Connect with us

Business

Queda nos preços da soja e foco na colheita limitam negociações expressivas em Mato Grosso

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As vendas de soja e milho da safra 2025/26 em Mato Grosso seguem à passos “lentos”. A desvalorização dos grãos é apontada como um dos principais fatores que limitam as negociações. Enquanto o preço do cereal caiu 3,61%, o da oleaginosa recuou 3,96% em relação a dezembro.

As vendas de soja no primeiro mês de 2026 alcançaram 49,49% da produção prevista, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), avanço mensal de 5,34 pontos percentuais em relação a dezembro. Tal progresso está atrelado à necessidade de alguns produtores fazerem caixa.

Apesar das negociações da oleaginosa 2025/26, ressalta o Instituto, estarem à frente do observado na safra 2024/25 no mesmo período de 48,97%, as mesmas ainda estão atrasadas em comparação com a média dos últimos cinco anos de 52,55%.

No que se refere ao valor médio da soja no estado, o indicador encerrou o mês em R$ 104,12 a saca de 60 quilos. De acordo com o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a expectativa do produtor mato-grossense era que houvesse uma aceleração nas vendas, principalmente, com a entrada da safra ou com o avanço dos preços.

Ele ressalta que o produtor vive um momento em que “está meio que numa encruzilhada”, pois necessita comercializar nos próximos meses, uma vez que “nós não temos espaço” e “desafios”. “Ele precisa fazer caixa também pela necessidade de composição para pagar as contas. E o desafio para tudo isso é essa pressão”.

Rentabilidade em cima da produtividade da soja

Conforme Gauer, o que se tem visto é o produtor mato-grossense “fazer média para baixo”. “Como os preços estão caindo e a comercialização avançando, temos visto uma pressão nas margens. De maneira geral o que temos visto, assim como aconteceu na safra passada, ele vai ser agraciado por uma produtividade melhor do que esperava”.

A expectativa é de que a rentabilidade no campo “melhore um pouco, não por causa de preço, mas por conta de produzir mais”, salienta.

Em relação à safra 2026/27 o relatório do Imea, divulgado nesta segunda-feira (9), mostra que a comercialização da soja atingiu 1,46% da produção prevista, avanço de 0,70 ponto percentual no comparativo mensal. O progresso segue lento no comparativo com as vendas iniciais da temporada 2025/26, que em janeiro de 2025 estavam em 2,65%, e a média histórica de 7,62%.

O ritmo decorre da elevada oferta no mercado e dos preços ainda pressionados. O preço médio da safra 26/27 negociado no mês foi de R$ 102,33 a saca.

Mais Milho Mafra Santa Catarina Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso

Milho “acelerado” ante safra anterior

Quanto à safra 2025/26 de milho 32% dela estava travada em janeiro, foi observado um avanço de 5,49 pontos percentuais, em relação a safra 2024/25 no mesmo período. Naquela época, o estado estava com apenas 26,51% da produção negociada.

Contudo, destaca o Imea, na variação mensal com dezembro a atual temporada apresentou expansão de apenas 2,77 pontos percentuais nas negociações e está atrasada ante os 37,39% da média das últimas cinco safras.

O Instituto pontua que o cenário na comercialização é explicado por um maior foco do produtor na semeadura do cereal.

Em relação ao preço do cereal futuro, houve queda mensal de 3,61%, com média de R$ 44,29 a saca negociada.

Algodão Pluma foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso 1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Cotonicultores mais dispostos para negociar

O algodão também apresenta avanços nas vendas. Em janeiro a comercialização de pluma safra 2025/26 atingiu 54,81% da produção projetada, representando um avanço mensal de 8,10 pontos percentuais no comparativo mensal. O resultado decorre de os cotonicultores estarem mais dispostos em negociar em meio ao avanço do plantio.

Quando comparado com o ciclo 2024/25 no período analisado observa-se que as atuais vendas estão 5,99 pontos percentuais à frente. Em contrapartida, assim como na soja e no milho, está atrás da média histórica de 55,90%.

Em relação a temporada 2026/27, o Imea trouxe a primeira divulgação de comercialização, que alcançou 5,35% da produção prevista de pluma. Desta forma, as negociações se encontram 1,96 ponto percentual adiantadas quando comparadas às do mesmo período da safra 2025/26, porém 2,16 pontos percentuais atrás no comparativo com a média dos últimos cinco anos.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Queda nos preços da soja e foco na colheita limitam negociações expressivas em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Produção brasileira de azeite de oliva deve superar recorde de 640 mil litros

Published

on


Foto: Ibraoliva Divulgação

A produção brasileira de azeite de oliva deve registrar em 2026 a maior safra da história, superando os 640 mil litros alcançados em 2023, avalia o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).

A análise tem como base as condições climáticas favoráveis observadas ao longo do atual ciclo produtivo.

De acordo com o presidente da entidade, Flávio Obino Filho, a olivicultura brasileira iniciou sua produção comercial há cerca de 20 anos e teve, desde o início, o desafio de produzir azeite extra virgem de qualidade fora das condições tradicionais do Mediterrâneo.

“Produzir azeites extra virgens de qualidade no hemisfério sul, em condições climáticas muito diferentes das do Mediterrâneo, sempre foi o nosso grande desafio. Esse desafio foi superado”, comemora.

Segundo o dirigente, os azeites brasileiros alcançaram reconhecimento consistente no cenário internacional. “Eu não conheço um concurso internacional em que um azeite brasileiro participe e não saia com uma medalha. Se considerarmos a média dos azeites produzidos em cada país, o azeite brasileiro é o melhor do mundo em termos de qualidade”, comenta.

Produção recuou após recorde

Após a safra recorde de 2023, quando o país atingiu 640 mil litros, a produção recuou nos dois anos seguintes em função de adversidades climáticas. Conforme dados do Ibraoliva, em 2024 o volume caiu para 340 mil litros e, em 2025, para 240 mil litros, impactado principalmente pelo excesso de chuvas e pela alta umidade, fatores críticos para o desenvolvimento da oliveira.

De acordo com o presidente do Instituto, o período recente levou o setor a uma revisão interna das estratégias produtivas. “Em 2023, a nossa preocupação era com o mercado. Já em 2025, o foco passou a ser entender onde acertamos e onde erramos, com investimento forte em pesquisa”, destaca.

Para 2026, o cenário é mais favorável. “Estamos sendo agraciados por condições climáticas positivas e vamos ter a maior safra da história da olivicultura brasileira, superando os 640 mil litros de 2023. Quem sabe possamos atingir o sonho de produzir 1 milhão de litros de azeite de oliva extra virgem no Brasil”, projeta Obino Filho.

Os dados do Ibraoliva mostram que, atualmente, a olivicultura brasileira reúne cerca de 550 produtores distribuídos em aproximadamente 200 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

“O caminho é seguir investindo em pesquisa, entendendo onde estamos acertando e onde ainda precisamos corrigir. Queremos nos colocar entre os principais produtores de azeite de oliva do mundo e temos qualidade para alcançar esse objetivo”, conclui.

O post Produção brasileira de azeite de oliva deve superar recorde de 640 mil litros apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Soja: Brasil deve embarcar até 11,708 milhões de t em fevereiro, aponta Anec

Published

on


Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 11,708 milhões de toneladas em fevereiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 9,726 milhões de toneladas. Em janeiro de 2026, as exportações somaram 2,444 milhões de toneladas.

Na semana encerrada dia 7 de fevereiro, o Brasil embarcou 1,531 milhão de toneladas. Para o período entre 8 e 14 de fevereiro, a Anec indica a exportação de 3,370 milhões de toneladas.

Números do farelo de soja

Em relação ao farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,927 milhão de toneladas em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,502 milhão de toneladas. Em janeiro, somaram 1,708 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 431,356 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 574,822 mil toneladas.

O post Soja: Brasil deve embarcar até 11,708 milhões de t em fevereiro, aponta Anec apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Inseticida amplia controle de percevejos e outras pragas da soja

Published

on


Foto: Syngenta

O Brasil se prepara para mais uma produção recorde de soja, com previsão de colher 176,1 milhões de toneladas na safra 2025/26. A área plantada também cresceu, passando de cerca de 47,4 milhões para 48,7 milhões de hectares, avanço de 2,8% frente ao ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Enquanto o cenário nacional aponta expansão, produtores enfrentam desafios regionais importantes. No estado do Paraná, um dos principais produtores de soja no país, a safra se desenvolve sob condições climáticas irregulares.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a cultura enfrenta períodos de estresse hídrico e temperaturas elevadas, principalmente nas fases de floração, frutificação e enchimento de grãos. Esses momentos são decisivos para o potencial produtivo.

Nesse contexto, um manejo eficiente ganha ainda mais relevância, especialmente diante do desafio imposto pelo complexo de percevejos e pragas desfolhadoras ao longo do ciclo da soja. Tecnologias químicas com novos modos de ação surgem como alternativas para ampliar o controle e proteger os componentes de rendimento da cultura.

Diferentes pragas da soja, mesma solução

Se de um lado a soja é campeã de produtividade, do outro, a cultura é uma das mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças como percevejos, lagartas, ácaros e tripes.

Em anos de maior estresse térmico e hídrico, como o observado em algumas regiões produtoras do Paraná nesta safra, as plantas tendem a ficar mais vulneráveis, enquanto as pragas encontram condições favoráveis para se multiplicarem rapidamente.

Diante dessa diversidade de riscos, o VERDAVIS®, da Syngenta, surge como uma ferramenta importante para compor estratégias de manejo e auxiliar na gestão da resistência.

O inseticida é formulado com lambda-cialotrina e PLINAZOLIN® technology, que incorpora um modo de atuação inédito. Essa combinação proporciona efeito de choque (knockdown), promovendo controle imediato e rápida paralisação da alimentação das pragas, reduzindo os danos às plantas.

Eficácia comprovada no combate a amplo espectro de pragas

Em lavouras com alto nível de infestação, além das perdas diretas na produtividade, as pragas também podem afetar a qualidade dos grãos, reduzindo o valor comercial da safra. Nesse sentido, o produto atua em diferentes estágios de desenvolvimento dos insetos, incluindo ovos, ninfas e adultos, interrompendo o ciclo das pragas na lavoura.

A tecnologia também inaugura o conceito percevejo-marrom+, com foco no controle do percevejo-marrom (Euschistus heros) e do percevejo barriga-verde, atuando também em um amplo espectro de pragas, como lagartas, tripes e ácaros, por exemplo.

Diante disso, o produtor rural Isaias Zanella, de Tupanci do Sul (RS), comprovou que VERDAVIS® é a solução completa para promover o controle de pragas, tanto na soja quanto no milho. Ele conta que, na última safra, enfrentou infestações de percevejos nas duas culturas, além de outras pragas, como besourinhos, cigarrinhas, tripes e lagartas.

“Na avaliação de custo, verificamos que precisaríamos de vários produtos, mas o VERDAVIS® sozinho me proporcionou esse controle, de forma muito eficiente. Chegamos aos estágios mais avançados da cultura com um bom controle de todas essas pragas”, conta Isaias

Controle sem precedentes

Produzir a céu aberto demanda atenção máxima às condições climáticas. Longos períodos de seca, seguidos de chuva intensa, criam um ambiente favorável para a multiplicação de pragas nas lavouras de soja. Por isso, o manejo dos produtos deve ser realizado de forma eficiente, visando assegurar resultados consistentes no controle de pragas.

Dentro dessa estratégia, as características do VERDAVIS® se destacam justamente pela persistência do produto nas folhas, aliada a características como baixa volatilidade, estabilidade à radiação ultravioleta e menor suscetibilidade à lavagem pela chuva.

Esses fatores contribuem para um período prolongado de controle, sem registro de fitotoxicidade quando utilizado conforme recomendação. Ao integrar tecnologias com amplo espectro, efeito de choque e residual prolongado, o manejo se torna mais eficiente e contribui para a proteção do potencial produtivo da soja.

O post Inseticida amplia controle de percevejos e outras pragas da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT