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Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista a Copa do Mundo de 2026

Seleção espanhola bate os atuais campeões por 1 a 0 e garante o segundo título mundial de sua história
A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. Neste domingo (19), a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o segundo título mundial de futebol masculino de sua história, interrompendo o sonho dos hermanos de conquistarem duas Copas seguidas. O herói do jogo foi Ferran Torres, que marcou o gol do título no tempo extra.
Com a vitória dramática, os espanhóis quebram um jejum de 16 anos sem erguer a taça mais cobiçada do planeta. O primeiro e até então único título havia sido conquistado em 2010, na África do Sul, também em um triunfo por 1 a 0 na prorrogação, contra a Holanda. Sob o comando de Luis de la Fuente, a Espanha fez um mata-mata impecável, deixando para trás Áustria, Portugal, Bélgica e a França de Kylian Mbappé, esta última com uma vitória categórica por 2 a 0 na semifinal.
Com o vice-campeonato, a Argentina segue estacionada em três títulos mundiais, sendo o último deles conquistado em 2022, no Catar. Essa é a quarta final perdida na história da seleção albiceleste, que já havia batido na trave em 1930 (contra o Uruguai), 1990 (contra a Alemanha Ocidental) e 2014 (contra a Alemanha, em pleno Brasil).
A conquista espanhola reforça a soberania do Velho Continente: agora são 13 títulos de seleções europeias contra 10 de sul-americanas (sendo cinco do Brasil, três da Argentina e duas do Uruguai). Com o bicampeonato, a Espanha iguala a marca histórica de França e Uruguai, colocando mais uma estrela em seu peito.
Festa em Madri e fim de Mundial. A Espanha celebra o topo do mundo mais uma vez, coroando uma campanha brilhante na Copa de 2026.
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Câncer colorretal: quase metade dos brasileiros adia ida ao médico mesmo com sintomas graves

Pesquisa revela que 67% desconhecem o exame preventivo de sangue oculto nas fezes. Doença é o segundo tumor mais frequente no Brasil
Apesar de reconhecerem que sintomas como presença de sangue nas fezes e mudança no fucionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, os brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. A presença desses dois sinais está entre os principais indicativos do câncer colorretal e deve ser investigada o quanto antes.
Esse é o alerta de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.
Segundo as respostas colhidas no estudo, oito em cada dez entrevistados declararam ter consciência de que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que esses sintomas podem indicar a doença, e 24% concordam muito com essa afimação. Ainda assim, quase metade não procura assistência médica com rapidez.
A pesquisa indicou que 9% dos entrevistados já notaram a presença de sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento médico imediatamente, mas 40% não tiveram essa reação:
- 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar;
- 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico;
- 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação;
- 3% foram à farmácia buscar medicação por conta própria;
- 1% pesquisou na internet antes de buscar orientação profissional.
Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes
Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), o principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.
O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e também é maior do que a média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).
A pesquisa também mostra que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de câncer.
Diagnóstico precoce
O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.
“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou Aguiar.
De acordo com dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer é o mesmo que levou á morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, depois de dois anos de tratamento.
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Brasil sedia Copa do Mundo Feminina inédita no ano que vem e já mobiliza nova geração de torcedoras

Torneio será disputado entre junho e julho por 32 seleções em oito cidades brasileiras. CBF aposta em legado cultural e transformação social
Após a Copa do Mundo de futebol, nossa seleção masculina ficou longe do hexa e, agora, resta esperar o próximo Mundial. Mas não vai ser preciso aguardar mais quatro anos para torcer pelo Brasil.
É que no ano que vem tem Copa do Mundo Feminina e, pela primeira vez, ela vai ser realizada aqui no Brasil.
O que não falta por todo o canto são meninas já apaixonadas por futebol, que têm nas potências da seleção feminina um exemplo a seguir. E a torcida está garantida para todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está empolgada para ver as atletas em campo.
“Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem”, diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é fã declarada da atacante Marta, que segue inspirando gerações. A estudante de Brasília já está negociando, em casa, uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã.
“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem”, conta.
O Mundial feminino vai ser disputado por 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Esta vai ser a primeira vez que o Brasil vai sediar a competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Ela destaca o poder de mudança cultural do Mundial feminino.
“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade”, explica.
E para as que já estão em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é que o Mundial do ano que vem dará mais visibilidade ao futebol feminino. É a confiança da atleta do time Republicanas de Brasília, Myllene D’Arc, de 34 anos.
“Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas”, relata.
Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para o final, a impressão sobre o Mundial feminino variava entre os mais e os menos otimistas. Mas é quase unânime a ideia de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização.
No ano que vem, oito cidades vão sediar a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça só foi levantada por cinco seleções ao longo das nove edições do torneio – Estados Unidos (4 vezes), Alemanha(2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã. Que comece a torcida para que as habilidosas atletas brasileiras recebam em casa o inédito título de campeãs mundiais.
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Ortega afirma que Nicarágua não terá mais eleições e amplia endurecimento do regime

Durante ato em Manágua, presidente disse que oposição deve “esquecer” retorno ao poder pelas urnas e anunciou novas medidas contra adversários.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou que o país não voltará a realizar eleições e afirmou que a oposição não retornará ao poder por meio do voto. A fala ocorreu no domingo (19), durante as comemorações pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua.
Em seu discurso, Ortega disse que os grupos opositores deveriam abandonar qualquer expectativa de disputar o governo por meio das urnas, alegando que pretendem reassumir o poder para beneficiar interesses próprios.
A declaração ocorre em meio ao fortalecimento do controle político exercido pelo governo. Ortega também anunciou que a Assembleia Nacional, onde sua base é maioria, deverá aprovar novas leis voltadas a restringir a atuação de opositores, classificados por ele como “golpistas” e “traidores da pátria”.
A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em 2026, mas uma reforma constitucional aprovada em 2025 ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos, transferindo o próximo pleito para 2027. A mesma reforma criou o cargo de copresidente, ocupado por Rosario Murillo, esposa e vice-presidente de Ortega.
As mudanças receberam críticas de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), além de entidades que acompanham a situação dos direitos humanos e da democracia no país.
Durante o evento, Ortega também voltou a criticar os Estados Unidos, acusando Washington de interferir em países da América Latina e mencionando a atuação norte-americana em relação à Venezuela.
Nos últimos anos, a Nicarágua tem sido alvo de críticas internacionais por denúncias de perseguição a opositores, prisões de dissidentes, restrições à imprensa e sanções impostas por diversos governos contra integrantes da administração de Ortega.
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