Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho pode ter mais um dia de cotações estáveis – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de estabilidade nas cotações. Com o foco na colheita da safra de verão, as aquisições são aguardadas para um período de preços ainda mais acessíveis. No cenário internacional, os agentes aguardam o relatório de oferta e demanda do USDA, às 14h, para movimentações na Bolsa de Chicago. O dólar, por sua vez, opera com leve alta frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços fracos nos portos nesta segunda-feira, com o dólar em queda. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está marcado por essa baixa nos portos e dificuldades de liquidez interna. Houve novos recuos de preços no Sul, e no Sudeste parece haver alguma reação tentada em São Paulo.
Para Molinari, a evolução da colheita da soja e a alta dos fretes deve mudar o mercado regionalmente daqui para a frente.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,50/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 68,00/69,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 62,00/64,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/61,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 50,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,28 3/4 por bushel, estável na relação ao fechamento anterior. As demais posições em baixa.
* O mercado anda de lado nas negociações iniciais e a tendência é de um dia arrastado até a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, às 14h.
* Ontem (9), a posição março de 2026 fechou com baixa de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,38% em relação ao fechamento anterior, cotada a US$ 4,28 3/4 por bushel. A posição maio de 2026 encerrou cotada a US$ 4,37 por bushel, recuo 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,39% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,08%, cotado a R$ 5,1913. O Dollar Index registra valorização de 0,07% a 96,88 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, + 0,30%. Frankfurt, + 0,05%. Londres, -0,24%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços firmes. Xangai, + 0,13%. Japão, + 2,28%.
* O petróleo opera com alta. Março do WTI em NY: US$ 64,39 o barril (+0,04%).
AGENDA
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– Relatório de fevereiro de oferta e demanda dos EUA e mundial – USDA, 14h.
– Resultado financeiro do Banco do Brasil, após o fechamento do mercado.
– Relatório de produção e vendas da Petrobras, após fechamento do mercado.
– China: O índice de preços ao consumidor de janeiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
– China: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
—–Quarta-feira (11/02)
– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado pela OPEP.
– EUA: A gigante de fast food McDonald’s publica seus resultados trimestrais.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias extrativas e de transformação referente a dezembro.
– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.
– Japão: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às 20h50 pelo BOJ.
—–Quinta-feira (12/02)
– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 2h pela AIE.
– Reino Unido: A leitura preliminar do PIB do quarto trimestre será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.
– O IBGE divulga, às 8h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a janeiro.
– Estimativa para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultado financeiro da Raizen e da Vale, após o fechamento do mercado.
—–Sexta-feira (13/02)
– Eurozona: A leitura preliminar do PIB do quarto trimestre será publicada às 7h pelo Eurostat.
– Eurozona: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 7h pelo Eurostat.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-10 referente a fevereiro.
– EUA: O índice de preços ao consumidor de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
CEEMA: Queda em Chicago e problemas de qualidade no Sul do Brasil marcam o mercado do trigo – MAIS SOJA

As cotações do trigo continuaram caindo, em Chicago, nesta semana. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (22) em US$ 6,24, a mais baixa cotação desde o dia 09/07. Na semana anterior, o fechamento havia sido de US$ 6,70. Nos EUA, até o dia 18/10, o plantio do trigo de inverno atingia a 63% da área, contra 69% na média histórica. Deste trigo semeado, 39% havia germinado, contra 43% na média.
No Brasil, os preços do trigo de qualidade superior continuaram estabilizados, com leve viés de baixa diante da colheita, mesmo que comprometida em termos de qualidade. As principais praças gaúchas registraram R$ 73,00/saco, enquanto no Paraná as mesmas ficaram em R$ 79,00.
A colheita no Paraná atingia a 82% da área no dia 19/10, com perdas importantes na qualidade do produto colhido. De tal maneira que o Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR) acompanha com bastante preocupação a reta final da colheita do trigo do Estado, pois o mesmo representa 30% da produção nacional de farinha de trigo, com moagem de 3,85 milhões de toneladas por safra. O fato é que tal realidade atinge igualmente o Rio Grande do Sul que, segundo a Emater, já tem 19% da área colhida, contra 22% na média histórica até o dia 22/10.
Os problemas de qualidade da safra brasileira de trigo estão provocando mudanças nas negociações entre produtores, comerciantes e moinhos. Com maior diferença entre os padrões dos lotes disponíveis, a indústria tem avaliado individualmente as características do cereal, enquanto o trigo que não atende às especificações moagem enfrenta descontos ou precisa encontrar destinos alternativos, como as rações animais.
Nesta semana, referências indicativas de mercado apontaram trigo Tipo 1 com PH 78 próximo de R$ 1.750,00/tonelada CIF Curitiba. Para lotes com PH 75 e Falling Number de 200 segundos, há indicações em torno de R$ 1.500,00/tonelada CIF, enquanto referências de trigo com PH 73 aparecem próximas de R$ 1.250,00/tonelada. Esses valores não representam uma tabela oficial de descontos nem operações necessariamente realizadas sob as mesmas condições comerciais. Por isso, as diferenças entre eles não podem ser tratadas como uma redução fixa de preço aplicada ao produtor.
Vale ainda destacar que, entre 1º de agosto e 13 de outubro, apenas 23,2% das leituras realizadas por empresa especializada atingiram o PH mínimo de 78 quilos por hectolitro (kg/hl), um dos requisitos para a classificação do cereal como Tipo 1. No mesmo período de 2025, a proporção era de 72%. O levantamento reúne mais de 112 mil leituras de medidores conectados ao sistema. Os dados mostram que o PH mediano caiu de 80,2 kg/hl, em 2025, para 74,2 kg/hl neste ano. Já a umidade mediana subiu de 14,2% para 15,9% no mesmo intervalo. O Paraná, estado que concentrou a maior parte das medições, registrou umidade mediana de 16,4% (cf. Motomco).
Enfim, em seu último boletim mensal de outubro, a Conab ainda projeta uma safra brasileira de 5,7 milhões de toneladas de trigo, com 2,16 milhões a serem colhidos no Paraná e 2,26 milhões no Rio Grande do Sul.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Com China de volta às compras, soja volta a subir após oito quedas seguidas em Chicago

Os contratos futuros da soja operam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (23), impulsionados pelas compras de fundos especuladores, pela valorização do petróleo e pelos sinais de demanda aquecida da China pela oleaginosa norte-americana.
Segundo a Agência Safras, o mercado amplia os ganhos registrados na sessão anterior, quando interrompeu uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos limita uma valorização mais expressiva.
Na sessão eletrônica desta manhã, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,54 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, equivalente a 0,09% em relação ao fechamento anterior.
Compras da China sustentam preços da soja
A demanda chinesa segue como um dos principais fatores de sustentação das cotações em Chicago.
Na quinta-feira (22), exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram uma nova venda de 202 mil toneladas de soja para a China, reforçando as expectativas de continuidade das compras pelo país asiático.
Além disso, as vendas líquidas norte-americanas de soja da safra 2026/27 totalizaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro.
Desse volume, a China respondeu por 2,178 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal destino das vendas no período.
O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam comercialização entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.
Outro fator de suporte é a valorização do petróleo, que favorece os preços do óleo de soja em razão de sua utilização na produção de biodiesel.
Soja interrompe sequência de oito quedas em Chicago
Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta, interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de perdas.
Após as cotações atingirem o menor patamar em dois meses, investidores aproveitaram os preços mais baixos para realizar compras, favorecendo uma recuperação técnica do mercado.
Os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,53 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%.
Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,64 3/4 por bushel, valorização de 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro recuou 0,28%, encerrando a US$ 347,30 por tonelada.
O óleo de soja para dezembro, por sua vez, registrou alta de 1,16%, fechando a 66,74 centavos de dólar por libra-peso.
Apesar da recuperação das cotações, o andamento da colheita norte-americana permanece como fator de pressão sobre o mercado, restringindo ganhos mais acentuados.
Sustentabilidade
Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.
O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.
Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.
Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.
Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.
Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
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