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Sustentabilidade

Setor de máquinas agícolas deve ter ano normal com crescimento modesto – Show Rural – MAIS SOJA

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 A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) projetou um crescimento do setor de máquinas agrícolas de aproximadamente 3,4% para o ano. As expectativas foram reduzidas em comparação com o desempenho de 2025, que ficou próximo dos 8%. Em entrevista exclusiva à Safras News durante a 38a edição do Show Rural Coopavel, o presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, atribuiu a desaceleração principalmente à base de comparação.

“Em 2024, o setor teve um desempenho muito fraco por causa da seca, o que reduziu significativamente o faturamento. Assim, o crescimento de 2025 sobre 2024 foi elevado porque partiu de uma base baixa. Já em 2026, a comparação é feita com 2025, que teve faturamento mais alto, resultando em um percentual menor de crescimento”, explicou.

Estevão destacou que não há mudanças relevantes nas variáveis de mercado nem “gatilhos” como queda expressiva de juros ou aumento de preços que indiquem uma alteração significativa do cenário. A expectativa é de um ano semelhante ao anterior, considerado estável.

“Apesar do crescimento, 2025 não é avaliado como um ano bom para a indústria. O faturamento ficou em torno de R$ 67 bilhões, abaixo dos patamares de 2021 e 2022, quando o setor faturou entre R$ 97 e R$ 99 bilhões”, apontou o presidente setorial.

Ele ainda explicou que isso gera ociosidade nas fábricas, reduzindo a rentabilidade, mesmo sem prejuízos. O ano é classificado como médio para baixo.

A projeção de crescimento já considera uma safra normal, com clima favorável. Mesmo uma eventual surpresa positiva de produtividade não deve alterar significativamente o cenário, pois 60% do mercado de máquinas agrícolas depende de soja e milho, cujos preços internacionais estão baixos devido ao excesso de oferta global. Os outros 40% do mercado apresentam desempenho misto: cana com resultado mediano, café e pecuária em bom momento, laranja em um mercado pequeno e positivo, hortaliças estáveis e agricultura familiar aquecida, impulsionada por crédito subsidiado com juros de 5,5%.

As exportações representam cerca de 10% do faturamento e são concentradas na América do Sul, especialmente Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e México. Em 2025, houve crescimento de 12% nas exportações, impulsionado principalmente pela melhora da economia argentina após ajustes cambiais. Conforme Estevão, o acordo Mercosul-União Europeia não deve gerar efeitos no curto prazo, pois ainda depende de aprovações legislativas e jurídicas, além de prever uma desgravação tarifária gradual de até 15 anos para máquinas agrícolas.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Em dia movimentado, cotações de soja sobem no Brasil; confira o fechamento de mercado

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou um dia bastante movimentado, com avanço nas cotações e volumes expressivos de negociação. O cenário foi impulsionado principalmente pela forte alta na Bolsa de Chicago, que chegou a testar a faixa de US$ 12,00 por bushel.

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Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado esteve firme ao longo do dia, com bons volumes de negócios tanto nos portos quanto no mercado interno.

Silveira destaca que a elevação das cotações em Chicago teve peso maior na formação dos preços no Brasil. “A CBOT subiu bastante e os prêmios praticamente não mexeram. O dólar recuou, mas a alta na bolsa foi mais sensível para a formação dos preços”, afirma o analista.

Outro fator de sustentação foi o comportamento do petróleo, que influenciou o complexo da soja ao longo da sessão.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando os ganhos da semana. A posição maio, a mais negociada, chegou a bater em US$ 12,00 por bushel, o maior patamar desde 2024.

O movimento acompanhou a forte valorização do petróleo, que subia cerca de 10% em Nova York, alcançando a faixa de US$ 90,00 por barril.

Conflito no Oriente Médio

A intensificação do conflito no Oriente Médio levou países como Catar, Kuwait e Iraque a cortar produção ou citar possíveis interrupções nas exportações. O estreito de Ormuz ficou praticamente vazio nas últimas 24 horas, aumentando os riscos para o abastecimento global.

A alta do petróleo acaba beneficiando o mercado de grãos por dois caminhos. De um lado, investidores buscam commodities como proteção. De outro, cresce a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, como soja e milho.

Colheita no Brasil

Pelo lado fundamental, a colheita avança no Brasil, ainda que com certo atraso. Cerca de 50% da safra recorde já foi colhida, ampliando a oferta global.

EUA-China

Há também ceticismo em relação às compras de soja dos Estados Unidos pela China, enquanto o produto brasileiro segue mais competitivo no mercado internacional.

Mesmo assim, predominou o impacto da alta do petróleo e das tensões no Oriente Médio, levando a soja a fechar com valorização de 2,6% na semana na posição maio.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,82%, a US$ 12,00 3/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 12,13 por bushel, com elevação de 20,50 centavos ou 1,71%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para maio fechou com alta de US$ 7,90, ou 2,55%, a US$ 317,20 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio terminou a sessão a 66,58 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,88 centavos ou 1,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2397 para venda e a R$ 5,2377 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2387 e a máxima de R$ 5,3215.

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Sustentabilidade

Embrapa e Governo do Paraná firmam parceria com foco em inovação na cadeia de soja

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Canziani, Cristianne, Nepomuceno e Silvia Massruhá na solenidade de assinatura – Crédito: Andrea Vilardo

Para garantir a competitividade do agronegócio paranaense, a Embrapa e o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial e da Fundação Araucária, assinaram, nesta sexta-feira (6), uma Carta de Intenções que prevê investimentos de R$ 5 milhões para fortalecer a agregação de valor na cadeia da soja no estado.

A assinatura ocorreu durante a abertura do Dia de Campo de Verão, realizado na Embrapa Soja. A solenidade contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em formato remoto, do secretário de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, e da assessora de relações institucionais e inovação da Fundação Araucária, Cristianne Cordeiro Nascimento.

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”O tradicional Dia de Campo da Embrapa Soja é sempre um motivo de orgulho, mas, este ano, a celebração ganhou um peso especial com a assinatura da Carta de Intenções junto à Secretaria de Inovação do Paraná e a à Fundação Araucária, porque estamos desenhando a soja brasileira para as próximas décadas”, destaca Silvia Massruhá.

“Focamos em inovação, bioeconomia e transição energética. E este é o momento de pensarmos na soja muito além da produção de proteína vegetal. Estamos olhando para a agregação de valor em setores que, até pouco tempo, pareciam distantes do campo”, complementa a presidente da Embrapa.

Para o secretário Alex Canziani, o investimento pretende posicionar o Paraná não apenas como um grande produtor agrícola, mas também como um polo de inteligência e liderança em bioeconomia. A proposta é desenvolver a chamada “soja do futuro”, por meio de técnicas como edição gênica e melhoramento genético, criando variedades com perfil nutricional superior, melhor qualidade industrial e maior sustentabilidade energética.

O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, destacou que a iniciativa também busca reduzir a dependência das exportações de grão, principalmente para a China. Segundo ele, é necessário ampliar a agregação de valor à produção, estimulando o desenvolvimento de novos produtos derivados da soja.

A proposta inclui aproximar a pesquisa científica da indústria e de startups, incentivando o uso da soja na fabricação de produtos como cosméticos, lubrificantes e materiais industriais, além de aplicações no setor de energia.

Objetivos do projeto

O projeto está estruturado em quatro frentes principais: desenvolvimento de cultivares com perfis diferenciados de proteína e óleo, melhorias no perfil de aminoácidos para maior eficiência na nutrição animal, pesquisas voltadas à produção de biocombustíveis avançados e novos usos industriais para o óleo de soja, incluindo aplicações em lubrificantes, asfalto e materiais utilizados na fabricação de calçados e equipamentos.

Durante o Dia de Campo de Verão, também foram apresentados temas técnicos relacionados à produção agrícola, como manejo de percevejos, controle de plantas daninhas, diversificação de culturas e demonstração de novas cultivares de soja e feijão.

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Perdas de grãos no transporte: quanto se perde e qual modal apresenta maiores desperdícios? – MAIS SOJA

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Dados preliminares do estudo de Perdas no Transporte Rodoviário de Grãos coordenado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) demonstram que os índices de perdas no transporte de grãos no Brasil estão abaixo do nível considerado aceitável de tolerância, de 0,25% (MAPA, 2025).

As perdas durante o transporte variam conforme o modal logístico, sendo o transporte rodoviário um dos que mais contribuem para a perda de produção de soja. Estima-se que as perdas representem cerca de 0,20% a 0,50% no transporte curto, realizado entre a lavoura e o armazém, e aproximadamente 0,18% a 0,25% no transporte longo, que ocorre do armazém até os destinos, como portos e indústrias. Esses valores evidenciam a relevância das perdas logísticas ao longo da cadeia de escoamento da produção (Aprosoja MT, 2015; Melo et al. 2018).

Estimativas do MAPA demonstram que para cada tonelada transportada, são perdidos aproximadamente 1,2 kg de milho, 1,7 kg de trigo e 1,29 kg de arroz em casca. Embora esses valores pareçam relativamente pequenos quando analisados isoladamente, ao considerar a produção total de grãos ao longo de um ano agrícola, as perdas tornam-se substanciais.

De acordo com Melo et al., (2018), considerando os modais que envolvem a logística de grãos, a armazém é responsável por 21,67% das perdas de grãos, enquanto o transporte rodoviário unimodal responde por 13,31% das perdas na logística no país, e os transportes multimodais ferroviário e hidroviário totalizaram 8,84% e 1,62%, respectivamente de participação nas perdas.

Figura 1. Distribuição das perdas totais de soja e milho em cada atividade agregada da logística no Brasil.
Adaptado: Péra (2017), apud. Melo et al. (2018)

Ainda que os níveis de perdas sejam considerados dentro do limite aceitável, a grande participação do transporte rodoviário nas perdas de grãos demonstra a necessidade em atuar nesse modal para mitigar o desperdício. De acordo com Bernardes & Higashi (2022), os principais fatores associados as perdas de grãos incluem deficiências na infraestrutura rodoviária, condições inadequadas dos veículos de transporte, elevada dependência do modal rodoviário e manuseio inadequado da carga.

Rodovias em más condições favorecem a trepidação e o derramamento de grãos, enquanto veículos mal conservados, ausência de lonas e práticas como o excesso de carga intensificam as perdas durante o transporte. Além disso, a baixa participação de modais alternativos, como ferrovias e hidrovias, amplia a pressão sobre o transporte rodoviário e contribui para o aumento das perdas logísticas.


Veja mais: Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquinas


Referências:

APROSOJA MT. APROSOJA LANÇA CARTILHA PARA MINIMIZAR PERDAS. Aprosoja Mato Grosso, 2015. Disponível em: < https://aprosoja.com.br/comunicacao/release/aprosoja-lanca-cartilha-para-minimizar-perdas >, acesso em: 06/03/2026.

BERNARDES, M. F.; HIGASHI, S. Y. DESPERDÍCIOS DE GRÃOS DE SOJA NA LOGÍSTICA RODOVIÁRIA DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. VI EIGEDIN, 2022. Disponível em: < https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/download/17241/11887/ >, acesso em: 06/03/2026.

MAPA. ESTUDO REVELA PERDA ABAIXO DO NÍVEL DE TOLERÂNCIA NO TRANSPORTE DE GRÃOS: O ASSUNTO ESTÁ SENDO DEBATIDO EM SEMINÁRIO REALIZADO EM PARCERIA COM A FAO. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2025. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/2022/estudo-revela-perda-abaixo-do-nivel-de-tolerancia-no-transporte-de-graos >, acesso em: 06/03/2026.

MELO, E. V. et al. PERDAS E DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018. – (Série cadernos de trabalhos e debates; n. 3 e-book). Disponível em:< https://esalqlog.esalq.usp.br/upload/kceditor/files/Livro_Perdas%20e%20Desperd%C3%ADcio%20de%20Alimentos_CamaraLegislativa2019%20%282%29.pdf >, acesso em: 06/03/2026.

PÉRA, T. G. MODELAGEM DAS PERDAS NA AGROLOGISTICA DE GRÃOS NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DE PROGRAMAÇÃO MATEMÁTICA. Dissertação de Mestrado, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2017. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3148/tde-17072017-160658/publico/ThiagoGuilhermePeraCorr17.pdf >, acesso em: 06/03/2026.

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