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16 de setembro de 2026

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Maior oferta da 3ª safra derruba preços do feijão carioca

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A entrada da 3ª safra mantém elevada a oferta de feijão carioca e pressiona os preços no campo, segundo o Indicador de Preços Cepea/CNA no período de 9 a 16 de julho. No varejo, os valores ainda refletem os reajustes acumulados ao longo da 1ª e da 2ª safras. Já o feijão preto segue com mercado mais firme, sustentado pela menor produção e pelo fim da 2ª safra.

No feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0, o avanço da colheita da 3ª safra ampliou a disponibilidade de lotes de melhor qualidade e reduziu o interesse dos compradores, diante da expectativa de entrada contínua de novos volumes. Ao mesmo tempo, as margens ainda favoráveis estimularam a venda dos estoques disponíveis pelos produtores, intensificando a pressão sobre as cotações.

Todas as regiões acompanhadas registraram queda nos preços desse padrão de grão. Os maiores recuos ocorreram no Centro-Noroeste Goiano e no Noroeste de Minas, próximos de 10%. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a baixa foi de 6,38%.

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Nos lotes intermediários, de notas 8,0 e 8,5, a desvalorização do feijão de maior qualidade reduziu a competitividade e ampliou a pressão sobre os preços na maior parte das regiões. A exceção foi Belo Horizonte (MG), onde houve alta de 0,95%, sustentada pela absorção de lotes nota 8,5 pela indústria. Na metade sul do Paraná, a queda chegou a 11,02%. Em Sorriso (MT), os preços recuaram 0,82%.

No feijão preto tipo 1, o mercado permaneceu firme, sustentado pela menor oferta nacional e pelo encerramento da 2ª safra no Paraná. A colheita no estado atingiu 99% da área até 13 de julho. Com a disponibilidade reduzida, produtores seguem retendo lotes de melhor qualidade. Na semana, o Oeste Catarinense registrou alta de 3,39% e a metade sul do Paraná, de 0,78%. Em Curitiba (PR), porém, houve recuo de 1,65%, com demanda moderada e estoques abastecidos.

O relatório de julho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou esse quadro ao reduzir em 7,3% a estimativa da produção de feijão preto em relação ao levantamento anterior. Para a safra 2025/26, a produção foi estimada em 469,5 mil toneladas, volume 42,1% inferior ao da temporada passada, em razão da redução da área cultivada e das perdas climáticas no Paraná.

Segundo o Cepea/CNA, o avanço da colheita da 3ª safra deve manter a pressão sobre os preços do feijão carioca, enquanto o mercado de feijão preto segue sustentado pela menor disponibilidade do grão.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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