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21 de julho de 2026

Sustentabilidade

Biohacking agrícola: pesquisa brasileira inova na produção de bactérias benéficas para a soja

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A evolução da biotecnologia está redefinindo a forma como a agricultura enfrenta os desafios de produtividade e sustentabilidade. Mais do que descobrir microrganismos poderosos na natureza, o grande desafio do setor hoje é integrar essa inovação científica à eficiência da indústria, garantindo resultados consistentes e viáveis no campo.

Foi exatamente esse o avanço alcançado por uma nova pesquisa da Síntese Agro Science. Publicado em maio de 2026 na prestigiada revista científica Process Biochemistry, o estudo apresentou um salto na produção em larga escala de uma bactéria endofítica multifuncional — um microrganismo benéfico que vive em harmonia dentro da planta.

Os pesquisadores conseguiram otimizar a fermentação utilizando matérias-primas de baixo custo. Isso significa que foi possível levar a tecnologia da bancada do laboratório para o piloto industrial de forma viável, mantendo o alto potencial agronômico da bactéria e sua capacidade de produzir enzimas essenciais de defesa, como amilase e quitinase.

Nutrição turbinada e defesa natural

Na prática, a solução biotecnológica funciona como um verdadeiro “motor” para o desenvolvimento da soja. A pesquisa comprovou que a aplicação traz benefícios vitais para a planta:

  • Mais alimento disponível: a solução facilita processos biológicos naturais, como a solubilização de fosfato e a síntese de sideróforos, que aumentam significativamente a disponibilidade de nutrientes.
  • Raízes mais saudáveis: promove uma colonização muito mais eficiente e robusta das raízes da soja.
  • Controle eficiente de pragas: o estudo comprovou um desempenho notável no combate ao nematoide das galhas (Meloidogyne javanica). A tecnologia biológica conseguiu reduzir a população dessa praga em 67,8%, um resultado equivalente ao desempenho de nematicidas químicos pesados.

Menos é mais: eficiência logística e de custos

Além dos benefícios diretos à lavoura, a pesquisa destaca um forte apelo comercial e logístico focado no conceito de que “menos é mais”. Todo o processo de proteção e estímulo radicular foi alcançado utilizando uma dose minúscula do composto: apenas 2,1 mL/kg.

“A miniaturização da tecnologia por meio de doses ultrabaixas promete mudar o jogo de custos e a dinâmica de transporte para o agricultor, consolidando-se como a grande tendência para o futuro da entrega biológica no campo”, explica William Marcusso, engenheiro agrônomo e diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science.

Os resultados demonstram que é possível transformar biotecnologia complexa em insumos fáceis de aplicar e escalar, inaugurando um novo capítulo para a agricultura e ajudando as plantas a produzirem com excelência, mesmo diante das condições climáticas extremas da atualidade.

Sobre a Síntese Agro Science

Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.

 A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.

Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo.

A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.

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Sustentabilidade

Nanoformulação altera tempo de degradação de fungicida em pesquisa agrícola – MAIS SOJA

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Uma pesquisa científica avaliou o comportamento de uma nanoformulação desenvolvida para o transporte de fungicida agrícola. Os testes indicaram que, sob a ação da luz solar, o material acelerou a degradação do ingrediente ativo, diferindo da hipótese inicial de proteção do composto contra a fotodegradação. Do ponto de vista ambiental, o resultado aponta para a redução do tempo de permanência do produto na lavoura após a aplicação.

O estudo investigou a nanoformulação produzida com lignina kraft modificada — subproduto oriundo da indústria de papel e celulose — associada ao fungicida protioconazol, utilizado no manejo de culturas agrícolas. Os dados obtidos integram o compêndio técnico Sustainable Agrochemistry – A Compendium of Technologies (Springer Nature, 2026).

Os experimentos foram realizados em ambiente laboratorial seguindo os protocolos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), que simulam as reações posteriores à aplicação de defensivos. Foi acompanhado o comportamento do composto em diferentes níveis de acidez da água para mapear os cenários possíveis no solo e ecossistemas.

Os resultados demonstraram que o protioconazol apresentou decomposição em poucas horas quando incorporado à formulação em ambientes ácidos. Em condições alcalinas, o período de permanência também se mostrou menor do que as médias de referência. De acordo com as análises técnicas, as modificações estruturais na lignina favoreceram as reações físico-químicas desencadeadas pela radiação solar.

A velocidade de degradação do ingrediente ativo diminui o tempo de exposição residual no ambiente. Esse fator reduz a probabilidade de translocação do produto para solos, cursos d’água ou organismos não atingidos pelo tratamento original.

Desenvolvimento de dados sobre nanotecnologia

O monitoramento de nanoformulações visa compreender os mecanismos que alteram a dinâmica de defensivos agrícolas e fertilizantes, mapeando as perdas durante a aplicação.

A lignina, por ser um dos componentes estruturais da madeira, gerado como resíduo industrial em escala global, é objeto de análise para sistemas de liberação controlada de agroquímicos, embalagens e biomateriais devido às suas características de biodegradabilidade.

Os dados técnicos sobre a interação entre matrizes renováveis e ingredientes ativos servem como subsídio para o mapeamento de futuras formulações, auxiliando no equilíbrio entre o período de atuação agronômica e a posterior desintegração do insumo.

O acesso ao livro técnico com o detalhamento da metodologia e dos dados estatísticos pode ser realizado por aqui.

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Sustentabilidade

Chuvas que ultrapassam 150 mm e temperaturas de até 40°C: como fica o tempo no fim de julho e começo de agosto?

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Pexels | Branden Stephenson

A atuação de um rio atmosférico entre esta segunda-feira (20) e terça-feira (21) mantém o alerta para temporais no Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. A previsão indica chuva intensa e persistente, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros em diversas áreas produtoras de soja do estado, além de atingir Santa Catarina e o centro-sul do Paraná.

A tendência é que as chuvas continuem acima da média até o fim de julho. Após uma breve redução da instabilidade entre quinta-feira e o próximo fim de semana, uma nova frente de chuva deve atingir o Rio Grande do Sul na semana do dia 26, novamente com volumes expressivos. Além da precipitação intensa, há previsão de rajadas de vento que podem superar 100 km/h em algumas localidades.

Enquanto isso, o bloqueio atmosférico segue predominando sobre o Brasil Central, favorecendo o tempo firme e permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas. As temperaturas permanecem elevadas, enquanto as chuvas seguem irregulares nas regiões Norte e Nordeste.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Entre quarta-feira e quinta-feira, a atenção se volta para áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são esperados acumulados entre 30 e 40 milímetros. As precipitações devem contribuir para reduzir o calor e recompor a umidade do solo, mas podem provocar interrupções temporárias nas operações em campo.

No início de agosto, a previsão indica o retorno do tempo seco em grande parte do Brasil Central. As temperaturas voltam a subir e as máximas podem superar 38°C em áreas do interior de São Paulo e da região do Matopiba, com municípios registrando valores próximos de 40°C.

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Sustentabilidade

Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e preocupações com o clima nos EUA – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Sinais de demanda aquecida por parte da China pelo produto americano e preocupações com as projeções de clima seco e temperaturas elevadas nos próximos dias nos Estados Unidos garantiram os bons ganhos na abertura da semana.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27. outra venda de 110.000 toneladas para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27, também foi anunciada.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 296.972 toneladas na semana encerrada no dia 16 de julho. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 447.990 toneladas.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China sobiram 20,6% em junho ante o ano anterior. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 1,27 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos em junho, ante 1,6 milhão em igual mês de 2025, segundo a Administração Geral da Alfândega. No acumulado do ano, são 9,31 milhões de toneladas importadas, 42,4% inferior a igual período do ano passado.

Do Brasil, foram importadas 12,08 milhões de toneladas em junho, ganho de 13,7% frente ao ano passado. No acumulado do ano, são 34,75 milhões de toneladas importadas, 9,1% superior a igual período do ano passado.

No final da tarde, as atenções se voltam para os dados do USDA para as condições das lavouras americanas. Os agentes avaliam se o recente comportamento do clima teria impactado sobrem o desenvolvimento da soja no cinturão produtor americano.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,78%, a US$ 12,26 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,26 1/4 por bushel, com elevação de 23,25 centavos de dólar ou 1,93%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 3,30 ou 1,03% a US$ 323,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 74,68 centavos de dólar, com perda de 0,13 centavo ou 0,17%.

Fonte: Agência Safras



 

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