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21 de julho de 2026

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O pontapé da produtividade: sojicultor paranense explica como a palhada protegeu o solo e freou as plantas daninhas

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Acervo pessoal Adriano Palaro

Produtor rural em Pato Branco (PR), Adriano Palaro, de 40 anos, viu a produtividade da soja crescer de forma consistente após investir em rotação de culturas, formação de palhada e manejo integrado de pragas (MIP). Em uma propriedade de 53 hectares, onde cultiva soja, milho e feijão, ele afirma que as mudanças no sistema de produção permitiram aumentar a rentabilidade e enfrentar melhor os desafios do campo.

Agricultor desde a infância, Palaro deu continuidade à tradição da família na propriedade onde nasceu e cresceu. “Sempre fez parte da minha vida. Meu avô já trabalhava na propriedade onde estou até hoje, depois passou para o meu pai e, consequentemente, eu segui a tradição de ser agricultor”, conta.

Segundo ele, um dos principais marcos da trajetória foi o aumento gradual da produtividade, impulsionado pela adoção de novas tecnologias e pelo aperfeiçoamento do manejo.

“Venho conseguindo aumentar a produção ano após ano. Aderi à rotação de culturas, implementei tecnologias e consegui um aumento bem expressivo na produtividade em comparação com anos atrás”, afirma.

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Atualmente, o produtor cultiva milho safrinha em parte da área e mantém o restante com plantas de cobertura, utilizando principalmente milheto e aveia para formar uma camada de palhada. A estratégia, segundo ele, foi decisiva para elevar o rendimento da soja. “Hoje estou produzindo, em média, 95 sacas de soja por hectare. A palhada fez muita diferença para alcançar esse resultado”, destaca.

Entre os maiores desafios enfrentados ao longo da carreira, Palaro cita a chegada da ferrugem asiática e da buva, planta daninha que dificultou o manejo das lavouras.

“No início tive uma quebra grande de produção porque ainda não havia conhecimento suficiente para controlar a ferrugem. Já a buva foi a planta daninha que mais deu trabalho até encontrarmos um manejo eficiente”, relembra.

Com o passar dos anos, ele afirma que o monitoramento constante e a adoção de diferentes estratégias de manejo tornaram o controle mais eficiente. “Hoje a gente faz monitoramento, acompanha a presença de esporos e reforça os tratamentos quando necessário. O controle da ferrugem ficou muito mais eficiente”, explica.

Além da palhada, o produtor atribui parte dos resultados ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), prática que conheceu por meio de um curso e que passou a adotar na propriedade. “Reduzi bastante o uso de inseticidas. Hoje aplico somente quando há necessidade. Isso diminuiu os custos e aumentou a rentabilidade da propriedade”, afirma.

Ao compartilhar sua experiência, Palaro deixa um conselho para outros agricultores que buscam melhorar a produtividade e reduzir riscos. “Investir em palhada é o futuro. Uma boa cobertura do solo ajuda no controle de plantas daninhas, reduz os impactos dos veranicos e funciona praticamente como um seguro para a lavoura”, conclui.ra a lavoura”, conclui.

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Argus projeta safra de trigo da Ucrânia em 24,1 milhões de toneladas em 2026/27

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A consultoria Argus atualizou as estimativas para a produção de trigo na Europa e na região do Mar Negro e projetou a safra da Ucrânia em 24,1 milhões de toneladas em 2026/27. O volume representa alta de 2% ante 2025, quando a colheita somou cerca de 23,6 milhões de toneladas. A revisão também traz novos números para França e Romênia, além de informações sobre produtividade, clima e qualidade do cereal.

Na Ucrânia, o rendimento médio nacional foi estimado em 4,73 toneladas por hectare, avanço de 6% sobre a média de cinco anos. No sul do país, em regiões como Odessa e Mykolaiv, a produtividade supera a média de 3,9 toneladas por hectare registrada no ano anterior.

No leste ucraniano, a produção de Kharkiv ficou projetada em patamar 11% acima da média de cinco anos, enquanto Dnipropetrovsk apresenta recuperação. Nas áreas central e oeste, os volumes permanecem próximos das máximas recentes, sustentados pelas chuvas e pela umidade do solo.

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Segundo a Argus, o frio no início de maio atrasou o desenvolvimento das lavouras e a aplicação de fertilizantes na Ucrânia. As chuvas de junho elevaram os riscos de acamamento e de doenças fúngicas. A redução do uso de nitrogênio no sul e no leste também afeta a qualidade do grão.

Na França, a consultoria estimou a safra de trigo em 32,3 milhões de toneladas. A projeção foi reduzida após uma onda de calor de oito dias consecutivos em meados de junho, que atingiu lavouras do norte do país durante a fase de enchimento de grãos. Nas áreas ao leste de Paris, o rendimento pode ficar abaixo da média de sete anos.

Na Romênia, a produção foi estimada em cerca de 13,9 milhões de toneladas, sustentada por chuvas em maio e pelo derretimento de neve. A maior produção é esperada no leste e sudeste, em áreas como Constanta, Ialomita e Calarasi. No sudoeste, em regiões como Teleorman, Dolj e Olt, o rendimento varia conforme a distribuição das chuvas. A colheita no país registra atraso de pelo menos duas semanas por causa de baixas temperaturas e umidade.

A revisão da Argus mostra um quadro de recuperação da safra ucraniana, redução na estimativa francesa e manutenção de volume elevado na Romênia. No caso romeno, a priorização do rendimento diante dos custos com insumos amplia a participação do trigo destinado à ração animal, enquanto a alta do diesel eleva os custos de transporte.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportadores correm o risco de assumir sozinhos a tarifa de 25% dos EUA, alerta advogada

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Foto: Portos do Paraná

Com a entrada em vigor nesta quarta-feira (22) da sobretaxa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump, empresas brasileiras do agronegócio com contratos de exportação, fornecimento, armazenagem, transporte e financiamento atrelados aos EUA estão sem prazo para revisar cláusulas contratuais de preço, prazo de entrega e força maior.

O alerta é da advogada e coordenadora da área de Agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz. Segundo ela, os exportadores estão correndo o risco de assumir sozinhas o custo extra da medida.

“As tarifas exigem atenção redobrada na gestão dos contratos. A adequada alocação de riscos passa a ser determinante para preservar a viabilidade das operações em um ambiente internacional mais volátil”, afirma.

De acordo com a especialista, o setor precisa agir rapidamente em cinco frentes contratuais:

  • Cláusulas de preço, para incorporar o custo adicional da tarifa sem inviabilizar a operação;
  • Volumes e prazos de entrega, especialmente em contratos já fechados antes de 22/07;
  • Mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico, para redistribuir o impacto entre as partes;
  • Dispositivos de hardship e força maior, testando se cobrem um aumento tarifário desta natureza; e
  • Cláusulas de alteração superveniente das circunstâncias, que podem justificar renegociação mesmo em contratos já assinados.

Segundo Ieda, a urgência é maior para cadeias diretamente atingidas, como carne bovina, algodão e celulose. Mesmo com a exclusão de itens estratégicos (carne bovina in natura, café, petróleo bruto, celulose e aeronaves civis), a advogada avalia que os efeitos sobre o setor são amplos, com tendência de redirecionamento de fluxos comerciais, aumento da oferta em outros mercados e maior volatilidade na formação de preços das commodities.

“Mais do que um impacto pontual sobre as exportações, as tarifas norte-americanas reforçam a necessidade de uma gestão integrada dos riscos comerciais, regulatórios e jurídicos”, diz.

Para ela, diversificação de mercados, revisão da matriz contratual e monitoramento constante das medidas geopolíticas são essenciais para preservar a competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos meses.

‘Medida juridicamente frágil’

A tarifa de 25% aos produtos brasileiros foi formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em 15 de julho após determinação do presidente norte-americano Donald Trump.

Para o sócio da área de Agronegócios do Santos Neto Advogados e advogado especialista em contratos internacionais, Frederico Favacho, o processo carece de base fática consistente. Segundo ele, mesmo no tema ambiental — um dos pilares da investigação — a acusação de que o Brasil não aplicaria suas próprias leis “não resiste ao exame da realidade”, já que o país possui uma das legislações florestais mais exigentes do mundo.

Para Favacho, a lista de produtos isentos da tarifa reforça a fragilidade jurídica da medida: ao excluir insumos dos quais os EUA não podem prescindir, a lista deixa claro que o objetivo é “criar alavancagem”, e não corrigir as práticas que a investigação alegou combater.

Na avaliação do advogado, a ação viola pilares da ordem jurídica multilateral do comércio, como o princípio da nação mais favorecida e as consolidações tarifárias assumidas pelos Estados Unidos no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, na sigla em inglês).

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Colheita da safrinha de milho avança para 49% no Centro-Sul, diz AgRural

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A colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul do Brasil alcançou 49% da área cultivada até quinta-feira (16), informou a AgRural. O índice representa avanço sobre os 40% registrados uma semana antes. O ritmo dos trabalhos acelerou pela segunda semana consecutiva, depois de um início mais lento em razão do excesso de umidade, mesmo com chuvas isoladas ainda presentes em algumas áreas.

Segundo a AgRural, o avanço da colheita ocorreu de forma mais consistente e simultânea nos diversos Estados da região. Na comparação anual, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período da safrinha de 2025, quando 55% da área já havia sido colhida.

Mato Grosso segue na liderança dos trabalhos. De acordo com a consultoria, a colheita já está finalizada ou muito próxima disso em áreas do Médio-Norte do Estado.

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Na sequência aparecem Paraná e Goiás, embora ainda com distância relevante em relação ao ritmo registrado em Mato Grosso. Os demais Estados também apresentaram evolução na semana passada.

O destaque foi Mato Grosso do Sul, onde a colheita ainda não havia ganhado tração na primeira quinzena de julho por causa da demora na perda de umidade dos grãos. Com a melhora das condições, os trabalhos avançaram junto com os demais Estados do Centro-Sul.

O levantamento reforça a mudança de ritmo da safrinha após um começo arrastado, marcado pelas dificuldades operacionais associadas à umidade excessiva nas áreas produtoras.

Até quinta-feira (16), a colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul chegou a 49% da área, acima dos 40% da semana anterior e abaixo dos 55% de igual período do ano passado, com Mato Grosso na dianteira dos trabalhos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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