar.
A universidade também melhorou sua classificação em inovação, subindo da 64ª para a 54ª posição, e em ensino, passando do 57º para o 49º lugar.
A única queda ocorreu no indicador de pesquisa científica, em que a instituição recuou duas posições, saindo do 50º para o 52º lugar.
Como funciona o ranking
O RUF utiliza diferentes pesos para calcular a nota final das universidades. A pesquisa científica representa a maior parcela da avaliação, com 42%, seguida pelo ensino, com 32%, e pelo mercado de trabalho, com 18%. Inovação e internacionalização respondem por 4% cada.
Na edição de 2026, o levantamento também passou a considerar resultados do Enade das Licenciaturas e do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
Outra mudança foi a inclusão de um indicador relacionado à utilização de pesquisas científicas na elaboração de políticas públicas.
Com o resultado, a UFMT consolida sua presença entre as 40 instituições mais bem colocadas do país, embora ainda enfrente o desafio de melhorar seu desempenho na área de pesquisa.
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Ex-candidato a vereador morre após acidente na Estrada de Chapada

Conhecido como Vall Pariz, político de 64 anos chegou a ser levado ao Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
O ex-candidato a vereador de Várzea Grande Valdir Pariz, conhecido como Vall Pariz, morreu aos 64 anos após sofrer um acidente de trânsito na MT-251, a Estrada de Chapada, em Cuiabá, nesta segunda-feira (2).
Pariz chegou a ser socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde deu entrada por volta das 13h32. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) foi acionada por volta das 23h55 para realizar os procedimentos de liberação do corpo.
As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pela Polícia Civil. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a dinâmica da ocorrência.
Vall Pariz era conhecido por sua participação na política de Várzea Grande, município onde disputou uma vaga na Câmara Municipal em três ocasiões.
Sua candidatura mais recente foi em 2024, pelo Partido Renovação Democrática (PRD), quando recebeu 34 votos. Em 2020, concorreu pelo Patriota e conquistou 56 votos. Já em 2000, disputou pelo antigo Partido Progressista Brasileiro (PPB), obtendo 135 votos.
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