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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Soja/MT: Colheita avança e alcança 39,61% da área total semeada no estado – MAIS SOJA

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A comercialização da soja da safra 25/26 em Mato Grosso alcançou 49,49% da produção estimada em jan/26, avanço de 5,34 p.p. em relação a dez/25. O incremento nas vendas esteve atrelado, principalmente, à necessidade de alguns produtores de fazer caixa. No entanto, a queda nos preços da oleaginosa ao longo de janeiro e o foco nas atividades de colheita limitaram a realização de negociações mais expressivas.

No que se refere ao valor médio da soja no estado, o indicador encerrou o mês em R$ 104,12/sc, recuo de 3,96% frente ao mês anterior. Para a safra 26/27, os primeiros negócios foram registrados pelo Imea em dez/25 e, em jan/26, a comercialização atingiu 1,46% da produção prevista, avanço de 0,70 p.p. no comparativo mensal. Apesar do progresso, o ritmo das negociações segue lento, reflexo da elevada oferta no mercado e dos preços ainda pressionados, o que mantém os produtores cautelosos nas fixações futuras. Por fim, o preço médio da safra 26/27 negociado no mês foi de R$ 102,33/sc.

Confira os principais destaques do boletim:
  • PROGRESSO: com maior disponibilidade de áreas prontas, a colheita de soja em MT avançou 14,64 p.p. no comparativo semanal, e atingiu 39,61% da área prevista.
  • AUMENTO: a moeda norte-americana registrou alta de 0,33% em relação à semana passada, e encerrou o período na média de R$ 5,24/US$.
  • ELEVAÇÃO: com o mercado reagindo às possíveis novas aquisições chinesas de soja dos EUA, o preço do grão em Chicago subiu 1,97% na última semana.
Em jan/26, as exportações brasileiras de soja totalizaram 1,88 milhão de t, alta de 75,51% em relação a jan/25.

Esse avanço está atrelado à maior disponibilidade do grão e a forte demanda pelo produto no mercado externo. Segundo relatório divulgado pela Conab em jan/26 para o ciclo 25/26, a projeção indica incremento de 2,80% na área semeada e de 2,71% na produção ante a safra 24/25, reforçando a perspectiva de maior oferta nacional. Quanto à participação de MT nas exportações, o estado respondeu por 25,99% do volume total escoado em jan/26, somando 487,63 mil t embarcadas, desempenho pautado pelo avanço acelerado da colheita, aliado à demanda aquecida pela oleaginosa matogrossense.

Como resultado, o volume exportado pelo estado ficou 202,52% acima do registrado em jan/25 e 96,32% superior à média dos últimos cinco anos para janeiro. Por fim, para 2026, o Imea projeta exportações de soja mato-grossense em 32,10 milhões de t, alta de 0,28% frente a 2025.

Fonte: IMEA

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Sustentabilidade

Com China de volta às compras, soja volta a subir após oito quedas seguidas em Chicago

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Os contratos futuros da soja operam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (23), impulsionados pelas compras de fundos especuladores, pela valorização do petróleo e pelos sinais de demanda aquecida da China pela oleaginosa norte-americana.

Segundo a Agência Safras, o mercado amplia os ganhos registrados na sessão anterior, quando interrompeu uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos limita uma valorização mais expressiva.

Na sessão eletrônica desta manhã, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,54 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, equivalente a 0,09% em relação ao fechamento anterior.

Compras da China sustentam preços da soja

A demanda chinesa segue como um dos principais fatores de sustentação das cotações em Chicago.

Na quinta-feira (22), exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram uma nova venda de 202 mil toneladas de soja para a China, reforçando as expectativas de continuidade das compras pelo país asiático.

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Além disso, as vendas líquidas norte-americanas de soja da safra 2026/27 totalizaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro.

Desse volume, a China respondeu por 2,178 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal destino das vendas no período.

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam comercialização entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

Outro fator de suporte é a valorização do petróleo, que favorece os preços do óleo de soja em razão de sua utilização na produção de biodiesel.

Soja interrompe sequência de oito quedas em Chicago

Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta, interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de perdas.

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Após as cotações atingirem o menor patamar em dois meses, investidores aproveitaram os preços mais baixos para realizar compras, favorecendo uma recuperação técnica do mercado.

Os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,53 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%.

Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,64 3/4 por bushel, valorização de 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro recuou 0,28%, encerrando a US$ 347,30 por tonelada.

O óleo de soja para dezembro, por sua vez, registrou alta de 1,16%, fechando a 66,74 centavos de dólar por libra-peso.

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Apesar da recuperação das cotações, o andamento da colheita norte-americana permanece como fator de pressão sobre o mercado, restringindo ganhos mais acentuados.

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Sustentabilidade

Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

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A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.

Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.

Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.

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Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.

Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil poderá importar maior volume de trigo em 30 anos na temporada 2026/27 – MAIS SOJA

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O Brasil poderá importar mais de 9 milhões de toneladas de trigo na temporada atual 2026/27, alcançando o maior volume dos últimos 30 anos, segundo estimativa apresentada pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante a abertura do 33o Congresso Internacional da entidade nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro (RJ).

A perspectiva de aumento das importações está relacionada à redução da produção nacional, afetada pelas condições climáticas nos principais estados produtores do Sul e Sudeste, e à consequente perda de produtividade e qualidade dos grãos. Segundo Barbosa, a volatilidade dos custos de produção e as oscilações dos preços internacionais também influenciaram as decisões de plantio, deixando a área colhida abaixo do potencial produtivo brasileiro.

“Como desdobramento direto dessa menor disponibilidade interna do trigo, o Brasil registrará um aumento recorde nas importações”, afirmou Barbosa.

A qualidade do trigo argentino também poderá influenciar o volume das compras externas. Caso não haja recuperação em relação à safra passada, o Brasil poderá ampliar ainda mais os desembarques para garantir o abastecimento dos moinhos e da indústria alimentícia.

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Durante o congresso, o presidente do conselho deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, informou que os moinhos brasileiros processaram 13,275 milhões de toneladas de trigo em 2025. Ele destacou que o aumento das compras externas representa um desafio para toda a cadeia, especialmente em relação à infraestrutura portuária, à armazenagem, ao capital de giro e ao câmbio.

“Nunca trouxemos tanto trigo de fora”, afirmou Kümmel.

O aumento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do setor. Barbosa apontou os gastos com insumos e embalagens, a elevação de 1,17% na carga tributária sobre o trigo importado e a redução de 10% do crédito presumido entre os fatores que poderão pressionar os custos do trigo em 2026/27 e afetar os preços da farinha e de produtos derivados, como pães, massas e bolos.

A Abitrigo também pretende apresentar as demandas do setor ao novo governo a partir de janeiro. Entre as prioridades estão a formulação de uma política nacional para o trigo, melhorias na infraestrutura de armazenagem, linhas de crédito específicas para a cadeia e o incentivo à expansão do cultivo no Cerrado.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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